Cidadeverde.com

Oposição critica reforma que ela cobrou

Pois é! O projeto de reforma administrativa do governador Wellington Dias ainda não chegou à Assembleia Legislativa – o que deve ocorrer hoje –, mas já começou a receber críticas da oposição.

No geral, o projeto propõe a extinção de 19 órgãos estaduais. A proposta também planeja a fusão entre secretarias e absorção de algumas áreas.

Com as mudanças, o Estado planeja economizar cerca de R$ 300 milhões por ano. Para tanto, está revendo os contratos administrativos, reduzindo o número de terceirizados e vetando a disposição de servidores com ônus para o governo.

Economia modesta

De fato, a reforma administrativa apresentada pelo governador Wellington Dias à sua bancada, no início da semana, vale mais pela intenção do que pela ação. Ou seja, conta pela simbologia, não pela economia. O governo reconhe que chegou ao seu limite.

Pelos cálculos da equipe econômica,  as mudanças resultarão em uma economia de aproximadamente R$ 300 milhões. Ela será pífia, pois corresponderá a menos de 4 por cento das receitas previstas para este ano.

Mas, enfim, antes uma economia pequena, agora, com a reforma, do que economia alguma ou mais gastos além da capacidade financeira do Estado.

Se o governo não pusesse o pé no acelerador, o Piauí caminharia, sem errar, para o colapso que já atingiu vários outros Estados.

Apelo atendido

O que o governo está se propondo a fazer, porém, é simplesmente tudo aquilo que a oposição vinha reclamando há muito tempo: enxugamento da máquina, desinchaço da folha de pessoal, redução de cargos e fim da contratação de terceirizados e da convocação de suplentes de deputado.

É pouco? Talvez, mas, levando em conta que se trata de um governo que jamais demonstrou preocupação com esse tipo de despesa, já é bom começo.

Não é para atender aos apelos da oposição, certamente, que o governo propõe as mudanças. É por necessidade.

Mas é também o que a oposição queria. Ou pelo menos dizia que queria.