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Com a corda no pescoço

Apenas seis dos 27 governadores que tomam posse ou permanecem no cargo a partir de janeiro vão começar o mandato em uma situação fiscal considerada muito boa ou boa.

O tamanho do desafio dos governadores foi medido por um estudo realizado pela Tendências Consultorias Integrada, cujos resultados foram divulgados pelo G1.com.

De acordo com o levantamento, apenas os governadores do Amapá, Espírito Santo, Amazonas, Rondônia, Tocantins e Paraíba receberão as contas públicas em condições favoráveis.

A crise fiscal dos governos estaduais tem um grande e perverso impacto na vida do cidadão. Boa parte dos serviços básicos para a sociedade, como educação, saúde e segurança pública está a cargo dos Estados.

Atraso no pagamento

Hoje, sem folga no orçamento, a prestação desses serviços fica comprometida, pelo menos em qualidade aceitável. Além do mais, em alguns Estados, o salário de servidores está atrasado.

Para avaliar a situação fiscal dos Estados, os analistas deram notas de 0 a 10 com base em dados do Tesouro Nacional para seis indicadores das contas públicas: endividamento; poupança corrente, liquidez, resultado primário, despesa com pessoal e encargos sociais e investimentos.

Cada item recebeu um peso diferente e, em seguida, foi feita uma média para cada unidade da federação.

No outro extremo, ou seja, no grupo dos Estados com as contas públicas em situação dramática, estão Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

O Piauí não está nem em uma lista nem na outra. Isto é, a situação do Estado não é das melhores nem das piores.

Mas o Piauí entrará na relação dos que vão encerrar o ano com o 13º salário pago. E isso, na atual situação de penúria da maioria dos Estados, já alguma faz diferença.