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PT vira um Arenão

 

Na eleição presidencial de domingo passado, o PT escapou no Nordeste. O candidato da sigla à presidência da República, Fernando Haddad, ganhou com folga apenas nos nove Estados da região. Em mais dois, Pará e Tocantins, venceu com diferença apertada. Nos demais, foi derrotado.

Em São Paulo, o seu berço e sua principal base, o Partido dos Trabalhadores perdeu feio. O candidato Fernando Haddad obteve apenas 32% dos votos, contra 68% de Jair Bolsonaro, do PSL.

Os petistas sofreram derrotas fragorosas ainda em Minas (58% a 41%) e Santa Catarina (76% a 24%).

O Estado que deu a maior vitória, proporcionalmente, para Bolsonaro foi o Acre, antigo e tradicional reduto do Partido dos Trabalhadores.

Lá, Haddad conseguiu ontem apenas 23% dos votos, contra 77% de Bolsonaro.

Um levantamento do jornal O Estado de São Paulo indica que, entre os mil municípios brasileiros com os maiores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), Bolsonaro venceu em 967, enquanto Haddad conquistou 33.

Já nas mil cidades brasileiras menos desenvolvidas, Haddad ganhou em 975 e Bolsonaro em apenas 25.

Nas eleições passadas, o PT fez quatro governadores no Nordeste (Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte) e comemorou a eleição de cinco aliados – dois do PSB (Paraíba e Pernambuco)), um do MDB (Alagoas), outro do PCdoB (Maranhão) e um do PSD (Sergipe).

Fuga para os grotões

Com a chegada ao poder, em 2002, na primeira eleição de Lula, aos poucos o PT foi perdendo força eleitoral nas metrópoles, que eram sua base.

Os tradicionais eleitores do partido se desgarraram dele, nessas regiões, em função de alianças, concessões e outras atitudes petistas que os contrariaram e os desapontaram.

O PT recompôs essas baixas investindo politicamente nos chamados grotões, as regiões mais pobres do país.  

No Nordeste, uma dessas áreas, o partido se fez forte com as políticas de inclusão social, especialmente com o Bolsa Família, que se transformou no maior cabo eleitoral dos petistas na região.

Nasce um novo Arenão

A eleição deste ano passará a gestão do programa às mãos de um populista de direita, Jair Bolsonaro. Ele terá em mãos todas as armas para invadir e destroçar os últimos redutos do PT nas próximas eleições.

Em resumo, a eleição presidencial deste ano reduziu o PT a um partido do Nordeste.

Foi em um partido político de expressão apenas nordestina que se transformou a toda poderosa Arena. Era a sigla de sustentação do governo militar e chegou a ser chamada até de “o maior partido do Ocidente”.

Depois, a Arena virou PDS, igualmente chapa branca, mas com influência restrita ao Nordeste. A seguir, o PDS virou PFL, também com peso apenas na região.

E, por último, o PFL, neto da Arena e filho do PDS, sendo apenas um partido do Nordeste, virou pó!

O PT de hoje é aquele Arenão de ontem.

(A coluna deixa de ser atualizada pelas próximas duas semanas, em função das férias do titular)

Sérgio Moro é picado pela 'mosca azul'

Foto: EBC

Juiz Sérgio Moro deixa a Lava Jato e entra no governo

 

O coordenador da Operação Lava Jato, juiz Sergio Moro, aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ser ministro da Justiça. A decisão foi anunciada ontem, pelo próprio juiz e pelo presidente eleito, depois de um encontro reservado entre eles, no Rio de Janeiro.

Segundo a imprensa, o Ministério da Justiça terá um novo desenho, com novas atribuições, no futuro governo, devendo ser ampliado, abrangendo a área de Segurança Pública, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, além da CGU e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Ao aceitar ser indicado para o Supremo, Sergio Moro vai repetir, provavelmente, a trajetória do ministro Alexandre de Moraes.

