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Congresso enquadra Bolsonaro

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O presidene Bolsonaro perdeu terreno no Congresso no primeiro ano de mandato

 

O presidente Jair Bolsonaro fechou o seu primeiro ano de mandato com algumas vitórias importantes no Congresso Nacional.

Elas aconteceram, porém, mais pela vontade dos parlamentares do que em decorrência de articulação política do governo, como é o caso da aprovação da reforma da Previdência.

Um balanço do ano, na relação do presidente com o Congresso, mostra, todavia, que ele sofreu derrotas estratégicas. Elas repercutirão por todo o seu mandato.

Veto ao filho do presidente

O presidente entrou numa fria ao decidir indicar o nome de seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o deputado federal com a maior votação do país, para a Embaixada dos Estados Unidos.

A escolha pegou mal até entre os aliados do presidente. A sofreguidão de Bolsonaro para emplacar o nome do filho como embaixador se prolongou por muito tempo.

O Congresso matou o presidente no cansaço e ele acabou jogando a toalha.

Bolsonaro desistiu da indicação basicamente por dois motivos: a crise no PSL, o seu partido, e a falta de votos para aprovar o nome de Eduardo no Senado.

Por aí, o Congresso já deu o tom da batida na sua relação com o governo.

Foto: Reprodução/Congressoemfoco.com

Trump, Eduardo Bolsonaro e presidente Bolsonaro: embaixada por água abaixo

 

Orçamento Impositivo

Uma das vitórias mais importantes do parlamento este ano foi a aprovação do Orçamento Impositivo.

A mudança representa, na prática, uma diminuição do poder de barganha do Presidente da República com os congressistas.

A medida aumenta, ao longo dos próximos anos, a parte obrigatória das emendas de bancada apresentadas por deputados e senadores ao Orçamento da União.

Não é um valor pequeno: de 2020 a 2022, custará ao Executivo cerca de R$ 7,3 bilhões a mais, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal.

Para o próximo ano, a tacada do novo gasto obrigatório será de R$ 9,5 bilhões só com as emendas coletivas.

A liberação dos recursos para esse tipo de emenda não era obrigatória: o presidente poderia negociar politicamente com deputados e senadores os pagamentos. E o desembolso podia (ou não) ser condicionado ao apoio dos congressistas a determinados projetos de interesse do Planalto.

O Congresso foi mais longe: obrigou o governo a apoiar a mudança. Todos os deputados do PSL - partido de Bolsonaro - que estavam presentes às sessões votaram a favor.

Isso porque, à época, a relação entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) e Bolsonaro era tensa.

O presidente optou por não esticar a corda e resolveu apoiar formalmente a proposta para evitar uma derrota e mais desgaste em seu relacionamento com os parlamentares.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidenrte da Câmara, Rodrigo Maia, deu as cartas 

Fundão

O Congresso Nacional deu outra enquadrada no presidente ao aprovar a destinação de R$ 2,034 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundão.

Os recursos sairão do Orçamento da União e servirão para bancar as campanhas dos candidatos a prefeito e vereador em todo o País.

Um detalhe: o governo terá que tomar emprestado R$ 1 bilhão e 700 milhões para abastecer esse fundo.

O valor do Fundão para as eleições do ano que vem é maior do que o R$ 1,7 bilhão destinado para o pleito presidencial de 2018.

 

'Jabutis' no Pacote Anticrime

Já fechando o exercício, o Congresso mais uma vez mostrou ao presidente quem manda no pedaço ao empurrar vários ‘jabutis’ no Pacote Anticrime, proposto pelo governo.

Um deles foi a criação do tal ‘juiz garantista’, que o presidente se viu sem condição de vetar.

A invencionice vai justamente na contramão da agilidade conquistada na Lava Jato e dá ao criminoso todas as chances de empurrar seu processo para as calendas gregas.

Tanto cuidado dos parlamentares não é para menos: a Lava Jato, o maior esforço de combate à corrupção da história do Brasil, assombrou meio mundo político.

Meio mundo que vivia ou ainda vive no submundo do crime.

 

Nas mãos do Congresso

Portanto, o presidente Jair Bolsonaro fecha o ano menor do que entrou, na sua relação com o Congresso. A sua promessa de combate implacável aos malfeitos foi por água abaixo.

Bolsonaro não conseguiu se entender com o seu próprio partido. Ele saiu da sigla para fundar um novo partido, a Aliança Pelo Brasil.

O PSL começou a legislatura com a segunda maior bancada da Câmara, com 53 deputados.

Mas, no andar da carruagem, os desentendimentos explodiram, com acusações mútuas entre o presidente e sua bancada, e ele chegou a vetar a participação de parlamentares do PSL em uma reunião no Planalto.

Os deputados barrados no baile foram considerados traidores pelo presidente. Entre eles, estavam Joice Hasselmann (SP), sua líder no Congresso, Junior Bozzella (SP), Delegado Waldir (GO) e o senador Major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado.

