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My Brother, a voz que cala

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Cantor My Brother

 

O currículo dele é muito breve. Pouco se sabe de sua vida. Apenas que era do Rio de Janeiro, morou em Brasília uma temporada e há pelo menos 30 anos residia em Teresina. O que era extensa era a lista de fãs que conquistou no Piauí.

Pelo nome – João Cecílio Lopes – quase ninguém sabia quem era. Ele fez fama nos meios artísticos e políticos pelo seu vozeirão e pelos trajes exóticos, tornando-se conhecido com o nome artístico de My Brother.

Ontem, um câncer de fígado contra o qual lutava há algum tempo calou a voz do cantor. Ele morreu aos 70 anos e seu corpo foi sepultado no final da tarde, no cemitério São Judas Tadeu, na zona Leste.

Nas redes sociais, vários seguimentos do meio artístico e fãs lamentaram a perda. O Governo do Estado emitiu nota de pesar destacando o seu valor artístico e lembrando a participação dele  no Projeto Boca da Noite, em várias apresentações. Em 2015, o artista recebeu o título de cidadão teresinense.

My Brother ganhou projeção no meio político piauiense ao gravar em 1998 o jingle da campanha de reeleição do governador Mão Santa, composto pelo cantor Lázaro do Piauí.

Ele cantava na noite e era também instrumentista e compositor, sendo vencedor do Concurso Sambas Autorais 2013 promovido pela Fundação Monsenhor Chaves, com a música “O samba é meu partido”.

Mas o artista não marcava apenas pela sua voz poderosa e inconfundível. Ele era, antes de tudo, um gentleman, sempre elegante, polido e carismático, a dispensar atenções e cortesia a todos os que o rodeavam. Este o My Brother que viverá na lembrança de seus amigos e admiradores.

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Caminhada da Fraternidade, na travessia da Ponte JK

Caminhada

Pelo menos 70 mil pessoas participaram ontem da Caminhada da Fraternidade 2018, realizada pela Arquidiocese de Teresina.

O evento, em sua 23ª edição, foi aberto com celebração de missa campal pelo arcebispo de Teresina, dom Jacinto Brito.

Este ano, o tema central da caminhada foi o respeito às diferenças.

 

Firme e forte

O senador Elmano Férrer (Podemos) garantiu que a sua pré-candidatura ao Governo do Estado está firme e vem crescendo nos últimos dias.

Ele sente também que, exatamente por isso, sua pré-candidatura começa a incomodar as forças governistas.

O senador afirmou que anda em perfeita sintonia com o deputado Dr. Pessoa (SD), pré-candidato ao Senado em sua chapa.

 

Foto: Divulgação

Salipi - O professor Wilson Seraine, estudioso da obra de Luiz Gonzaga, fez ontem à noite a última palestra do Bate-papo Literário do Salipi 2018. Ele apresentou um painel sobre a cultura nordestina, em todas as suas expressões – música, literatura, dança, etc. O Salipi foi encerrado ontem à noite, no Espaço Cultural Rosa dos Ventos, na Universidade Federal do Piauí, com show do cantor Chico César, antecedido por palestra do poeta Bráulio Bessa, no Cine-Teatro  da UFPI.

 

 

 

* O ex-presidente Lula incluiu o novo livro do governador Wellington Dias entre as suas leituras no cárcere.

* Ele recebeu o livro do próprio autor, na semana passada. O título da obra, “A melancia do presidente”, relata um “causo” envolvendo Lula.

* Os pré-candidatos às eleições deste ano compareceram em massa ontem à Caminhada da Fraternidade.

* Com 3% de aprovação, o presidente Michel Temer está no limite da margem de erro para zerar a sua popularidade.

 

 

Duas por uma

Em seu novo livro de “causos”, intitulado “A melancia do presidente”, o governador Wellington Dias conta que, quando assumiu a paróquia de São João do Piauí, ainda muito jovem, o padre Solon Aragão recebeu instrução do bispo para que procurasse uma mulher na casa dos 40 anos para auxiliá-lo. Muito irreverente, o padre propôs:

- Posso escolher duas de 20 anos cada uma?