A pessoas próximas, o juiz da Lava Jato disse que poderia fazer "coisas boas" na Justiça. Uma questão fundamental seria ter o controle da PF. Daí o peso de uma eventual fusão da Justiça com Segurança Pública em sua decisão para compor o ministério.

Sedução

Muito bem. O trabalho do juiz Sérgio Moro na Lava Jato é reconhecidamente muito importante para o país, pois se trata do maior esforço de combate à corrupção da história do Brasil.

Por isso mesmo, é delicada a ida dele para o governo, onde estará pisando em um terreno escorregadio, movediço.

Mas, estas alturas, ele não tinha mais outra alternativa, depois de se mostrar seduzido pelo aceno feito pelo presidente eleito para ser ministro.

O Executivo e o Judiciário são poderes harmônicos, mas diferentes, com funções específicas.

Quanto ao juiz Sergio Moro achar que poderá fazer ‘coisas boas’ no Ministério da Justiça, muitos outros também poderiam fazê-las. O difícil é encontrar quem faça o que ele tem feito na Lava Jato.

De  todo modo, está claro quer Sérgio Moro foi picado perla mosca azul. Por melhores que sejam suas intenções, não custa repetir o Eclesiastes, “Vaidade, vaidade de vaidades, tudo é vaidade!”

 

E agora, José?

O governador Wellington Dias tanto fez, na eleição passada, que conseguiu manter e até ampliar significativamente no Piauí a vantagem do candidato do PT a presidente, Fernando Haddad.

O resultado final da eleição presidencial foi de 55,13% para Jair Bolsonaro (PSL), contra 44,87% para Fernando Haddad.

No total, o candidato petista ganhou em 11 Estados, enquanto o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi vitorioso em 15, mais o Distrito Federal. Em Brasília, o placar foi de 63% a 37%.

O candidato do PT ganhou nos nove Estados do Nordeste e em um do Norte, o Pará, com 55% dos votos, contra 45% de Bolsonaro.

O outro Estado no qual Haddad saiu-se vitorioso foi o Tocantins, com 51% dos votos, contra 49% de Bolsonaro.

Proporcionalmente, o Piauí foi o Estado que lhe deu a maior votação ao PT no segundo turno, com 77% dos votos apurados, contra 23% de Bolsonaro.

No primeiro turno, o Piauí foi também o Estado mais petista, com 63,4% dos votos para Haddad, contra 18,7% de Bolsonaro. O governador Wellington Dias não desmontou o palanque do primeiro turno.

Resta saber agora o que o Piauí mesmo fará dessa votação histórica e estrondosa a favor do candidato do PT e contra o candidato que se elegeu presidente da República.

PP propõe redução da máquina

Foto: Cidadeverde.com

O governador recebe proposta do PP para enxugar a máquina

 

Esta história se passou há mais de dez anos, no Tribunal de Contas do Estado: era um daqueles momentos em que estava em ebulição o debate sobre o aumento da idade para a aposentadoria dos magistrados.

A votação da chamada “PEC da Bengala” – elevando de 70 para 75 anos a aposentadoria compulsória – entrava na ordem do dia do Congresso Nacional.

No TCE do Piauí, fez-se uma roda de conselheiros, cujas funções são equiparadas às de magistrado, para discutir o assunto. Todos torcendo pela aprovação da mudança. Houve apenas um voto divergente, o do conselheiro Luciano Nunes, então presidente do Tribunal de Contas.

Abaixo a PEC!

Em seu estilo a um só tempo irreverente, enfático e sarcástico, o conselheiro fez um discurso inflamado contra a tal “PEC da Bengala”. Disse que era uma imoralidade, que tirava a oportunidade de ascensão dos magistrados mais novos, que prejudicava a oxigenação do Judiciário e mais isso e mais aquilo... E saiu.

