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Ciro defende fim das disposições no governo

O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, afirmou ontem que a reforma da máquina estadual é imprescindível para o sucesso administrativo do governador Wellington Dias em seu próximo mandato.

Segundo o senador, o enxugamento da máquina é imperioso. Além da extinção e fusão de órgãos, ele defende uma nova prática para o processo de disposição dos servidores públicos.

Em sua opinião, médico só pode sair do exercício de seu cargo para ser secretário de Saúde. Da mesma forma, o professor só deve sair da sala de aula se for para ocupar o cargo de secretário de Educação.

Ciro Nogueira considera um despropósito a distribuição de policiais militares pelos gabinetes das autoridades, enquanto a população se ressente de policiamento nas ruas, por falta de efetivo.

Incentivo ao avesso

Ele disse também que o governo deve rever a política de incentivo para os servidores que se beneficiam das disposições. “Eles ganham mais. Um professor que sai da sala de aula ganha mais do que o que está lá. Um policial que vai para um gabinete ganha mais do que o que está na rua, enfrentando os bandidos. Isso não faz sentido”, critica.

O senador disse que o seu partido entregou um plano de reforma administrativa ao governador em caráter de sugestão, não como uma imposição. O seu objetivo foi o de colaborar com os acertos do governo em seu novo mandato, conforme ainda Ciro Nogueira.

O Partido dos Trabalhadores ficou de também apresentar uma proposta administrativa ao governador. Até aqui, o partido tem se fixado na ideia de não perder espaço político na próxima administração. É que muitos aliados se mostram a dispostos a avançar em cargos ocupados por petistas.