O Piauí no novo Atlas da Violência

Infográfico: Reprodução/G1

 

O novo Atlas da Violência 2018, divulgado na semana passada, traz duas informações relevantes sobre o Piauí – uma boa e outra ruim. A boa é que o Estado possui a 3ª menor taxa de homicídios do país e a menor do Nordeste.

A ruim é que o crescimento da violência no Piauí foi um dos seis maiores do país nos últimos cinco anos: 55%. Nos últimos dez anos, ele salta para 67,7%.

O levantamento traz dados referentes ao ano de 2016 e informa que o Piauí teve uma taxa de 21,8 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto a taxa nacional bateu 30 mortes por 100 mil brasileiros.

A taxa ano a ano no Piauí

A taxa de homicídio subiu assustadoramente no Piauí na década estudada pelo Ipea, mesmo sem acompanhar a disparada dos demais Estados que registraram explosão da violência no período.

Em 2006, o Piauí registrou 418 homicídios. A taxa caiu nos anos seguintes. Foram registrados 383, em 2007; 361, em 2008, e mais 385 assassinatos, em 2009.

Ela voltou a subir em 2010, com 411 homicídios, mais 440 no ano de 2011; outros 525, em 2012, e ainda 598, em 2013.

Um novo salto na taxa de homicídios no Estado ocorreu em 2014, passando para 717, caindo para 650 em 2015 e subindo novamente em 2016, com 701 assassinatos. Este foi o último ano pesquisado.

Em resumo, o Piauí não está tão mal quanto o Rio Grande do Norte, que em dez anos engordou sua taxa de mortes por homicídios em 307,5%; o Maranhão, que chegou a 148,5%; o Acre, com 129,7%, ou o Ceará, com 103,2% no mesmo período.

Mas o Piauí não está bem como São Paulo, que reduziu essa taxa em 41,9% e o Espírito Santo, que baixou seus homicídios em 27,9%, também entre 2006 e 2016.

 

Comparação

Se o Piauí quer se comparar com outros Estados, que procure os que efetivamente estão conseguindo enfrentar com sucesso a criminalidade, e não com os que perderam completamente o controle da situação.

Afinal, sair de um total de 418 assassinatos anuais para 701seguramente não é um bom motivo para comemoração.

A violência é um drama nacional, inegavelmente. Ele atinge a todos as unidades da federação. Mas por que, ainda assim, uns Estados conseguem reduzir os homicídios e outros não?

Governadores do PT lançam Lula à Presidência

Imagem: Reprodução/PT

 

Todos os governadores do PT estarão hoje, em Belo Horizonte, no lançamento nacional da pré-candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto.

A coordenação do evento confirmou a presença dos governadores de Minas, Fernando Pimentel, que articula o ato; do Acre, Tião Viana; da Bahia, Rui Costa; do Ceará, Camilo Santana; e do Piauí, Wellington Dias (que tem uma cirurgia ortopédica marcada para amanhã e, por isso, talvez, não vá hoje a Belo Horizonte).

Lideranças nacionais do PT e aliados de peso do partido também estarão no lançamento da pré-candidatura de Lula a presidente da República.

Na maior

Em outros tempos, isso seria inimaginável – o Partido dos Trabalhadores brigar tanto para lançar um condenado da Justiça à Presidência da República.

Mas o Brasil virou um país surreal, no qual nada mais é impossível, nada mais surpreende e nada mais choca a ninguém.

E por que o PT segue adiante em sua luta para tornar um presidiário como candidato a presidente?

Exatamente porque o partido se sente autorizado a fazer isso, pois Lula lidera até aqui todas as pesquisas de intenção de voto.

Ficha Limpa

Pela lei da Ficha Lima, o ex-presidente está inelegível, pois foi condenado em todas as instâncias da justiça a 12 anos de prisão pela prática de corrupção e lavagem de dinheiro.

Ou seja, a condenação do petista não foi por um crime qualquer, mas por crimes incompatíveis com o exercício da função pública, especialmente a do cargo mais elevado e mais importante de todos, que é o de presidente.