Quando Luciano Nunes deu as costas, um conselheiro mais jovem, abismado com a cena, comentou, ingenuamente, dirigindo-se ao veterano e enigmático Sabino Paulo, decano da Casa:

- Que coisa! Eu pensei que o conselheiro Luciano fosse a favor da PEC dos 75, mas não é, não! Ele é contra mesmo essa PEC, Sabino?

Sabino, sem alterar o tom de voz:

- É, sim! Ele quer uma que mude a compulsória para 80 anos!

A gargalhada foi geral, pois a respostava traduzia o verdadeiro sentimento de Luciano Nunes sobre a “PEC da Bengala”, aprovada, afinal, em 2015, e da qual acabou se beneficiando com mais cinco anos no Tribunal.

Que reforma é essa?

Lembrei-me desse episódio a propósito da pregação do Progressistas do Pauí, que, passada a eleição, preparou correndo um documento propondo ao governador Wellington Dias o enxugamento da máquina administrativa estadual.

O documento propõe mudanças na previdência social, reestruturação da máquina administrativa, nova política de recursos humanos, implantação de plano de racionalização das despesas de custeio e a definição de prioridades para o plano de desenvolvimento econômico do Estado.

Faço força para acreditar no propósito austero do PP, mas só me vem à cabeça que o partido está dando uma de Luciano Nunes em relação à “PEC da Bengala”. Ou seja, tudo isso não passa de encenação por mais cargos e mais benesses no governo.

 

 

Foto: Divulgação

O presidente da Fiepi, Zé Filho, tem novo mandato na CNI

Zé Filho na CNI

O presidente da Federação das Indústrias do Piauí – Fiepi, Zé Filho, tomou posse ontem para novo mandato no cargo de 2º Diretor Secretário da Confederação Nacional da Indústria – CNI. 

Zé Filho foi empossado durante Reunião de Diretoria realizada na sede da CNI,em Brasília, junto aos demais integrantes da chapa eleita. 

Novo governo

Os dirigentes empresariais trataram, na ocasião, de assuntos estratégicos para o setor, com apresentação das propostas do futuro governo na área internacional.

Também fizeram análise do novo cenário político estadual pós-eleições e da nova composição do Congresso Nacional. 

O empresário Robson Andrade foi reeleito para a presidência da CNI, por unanimidade, pelo Conselho de Representantes da entidade, composto por delegados de federações das indústrias dos estados e do Distrito Federal, para comandar a CNI no período de 2018 a 2022.

E os precatórios?

A Assembleia Legislativa retoma hoje, para valer, as suas atividades depois das eleições. Muitos assuntos em pauta.

Ontem, o deputado Gustavo Neiva (PSB) fez um pronunciamento sobre a situação financeira do Estado e do bloqueio de R$ 48 milhões, pelo Tribunal de Justiça, para pagamento de precatórios com parcelas em atraso.

Dívida da Cepisa

O presidente Michel Temer recebeu ontem, no Palácio do Planalto, o governador Wellington Dias, que tratou da dívida da União com o Piauí, em função da privatização da Cepisa.

De acordo com o governador, o contrato que federalizou a antiga Cepisa previa o pagamento de um valor ao Estado do Piauí caso a mesma fosse privatizada posteriormente.

Mais de 800 milhões

De acordo com um levantamento feito durante as negociações entre o Estado e a União, o valor que deverá ser repassado ao Piauí ultrapassa os R$ 800 milhões.

Segundo o governador, esse total é resultado de dívidas que o estado assumiu na federalização da Cepisa, no final da década de 90, cerca de R$ 700 milhões, sem correção.

Foto: André Oliveira/Divulgação/CCom

O presidente Temer recebe o governador Wellington Dias e o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles

 
 

* No vai e vem da política, o deputado Dr. Pessoa esta em vias de perder o comando do SDD no Piauí para o seu colega Evaldo Gomes (PTC).