Resumo da ópera: o presidente Bolsonaro entra no segundo ano de seu mandato nas mãos do Congresso. E muita reforma ainda tem por ser feita.

Duas derrotas na luta contra o crime

O Brasil fecha o ano com duas grandes derrotas na luta contra o crime.

A primeira delas foi a queda da prisão em segunda instância, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, 30 anos depois da promulgação da Constituição de 1988.

O Supremo acabou com a prisão em segunda instância justo no momento em que a Lava Jato chegou aos poderosos e começou a mandá-los para a cadeia.

E também quando a operação fechava o cerco aos togados.

A outra derrota foi a criação do tal ‘juiz garantista’. Com a novidade, o réu passa a ter dois juízes diferentes no mesmo processo, o natural, que abre o caso, e o garantista, que o encerra.

Ou seja, em cada processo, o réu passa a ter duas vezes mais chance de ficar impune. 

Neste caso, a lambança foi do Congresso Nacional, com o jamegão do presidente Jair Bolsonaro, que sancionou a invencionice.

É uma medida que vai justamente na contramão da agilidade conquistada na Lava Jato e que dá ao criminoso todas as chances de empurrar seu processo para as calendas gregas.

Não é difícil entender essa aberração. Existe no Congresso Nacional a movimentação de muitos parlamentares, sempre nas sombras, com o interesse claro de tornar a Justiça mais lenta e, portanto, mais longe da justiça.

Tanto cuidado não é para menos: a Lava Jato, o maior esforço de combate à corrupção da história do Brasil, assombrou meio mundo político.

Meio mundo que vivia ou ainda vive no submundo do crime.

 

Piauí se despede de Fernando Monteiro

Foto: Alepi

Fernando Monteiro na presidência de sessão da Assembleia

 

A Assembleia Legislativa perdeu ontem o seu decano, o deputado estadual Fernando Monteiro (PRTB), que estava na casa desde 1987.

Era vice-presidente da Assembleia e presidente do PRTB no Piauí.

Fernando Monteiro faleceu às 6h20, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após meses de tratamento de um câncer hepático. Ele tinha 68 anos.

O corpo dele chega agora cedo a Teresina e o velório acontece a partir das 8 horas, no Salão Nobre Francisca Trindade, na Assembleia Legislativa.

O começo

Fernando Monteiro nasceu em Picos, em 20 de junho de 1951. Era filho do ex-deputado estadual Alberto Monteiro. Casado com Fabiana, deixa cinco filhos.

Economista, exerceu os cargos de Consultor Técnico do CEAG/PI (hoje Sebrae), professor da Escola Técnica Federal do Piauí (IFPI) e da Universidade Federal do Piauí.

Ingressou na política em 1982, ao eleger-se vereador de Teresina, para um mandato de seis anos, pelo PDS.

Renunciou a dois anos de mandato na Câmara Municipal ao conquistar, em 1986, o seu primeiro mandato de deputado estadual, agora filiado ao PFL. Morreu no exercício do nono mandato consecutivo.

Acidentes 

Um parlamentar combativo, com atuação em 30 municípios – de Norte ao Extremo-Sul do Piauí. Sua presença era frequente em todos eles.

Em suas andanças pelo interior, dando assistência às bases, participando de festejos, de partidas de futebol e de eventos políticos, sofreu alguns acidentes automobilísticos.

No Executivo

Ao longo de sua carreira pública, foi secretário de Defesa Civil, no segundo governo Hugo Napoleão e no segundo governo Wellington Dias.

Tanto o ex-governador quanto o governador lamentaram, em declarações públicas, a morte do ex-auxiliar e amigo.

Dos deputados estaduais que compõem a atual legislatura, apenas ele e Themístocles Filho (MDB), presidente da Casa, participaram da Assembleia Estadual Constituinte que elaborou a Constituição do Piauí de 1989.

Trabalho e alegria

A morte de Fernando Monteiro enluta a política do Piauí. O Governo do Estado e a Assembleia Legislativa decretaram luto oficial de três dias pelo seu falecimento. A Prefeitura de Teresina distribui nota de pesar.

Fernando Monteiro será lembrado pela sua disposição para a luta, pelo seu convívio fácil com os políticos e os eleitores e, ainda, pelo seu espírito festivo.

Outro traço marcante de sua personalidade era a alegria. Estava sempre bem-humorado.

Um carnavalesco convicto, era presidente de honra da escola de samba Ziriguidum, campeã de vários carnavais de Teresina.

Na política e na vida, combateu o bom combate.

 

O caos no Hospital Regional de Picos

Reprodução: Facebook

No Hospital de Picos, pacientes aguardaram atendimento no chão

 

Um vídeo que mostra pacientes agonizando e deitados no chão, à espera de atendimento, no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, tomou conta dos portais de notícia, do noticiário de TV e das redes sociais esta semana.

A Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh) confirmou que as imagens são do Hospital Justino Luz e alegou que o caso ocorreu devido à superlotação.

A nota acrescenta que “em razão das festividades de final de ano, junto ao fato da maioria dos hospitais de pequeno porte da região estarem fechados ou de recesso, a procura pelo Hospital Justino Luz foi bastante superior a média, superando a capacidade instalada do hospital.”

As imagens mostram também alguns dos pacientes próximos a um entulho, dentro do hospital.

Conforme nota da Secretaria Estadual de Saúde, isso aconteceu porque o hospital está passando por uma reforma.

Quadrilha

Coincidência ou não, esse caos no Hospital Regional Justino Luz é mostrado apenas três meses depois que um esquema criminoso foi desbaratado pela Polícia Federal no município de Picos.

A operação Peloponeso, deflagrada no dia 4 de setembro pela PF, teria desviado mais de R$ 17 milhões de recursos do Ministério da Saúde.

Esses recursos, segundo a Polícia Federal, deveriam ser aplicados no tratamento de pessoas com deficiências física, auditiva, visual ou mental.

A PF informou ainda que, para canalizar o atendimento dos pacientes para duas clínicas particulares de Picos, o Serviço de Reabilitação no Hospital Regional Justino Luz foi desativado.

As investigações apontaram que o dinheiro desviado por uma das clínicas seria suficiente para custear o tratamento de 400 mil pacientes.

Se essa gente sem coração foi capaz de roubar o dinheiro destinado ao atendimento dos deficientes, certamente teve peito também para surripiar outras verbas da saúde.

Daí porque, embora chocante, não estranha a calamidade que tomou conta do Hospital de Picos.

Foto: Divulgação

Comissão de Saúde da Assembleia faz inspeção no Hospital de Picos

Estrebaria

Mas não é de hoje que se fazem denúncias relacionadas às precárias condições de atendimento no Hospital Regional de Picos.

O Conselho Regional de Medicina, após inspeções in loco, já determinou a interdição do hospital e de sua maternidade.

No final de maio passado, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa também fez uma vistoria no hospital.

À época, a deputada Teresa Britto (PV), presidente da Comissão, pediu a interdição de uma das alas.

A parlamentar visitou o hospital juntamente com os deputados Gustavo Neiva (PSB), Francisco Costa (PT) e Lucy Soares (PP). 

“Alguns setores do hospital parecem mais uma estrebaria. Isso é uma vergonha e um descaso com a população. Vamos pedir ao Conselho Regional de Medicina a interdição da ala mais crítica do hospital para melhorias emergenciais”, adiantou a deputada.

Reforma 

A reestruturação do Hospital de Picos foi iniciada em 2016, mas as obras foram embargadas devido a um problema com a empreiteira que tocava a obra, que terminou o contrato com o Governo do Estado.

A Secretaria de Saúde informou que a reforma foi retomada há poucos dias por determinação da Justiça.

O Hospital Justino Luz atende a 60 municípios da região de Picos.

Foto: Divulgação

Reforma do Hospital de Picos, iniciada em 2016, foi suspensa e retomada

O Natal em tempos de cólera

 

O Brasil atravessa mais um Natal com os nervos à flor da pele. As acaloradas discussões da eleição passada ainda estão presentes.

Aquelas diferenças e desavenças que, no passado, duravam o período da campanha eleitoral, agora se prolongam indefinidamente, cada vez mais raivosas.

Assim, o que se vê, especialmente nas mídias sociais, é um espírito bélico, a prática da intolerância, a animosidade afetando as relações familiares, o ambiente de trabalho e outros grupos.

Basta uma opinião e uma discussão explode em tempo real. Nesse clima, muitas amizades são foram desfeitas e até parentescos renegados.

O que tem levado tantos brasileiros a esse extremismo? Essas posições tão radicais decorrem da crise econômica?

Ou o tal empoderamento de tantos grupos, através das mídias sociais, está provocando um efeito contrário ao que deveria, que era o de aproximar os seus usuários, hoje divididos em bolhas?

E por que se valoriza tanto a invasão e divulgação de dados e mensagens de pessoas cuja privacidade é assegurada legalmente?

Um relatório divulgado pelas empresas We are Social e Hootsuite, intitulado “Digital in 2018: The Americas”, mostrou que 62% dos brasileiros estão ativos nas redes sociais. Mas com que objetivos?

Como um país cristão pode insistir nessa guerra fraticida em que se procura desesperadamente semear a discórdia e assassinar reputações?

Vive-se, hoje, um momento particularmente propício para se refletir que, sem o desarmamento de espíritos, sem o perdão, sem a tolerância, sem a compreensão, o Natal não passa de uma hipocrisia.

O sentido do Natal é, como se sabe, o da comunhão e da renovação, pois simboliza o nascimento de Jesus Cristo, aquele que veio trazer paz, esperança e alegria para a humanidade.