Sem a menor cerimônia, porém, os companheiros e aliados de Lula seguem firmes na campanha para tirá-lo da cadeia e botá-lo na cadeira principal do Palácio do Planalto. Coisas do Brasil!

 

PT do Piauí faz jogo profissional

O PT do Piauí faz um jogo estritamente profissional quando finca o pé na questão da composição da chapa pura para a eleição proporcional. Aparentemente, trata-se de mais uma birra dos xiitas do partido.

No fundo, porém, a posição dos petistas tanto protege quanto fortalece o governador Wellington Dias na definição da chapa majoritária. O plano é bem elaborado.

Se os aliados fazem tanta questão da aliança com o PT para a eleição de deputado, o partido pode até ceder, desde que os aliados não briguem nem pela indicação do candidato a vice-governador nem pela segunda vaga ao Senado.

Regina na vice

O Partido dos Trabalhadores trabalha com a ideia de chapa pura também para o governo. Nesse caso, o nome que comporia a chapa com o governador seria o da senadora Regina Sousa, disputando a vice-governadoria.

Se, no entanto, o MDB conseguir realizar o seu sonho dourado e emplacar o companheiro de chapa do governador, então fica o espaço para que o PT possa apresentar a senadora Regina Sousa para concorrer à segunda vaga ao Senado.

Em resumo, é isso o que o PT efetivamente quer: a reeleição do governador e da senadora Regina Sousa. E está quase chegando lá.

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Foto: Cidadeverde.com

Secretário Rafael Fonteles

Empréstimo

A Caixa Econômica Federal liberou ontem, finalmente, o empréstimo de R$ 315 milhões do Governo do Piauí.

Os recursos, que estarão disponíveis em caixa para o Estado a partir de hoje, são destinados a obras de infraestrutura, implantação e recuperação de rodovias, melhoria na mobilidade urbana e saneamento básico.

A Caixa atendeu decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para liberar o empréstimo.

Retomada

Para o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, a liberação dos recursos desafoga investimentos em infraestrutura em todo o Piauí, previstos no Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). 

O governador Wellington Dias arregaça as mangas agora para destravar a segunda parcela do empréstimo de R$ 600 milhões.

Temer, o esforçado

O presidente Michel Temer tem tudo para passar à história com a popularidade zerada. Se não conseguir, não será por falta de esforço.

O último: o governo federal reduziu a projeção do salário mínimo de 2019 para R$ 998.

O valor consta de relatório da Comissão Mista de Orçamento (CMO) que analisa o projeto de lei orçamentária do ano que vem. Em abril, a estimativa era de R$ 1.002.

Revisão

Segundo o governo, a alteração foi feita por uma correção do INPC de 2018, que era estimado em 3,8% e passou a 3,3%, e também a variação do PIB de 1% em 2017.

Se o valor for aprovado, o aumento no salário mínimo será de 4,61% em 2019.

Campanha

Vídeo distribuído pelo ex-ministro João Henrique Sousa a amigos, jornalistas e grupos de whatsapp mostra que o pré-candidato a presidente do MDB, Henrique Meirelles, começou efetivamente sua pré-campanha.

Radicalismo

No vídeo, Meirelles diz que o Governo do MDB enfrentou e superou a maior recessão da história do país e que os emedebistas devem se orgulhar de integrar o partido.

Alerta para o risco de o país mergulhar no radicalismo. “O país precisa é de competência de verdade, experiência e capacidade de diálogo; não de radicalismos ou bravatas”, afirma.

No Piauí

A propósito, João Henrique, que é um dos coordenadores da pré-campanha do MDB a presidente, quer trazer Henrique Meirelles a Teresina até julho para conversar com empresários, políticos e gestores públicos.

 

Foto: Divulgação/Alepi

Segurança - O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), cumpriu agenda no Seminário Internacional sobre Segurança Pública: “um diálogo pelo direito à vida, à liberdade e à paz”. O evento começou na terça-feira e segue até amanhã, em Fortaleza. O ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes fez a palestra de abertura.

