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Governadores fuzilam o Pacote Anticrime

Os governadores de 14 estados, todos eles do Nordeste e do Norte, mais o do Distrito Federal, divulgaram ontem uma carta aberta contra o decreto que flexibiliza o porte de armas no Brasil. Eis alguns trechos da carta:

“(...) Sabemos que a violência e a insegurança afetam grande parte da população de nossos estados e que representam um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento humano e econômico do Brasil.

Nesse contexto, a grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo.

Por essa razão, é urgente a implementação de ações que melhorem a rastreabilidade das armas de fogo e munições durante toda a sua existência, desde sua produção.

Também é fundamental aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios, enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime.

Reconhecemos que essas não são soluções mágicas, mas são condições necessárias para a melhoria de nossa segurança pública.

Impacto negativo

Diante deste cenário, e a partir das evidências disponíveis, julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros.

Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias.

As soluções para reverter o cenário de violência e insegurança no país serão fortalecidas com a coordenação de esforços da União, Estados e Municípios para fortalecer políticas públicas baseadas em evidências e para implementar o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, fortalecendo a prevenção focalizada nas populações e territórios mais afetados pela violência e a repressão qualificada da criminalidade.

Reforçamos nosso compromisso com o diálogo e com a melhoria da segurança pública do país. Juntos, podemos construir um Brasil seguro para as atuais e futuras gerações.”

A voz da oposição

A Carta dos Governadores será protocolada no Palácio do Planalto. Mas, como não poderia deixar de ser, é uma carta aberta também, direcionada ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal e a quem mais interessar possa.

A carta foi divulgada ontem mesmo nas redes sociais dos governadores. Todos os signatários dela são oposição ao governo Bolsonaro.

Entre eles, dois já estão em pré-campanha para a presidência da República – Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão; e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.

Muitos desses governadores foram reeleitos e não conseguiram resolver o problema da violência em seus Estados.

Mesmo assim, se acham com autoridade para dar lições ao presidente Bolsonaro de como enfrentar a criminalidade!

 

 

E os hospitais, ó!

Os hospitais públicos estão operando com extremas dificuldades financeiras.

Mas os deputados só estão preocupados com a situação deles e dos pacientes na conversa.

As emendas parlamentares são destinadas generosamente para festas!

Bancada do Nordeste

O presidente Jair Bolsonaro recebe agora cedo, no Palácio do Planalto, a bancada do Nordeste para discutir um novo pacto federativo.

O coordenador da bancada nordestina, deputado federal Júlio César (PSD), disse que, além de rever o pacto, a reunião vai discutir a aprovação da reforma da Previdência e a revitalização das instituições de desenvolvimento da região.

Aviso ao navegante

Segundo o deputado, nessa reunião será para discutir os problemas regionais e uma compensação financeira para estados e municípios com a aprovação da emenda que ele apresentou à PEC da Previdência.

 “Vamos nos empenhar para aprovar a reforma da Previdência com esta emenda. E, se não for aprovada, não tem revisão do pacto federativo, porque nenhum estado e nenhum município vão ganhar”, advertiu Júlio César.

Duro de matar

Um velho patriarca da cidade de Oeiras, ao ver o bate boca do deputado federal Assis Carvalho (PT) e do cacique B. Sá pela indicação do diretor do Hospital Regional Deolindo Couto, ficou preocupado com o petista. Explicou:

- Meu amigo, eu já estou com mais de oitenta anos e a coisa mais difícil de se ver em Oeiras é o enterro  de um Sá. Já mexeram três vezes no coração deste Assis, que já botou cinco molas no coração, enquanto que esse B. Sá nem de pressão alta se queixa.

 

 

* O PT não tem motivo para se estressar para chamar suplente do Progressistas, até porque os seus já foram convocados.

* O Governo do Estado quer criar o Programa Estadual de Bolsa de Monitoria, Iniciação à Pesquisa e Agente de Apoio a Projetos Escolares no contexto do Programa do Semiárido.

* Vai muito bem de articulação política um governo cujo líder se dar ao luxo de romper com o presidente da Câmara dos Deputados!

* A rua, como a praça, é do povo, como proclamava o poeta Castro Alves. Quando é o governo que apela para as ruas, é o começo do fim.

 

 

Sem rompimento

A imprensa noticiou ontem o rompimento entre presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o líder do governo na Casa, major Vitor Hugo (PSL-GO), após a reunião de líderes partidários, à tarde. O presidente da Câmara esclareceu que não se tratou exatamente de um rompimento:

- "Não posso romper, pois não tenho relação [com Vitor Hugo]".