O espírito natalino é, portanto, uma experiência que deve ser buscada não apenas uma vez ao ano, mas todos os dias, teimosamente.

Agora, nestes tempos de cólera, mais do que nunca isso se faz necessário.

Novo Congresso já envelheceu

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Novo Congresso envelhece rapidamente

 

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na semana passada, indica que o Congresso Nacional, mesmo com a renovação recorde acima de 50%, nas eleições de 2018, se mantém impopular.

De acordo com o levantamento, no começo deste mês, 45% dos eleitores reprovam o trabalho dos deputados federais e senadores.

São 10 pontos percentuais a mais do que no final de agosto.

Apenas 14% aprovam o Congresso, oscilação negativa de 2 pontos percentuais em relação à última pesquisa.

Os números do instituto mostram ainda uma piora no quadro no decorrer deste primeiro ano da nova legislatura.

No final de 2018, a onda que elegeu o presidente Jair Bolsonaro levou a população brasileira a demonstrar expectativa otimista.

Então, para 56% dos entrevistados, os novos congressistas teriam um desempenho ótimo ou bom, número superior ao verificado antes das duas legislaturas anteriores – 49% e 40%, respectivamente.

Quatro avaliações

Depois da posse, em fevereiro de 2019, o Datafolha já realizou quatro pesquisas sobre o desempenho dos congressistas.

Enquanto o índice dos que consideram ótimo ou bom o trabalho de deputados e senadores caiu de 22% para 14%, a rejeição foi de 32% para 45%.

O Datafolha ouviu 2.948 pessoas em todo o Brasil, entre os dias 5 e 6 de dezembro.

Fundo Eleitoral

A pesquisa saiu junto com a aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma bolada de R$ 2 bilhões para o Fundo Eleitoral de 2020.

Essa dinheirama vai ser despejada nas contas dos partidos para que eles a gastem nas campanhas de seus candidatos, nas eleições do próximo ano.

PT, PSL, MDB, PSD, PP, PSDB, DEM, PR, PSB e PDT são os partidos que vão abocanhar as maiores fatias desse dinheiro.

E um detalhe: para saciar a fome dos partidos por verbas, o governo terá que tomar emprestado R$ 1 bilhão e 700 milhões, pois só vai dispor de R$ 300 milhões para essa nova farra com o dinheiro público.

Nesse caminho, o risco é esse Congresso que aí está, logo logo ficar devendo ao que foi reprovado nas urnas no ano passado.

 

Advogado de JK, o livro

Imagem: Cidadeverde.com

O novo livro de Hugo Napoleão

 

A editora CEAT, de São Paulo, planejou lançar a Coleção Memórias do Parlamento, com o objetivo de registrar a história moderna do Parlamento brasileiro através do testemunho de seus principais personagens.

O conceito da coleção é que o autor de cada volume determine e relate um episódio marcante de sua vida pública e seu reflexo na vida do país.

A coleção foi aberta com chave de ouro: um livro assinado pelo ex-deputado federal Hugo Napoleão, apresentado na obra como “um dos mais atuantes políticos brasileiros”.

E assinala que ele inaugurou a sua vida pública advogando para um dos maiores estadistas do país, o presidente Juscelino Kubitschek.

Então, o título do livro de Hugo Napoleão que abre a Coleção Memórias do Parlamento não poderia ser outro: “Eu fui advogado de JK”, lançado no início do mês, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa do Piauí, em concorrida e prestigiada sessão de autógrafos que durou três horas.

Foto: Instagram/KassioFGomes

O lançamento do livro em Teresina

Uma longa história

O livro, que o autor dedica afetuosamente à esposa Lêda e aos filhos e netos, bem como aos pais (in memoriam), é costurado em breves capítulos, e foi escrito entre maio de 2017 e novembro de 2018, em vários lugares. As primeiras linhas saíram a bordo de um cruzeiro no mar Báltico. Os demais capítulos foram se enfeixando em Brasília, Teresina e São Luís.

A redação deu-se em um ano e meio, mas na verdade a obra foi feita ao longo de 50 anos, desde quando Hugo Napoleão recebeu procuração, como advogado, para defender JK das acusações feitas contra ele pelo regime militar, em 1969. À época, Hugo, advogado recém-formado, contava 26 anos.

Não é, como alguém apressadamente talvez se arriscasse a imaginar ou supor, um livro de alguém se vangloriando de ter sido advogado de uma das personalidades mais ilustres e mais fascinantes da história recente do Brasil. O autor, hoje um Advogado Sênior, não precisa disso. Seu currículo já é invejável: ex-deputado federal (três mandatos), ex-governador (duas vezes), ex-senador (duas vezes) e ex-ministro da Educação, da Cultura e das Comunicações.