 

 

 

* Será hoje, a partir das 19 horas, na Livraria EntreLivros, o lançamento do novo livro de Cláudio Said: “Delmiro Gouveia”.

*Trata-se da biografia romanceada de um nordestino que se tornou um dos pioneiros na industrialização do Brasil.

* O governador Wellington Dias será submetido a uma nova cirurgia no sábado.

* Ele machucou-se em jogo de futebol vestindo a camisa do KLB (Ki Lapa de Bucho), do qual é proprietário único e titular.

* A Prefeitura de Teresina inaugura hoje a Avenida Padre Humberto - prolongamento da Avenida Cajuína, a partir das 17 horas.

 

 

Em campo

No lançamento do novo livro do governador Wellington Dias, o editor e apresentador da obra, professor Wellington Soares, contou que o autor já lhe adiantou que quando deixar a vida pública vai se dedicar ao KLB (Ki Lapa de Bucho), o seu time de futebol:

Wellington Soares: - E esse time tem futuro?

Wellington Dias: - Pelo menos de 7 a 1 ele nunca perdeu, não!

JVC aponta escassez de lideranças no país

Foto: Pablo Cavalcante/RCV

Ex-senador João Vicente Claudino

O presidente regional do PTB, ex-senador João Vicente Claudino, avaliou ontem que o prolongamento da crise política brasileira reflete o quadro de escassez de lideranças no país.

Em entrevista à Rádio Cidade Verde, ele disse que o último grande líder político do país, o ex-presidente Lula, está preso, e o presidente Michel Temer governa com baixíssima aprovação popular, com extremas dificuldades para tocar o governo.

O ex-senador sugere que o futuro presidente, além de ter a capacidade de promover a reconciliação do país, deve entender a fundo de gestão pública.

Opção

“A cadeira de presidente da República não pode ser um laboratório de governo. O cidadão que sentar nela deve ter um plano de governo em mãos, uma grande capacidade de articulação e dominar as práticas de gestão pública com responsabilidade, sem populismo e com austeridade”, prega.

João Vicente Claudino adiantou que já definiu o seu candidato a presidente. Trata-se do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), que foi seu colega por oito anos no Senado.

Ele disse que, além de parlamentar atuante e ficha limpa, o pré-candidato do Podemos tem experiência administrativa, como governador do Paraná, onde fez uma administração bem avaliada.

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Foto: Divulgação

Lançamento do novo livro do governador Wellington Dias, no Cine-Teatro da Ufpi

Novos "causos"

Foi bem prestigiado e divertido o lançamento do novo livro de "causos" do governador Wellington Dias, ontem à noite, no Cine-Teatro da Assembleia Legislativa.

A obra, intitulada "A melancia do presidente", foi apresentada pelo professor e escritor Wellington Soares, também o seu editor.

Mapa da Violência

Saiu ontem o Atlas da Violência 2018, com duas informações – uma boa e a outra ruim – sobre o Piauí.

A boa é que o Estado possui a 3ª menor taxa de homicídios do país e a menor do Nordeste.

A ruim é que o crescimento da violência no Piauí foi um dos seis maiores do país nos últimos cinco anos: 55%.

O levantamento traz dados referentes ao ano de 2016 e informa que o estado teve uma taxa de 21,8 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto a taxa nacional bateu 30 mortes por 100 mil.

Concurso

O concurso da Polícia Civil do Piauí inscreveu 26 mil candidatos. A primeira prova será aplicada no próximo final de semana, 58 pontos definidos pelo Nucepe.

Nesta primeira fase, farão provas 15 mil candidatos a agente e 6 mil candidatos a delegado de polícia.

Derrota

Na Assembleia Legislativa, a oposição pregou ontem um susto no governo, ao derrotar por 3 votos a 2 proposta do Estado para vender 600 mil hectares de terras na zona rural de 15 municípios da região Sul, incluindo Corrente, Canto do Buriti, Santa Filomena e Floriano.

A votação foi na Comissão de Constituição e Justiça, que acabou aprovando o parecer do deputado Rubem Martins (PSB) contrário ao Projeto de Lei 06/2018.