* O PTC está em conversação adiantada para se fundir ao Solidariedade. A partir de fevereiro, Dr. Pessoa fica sem mandato eletivo.

* O homem forte da área econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, desautorizou o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a falar de economia.

* Começou a fogueira das vaidades. Só no inferno – ou no governo de Bolsonaro - um político não pode dar palpite sobre qualquer assunto.

 

 

Uma nova ditadura

Conta-se em Picos que, com o fim do Estado Novo, Justino Luz, um misto de médico e farmacêutico, e político da velha UDN antigetulista, entrou na disputa pela Prefeitura. Fez campanha a cavalo, percorrendo os povoados e distritos, pedindo voto naqueles lugares de povo carente e indisciplinado. A certa altura impacientou-se:

- Nós estamos precisando é de uma ditadura!

Um membro da caravana retrucou:

- O que isso, compadre Justino?!.... Nós acabamos de sair dos horrores de uma Ditadura!!!

Justino emendou:

- Sim! Mas agora tem que ser a nossa!

 

PT, um sobrevivente das urnas

Mesmo contabilizando a sua primeira derrota na eleição presidencial, desde 2002, e de outros insucessos eleitorais nos Estados, o PT sai das urnas de 2018 como um sobrevivente, entre os grandes partidos.

O candidato do partido, Fernando Haddad, conseguiu 30% dos votos no primeiro turno e 44,9%, no segundo turno. Outros grandes partidos, como MDB e PSDB, ficaram na poeira ainda no primeiro turno.  

A partir de janeiro, o PT comandará o maior número de Estados: quatro, todos no Nordeste. No 1º turno, o PT já tinha eleito governadores na Bahia, no Ceará e no Piauí. Com o resultado do 2º turno, Fátima Bezerra (PT-RN) se soma à lista.

Quem vem mais

Depois do PT, quatro partidos elegeram três governadores, cada um. São eles: MDB, PSDB, PSB e PSL. O PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro, por exemplo, estará à frente de Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

Já o MDB, que elegeu sete governadores em 2014, vai comandar Alagoas, Distrito Federal e Pará. O PSB conquistou o governo do Espírito Santo, da Paraíba e de Pernambuco. Os governadores do PSDB foram eleitos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Nas eleições de 2014, o MDB teve o maior número de vitórias nas disputas pelos governos estaduais. O partido elegeu sete governadores. Na época, as vitórias dos emedebistas foram em Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

Depois do MDB, quatro anos atrás, PT e PSDB elegeram cinco governadores cada um. Os petistas estavam no comando do Acre, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais e do Piauí.

Já o PSDB tinha governadores em Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e São Paulo.

O PT também está nas coligações vencedoras de outros cinco estados, após a escolha de Belivaldo Chagas (PSD) para governar Sergipe.  No turno anterior, já haviam vencido Renan Filho (MDB), em Alagoas; Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão; João Azevêdo (PSB), na Paraíba, e Paulo Câmara (PSB), em Pernambuco.

No Senado

MDB, Rede e PP são os partidos que mais elegeram senadores este ano. A partir de 2019, o Senado será composto por 81 senadores de 21 partidos diferentes.

Na nova composição do Senado, perdem partidos grandes e tradicionais, MDB, PSDB e PT. Além deles, PSB e PR também saem como perdedores.

Por outro lado, ganham legendas até agora pouco expressivas, como Rede e PSL. O PSD também sai da eleição com um saldo positivo.

O MDB continua tendo a maior bancada, mas o número de cadeiras caiu cerca um terço: passou de 18 para 12.

O PT teve uma perda parecida: eram nove e agora são seis. Deixará de ser a terceira maior bancada, ficando atrás de MDB, PSDB e PSD, e junto com PP e DEM.

Com o PSDB ocorreu algo parecido: de 12, passará a ter oito senadores.

