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Deu a louca na esquerda!

O governo Bolsonaro ainda está desorientado, três meses depois de tomar posse. Ainda está totalmente perdido nos labirintos do poder. E também deixou tonta a oposição.

Até aqui, o governo tem vivido praticamente de factoides. Outro dia, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu a comemoração da passagem dos 55 anos do golpe de 64. Pra quê? Na oposição, apareceu gente até com proposta de impeachment do presidente!

Ora, Bolsonaro poderia sofrer um pedido de impeachment, em um caso como este, se, com a formação militar, política e ideológica que tem, aparecesse louvando o regime comunista de Fidel Castro ou outro assemelhado. 

Se tal ocorresse, ou seja, se Bolsonaro jogasse flores no regime cubano, não seria descabido propor o seu afastamento do cargo, por insanidade mental.

Já presidente fazer louvação a 64 apenas confirma que ele está com suas faculdades mentais em perfeitas condições.

Emenda e soneto

A oposição partiu com tanta euforia para propor o impeachment do presidente que esqueceu um detalhe pequeno, porém importante – e nem falo na ladainha “impeachment é golpe!”, de quando a esquerda estava no poder.

Pois bem! Na remota hipótese de vingar o afastamento de Bolsonaro, ele seria substituído por um general, o vice-presidente Hamilton Mourão. E a emenda sairia pior do que o soneto.

Há muito, Bolsonaro deixou de ser um militar. Desde que se reformou como capitão do Exército, ele virou um político profissional. Há 30 anos tem mandatos eletivos, isto é, elege-se, reelege-se e ainda elege filhos e outros parentes e aderentes.

Não há, na história do mundo, desde a Revolução Russa de 1917, algo nem parecido, ou seja, a esquerda lutar para tomar o poder de um político profissional e entregá-lo a um militar de direita.

No Brasil, porém, a esquerda, à falta de algo mais inteligente para fazer, se arrisca a tal vexame!