Stand by

O ex-senador João Vicente Claudino afirmou ontem que deu por encerrada a sua caminhada para ser candidato a governador nas eleições deste ano.

Porém, não deu por concluída a sua missão política.

 

Foto: Divulgação

Recuperação  - O ex-deputado Leal Júnior se recupera bem, em Fortaleza, onde se submeteu a transplante de fígado. Ele recebeu a visita do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB).

 

 

 

* Uma auditoria aponta que os Correios estão quebrados. Ora, e qual é a novidade?

* O Sinte-PI convocou para amanhã uma assembleia-geral para deliberar sobre dois assuntos.

* Um é o reajuste salarial do governo e a o outro é a proposta de decretação de estado de greve no magistério estadual.

* No Hospital Universitário, começou ontem a greve dos servidores. O movimento é nacional, sem data para acabar.

 

 

Realidade solar

Do ex-senador João Vicente Claudino, sobre o governo Wellington Dias:

- Não adianta tapar o sol com peneira: a crise de gestão é grave.

 

 

Ou ata ou desata

O governador Wellington Dias não terá mais muito tempo para anunciar a formação da chapa de sua reeleição. Os aliados cobram uma definição urgente do governador, no máximo em mais duas semanas. O prazo foi sugerido tanto pelo senador Ciro Nogueira, pelo Progressistas, quanto pelo deputado federal Marcelo Castro, pelo MDB.

Segundo o senador Ciro Nogueira, é razoável que a chapa seja definida agora porque alguém vai sobrar na disputa da indicação da vice-governadoria  e o partido que não emplacar o seu nome para a vaga deve ter tempo para reformatar o seu plano para as eleições deste ano.

O Progresistas que manter a vice-governadora Margrete Coelho no cargo. Nesse caso, ficaria com duas das quatro posições na chapa. Já o MDB apresenta o nome do presidente da Assembeia Legislativa como seu candidato a vice.

A disputa

Os dois partidos concorrem à indicação do candidato a vice-governador em pé de igualdade. Ora, é o Progressistas que é o dono da vaga; ora, é o MDB. No momento, os emedebistas estão na vez.

Ontem, a senadora Regina Sousa (PT), mesmo criticando a reivindicação dos aliados para a formação do chamado chapão, na eleição proporcional, confirmou que, pelo que ela sabe, caberá ao MDB indicar o companheiro de chapa do governador.

Em meio ao fogo cruzado entre os dois principais aliados de seu governo, Wellington Dias faz o que de melhor aprendeu na política: malabarismo para não cair da corda bamba. Nesse caso, tenta empurrar a decisão para mais adiante, à espera de que ventos mais favoráveis soprem em sua direção.

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Viagem inaugural do VLT em Teresina

Olha o trem!

Os governistas embarcaram ontem no mesmo trem, o novo VLT do Metropolitano de Teresina, em uma viagem da Estação do Dirceu ao Terminal da Praça da Bandeira.

Mas nada, absolutamente nada disso, tem a ver com eleição.

É apenas trabalho, como se nota pelos largos sorrisos dos vips passageiros!

Ah! Segundo o governo, o novo sistema estará em pleno funcionamento até setembro.

De maior

O presidente estadual do MDB, deputado federal Marcelo Castro, disse ontem em entrevista à Rádio Cidade Verde que a fala do ex-deputado Roncalli Paulo, distribuída através de WathsApp no final de semana, fica por conta dele, Roncalli.

- Nada tenho a desautorizar ou autorizar. O Roncalli é maior.

Nos áudios, o ex-deputado, primo e amigo de Marcelo, diz que o MDB está insatisfeitíssimo com o governo Wellington Dias e prepara-se para dar o troco.

Cabo eleitoral

Sobrou para a senadora Kátia Abreu (PDT), na eleição suplementar para governador do Tocantins. Ela liderava as pesquisas até a semana passada, mas não conseguiu passar para o segundo turno. Acabou em quarto lugar, com 15% dos votos.

Um vídeo divulgado nas redes sociais pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, com uma mensagem do ex-presidente Lula pedindo voto para Kátia Abreu, vem sendo apontado com a causa de sua derrota.