 Acervo Hugo Napoleão

No Palácio da Alvorada: Pedro Luiz, Márcia Kubitschek, Hugo, Maria Estela Kubitschek e embaixatriz Regina Napoleão  

 

Um depoimento

Trata-se, na verdade, de um depoimento vigoroso de alguém que teve profundas e duradouras ligações com o personagem principal da obra e sua família.

Uma história que começa bem antes de ele se formar em advocacia, como assinala Maria Estela Kubitschek Lopes, a única filha viva de JK, no prefácio da obra:

 

A ligação entre a família de Hugo e a minha começou em 1935, quando meu pai, Juscelino Kubitschek, foi eleito Deputado Federal.

Hugo Napoleão, avô de Hugo e de quem herdou o nome, foi parlamentar na mesma legislatura que papai. Um, representando Minas; o outro, o Estado do Piauí.

Os dois iniciaram ali uma amizade sólida e permanente, fortalecidas pelas virtudes e afinidades que lhes eram comuns: lealdade, ética, dedicação ao trabalho, respeito aos colegas e, sobretudo, bases familiares sólidas.

Anos mais tarde, papai já Presidente da República, escolheu como Chefe do Cerimonial, Aluizio Napoleão, filho de seu companheiro de bancada no Congresso.

Papai considerava Aluizio a pessoa mais bem educada que ele conhecia e muitas vezes perguntava a ele como deveria agir em situações que somente um diplomata poderia resolver.

A esposa de Aluizio, Regina, uma mulher sensível e muito culta, veio a se tornar uma grande amiga e companheira fiel de minha mãe, Sarah.

Nessa época, eu era uma adolescente e Hugo uma criança, que Márcia e eu considerávamos como um parente querido. O menino Hugo cresceu, formou-se, constituiu família e jamais esqueceu as lições aprendidas com seus pais.

O cerco da ditadura

Um dos momentos mais difíceis na vida de meu pai foi quando, depois de cassado, e ao voltar do exílio, viu-se novamente perseguido pelo governo da ditadura, ao ser submetido a uma rotina e frequência cansativas de depoimentos que beiravam o desrespeito e a ilegalidade.

Ao ser convocado para depor pela primeira vez, chamou para fazer sua defesa o grande advogado e amigo Vitor Nunes Leal, que veio acompanhado de Hugo Napoleão, o mais novo membro de seu escritório e que se tornou o procurador de JK.

Com brilhantismo e muita coragem, Hugo tornou-se o advogado e o precioso amigo de nossa família.

 Acervo Hugo Napoleão

Hugo (ao fundo) com Juscelino

 

Do apogeu à humilhação

A história começa, então, pelas relações entre as famílias do autor e do personagem e se desenvolve com o apogeu da luminosa carreira pública de JK, o fim do governo, a abrupta mudança de regime político no Brasil, a perseguição ao ex-presidente, a cassação, o exílio, a volta ao Brasil, a prisão, a implacável publicação de fake news contra ele, a via crucis nas delegacias de polícia política e a humilhação nos porões da ditadura.

Também narra o trágico fim do ex-presidente, em 22 de agosto de 1976, em misterioso acidente automobilístico, uma semana depois de se espalhar um boato sobre a morte dele, em circunstâncias parecidas.

E lembra a despedida, em Brasília, onde o corpo de Juscelino foi carregado nos braços do povo.

 Acervo Hugo Napoleão

Uma das páginas do processo da ditadura contra JK, rubricado por Hugo

 

Mergulho na história

Hugo Napoleão escreveu o seu livro de memória, relatando fatos e acontecimentos de sua convivência próxima com JK. Mas apoiou-se também em vasta e preciosa bibliografia sobre a vida pública do personagem.

Entre suas fontes bibliográficas estão, pois, as próprias memórias de Juscelino, reunidas na monumental obra “Meu caminho para Brasília” (três volumes) e “Por que construí Brasília”, além das biografias “JK, o artista do impossível”, de Cláudio Bojunga; e “Brasília Kubitschek de Oliveira”, de Ronaldo Costa Couto.

É, em alguns trechos, o relato de muitos episódios já devidamente documentados, expostos pelo autor, no entanto, de um modo absolutamente singular.

 

JK no Piauí

A obra traz, também, os bastidores sobre um momento sombrio e tenso da vida do país que o autor viveu de perto, ao lado de um personagem marcante da história recente do Brasil.

Puxando brasa para o Piauí, conta também a vinda de JK ao Estado, em 1957, para inaugurar em Teresina a ponte de concreto sobre o Rio Poti que hoje leva o seu nome.  

 

A cartola

Em linguagem simples e direta, com 30 capítulos breves, totalizando 142 páginas, que reúnem também documentos, recortes de jornais e revistas da época, manuscritos e fotografias, “Eu fui advogado de JK” é um livro que conta, acrescenta e emociona.

