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Ciro e Assis jogam o governador no fogo

Se topar o plano do PP e do PT para abrir fogo contra o presidente da Assembleia Legislativa, na sucessão da Mesa Diretora da Casa, o governador Wellington Dias terá a promessa de adesão dos aliados.

Mas ele ouvirá de seu próprio partido o que já vem ouvindo do presidente regional do MDB, deputado Marcelo Castro: trata-se de uma guerra fraticida.

A primeira voz petista a se levantar publicamente contra o plano de derrubada do presidente da Assembleia é o deputado eleito Franzé Silva. Arredio a polêmicas, ele concorda que o argumento do PP e do PT para renovar o comando da Assembleia é forte, porém observa que é absolutamente incoerente.

- O deputado Themístocles faz um bom trabalho como presidente da Assembleia. Ele está lá há muito tempo, mas nós também estamos há muito tempo no poder. Vamos para o quarto mandato no governo. Então, é uma incoerência apresentar esse tipo de argumento – posiciona-se Feranzé.

Capricho

Até aqui, o lançamento de uma candidatura de oposição na sucessão da Mesa Diretora da Assembleia se parece muito mais com um capricho político do senador Ciro Nogueira e do deputado Assis Carvalho do que com um efetivo desejo de mudança da base governista para o comando da Casa.

Qualquer deputado-eleitor fora do raio de influência direta do senador e do deputado petista que for chamado à presença do governador, para se posicionar sobre essa eleição, dirá que seguirá a sua orientação, porém fará a ressalva que nada tem contra a reeleição de Themístocles.

Então, quando Ciro e Assis chamam Wellington para a briga é porque eles sabem que, sozinhos, não conseguirão derrotar o presidente da Assembleia. E querem jogar o governador no fogo por uma causa que não é exatamente dele.