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Bolsonaro manda bala... nele mesmo!

Governo algum precisa de oposição nos primeiros dias. Ele próprio se encarrega de fazer isso. Com o governo Bolsonaro não está sendo diferente.

É o caso, agora, da repercussão do pedido feito pelo senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), ao Supremo Tribunal Federal, para a suspensão das investigações relativas a movimentações financeiras de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

O episódio está causando mal-estar na base política do presidente. Nos bastidores, auxiliares de Jair Bolsonaro avaliam que a estratégia usada pelo filho do presidente tem potencial para provocar mais desgaste ao novo governo.

Ao solicitar a suspensão das apurações, o filho de Bolsonaro alegou que o cargo de senador lhe confere foro especial no STF.  O detalhe é que ele ainda não tomou posse, o que ocorrerá em 1.º de fevereiro. 

A argumentação dele contradiz frontalmente o discurso do presidente, que sempre disse ser contrário ao foro privilegiado.

Além disso, houve incômodo no Palácio do Planalto com o fato de Flávio sustentar que nada tinha a ver com essa situação e depois aparecer com o pedido para que as investigações envolvendo seu ex-assessor fossem suspensas.

Isso não é tudo. Também chama a atenção o fato de o ministro Luiz Fux, do Supremo, aceitar o pedido de suspensão da investigação. E o mais curioso, ainda, é que o ministro do STF tomou a sua decisão no mesmo dia do pedido.

Então, já que o governo Bolsonaro tanto faz apologia de armas, não seria inadequado concluir que esse fgesto do filho do presidente oi um autêntico tiro no pé.

Afinal, o que Bolsonaro filho tem tanto a esconder?