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Greve na PM contra reforma da Previdência

Mais um fogo amigo no governo Bolsonaro. O vice-líder do governo na Câmara Federal, deputado capitão Augusto (PR-SP), que assumiu a função na terça-feira, amanheceu ontem afirmando que a Polícia Militar pode entrar em greve contra a reforma da Previdência.

O aviso foi dado em uma reunião da bancada do partido. De acordo com o parlamentar, a paralisação pode envolver policiais de todo o país, caso as novas regras alterem a garantia de mesmo salário para PMs da reserva e da ativa, dentre outras.

As regras para a Previdência contidas na proposta do governo não agradaram aos policiais.

Segundo eles, as atividades de bombeiros e policiais devem ter um tratamento previdenciário diferente do oferecido às Forças Armadas.

Força jovem

Outro parlamentar do PSL, o partido do presidente Jair Bosonaro, o deputado Coronel Tadeu, de São Paulo, observou:

“Eu não vejo as Forças Armadas chamarem homens de 60 anos de idade para fazer o serviço militar. Eles só chamam com 18. E com 20, 22, eles já estão descartando. Ou seja, se tiver uma guerra, as próprias Forças Armadas têm que levar para uma eventual guerra um contingente com vigor físico invejável. Por que a polícia militar, então, tem que trabalhar até os 60, 65 anos?”.

Para o parlamentar, ampliar a idade mínima para a aposentadoria pode trazer prejuízos à sociedade. “O que você acha de um senhor de 65 anos de idade portando uma arma, um colete, um cinturão, correndo atrás de um bandido com fuzil? Vigor físico não bate”, adverte o deputado do PSL.

Então, está aí o primeiro levante do governo Bolsonaro em relação ao projeto de reforma da Previdência. Ele parte de sua própria base. Ou, mais precisamente, de dentro de seu próprio partido.

Trocando em miúdos, com uma base assim, a oposição não precisa fazer nada para derrotar o governo. Apenas cruzar os braços. E esperar.

 

 

Foto: Divulgação

Deputada Lucy Carvalho: educação inclusiva

Libras

Apesar de novata na Casa, a deputada Lucy Carvalho, do Progressistas, já se movimenta com desenvoltura na Assembleia Legislativa.

Ontem, ela cobrou da Secretaria de Educação informações sobre os valores dos salários, cópias dos contratos dos instrutores e intérpretes de libras que atuam nas escolas estaduais e outras instituições no Programa de Educação Inclusiva. 

Ela recebeu informações de que os profissionais não são concursados e atuam em situação funcional precária.

Dr. Pessoa 2020

O ex-deputado Dr. Pessoa, candidato derrotado ao Governo do Estado, nas eleições passadas, reapareceu ontem na cena política.

Em visita à Câmara Municipal de Teresina, ele anunciou a sua candidatura a prefeito da capital em 2020.

Ainda não definiu o partido, mas afirmou que está fora do Solidariedade.

Memorial

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), esclarece, através de sua assessoria: o Memorial Petrônio Portella continuará com o mesmo nome. O espaço será reinstalado em versão digital.

A Assembleia buscará outro espaço para homenagear a memoria do ex-deputado Jesualdo Cavalcanti.

Foto: Divulgação

Pé de ouvido - Em momento de descontração, em solenidade oficial, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, e o governador Wellington Dias cercaram a vice-governadora Regina Sousa. Essas almas querem reza!

 

 

* O deputado João Madison (MDB) solicitou informações à Secretaria de Saúde sobre os valores repassados ao Hospital de Corrente em 2018.

* O parlamentar pediu também o detalhamento dos beneficiados e cópias dos contratos de servidores e empresas terceirizadas.

* O presidente da Câmara Municipal de Teresina, Jeová Alencar, acertou-se com o MDB, a pedido do deputado Themístocles Filho.

* O carnaval 2019 de Água Branca será aberto amanhã, informa o prefeito Jonas Moura (PSD). A cidade espera pelo mens 40 mil foliões.

 

 

Chegou tarde

O coordenador da bancada do Nordeste, deputado federal Júlio César (PSD), está em alta com o presidente Jair Bolsonaro. Recebido em audiência, no início da semana, no Palácio do Planalto, o parlamentar, já apelidado de “Google da Câmara” pelo senador Marcelo Castro (MDB), disparou um sem-número de números sobre a mesa do presidente. Ao final, impressionado com o domínio que o deputado demonstrou ter sobre os assuntos abordados, Bolsonaro encerrou a conversa, marcando um novo encontro:

Presidente: - Ô Júlio César, por que você não é meu ministro?

Deputado: - Porque não fui convidado!