Diesel

A redução do preço do óleo diesel em 46 centavos já chegou aos bolsos dos consumidores, mas ainda não foi repassado aos caminhoneiros.

Os postos acusam as distribuidoras de repassarem o diesel com desconto menor que os 46 centavos.

Procon

Ontem, empresários dos postos de combustíveis procuraram o Procon, em Teresina, para expor a impossibilidade de cumprir a determinação do governo para que baixem o diesel em 46 centavos.

O Procon ficou de dar uma posição sobre o assunto amanhã.

Campanha do ICMS

Há dias, estou devendo a publicação desta nota de esclarecimento do deputado Rubem Martins (PSB):

Na sua importante coluna, a qual tenho o prazer de ler diariamente, discute hoje a questão da campanha de redução da cota de ICMS voltando a patamares de 17%.

Veja que a nossa proposta é "INDICATIVO DE PROJETO DE LEI". Não inclua como erro...

Na verdade, queremos sensibilizar o governador a reduzir o ICMS.

A título de informação: por cada litro de gasolina, o Governo do Piauí leva em média R$ 1.30 de imposto.”

Foto: Divulgação

As belezas do Piauí  - Sob curadoria de Renata Junqueira, a seleção de fotografias “Piauí – Sertão Rio Mar” ganha tanto uma edição luxuosa em fotolivro quanto uma exposição em grandes formatos (mais de 4 metros de largura) - lançamento e abertura acontecem juntos hoje,  às 19h, na Galeria Rabieh, no Jardins, em São Paulo. O autor do livro é o médico e fotógrafo Valdeci Ribeiro. O Parque Nacional Serra da Capivara, Cânion do Rio Poti, Delta do Rio Parnaíba, Parque Nacional da Serra das Confusões e Parque Nacional de Sete Cidades são os cenários da obra.

 

 

 

* O Salipi se desenvolve com frequência máxima em sua 16ª. edição, no Espaço Rosa dos Ventos, na UFPI. O evento segue até domingo à noite.

* O Governo do Estado está contando as horas para receber, de uma vez só, o empréstimo de R$ 315 milhões contraído junto à Caixa Econômica.

* Enquanto isso, luta para destravar a liberação da segunda parcela do financiamento de R$ 600 milhões no mesmo banco.

* Chiadeira geral na Rodoviária de Teresina diante dos novos valores das taxas de locação e de serviços, como embarque. O terminal foi passado às mãos da iniciativa privada.

 

 

De caso pensado

Diálogo entre dois emedebistas, um deles indignado com o vazamento do áudio da conversa de bar na qual o ex-deputado Roncalli Paulo, primo e amigo do presidente regional do MDB, deputado federal Marcelo Castro, aparentemente deixa o partido em situação política desconfortável:

- De que forma vazou o áudio do Roncalli?

- Ora, de propósito!

 

Alta no preço da gasolina ajuda a cobrir baixa do diesel

Foto: Cidadeverde.com

Gasolina fica mais cara com a baixa no preço do diesel

 

“Infelizmente, a maioria dos brasileiros ainda é ciente que o governo tem dinheiro, fabrica dinheiro. Não entende que o governo apenas arrecada e gasta o que o povo gera através do seu trabalho. Por este motivo, o governo bom, para a maioria, é o gastador e demagogo. Não entende que a conta vem para a população com juro e correção!”

A opinião é do ex-governador e ex-senador Freitas Neto, economista por formação e político por vocação. O comentário ilustra bem o momento vivido pelo país, após a maior greve dos caminhoneiros já registrada na história.

Durante o movimento, o Instituto Datafolha foi às ruas e constatou que 87% dos brasieiros apoiaram a greve e 59% disseram acreditar que o pacote de medidas anunciado pelo governo tem mais prejuízos do que benefícios para a população.

O custo da greve

De fato. Na primeira fatura que o governo lançou para pagar a conta da greve, já vai torrando quase R$ 10 bilhões.

O primeiro ato do presidente para cobrir o acordo com os caminhoneiros pelo fim da paralisação reonera a folha de pagamento das empresas, aumentando, por conseguinte, a carga tributária de 11 setores da economia.

