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Balançou até cair

A queda do ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodrigues, confirmada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, já era esperada.

Com apenas três meses no cargo, o ministro já estava com a validade vencida há muito tempo. Uma trapalhada atrás da outra.

A falta de preparo administrativo, que levou o ministério ao caos interno, pesou mais do que sua capacidade inesgotável de dar declarações estapafúrdias.

A pasta entrou em colapso na gestão relâmpago de Ricardo Vélez. Nada funcionava e o ministério se transformou numa briga desmensurada pelo poder entre seguidores do pensador Olavo de Carvalho, guru do novo governo, militares e discípulos do ministro.

O presidente não tinha outro apelo a não ser o de trocar o titular do MEC. A mudança era inevitável. Já estava era demorando.

No entanto, a situação do Ministério não muda com a simples troca de comando. Ela só vai se resolver se a bagunça e as polêmicas cessarem.

Acontece que, pela sua trajetória pública, o novo ministro, Abraham Weintraub, também possui perfil polemista, dá ouvidos a Olavo de Carvalho e não parece acenar com a pacificação de um setor tão crucial para o País.

Porém, ao tirar um ministro da Educação reprovado em todos os quesitos, o governo não pode correr o risco de ter trocado seis por meia dúzia.

O Brasil não merece isso! 

 

 

Jogando a toalha 

A reforma da Previdência toma rumo incerto. O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ontem que perdeu condições de ser o articulador da reforma.

Agora, quem se habilita?

Pulga na orelha

Os governadores de estados em crise financeira estão com a pulga atrás da orelha.

O Superior Tribunal de Justiça deve retomar esta semana um julgamento que mexe com todos eles, segundo o colunista Lauro Jardim.

Calote

O STJ vai estabelecer se eles devem responder por peculato quando dão calote nos bancos responsáveis pelos créditos consignados dos servidores para arcar com outras despesas, como a folha de pagamento do funcionalismo.

O processo em questão diz respeito à gestão de Waldez Góes, do Amapá.

Mas são muitos os governadores na mesma situação.

Alagados

Depois da visita do governador Wellington Dias aos alagados em Parnaíba, no final de semana, o Governo do Estado, por meio da Secretaria  da Defesa Civil (Sedec), informou ontem que enviou ajuda humanitária para duas mil famílias atingidas pelas enxurradas no litoral do Piauí.

De acordo com o governo, serão beneficiadas mil famílias em Parnaíba, 500 em Luís Correia e outras 500 em Ilha Grande.

Itens como cestas básicas, água mineral, colchões, kits dormitórios, kits de limpeza e kits de higiene pessoal compõem o material enviado.

Foto: Divulgação/CCom

O governador Wellington Dias com o prefeito Mão Santa, em Parnaíba

 

 

 

* Bem, o Governo do Estado afirma que o foco de peste suína detectado no Piauí é um caso isolado, sem maiores preocupações.

* Ao mesmo tempo, anuncia a decretação de emergência sanitária por causa desse foco!

* Danou-se! O litro de gasolina já chega a R$ 4,80 em Teresina. Queima!

* Triste sorte a do Brasil! Um lado venera um Leonardo Boff; o outro, um Olavo de Carvalho!

 

 

"Maria da Penha" neles!

Do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ao jogar a toalha como articulador do projeto da reforma previdenciária:

- 'Não vou ser mulher de malandro, de ficar apanhando e achando bom'.