Cidadeverde.com

Chega de mimimi!

Ainda vejo muito mimimi na chamada grande imprensa por causa das restrições impostas pelo novo governo à cobertura jornalística da posse do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Com quase 40 anos de imprensa nos couros, não vejo essas restrições como impeditivo ao exercício pleno do jornalismo. Pelo contrário.

O que acontece é que a imprensa brasileira tinha quase que um compadrio com o poder nas últimas duas décadas, depois do governo Collor.

E essa proximidade se estreitou muito com a chegada do PT ao poder. Então, como diz a letra do pagode, “mal acostumado, você me deixou”.

Sou da linha dos que pensam que, quanto mais o trabalho da imprensa é dificultado, mais ele sai melhor.

As melhores reportagens da história foram feitas sem autorização, enfrentando todo tipo de embaraço e empecilho.

Tapete vermelho

A propósito: onde estavam esses bravos e aguerridos jornalistas quando se promoviam verdadeiros assaltos ao país, há pouco tempo?

Como não perceberam a roubalheira que só foi descoberta e detonada com a ação da Lava-Jato?

Como na canção de Chico Buarque, certamente a imprensa estava distraída, como toda a pátria, sem perceber que era subtraída.

Então, que os coleguinhas deixem de mimimi e tititi e prestem atenção ao serviço. Que passem a fazer jornalismo de verdade, sem esperar tapete vermelho ou sem essa de posar de vítima ou de vedete.

No governo Bolsonaro, o que não vai faltar é bafafá!

 

 

Fora da disputa

O secretário de Governo, Merlong Solano, é da opinião de que o governador Wellington Dias deve se manter afastado da disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.

Pelos seus cálculos, o governador não tem muito a ganhar interferindo no processo.

Presidente amigo

Merlong avalia que como o governo tem uma bancada de 25 dos 30 deputados, não há perigo de o novo presidente da Mesa da Assembleia sair das fileiras da oposição.

Então, como se trata de uma disputa entre aliados, o melhor que o governador faz é ficar fora da confusão, sugere o secretário.

Limpando a ficha

Tem muita gente correndo para as redes sociais para deletar às pressas as postagens, compartilhamentos e curtidas contra Bolsonaro e a favor do PT.

O novo governo faz uma varredura nas redes sociais para checar a vida pregressa de pretensos ocupantes de cargos na atual administração federal.

Teve gente que já caiu e tem gente balançando para cair.

Tema central

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, e o presidente regional do PT, deputado federal Assis Carvalho, conseguiram dar à sucessão da Mesa da Assembleia Legislativa uma dimensão além da conta.

Uma eleição interna, de um colegiado, vira assunto estadual, próprio de um estado que não tem outras urgências a enfrentar.

Foto: Reprodução/Facebook

Marcando presença - A advogada Rubenita Lessa foi à posse do presidente Jair Bolsonaro, como convidada especial, levando uma Bandeira do Piauí para marcar presença as cerimônias.

 

 

* Segundo os especialistas, pelo menos 80% das medidas que o governo Bolsonaro pretende implementar dependem da vontade do Congresso.

* O prefeito de Parnaíba, Mão Santa, perdeu a queda de braço com a oposição na questão da retomada do serviços de abastecimento de água.

* Na sessão especial que votaria o projeto do prefeito, na virada do ano, sobrou confusão e faltou quórum.

* O governo Bolsonaro estuda lançar um pacote de 50 prioridades para o começo da gestão. Isso é próprio de quem não tem prioridade alguma.

 

 

Salário mínimo

Do humorista Fraga:

- Aquele ordenado que provoca risinhos entre políticos e governantes, o hilário mínimo.