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PIB do Nordeste perde força

A queda de braço dos governadores do Nordeste com o presidente Jair Bolsonaro não irá muito longe. É que a economia da região passa por uma crise mais grave que a do Brasil.

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste cresceu praticamente a metade da média nacional. Ou seja, o PIB nordestino cresceu apenas 0,6%, enquanto o do Brasil subiu 1,1%.

Os dados foram divulgados no final de semana pelo Uol. Conforme a reportagem, a crise afastou investimentos, que ficaram concentrados no Centro-Sul.

O portal de notícias informa que especialistas esperam que a economia da região apresente uma pequena melhora neste ano, mas uma evolução maior só a partir de 2023.

A recuperação

Para que essa recuperação ocorra, no entanto, será determinante a concretização de investimentos em infraestrutura (aeroportos, energia eólica, saneamento básico e ferrovias, entre outros), segundo Camila Saito, economista da área de Análise Setorial Tendências.

Para a economista, a retomada da atividade econômica no Nordeste vem sendo mais desfavorável do que na média no Brasil por conta do peso relativamente modesto de setores mais sensíveis ao ciclo econômico. Entre eles, o automotivo, o de máquinas e equipamentos e o de materiais de construção.

"O Nordeste ainda conta com um peso significativo do setor público federal na massa de renda, o que faz com que sofra mais do que o restante do país com restrições fiscais impostas por Brasília", disse Camila. Massa de renda é a transferência de renda que inclui aposentadorias e benefícios assistenciais, como o Bolsa Família. São recursos importantes para sustentar o consumo das famílias em tempos de crise, mas mostram o grau de dependência em relação ao dinheiro bancado pelo governo.

Reduto da esquerda

A relação política dos governadores do Nordeste com o poder central mudou radicalmente com a posse do presidente Bolsonaro, em janeiro.

De pires na mão, eles terão extremas dificuldades para levar adiante o projeto de mostrar a região como um reduto da esquerda. Sem articulação com Brasília, é mais fácil o Nordeste aparecer como um bolsão de miséria.

 

 

Foto: Divulgação/Facebook

Wellington Dias com lideranças petistas em Curitiba: protesto contra a prisão de Lula

 

Protestos 

O governador Wellington Dias participou, em Curitiba, do protesto contra a prisão do ex-presidente Lula, que ontem completou um ano.

Os petistas repetiram que o ex-presidente está preso injustamente e entoaram o “Lula Livre!”

Ontem foi dia de protestos também, em várias partes do Brasil, a favor da Lavo Jato, que mandou prender Lula, e contra o STF.

100 dias

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai decidir hoje o destino do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.

Bolsonaro fará um balanço dos primeiros 100 dias de seu mandato e cada um dos seus ministros vai fazer um balanço da sua área.

A situação do ministro da Educação é insustentável. Ele se reprovou em todos os quesitos.

Foto: Carlos Rubem

Itamar na APL - O médico e escritor Itamar Abreu Costa, presidente da Academia de Medicina do Piauí, tomou posse na Cadeira 18 da Academia Piauiense de Letras, vaga com a morte do jornalista e acadêmico Herculano Moraes. O discurso de recepção do novo imortal foi feito pelo médico e escritor Humberto Guimarães. A sessão da APL foi realizada no Cine-Teatro da Assembleia Legislativa, sendo muito prestigiada. 

 

 

* A Secretaria de Planejamento manda celebrar amanhã, ao meio-dia, na Capela do HGV, missa em memória do ex-secretário Pádua Ramos.

* Bombeiros, Defesa Civil e Prefeitura de Teresina passaram o final de semana em alerta, por causa das chuvas e das enchentes do Parnaíba e do Poti.

* Duas comportas da barragem de Boa Esperança foram abertas ontem ao meio dia, segundo a Chesf sem riscos para as cidades ribeirinhas.

* Mais dois nomes confirmados para a nova equipe do governador Wellington Dias: João Rodrigues (Comunicação) e Daniel Oliveira (Justiça).

 

 

Lula Livre!

Do governador Wellington Dias, nas redes sociais, sobre um ano de prisão do ex-presidente Lula:

- Agora, é o Brasil que está prisioneiro de uma longa crise econômica, trazendo recessão e desemprego, crise política e institucional, porque apostaram no caminho de rasgar a Constituição Federal. Precisamos de maturidade política.