Na inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960, os convidados apareceram em trajes de gala. Eis uma das passagens curiosas da festa, contada no livro de Hugo:

 

“...Um fato extremamente interessante ocorreu na inauguração de Brasília. O presidente gostou da cartola do papai e pediu que trocasse com a dele. Assim foi feito. De tal modo que, no Memorial JK, a cartola existente na vitrine onde está exibida a casaca presidencial é a do meu Pai...”

A foto de JK exibindo essa cartola, em gesto de vitória e comemoração, dando boas-vindas à nova capital do Brasil, correu o mundo. Estilizada, ela é reproduzida na capa do livro de Hugo Napoleão.

Foto: Gervásio Batista/Arquivo Público do DF

Presidente JK saúda os presentes à festa de inauguração de Brasília

 

As lições de JK

Com  percepção e sensibilidade, o autor traz, ainda, as lições de JK, um político que viveu o topo do poder e desceu às profundezas do ostracismo, do desprezo e da ingratidão.

O livro assinala que Juscelino Kubitscheck, tendo passado pelas mais duras provações ao longo de sua vida, iniciada em berço pobre, no interior de Minas, não carregava sentimentos de ódio.

Fora do poder e perseguido pelo regime militar, não perdia, contudo, a esperança na volta da democracia.

 Acervo Hugo Napoleão

Um dos muitos bilhetes de JK a Hugo

Nova biografia

Em resumo, ao contar como foi advogado de JK, Hugo Napoleão acaba por escrever uma nova biografia do ex-presidente, em estilo fluente, mostrando em toda a sua grandeza a dimensão de um homem público simples, inteligente e bem-humorado que sonhou um país desenvolvido e democrático.

Um homem que procurou o caminho mais difícil, porém mais digno, para vencer: o do trabalho, do estudo, da honradez e do espírito público, entregando-se de corpo e alma, com determinação e entusiasmo, às missões que abraçou.

Pelo conjunto da obra, 25 anos depois de sua morte, JK foi escolhdo o "Brasileiro do Século".

Há tempos, venho estimulando Hugo Napoleão a escrever as suas memórias, como fiz e faço com outros políticos do Piauí que têm o que contar.

Com “Eu fui advogado de JK”, ele prova que eu estava certo. E que devo insistir nisso.

Seu livro me impõe, porém, que esse incentivo  se transforme agora em cobrança.

Fundão: #VetaBolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro cogitou vetar o Fundo Eleitoral de 2 bilhões de reais para as eleições municipais do próximo ano.

Ele deu esse sinal na quarta-feira, à saída do Palácio da Alvorada, preocupado com os caminhões de dinheiro que sairão do Tesouro Nacional para as mãos do PT, PSL et companhia.

Sua ameaça logo fez surgir a campanha #VetaBolsonaro nas redes sociais. Em sua coluna no site Dário do Poder, de Brasília, o jornalista Cláudio Humberto observa que Bolsonaro pode apenas ter produzido um “balão de ensaio”, mas deveria levar a sério seu veto ao Fundão.

“Se o Fundão Sem Vergonha” for vetado, analisa o jornalista, não haverá dinheiro público nas eleições e permanecerá a proibição de financiamento empresarial de campanhas.

Com o veto, políticos teriam de bancar os próprios projetos eleitorais, sem propina antecipada de empresas e sem atacar o cofre público.

A bolada do Fundo Eleitoral foi aprovada na terça-feira, como parte do Orçamento Federal para 2020.

Os parlamentares reduziram a “tunga” de R$3,8 para R$2 bilhões, “mas continua pornográfico o princípio de fazer o cidadão pagar essa conta”, critica o jornalista.

Em outros tempos, os políticos se preparavam para assaltar o cofre público depois das eleições.

Agora, estão prontos para tomar o dinheiro público de assalto já na campanha eleitoral.

  

Foto: Cidadeverde.com

Deputado Flávio Nogueira lança livro em Teresina

Lançamento

O deputado federal Flávio Nogueira lançou ontem à noite, em Teresina, o seu livro “Prosa Eletrônica – Apontamentos do cotidiano”.

A sessão de autógrafos foi precedida de uma entrevista ao jornalista Fenelon Rocha sobre o conteúdo do livro.

O governador Wellington Dias e os ex-governadores Hugo Napoleão e Freitas Neto entre as lideranças que prestigiaram o lançamento, que contou também com a presença do senador Ciro Nogueira e dos deputados federais Átila Lira (PP), Marcos Aurélio (MDB) e Rejane Dias (PT).

Eleição na Ufpi

Começa a pegar fogo a campanha para reitor da Universidade Federal do Piauí. A consulta ampla à comunidade universitária será em maio. Votarão professores, alunos e servidores.

O primeiro a dar a largada foi o professor André Macedo, pró-reitor de Planejamento e Orçamento.

O diretor do Centro de Ensino à Distância, professor Gildásio Soares, também está no páreo.

O tabuleiro

Só aí já são dois pré-candidatos da equipe do reitor Arimatéia Dantas Lopes.

