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Baixando as armas

Em mais um recuo – o terceiro em 24 horas -, o presidente Jair Bolsonaro desistiu ontem de participar das manifestações em apoio ao seu governo anunciadas para domingo (26).

Ele comunicou a decisão durante reunião ministerial e pediu aos seus auxiliares que também não compareçam aos atos.

O PSL, o partido de Bolsonaro, decidiu igualmente pular fora do barco para evitar atritos com outras legendas aliadas do governo e a associação com bandeiras polêmicas, como intervenção militar.

Ontem, líderes do chamado Centrão fecharam um acordo para votar a MP da reforma administrativa ainda nesta semana.

O acordo jogou um balde de água fria em uma das bandeiras dos atos de domingo, pois a Medida Provisória reduz o número de ministérios. Esta era uma das reivindicações do movimento.

Ataques

O recuo do presidente, seguido pelo seu partido, foi um passo sensato. Os grupos radicais que apoiam o governo andam muito assanhados.

A pretexto de apoiarem a reforma da previdência, o pacote anticrime e os poderes da Receita para denunciar crimes, também desferem ataques violentos contra o Congresso Nacional e o Supremo Federal.

Estava muito claro, desde o início, que o objetivo maior do movimento era pressionar e até intimidar o Congresso, mais especificamente o chamado Centrão, que soma a maior base parlamentar no Senado e na Câmara.

Teoricamente, o Centrão, embora não afinado, é alinhado com o governo. Algumas convocações da manifestação de domingo chegaram a incluir o lema: “O Brasil contra o Centrão.”

O PSL também agiu com prudência, ao decidir não jogar mais lenha na fogueira, que seria  uma aposta no caos, ao atacar diretamente os aliados.

Nem o PT, no auge de sua ganância pelo poder, ousou chegar a tanto. 

Os outros recuos

Ah! Os outros dois recuos do presidente: um foi a sanção da Lei N° 13.831, que garante aos partidos uma anistia que pode chegar a R$ 70 milhões; o outro foi a edição de uma nova norma alterando pontos que davam direito ao porte de arma aos cidadãos  que quisessem usar  fuzis, carabinas ou espingardas.

 

Foto: Divulgação

O presidete recebe a bancada do Nordeste no Planalto

Luz no fim do túnel

O coordenador da bancada federal do Nordeste, deputado Júlio César (PSD-PI), saiu satisfeito da audiência do presidente Bolsonaro, ontem, com os parlamentares nordestinos.

“Estamos confiantes que dias melhores virão!”, resumiu Júlio César, destacando que um plano de desenvolvimento para o Nordeste e a recuperação do nosso DNOCS, Sudene, CODEVASF, Chesf e Banco do Nordeste já seria um avanço grandioso para os Estados da região.

Mão Santa, o disputado

O anúncio da ida do prefeito de Parnaíba, Mão Santa, para o DEM despertou “inveja” de outros partidos. Um deles foi o PSD do deputado Júlio César.

Já se sabe, por exemplo, que o próprio parlamentar colocou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, na linha com Mão Santa para convencê-lo a não ir para o DEM, o que foi em vão.

Mas a iniciativa desagradou lideranças do Democratas.

Correio fecha agências

O que já era ruim, vai piorar. Os Correios anunciaram o fechamento de três agências em Teresina, a partir de 5 de junho.

A justificativa é a readequação dessas agências, pois estão próximas a outras e esse atendimento passaria a ser feito pelas outras centrais sem prejudicar os usuários.

As três agências que serão fechadas: AC Marechal Deodoro da Fonseca (localizada no Shopping da Cidade), AC Teresina (que funciona dentro da Agência Central) e AC Teresina Shopping.

Foto: Diego Mendes Sousa

Teatro Infantil - Foi um sucesso o lançamento nacional, em Parnaíba, da obra completa do dramaturgo Benjamim Santos para crianças. A sessão de autógrafos foi no Café-Caixeiral, em Parnaíba, a sua terra natal. A obra foi publicada pela Fundação Nacional de Artes – Funarte -, que reuniu em livro as 11 peças infantis escritas por Benjamim, apontado pela crítica como um dos principais dramaturgos do teatro infantil brasileiro.

 

 

* O governo piauiense está se metendo a dar lição de segurança ao governo Bolsonaro, mas foi a polícia de São Paulo que prendeu ontem um acusado de 20 homicídios no Piauí.

* Maciel Jorge dos Santos, 39 anos, conhecido como Nego Maciel, foi preso no Bairro do Pari, na região central de São Paulo.

* Ele já havia sido preso em 2014, em Teresina, suspeito de ter cometido cerca de 20 homicídios na região.

* Nego Maciel era considerado foragido, desde que conseguiu fugir da penitenciária em que estava, em Teresina, em abril do ano passado.

 

 

Erro e acerto

Do humorista Fraga:

- Nem tudo sai certo da primeira vez, aponta reestudo.