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Transporte público anda mal

A nova greve nos ônibus urbanos, deflagrada na segunda-feira, em Teresina, não é apenas mais um evento do calendário anual da cidade, como se diz em tom de ironia.

Ela é, antes de tudo, mais um sintoma da grave crise que atravessa o setor, em todo o país. São tantos os problemas que, na contramão da história, a área de transporte público anda a caminho da estatização.

O Rio de Janeiro acaba de dar o primeiro passo nessa direção. Na semana passada, o prefeito Marcelo Crivella decretou intervenção no BRT da cidade e colocou um burocrata pago pelo contribuinte para administrar a concessão.

O poder público não está propriamente interessado em assumir a gestão do serviço.  No entanto, a estatização já chega a ser apontada por especialistas como a única forma de manter o serviço, cuja operação vem acumulando prejuízos insanáveis às empresas concessionárias.

Sangria

A crise resulta de uma série de fatores. A corrosão do sistema começou com a permissividade dos poderes públicos para com os sistemas de transporte alternativo e vans, sejam formais ou piratas. Esse processo começou ainda na década de 1990.

A segunda causa foi a farra das leis concedendo gratuidades e descontos. Idosos, estudantes, policiais, oficiais de justiça, portadores de deficiência e várias outras categorias, independentemente de suas situações econômicas, ganharam o privilégio da gratuidade ou da meia.

É sabido que não existe almoço grátis. Alguém paga a conta. E, nesse caso, é o passageiro que compra a tarifa inteira.

Aplicativos

À medida que o setor foi se tornando frágil, as passagens se tornaram mais caras, o serviço não melhorou e, agora, a novidade do transporte por aplicativos, junto com a crise econômica, acelerou a agonia das  empresas de ônibus.

Somente em Teresina, no ano passado, o sistema perdeu aproximadamente um milhão de passagens.  Fica difícil uma empresa que opera nessas circunstâncias ir longe.

Desde 2015, quando houve a licitação das linhas de ônibus, duas 13 empresas de ônibus da capital já quebraram. Outras cinco estão rodando com o combustível na reserva.

Teresina pode adotar paliativos, mas a solução para a crise está em Brasília. No entanto, por lá ninguém se interessa por um debate em torno da questão.

 

 

Barragens

O Ministério Público do Estado, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA), promoveu, ontem, uma audiência para discutir a segurança das barragens no Piauí.

Ao final, as autoridades garantiram ao MP que não há risco iminente de rompimento de barragem no Piauí.

Mas também disseram que as barragens do Estado não têm plano de segurança.

Na Justiça

A propósito, a Prefeitura de Piracuruca informa  que ingressou com Ação Judicial contra o Estado do Piauí, pedindo a imediata fiscalização das condições de segurança da estrutura da Barragem de Piracuruca. 

A prefeitura reconhece que existe um clamor na cidade por conta da situação da barragem, que apresenta infiltrações e vazamentos em seu paredão.

Segurança

O presidente do Sindilojas/PI, Tertulino Passos, e o diretor Luís Antônio Veloso estiveram reunidos com o comandante de policiamento de Centro de Teresina, coronel Lacerda, para tratar da intensificação da segurança no centro.

“A reunião foi positiva, eles vão intensificar mais o policiamento. Conversamos também sobre a logística e implementação da segurança”, afirmou Tertulino Passos.

Foto: Divulgação

Novo Cartório - Já começou a funcionar o Cartório do Dirceu I, situado na Avenida Joaquim Nelson, Quadra 139, Casa 17, próximo ao Teatro João Paulo II. O trabalho pela sua instalação começou na gestão do desembargador Brandão de Carvalho como vice-corregedor geral de Justiça. O serviço era reclamado há décadas pela população da região, a mais populosa do Piauí.

 

 

* A folha de batalha.com informa que os vereadores de Batalha lotaram seus gabinetes de parentes.

* O sistema da Agência de Tecnologia da Informação (ATI) deu uma nova pane ontem e deixou todos os órgãos estaduais na mão.

* Até a semana passada, eu achava exagerada a quantia de R$ 120 milhões que teriam sido desviados do programa de Transporte Escolar no Piauí.

* Ontem, depois que o principal acusado de envolvimento com o esquema pagou uma indenização de R$ 1 milhão e 800 mil para ser solto, passei a não achar mais.

 

 

Reality show

- Que BBB, que nada: Família é o maior reality show de todos os tempos.