Esta foi a primeira eleição da Rede, que já tinha um senador porque Randolfe Rodrigues, do Amapá, trocou o PSOL pela legenda. Randolfe foi reeleito.

Outros quatro também ganharam no Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte e Sergipe, aumentando de um para cinco o número de senadores do partido.

O partido do presidente

O PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro, não tinha nenhum senador. Em 2019, terá quatro, representando os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quatro partidos que não têm nenhum senador hoje passarão a ocupar cadeiras no Senado no ano que vem. O PHS elegeu dois, enquanto PRP, PSC e SD fizeram um, cada.

Do lado oposto, o PCdoB, que tinha uma senadora, não terá mais representação, com a derrota de Vanessa Grazziotin, no Amazonas.

Legendas como PSD, DEM, PDT , PTB e PPS terão algum crescimento. Outras, como PP, Pode, PTC e PROS ficarão iguais. Já PR e PSB verão sua bancada reduzida pela metade, passando de quatro para dois senadores, cada.

Na Câmara

A Câmara dos Deputados será composta por 513 deputados federais de 30 partidos diferentes, um recorde nas eleições. Atualmente, 25 partidos estão representados na Casa.

PT e PSL, os dois partidos que se rivalizaram no segundo turno da eleição presidencial, elegeram o maior número de representantes.

A bancada do PT terá 56 deputados e a do PSL, 52. Em seguida com mais cadeiras na Casa aparecem PP (37), MDB (34) e PSD (34).

Maiores bancadas serão do PT (56 deputados) e PSL (52)

O PMDB foi o que mais perdeu cadeiras: caiu de 66 eleitos em 2014 para 34 eleitos em 2018.

O PSL foi o mais ganhou cadeiras: foram 52 deputados eleitos agora, contra 1 em 2014.

O PSDB, que foi a 3ª maior bancada eleita em 2014, caiu para 9º lugar.

MDB desaba

Na comparação do resultado de 2018 com o de 2014, o MDB do presidente Michel temer foi o que sofreu o maior revés. O número de deputados da sigla caiu quase pela metade: despencando de 66 para 34 deputados.

Considerando os números de 2014, apenas o PRTB deixou de eleger um deputado federal.

Esta é a correlação de forças entre os partidos nas eleições deste ano.

(Com informações do g1.com)

PT vira um partido do Nordeste

A eleição presidencial deste ano reduziu o PT a um partido do Nordeste. O candidato da sigla à presidência da República, Fernando Haddad, ganhou com folga apenas nos nove Estados da região. Em mais dois, Pará e Tocantins, venceu com diferença apertada.

No total, o candidato petista ganhou em 11 Estados, enquanto o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi vitorioso em 15 Estados, mais o Distrito Federal. Em Brasília, o placar foi de 63% a 37%.

O resultado final da eleição de ontem foi de 55,13% para Bolsonaro, contra 44,87% para Fernando Haddad.

Piauí dá maior vitória ao PT

Proporcionalmente, o Piauí foi o Estado que lhe deu a maior votação ao PT no segundo turno, com 77% dos votos apurados, contra 23% de Bolsonaro.

No primeiro turno, o Piauí foi também o Estado mais petista, com 63,4% dos votos para Haddad, contra 18,7% de Bolsonaro.

O governador Wellington Dias não desmontou o palanque do primeiro turno e conseguiu ampliar a vantagem do candidato do PT no Estado.

Votação no Nordeste

Nos demais Estados do Nordeste, a votação da presidente ficou assim: 

Alagoas: Haddad – 60%, Bolsonaro – 39%;  

Bahia: Haddad – 72%, Bolsonaro – 28%;

Ceará: Haddad – 71%, Bolsonaro – 29%;

Maranhão: Haddad – 72%, Bolsonaro – 27%;

Paraíba: Haddad – 65%, Bolsonaro, 35%;

Pernambuco: Haddad: 66%, Bolsonaro, 33%;

Rio Grande do Norte: Haddad – 63%, Bolsonaro, 36%;

Sergipe: Haddad – 67%, Bolsonaro – 32%

O candidato do PT ganhou em um Estado do Norte, o Pará, com 55% dos votos, contra 45% de Bolsonaro. O outro Estado no qual Haddad saiu-se vitorioso foi o Tocantins, com 51% dos votos, contra 49% de Bolsonaro.