Ou seja, o governo calculou que o Brasil já saiu da grave crise econômica, as empresas estão muito bem de caixa e elas devem pagar os custos da greve dos transportadores de cargas rodoviárias.

O presidente Temer editou três Medidas Provisórias (MPs) para garantir o cumprimento do acordo com caminhoneiros e reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do diesel na bomba por dois meses, a partir de sexta-feira passada.

Sem caixa, o governo saiu metendo a tesoura no orçamento da União para este ano e cortou R$ 1,2 bilhão em saúde, educação, saneamento e habitação popular.

Com R$ 160 milhões a menos na área da saúde, serão afetados hospitais universitários e o atendimento a populações indígenas e à Rede Cegonha, que acompanha gestantes.

Houve um corte de R$ 45 milhões no Farmácia Popular e no Mais Médicos.

Também a redução de R$ 8 milhões em investimentos no transporte ferroviário e aquaviário (o que aumenta, em tese, a dependência do transporte rodoviário).

Outros cortes

– R$ 55,1 milhões a menos na educação, incluindo corte de bolsas para estudantes pobres (bolsas de ensino superior como Fies, projetos científicos etc);

– menos R$ 30,7 milhões no orçamento da reforma agrária (o que agrada à bancada ruralista no Congresso);

– corte nas ações de proteção e demarcação de terras indígenas (R$ 625 mil a menos);

– redução nos programas de segurança alimentar, de obras contra as secas e de saneamento básico em comunidades ribeirinhas;

– menos R$ 3,9 milhões no programa Criança Feliz, um dos poucos programas sociais lançado pelo próprio governo Temer;

– alta da gasolina, com média em torno de R$ 5;

(Fonte: Diário Oficial da União e Congresso em Foco.com)

Duas caronas

Dois movimentos interessantes foram lançados no Piauí, pegando carona na paralisação dos caminhoneiros. Em um deles, o governador Wellington Dias tenta tirar o corpo de banda e diz que nada tem a ver com os aumentos nos preços dos combustíveis.

Como não? Quando ele assumiu o seu terceiro mandato, em 2015, o ICMS dos combustíveis era de 25%.

Em 2016, ele reajustou a alíquota para 27%. No ano passado, aumentou essa alíquota mais duas vezes. Uma em julho, para 29%, e a outra em outubro.

Nesse segundo aumento do ano, apenas o diesel ficou em 29%. Os demais derivados de petróleo, incluindo a gasolina e o gás de cozinha, subiram para 31%.

Este é que é o fato.

Da Lei Estadual 7.054, de 6 de novembro de 2017, publicada no DOE no mesmo dia (página 1)

Foi só o governador do Piauí que elevou as alíquotas do ICMS dos combustíveis? Não. Todos os governadores recorreram a esse expediente, nesse período. Foi mais uma das muitas tentativas deles para sobreviverem à crise econômica. Uns aumentaram até mais.

Em resumo, os governadores que tanto reclamam das seguidas altas dos combustíveis também são parte de toda essa crise e não apenas o governo federal, com sua política de desenfreada subida dos preços dos derivados de petróleo.

Corte de receita

Muito bem! O segundo movimento interessante que ocorre no Piauí está situado nas raias da oposição. Os oposicionistas lançaram uma campanha para baixar a alíquota da gasolina para 15%.

Essa mesma oposição alardeia que o Governo do Piauí está quebrado, já com atraso de pagamentos em vários setores, como os convênios com os hospitais e clínicas credenciadas pelo Plamta; terceirizados; empreiteiros, etc – e com obras se arrastando por falta de recursos e outras já paradas mesmo.

A oposição alardeia ainda que a pontualidade no pagamento do funcionalismo está ameaçada, com grande risco de atraso.

E tudo isso também é fato. As receitas do Estado já não cobrem as despesas correntes. O Piauí tem respirado nos últimos anos através de empréstimos.

Mas o remédio que a oposição passa para o Estado sair da crise é o corte puro e simples de receitas do governo, que já vive em agonia financeira.

