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Wellington tira o bode da sala

Contam que um pai de família, que morava numa casinha muito pequena com a mulher e os muitos filhos, estava passando por graves dificuldades financeiras e decidiu pedir ajuda ao vigário de sua cidade.

Depois de escutar seu drama, o padre lhe deu um bode, com a recomendação de que, durante uma semana, o homem mantivesse o animal na sala de sua casa.

Uma semana depois, como combinado, o cidadão retornou à igreja. O padre perguntou-lhe:

- E então, as coisas melhoraram?”
– Não, seu padre. Não melhorou nada… O bode está nos atrapalhando bastante.
– Então, devolva o bode e volte daqui a uma semana – recomendou o vigário.
O cidadão devolveu o bode e uma semana depois retornou à igreja. Novamente o padre perguntou-lhe:

- E então, as coisas melhoraram?
– Agora sim, seu padre! Sem o bode a gente tem espaço na sala e não tem mais aquele mau cheiro.

E lá se foi o homem de volta para sua casa, feliz da vida e dando graças a Deus pela vida que levava.

Limpando a área

Bem, essa é que é, em resumo e com alguma variação, a história do “bode na sala” de que tanto se fala, em tom de piada, claro.

Ela é muito usada porque se presta a vários tipos de problemas e situações.

Agora mesmo, o governador Wellington Dias acaba de retirar de tramitação, na Assembleia Legislativa, a mensagem número 6.

Ela tratava da suspensão de reajuste salarial, promoções, progressões e nomeações de servidores pelo período de um ano.

O governador desistiu da proposta ao avaliar que a Lei de Responsabilidade Fiscal já prevê restrições para controlar o aumento do custo da folha de pagamento dos servidores.

Claro que ele, experiente como é, sabia que não precisava do aval da Assembleia para tomar esse tipo de medida. A LRF já impõe que ele faça isso, sob pena de sofrer várias sanções.

Mas um político como Wellington Dias não dá nó sem ponta. Ou ele quis testar até aonde sua ampliada base ia com ele ou quis barrar as pressões por aumento salarial. Ou, ainda, ganhar tempo para fazer as mudanças que propôs.

O fato, porém, é que o governador tirou o bode da sala. Com isso, espera ter limpado a área para aprovar a reforma administrativa para o seu quarto mandato.