PT perde antigos redutos

Em São Paulo, o seu berço e sua principal base, o PT perdeu feio. Haddad obteve 32% dos votos, contra 68% de Bolsonaro.

Os petistas sofreram derrotas fragorosas ainda em Minas (58% a 41%) e Santa Catarina (76% a 24%).

O Estado que deu a maior vitória, proporcionalmente, para Bolsonaro foi o Acre, antigo e tradicional reduto do Partido dos Trabalhadores. Lá, Haddad conseguiu ontem apenas 23% dos votos, contra 77% de Bolsonaro.

Fuga para os grotões

Com a chegada ao poder, em 2002, na primeira eleição de Lula, aos poucos o PT foi perdendo força eleitoral nas metrópoles, que eram sua base.

Os tradicionais eleitores do partido se desgarraram dele, nessas regiões, em função de alianças, concessões e outras atitudes petistas que os contrariaram.

O PT recompôs essas baixas investindo politicamente nos chamados grotões, as regiões mais pobres do país.  

No Nordeste, uma dessas áreas, o partido se fez forte com as políticas de inclusão social, especialmente com o Bolsa Família, que se transformou no maior cabo eleitoral dos petistas na região.

A eleição de ontem passa a gestão do programa às mãos de um populista de direita, Jair Bolsonaro, que terá em mãos todas as armas para invadir e destroçar os últimos redutos do PT nas próximas eleições.

 

Do direito de sonhar

Reprodução: Cidadeverde.com

Bolsonaro e Haddad, os finalistas da eleição presidencial

 

Que Brasil sairá das urnas de hoje? Esta é uma indagação que ronda a cabeça de quem acompanha com interesse os passos do país. E o deste domingo será um dos passos mais decisivos, com a escolha do novo presidente da República.

Dois candidatos, representando dois campos antagônicos, estão na disputa. Um, Fernando Haddad (PT), carrega nas costas as virtudes e as misérias de um partido que promoveu a inclusão social e, em sua sanha de poder, chafurdou na lama e conseguiu dividir a nação ao meio, após 13 anos de mando.

Ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, é um gestor arejado, com admirável formação acadêmica. Um político que preza o diálogo. Ele tem se mostrado muito melhor que o seu partido. Daí ter sido o que mais recebeu adesões e apoios dos adversários no segundo turno.

Antitudo

O outro candidato, Jair Bolsonaro, não tem partido. Está circunstancialmente filiado ao PSL (Partido Social Liberal), depois de transitar por dez siglas partidárias, em seus 30 anos de mandatos parlamentares. Militar reformado, é odiado pelos que amam o PT, em função de suas posições polêmicas e de seu estilo bala na agulha.

O primeiro deslanchou na campanha como substituto do ex-presidente Lula, líder máximo do PT que foi trancafiado em Curitiba pela Lava-Jato. Fez o dever de casa e conseguiu uma vaga no segundo turno.

Já o segundo candidato, que encabeça as pesquisas de intenção de voto, explodiu na preferência do eleitor por incorporar e explorar habilmente os sentimentos de revolta contra o PT, de indignação com a corrupção e de rejeição ao sistema político que aí está. Foi empurrado para frente também por uma violenta facada que quase lhe tira a vida.

Não tem experiência administrativa, porém não é um neófito em política. Conhece as regras do jogo. No primeiro turno, sua onda amarela elegeu em todo o país parlamentares que conseguirão piorar extraordinariamente o que já é muito ruim – o Congresso Nacional.

