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Congresso dará trégua a Bolsonaro, prevê Átila

O Congresso dará uma trégua de pelo menos seis meses ao presidente Jair Bolsonaro. A previsão é do deputado federal Átila Lira, do PSB, partido que fará oposição ao novo governo a partir de janeiro.

Segundo Átila Lira, a estratégia do presidente de montar seu ministério à revelia do parlamento não ajuda no diálogo dele com o Congresso. Nem por isso, haverá hostilidades a Bolsonaro no início do mandato.

Átila disse que acompanhará o presidente nas matérias de interesse do Brasil, como a reforma da Previdência. Mas ele prevê que, em função disso, terá dificuldades com o seu partido, em função da posição antiBolsonaro tomada pelo PSB.

As especulações indicam que o presidente deverá iniciar o governo com mais da metade dos votos da Câmara dos Deputados, mas sem maioria no Senado.

A base de Bolsonaro

O levantamento dos especialistas indica que 288 deputados estão dispostos a integrar a base governista e pelo menos 138 estarão na oposição. Outros 75 pretendem atuar de forma independente e 12 ainda têm posição indefinida.

O governo precisará avançar na Câmara para além dos 308 votos necessários à aprovação de reformas como a previdenciária.

No Senado, o presidente conta com 33 votos certos, contra 25 declarados da oposição,
12 independentes e 11 indefinidos. Ainda faltam oito senadores para chegar à maioria simples.

Trocando em miúdos: para atender ao quórum de três quintos exigido no caso das emendas à Constituição, o governo terá que suar mais: precisará do apoio de no mínimo 49 senadores.

Primeira crise

Em declarações à Rádio Cidade Verde FM – 95.3, o deputado Átila Lira avaliou que o presidente inicia o seu mandato em lua de mel com a população. Por isso mesmo, não terá tanta dificuldade agora na relação com o Congresso.

Ele prevê, porém, que na primeira crise que estourar, o governo terá que mudar a sua estratégia para esse relacionamento, dando maior importância aos partidos e aos parlamentares.