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Piauí terá uma leva de novos milionários

Sem nenhum exagero, o precatório de mais de R$ 800 milhões dos fazendários é a bomba de maior impacto sobre o Piauí, nas áreas administrativa, judicial e política, desde a queda do Governo Mão Santa, em 2001, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Essa bomba foi ativada ainda nos anos 1990 e explodiu agora, este ano. As informações sobre o caso ainda são escassas, mas as indagações em torno dele já são muitas.

Por exemplo: o que originou essa dívida quase bilionária? O Estado fez adequadamente a sua defesa?

Quantos técnicos fazendários serão efetivamente beneficiados? Os servidores da Secretaria de Fazenda não são tantos, o que se depreende que o Piauí terá em breve uma nova leva de milionários, com recursos do Estado, composta de servidores públicos e advogados.

Essa dinheirama vai cair justamente nas contas dos servidores que já são da elite salarial do Estado. Mais uma vez, a água corre para o mar. 

Situação dramática

A situação dos precatórios no Piauí é, pois, mais preocupante do que se imagina. Até o final do ano passado, a dívida dos precatórios era de R$ 577 milhões, sendo R$ 425 milhões referentes a pessoal e R$ 152 milhões de fornecedores.

Nessa conta, estão as dívidas milionárias dos precatórios dos servidores da Secretaria de Educação, incluindo os professores. E também os fazendários.

Existem ainda precatórios dos auditores fiscais (uma parte foi paga, mas falta outra, muito alta). Também receberão precatórios os auxiliares fiscais.

Essa conta saltou em 2019 para quase R$ 1,4 bilhão, com esse novo precatório superior a R$ 800 milhões dos técnicos da Secretaria de Fazenda.

O dinheiro não dá!

Não dá nem para dizer que a Secretaria de Fazenda está trabalhando praticamente para pagar os próprios fazendários, pois efetivamente o dinheiro não vai dar.

Tanto que o governo está lançando mão de um empréstimo de R$ 1 bilhão e meio só para pagar precatórios.

Mas, se são direitos, já reconhecidos pela Justiça, em todas as instâncias, o que se há de fazer?

É pagar, e assistir uns poucos nadando a braçadas e o Piauí morrendo afogado!