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Wellington quer tirar leite de pedra

O governador Wellington Dias ainda bate cabeça para fechar o seu secretariado. Já no quarto mandato à frente do Palácio de Karnak, elegendo-se sempre no primeiro, turno, ele ainda se porta como se estivesse estreando no cargo. Sempre tateando.

Está claro, porém, que a nova equipe não será aquela Brastemp toda, muito menos o secretariado dos sonhos do governador.  Como se diz por aí, vem aí mais do mesmo.

O governador não aprendeu a dizer não. Assim, como das vezes anteriores, a equipe é composta na base do rateio de cargos. É um pregão. Entre os aliados, leva o maior e melhor taco de poder quem tem mais gogó.

A mudança que não veio

Não se pode acusar o governador de não ter tentado mudar esse método de composição de sua equipe. Até que ele tentou. Nessa direção, ensaiou uma reforma administrativa, gestada mais para ganhar tempo do que para enxugar a máquina e torná-la mais eficaz.

Tudo indica, no entanto, que ela não serviu nem para uma coisa nem para a outra, pois os mesmos estão de volta ao primeiro escalão e a máquina se mantém pesada, lenta e voraz em relação aos dinheiros públicos.

Todavia, não se pode censurar o PT e aliados pela pressão descomunal que fizeram por cargos. Ao longo dos três mandatos anteriores de Wellin

gton, eles foram habituados a isso. E ficaram mal acostumados. Não conseguiriam sobreviver de outra forma.

A lição de Wall

Professor de História e político por vocação, Wall Ferraz, prefeito de Teresina três vezes, um exemplo de austeridade administrativa e gestão pública, repetia que adotava uma receita inegociável na composição de suas equipes de trabalho.

Ele dizia que quando se fixava em um nome para seu secretariado, pensava dez vezes antes da nomeação, pois, se o escolhido viesse a fracassar, ele também iria se sentir fracassado.

O governador Wellington Dias jurou que, neste quarto mandato, fará um governo totalmente diferente dos anteriores. Com o time escalado para sua equipe, que só sabe fazer as mesmas jogadas, ele sonha, certamente, em tirar leite de pedra.

 

 

Boca de siri

Era só o que faltava: o Ministério da Economia decretou sigilo de pareceres técnicos que embasaram a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência, impedindo acesso aos argumentos e estatísticas que sustentam o texto em tramitação.
Como uma matéria que mexe com tantos interesses pode tramitar por debaixo do pano?

Rasgando o verbo

De pronto, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considera que o sigilo determinado pelo governo sobre os estudos que embasam a reforma de Previdência deve cair quando a Comissão Especial da Câmara começar a debater o tema.

A previsão é que a Comissão seja formada em 7 de maio.

E lembrar que Bolsonaro se elegeu e tomou posse bradando contra o sigilo nos empréstimos do BNDES adotado pelo governo petista!

Chesf

O senador Elmano Férrer (Podemos) disse que levou as mãos à cabeça quando soube da decisão de transferir o Centro de Operações da Chesf de Teresina para Fortaleza.

Ele foi atrás de informações técnicas junto à direção da empresa e ao Ministério das Minas e Energia.

Como é

Elmano foi informado que a mudança não afetará os serviços nem o quadro de funcionários da empresa.

Dos mais de 200 empregados da Chesf no Piauí, apenas 20 trabalham no Centro de Operações.

Estes poderão escolher se continuarão trabalhando em Teresina, mas em outra área, ou se vão se integrar aos centros de operações da companhia que funcionam em outros Estados.

Gato por lebre

Na indicação dos ocupantes dos cargos federais, tem gente contando com ovo dentro da galinha.

Em quase todos os órgãos federais, apenas servidores de carreira podem ocupar a direção.

Além disso, deve ainda obedecer ao pré-requisito da ficha limpa.

Se não seguirem essas duas regrinhas na indicação de seus afilhados, alguns parlamentares vão ficar com a cara de pamonha.

Foto: Airton Martins

Sessão de autógrafos - A ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB), a nova musa das esquerdas, esteve ontem em Teresina para lançar seu primeiro livro, intitulado “Revolução Laura”, contando sua experiência na política e na maternidade. Antes, deu entrevistas, distribuiu estocadas no governo Bolsonaro e palestrou na Universidade Federal do Piauí sobre as fake news. A sessão de autógrafos foi no Espaço Cultural Rosa dos Ventos, da UFPi.

 

 

* As chuvas causaram grandes estragos à malha rodoviária do Piauí. Quem viajou para o interior no feriadão da Semana Santa sentiu isso de perto.

* O general Mourão, vice-presidente da República, recebe o título de cidadão piauiense já na primeira vez que pisa no Estado.

* O professor Kleber Montezuma, o jornalista Kenard Kruel e os irmãos José do Egito e Paulo perderam a mãe na Sexta-feira Santa.

* Pelo menos quatro suplentes de deputado estadual serão convocados para assumir o mandato. E o governo só está começando.

 

 

A cara do governo

Da ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), ex-candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo petista Fernando Haddad, ontem, em Teresina:

- O governo Bolsonaro é no mínimo caricato.