Sonhos e fantasmas

São estas, pois, as opções que o Brasil separou para a eleição de hoje. O país volta às urnas com os nervos à flor da pele. Na campanha, os dois lados em confronto se lançaram mutuamente os mais virulentos ataques.

De certa forma, esse radicalismo tirou o foco do que deveria ser a preocupação central do debate: qual é a saída para o país, diante de seus inúmeros e graves problemas?

Nos regimes democráticos, os eleitores podem expressar nas urnas os seus sentimentos mais pulsantes. Também os seus sonhos mais nobres.

A campanha mostrou que, nestas eleições presidenciais, o Brasil abriu mão do direito de sonhar para reviver seus fantasmas.

Nem Venezuela nem ditadura

Os brasileiros voltam às urnas no domingo para concluir a votação presidencial. A campanha chegou à reta final em alta temperatura, o que é comum nas disputas eleitorais mais acirradas.

Muito do que foi dito na campanha não passa de retórica inflamada de palanque. Não tem chance de acontecer. Por exemplo: nem o Brasil vai virar uma Venezuela, com uma eventual vitória do PT, nem se transformará em uma ditadura, se o vencedor for o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Os 30 anos de vigência da Constituição de 1988 e o amadurecimento político das instituições brasileiras não autorizam descaminhos nem retrocessos para o país, que está com o seu regime democrático consolidado.

O resultado

Das urnas de domingo sairá, portanto, o resultado que for ditado pela maioria. E ele deve prevalecer, sendo respeitado e acatado. Este é um dos pressupostos básicos da democracia.

O mundo está de olho na eleição brasileira, dada a importância que o país ganhou no cenário internacional. Cabe ao Brasil, dessa forma, comparecer às urnas e votar livremente, com maturidade e serenidade, na crença de que está contribuindo para a construção de um futuro melhor para seu povo.

Entre os 13 candidatos a presidente, Bolsonaro e Haddad – que se apresentam com ideias e propostas antagônicas – foram os escolhidos para a disputa final de domingo.

Que o eleito saiba honrar a confiança de seus eleitores e não mate a esperança de um povo que, afinal, vive dela – da esperança!

 

 

Foto: Divulgação

Supremo reúne presidentes de Tribunais de Contas em Brasília

 

Obras paradas

Os presidentes dos Tribunais de Contas Estaduais de todo o país se reuniram ontem, em Brasília, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, para um diálogo institucional sobre o país.

O encontro foi convocado pelo presidente do STF e teve como tema central a situação das obras paralisadas em todo o país e as condições do sistema prisional brasileiro.

Levantamento

Participaram da reunião o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Raimundo Carrero, e ainda os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Educação, Rossieli Soares.

O presidente do TCE-PI, conselheiro Olavo Rebelo, disse que o presidente do Supremo pediu aos dirigentes do TCU e dos TCs um diagnóstico das obras paralisadas em todo o país e das condições de funcionamento das unidades prisionais nos estados.

Na oposição

Na oposição, mas firme. O deputado Marden Menezes completa na legislatura que se inicia 12 anos de oposição na Assembleia Legislativa.

São quatro mandatos se mantendo como um dos pouquíssimos nomes que nunca votou no governador Wellington Dias (PT).

Ninho vazio

O vai e vem de quem era governo ou oposição foi passando e a bancada do PSDB diminuindo, diminuindo e diminuindo na Assembleia.

Na próxima legislatura, terá um único representante eleito em 2018, que é o próprio Marden.

Mas o risco de o ninho tucano zerar de vez é grande.

Foto: Divulgação

Henrique Pires com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, em Brasília

É ele!

O deputado federal Assis Carvalho, presidente do Partido dos Trabalhadores, já elegeu o deputado eleito Henrique Pires como o pomo da discórdia dentro do imbróglio da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. 

Segundo ele, o MDB não esteve todo junto com Wellington Dias na campanha e apontou o nome do emedebista como a ovelha fora do rebanho.