E existe ainda a possibilidade da candidatura da vice-reitora Nadir Nogueira, que seria a candidata natural a reitora.

Como o reitor não se mexeu para arrumar a sua sucessão, o professor André Macedo tomou a frente e se consolida como candidato.

Stand by

Mas a vice-reitora não é carta fora do baralho. Ela vem sendo estimulada por vários grupos a lançar a sua candidatura.

O reitor Arimatéia Dantas está fora de sua própria sucessão, por enquanto.

Ele está de licença médica, depois da implantação de estentes.

Divulgação: CCom

Governador inaugura asfaltamento de estrada que liga São Lourenço a Dom Inocêncio

Inauguração

O governador Wellington Dias inaugurou ontem a pavimentação asfáltica da PI 144, ligando os municípios de São Lourenço e Dom Inocêncio, com 72 quilometros..

Além de secretários de Estado, muitas lideranças políticas e populares da região estiveram presentes.

O vice-prefeito Marcos Damasceno (PT) destacou que é mais um compromisso cumprido com a população.

Luto na cultura

Ontem foi um dia triste para a cultura brasileira, com a morte, em Recife, do escultor Francisco Brennand, aos 92 anos.

Ele era considerado o maior escultor vivo do país e um artista plástico único.

Pouca gente sabe, mas era de Oeiras que ele tirava o barro para fazer suas esculturas.

A argila de excelente qualidade era retirada da mina de barro da família na Velha Cap.

Nas outras minas da família, o barro era ruim e só servia para tijolos e cerâmicas, observa o médico Luiz Ayrton Santos.

Filme

Brennand era tio da esposa do ex-deputado federal Heráclito Fortes, Mariana.

Em 2012, a jornalista e cineasta Mariana Brennand Fortes, filha do casal e sobrinha-neta do artista, produziu um documentário sobre Francisco Brennand, lançado no ano seguinte.

Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

Escultor Francisco Brennand: morte aos 92 anos

 

 

* O prefeito Firmino Filho uma pausa ontem em sua agenda para se submeter a uma cirurgia de catarata.

* Não está fácil para a oposição chamuscar o capitão. O nível de emprego cresce pelo oitavo mês consecutivo no país.

* Os novos empregos gerados no período somam quase um milhão e as perspectivas econômicas para 2020 são animadoras.

* No Brasil, pode faltar dinheiro para a escola, o hospital, a delegacia de polícia, enfim, para tudo, mas não faltará para as eleições. Jamais!

 

 

Lupa

Do humorista Fraga:

- No Brasil, muitas investigações dão em nada. Já a maioria resulta em bem menos que isso.

 

 

Quem quer dinheiro?

Foto: Divulgação/PL

Fundão terá  dinheiro 40 vezes mais que o apartamento do ex-ministro Geddel

 

No Brasil, pode faltar dinheiro para a escola, o hospital, a delegacia de polícia, enfim, para tudo, mas não faltará para as eleições. Jamais!

O Congresso Nacional aprovou a Proposta de Lei Orçamentária Anual para 2020 com o Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões.

Aproximadamente 40 vezes mais que aquela montanha de dinheiro que a TV mostrou no apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima, em Salvador.

Bolada maior

Os congressistas estavam de olho mesmo era em uma bolada 2,8 bilhões, o total da proposta inicial do Fundão. Diante, porém, da reação de vários segmentos, inclusive de parlamentares, os congressistas reduziram o valor.

Havia também um receio de que a proposta com valor maior fosse vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. O texto segue para a sanção presidencial.

O valor determinado para o Fundo Eleitoral, responsável por financiar as eleições do ano que vem, é o mesmo estipulado pelo governo, quando revisou a primeira proposta elaborada pelo Executivo.

Quem leva mais

O Brasil é um país capitalista. Não faz sentido, portanto, que os cofres públicos financiem as campanhas eleitorais com dinheiro que tira da educação, da saúde e da segurança, por exemplo.

Quem deve financiar os partidos políticos são seus filiados, apoiadores e simpatizantes.

Além do Fundo Eleitoral, os partidos já contam com o Fundo Partidário, que é também bilionário.

Lamentavelmente, um país com tantas e urgentes carências ainda desperdiça dinheiro público com eleições.

E, por ironia ou não, quanto mais o partido é mal falado, quanto mais o partido é mal visto, maior a verba que vai abocanhar para fazer o diabo nas campanhas.

  

 

E o salário mínio, ó!

Enquanto encheu as mãos e os bolsos dos candidatos com dinheiro para suas campanhas, o Congresso Nacional aprovou um reajuste mínimo para o salário mínimo no Orçamento Federal para 2020.

O texto aprovado prevê que o salário mínimo passará de R$ 998 para R$ 1.031, como propôs o governo, no mês passado.

Cenário econômico

A inflação oficial (IPCA) prevista é de 3,53% em 2020. A meta da taxa de juros (Selic) é 4,40%. O câmbio médio projetado é de R$ 4,00 por dólar.

