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No Piauí, general declara guerra a 'peixe grande' do crime

Foto: Cidadeverde.com

General Theophilo encerra o II Congresso das Cidades

 

O Governo Bolsonaro, através do ministro Sérgio Moro e de sua equipe, está determinado a enfrentar com rigor e de forma integrada o crime organizado, o crime violento e a corrupção.

A garantia foi dada, em Teresina, pelo secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, que veio ao Piauí para fazer a palestra de encerramento do II Congresso das Cidades, ontem à noite, no Atlantic City Clube.

O general Theophilo falou sobre o tema “Estratégia de governança integrada com os municípios” para uma plateia de mais de 200 prefeitos municipais, a cúpula da Segurança Pública do Piauí e outros participantes do evento, que ele reconheceu como sendo já de caráter nacional. 

O secretário nacional de Segurança avaliou que, nos primeiros 100 dias do Governo Bolsonaro, os resultados são muito bons na área. Ele citou que nos dois primeiros meses do mandato presidencial houve uma redução da criminalidade violenta em torno de 25%

Integração

O general Theophilo disse que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, entregou à Secretaria Nacional de Segurança 11 projetos estratégicos para serem levados adiante.

O combate à violência passa, conforme o general, pelo fortalecimento das Secretarias Estaduais de Segurança Pública, com tecnologia e capacitação dos recursos humanos.

A ação integrada dos vários órgãos de segurança, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária, Polícia Militar, Polícia Civil, peritos criminais e guardas municipais, é o caminho a ser trilhado.

Desarticulação das facções

O general apontou a retirada de lideranças das facções criminosas dos presídios comuns para os presídios federais como uma das ações de sucesso no combate à criminalidade.

Um dos presos transferidos foi o líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. O general disse que de três em três meses ele será transportado para um dos diversos presídios federais.

No Ceará, que passou por uma onda de atentados no início do ano, 30 líderes do crime organizado foram transferidos para presídios federais.

Com essa operação, as facções criminosas perdem força para comandar a bandidagem de dentro do presídio, calcula o secretário nacional de Segurança.

Além da repressão

O general Theophilo disse que o combate à violência passa pelo trabalho de repressão e também pela ação socioeducativa. “As manchas criminais estão onde o Estado está ausente, onde faltam os serviços de educação, saúde, saneamento e até iluminação pública”, assinalou.

Nesse sentido, ele afirma que a parceria do Governo Federal com os estados e municípios é fundamental para o sucesso do combate à criminalidade.

Ele assinalou que no Piauí, em Pernambuco e no Pará os governadores são adversários do governo federal, mas trabalham juntos para enfrentar o crime.

Foto: Pablo  Cavalcante/RCV

General Theophilo nos estúdios da Rádio Cidade Verde

 

Polícia Comunitária

O secretário está confiante também na Polícia Comunitária, já presente em Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. Ele disse que essa experiência está dando certo e deve ser ampliada para todo o país.

A Polícia Comunitária é uma experiência que vem do Japão.

Ele disse que é preciso integrar também a ação policial nas fronteiras, onde até 16 órgãos chegam a trabalhar, mas de forma desarticulada.

O Pacote Anticrime

O secretário nacional de Segurança citou também o pacote anticrime do ministro Sergio Moro, com as propostas de acabar com a progressão de pena e exigir que todo preso tenha seu DNA coletado.

 “Não adiante ficar prendendo a “mula”, pequeno traficante, etc. Temos que saber que é o deputado, o desembargador, coronel ou qualquer outro figurão que está por trás do tráfico. É uma briga boa”, confia.

O general Theophilo encerrou sua palestra afirmando que, “Diferente de gastar dinheiro, investir em Segurança Pública é obter resultados efetivos, tais como a redução da criminalidade e o aumento da sensação de segurança da população”.