Parceria

Enquanto isso, dizendo-se parceiro sempre do governo petista em todas as demandas via Brasília, Henrique Pires tem evitado o confronto direto. Ao invés disso, preferiu acompanhar o secretário de Saúde, Florentino Neto, em reunião na Caixa Econômica para tratar do projeto de reforma do Hospital Dirceu Arcoverde, em Parnaíba.

Então, como parceiro para destravar projetos junto ao Governo Federal o deputado eleito serve, e muito bem.

 

 

* Entrou areia na fusão do PTC com o Patriota. A negociação desandou na hora de definir quem ficaria com o comando da nova sigla.

* O deputado Assis Carvalho confirmou ontem a aliança do PT e do PP para a eleição do novo presidente da Assembleia.

* Ele disse que o prefeito Firmino Filho está 100% dentro dessa aliança. O petista já conta com 18 votos para enfrentar Themístocles Filho.

* Na eleição de 2015, o PT contava com 22 votos e acabou perdendo a a disputa. Mas cada eleição tem sua história.

 

 

Voto aberto

Do humorista Fraga:

- Quando o voto era secreto, as brigas eram não sabidas.

 

O bloqueio das contas do Estado

Sinal de alerta máximo e total. No Piauí, todos estão com as mãos na cabeça – o governador, os prefeitos e outros gestores públicos – diante da decisão do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Erivan Lopes, determinando o bloqueio de R$ 48 milhões nas contas do Governo do Estado, para pagamento imediato de precatórios (dívidas judiciais).

O governador Wellington Dias afirmou ontem que o Estado não tem condições de arcar com o valor milionário dos precatórios. Ele reclamou que não é “razoável” o valor de R$ 48 milhões bloqueado pelo Tribunal de Justiça.

Wellington Dias informou que teve uma reunião ontem com o presidente do Tribunal de Justiça, e que acredita em um entendimento para evitar, inclusive, a suspensão nos repasses do ICMS para os municípios.

Ele disse também que o governo entrou com um recurso judicial sobre a cobrança dos precatórios.

Atraso

Bem, é preciso esclarecer que o valor bloqueado pelo Tribunal de Justiça é referente ao pagamento de quatro meses de precatórios. Ou seja, ele só ficou nesse patamar, alto, porque o governo não fez os repasses devidos, a cada mês.

A quantia bloqueada se refere aos meses de junho, julho, agosto e setembro  - nos valores de R$ 12 milhões para cada mês. O pagamento dos precatórios, embora seja determinado em lei, não foi uma prioridade para o governo nesse período.

Diante do problema o presidente do Tribunal de Justiça não tinha outra decisão a tomar, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade.

Acordo

Em agosto de 2012, o Governo do Estado fechou um acordo com o Tribunal de Justiça por meio do qual se comprometeu a pagar R$ 409 milhões em precatórios devidos a servidores das Secretarias Estaduais de Educação e Fazenda. Ficou acertado na época que o repasse desses valores seria feito em 12 anos. Esse acordo vinha sendo cumprido desde então.

O Governo do Estado alega, no entanto, que deixou de receber agora mais de R$ 40 milhões, com as sucessivas quedas nos repasses do Fundo de Participação.

Além do problema financeiro, o Estado afirma que deixou de efetuar esse pagamento porque  a questão está sub judice. Em 2016, o governo federal editou novas regras para a quitação dos precatórios.

Caixa vazio

Os argumentos do Governo do Estado têm jeito de que, na verdade, se trata de uma estratégia para ganhar tempo. São muitos os sinais de que falta dinheiro no caixa estadual.

Ontem mesmo, a imprensa mostrou a polícia sem condição de fazer qualquer operação, por falta de combustível para abastecer as viaturas.

Resumo da ópera: os ventos não sopram a favor do Governo do Estado nem de seus credores.

 

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