O governo espera ainda um crescimento de 2,32% no Produto Interno Bruto (PIB).

A meta fiscal para o déficit primário do governo central é projetada em R$ 124,1 bilhões.

IPVA mais cedo

A IPVA será pago em novo calendário a partir de agora. O imposto sobre veículos automotivos passa a vencer no mês de março para todos os contribuintes.

Até 2019, o pagamento era feito de acordo com o fim da placa do carro.

Desconto

De acordo com as novas regras, o contribuinte poderá antecipar o pagamento da cota única para os meses de janeiro e fevereiro, se assim preferir.

Quem optar por pagar no primeiro mês do ano terá um desconto de 15%. Em fevereiro, o abatimento na cota única será de 10%.

Quem quiser deixar para pagar só em março a cota única, o desconto será de 5%.

A nova tabela de pagamento do IPVA 2020

 

 

 

*Um show de audiência o programa “Fé e Caridade”, sobre a vida de Santa Irmã Dulce, exibido ontem.

* Uma reportagem especial da jornalista Nadja Rodrigues produzida ao longo de mais de dois meses com o selo de qualidade da TV Cidade Verde.

* O deputado federal Flávio Nogueira lança hoje, às 19 horas, no Café Floriano (Rua Angélica, 919 – Jockey), o livro “Prosa eletrônica – Apontamentos do cotidiano”.

* O governador Wellington Dias passa o dia hoje na região de São Raimundo Nonato. Ele retorna a Teresina no final da tarde.

 

 

Hora certa

Do padre Lira Parente, que fez milagres e ditou normas no sertão do Piauí:

- Quem não chega antes da hora, não chega na hora.

 

 

Wellington Dias causa mal-estar no PT

Foto:WilsonFilho/CidadeVerde.com

Vice-governadora Regina Sousa defende que cada partido lance seu candidato 

 

Causou burburinho no PT a declaração do governador Wellington Dias segundo a qual a base governista deve apresentar apenas um candidato a prefeito de Teresina nas próximas eleições.

Para o governador, o candidato que deve representar a base nas eleições municipais da capital deve ser aquele com maior preferência nas pesquisas de intenção de voto.

A primeira voz a se levantar publicamente contra a tese do governador foi a da vice-governadora Regina Sousa, uma liderança muito acatada no partido, que já presidiu várias vezes no Piauí.

Segundo a petista, os partidos da base governista, que formam a oposição ao prefeito Firmino Filho, devem se unir apenas no segundo turno.

“Sou defensora da candidatura própria de todos os partidos. Isso fortalece os partidos. Se tem segundo turno, os partidos têm mais é que mostrar sua força no primeiro. É a minha opinião, não do partido. Não é uma opinião vencedora, mas é forte. Defendo candidatura própria. Desde que cada um se respeite e no segundo turno todos se juntem em torno do mais forte”, posicionou-se a vice-governadora.

Tiro no PT

A tese do governador Wellington Dias é, na prática, um tiro no PT. É a primeira vez, em várias eleições, que o partido chega a um nome de consenso para disputar a Prefeitura de Teresina, e ele parece não valorizar isso.

Em campanhas passadas, os petistas só faltaram foi se matar na escolha seu candidato a prefeito na capital.

Então, por que jogar fora o que o partido já conseguiu para as eleições deste ano, no caso a candidatura de consenso?

Foto: Divulgação/Alepi

Deputado Fábio Novo, pré-candidato do PT a prefeito de Teresina: desconforto

 

Em maus lençóis

A proposta sugerida pelo governador deixa em maus lençóis o deputado Fábio Novo, secretário de Cultura, escolhido como pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PT.

É impensável que ele possa ter um bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto, agora e nas próximas semanas, se o seu nome acaba de ser escolhido pelo partido.

É de se esperar que estejam surfando nas pesquisas outros pré-candidatos da base, como o secretário de Segurança, deputado federal Fábio Abreu (PL), que já vem trabalhando para ser candidato há muito tempo.

Recall

Outro candidato bem posicionado nas pesquisas, líder em várias delas, é o Dr. Pessoa, do MDB, aliado do governador, que entra na disputa com um apreciável recall.

O Dr. Pessoa já foi vereador da capital e deputado estadual, disputou a Prefeitura de Teresina em 2016 e foi candidato a governador em 2018, obtendo um bom desempenho nas campanhas majoritárias.

Também já está em campanha à Prefeitura há um bom tempo o deputado estadual Georgiano Neto (PSD), outro partido da base aliada.

De todos os candidatos dos partidos da base governista, o secretário de Cultura é, pois, o nome mais novo na disputa. E entrou bem nela.

Fábio Novo disputou a candidatura com outros três nomes do PT. Venceu a disputa interna e unificou a sigla.

Não é pouco para um partido que tem por tradição se engalfinhar nas eleições da capital.

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