O que adviria daí, se essa ideia prosperasse? O caos, com os serviços públicos – que já são ruins, em muitos setores – completamente paralisados e a população jogada à própria sorte.

Talvez isso até rendesse voto, mas não iria tirar o Piauí da crise.

Imagem: Reprodução

Movimento lança campanha para baixar imposto dos combustíveis no Piauí

Começa a chegar a conta dos caminhoneiros

Foto: Cidadeverde.com

Caminhoneiros pararam o Brasil

A paralisação dos caminhoneiros mostrou, mais uma vez, que o Brasil não é para principiantes, como ensinava o compositor Tom Jobim. O movimento ganhou de imediato a simpatia da população, já cansada de ser espoliada por tantos aumentos de combustíveis e uma carga tributária escorchante.

Não tardou e a paralisação do transporte rodoviário de carga ganhou força em todo o Brasil.

Não tardou também e país foi completamente nocauteado pela paralisação, advindo daí uma crise no abastecimento jamais vista.

E quando a população passou a ser diretamente atingida pelo caos, deu-se conta que o caso não seria tão simples quanto a princípio parecia.

Na fila do caos

Começou a faltar gasolina por mais de um dia, por mais de dois, por mais de três, por mais de uma semana... Também faltou gás de cozinha. Voos foram cancelados, o transporte público parou ou reduziu sua frota e começaram a faltar ainda alimentos e remédios. Até as aulas foram suspensas.

E muitos dos que já estavam achando os combustíveis caros, sujeitaram-se a comprá-los a qualquer preço, depois de passar horas em filas intermináveis.

A solução de sempre

O governo lançou mão do recurso de sempre para acabar o movimento: abriu o cofre, meteu a mão dentro o ofereceu o que estava sendo reivindicado pelos caminhoneiros.

Depois de enfrentar esses dias de sufoco por causa da paralisação do transporte de carga, os brasileiros que, pelos mais diferentes motivos, apoiaram o movimento, e os que não o apoiaram também, agora começam a receber a conta. A primeira fatura é de quase R$ 10 bilhões.

Foto: Cidadeverde.com

Nos postos, a fila do caos

Reoneração

O presidente Michel Temer sancionou ontem a lei da reoneração da folha de pagamento que aumenta a carga tributária de setores da economia. No texto final publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União, o presidente vetou ponto que pretendia zerar o PIS/Cofins do óleo diesel até o fim do ano.

Para substituir o trecho que tratava do tributo, Temer editou três medidas provisórias (MPs) a fim de garantir o acordo com caminhoneiros e reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do diesel na bomba. O litro do diesel vai ficar mais barato a partir de hoje e deve ficar congelado por dois meses.

Entre as medidas editadas por Temer está a que abre crédito extraordinário de R$ 9,58 bilhões para compensar a Petrobras e garantir a redução no preço do litro do diesel.

Cortes

O governo meteu também a tesoura em recursos para diversas áreas, notadamente a social.

Entre outros, foram cortados recursos para Gestão de Políticas Públicas de Juventude; Força Nacional de Segurança Pública; Política Pública sobre Drogas; Policiamento Ostensivo nas Rodovias e Estradas Federais; e Concessão de Bolsas de Estudo a Alunos Estrangeiros, no Sistema Educacional Brasileiro.

Conta dividida

Não surpreende nem o comportamento dos brasileiros durante a paralisação nem o caminho seguido pelo governo.

O brasileiro, de um modo geral, e o político, em particular, se movem sempre por duas obsessões: a do ‘almoço grátis” e a da ‘meia entrada’.

No primeiro caso, existe a ilusão de que uma vantagem relativa não custará nada. No segundo, que vantagens relativas são justas e devem ser atendidas.

Ninguém se iluda, no entanto: em ambos os caos, mesmo quem não tem muito ou nada a ver com o peixe é que paga essas contas, como está ocorrendo agora, nesse caso dos caminhoneiros.

 

Campanha para baixar imposto dos combustíveis começa com erros

Imagem: Reprodução

Movimento lança campanha sem pé nem cabeça para baixar imposto

 

Foi lançada no Piauí, pelas redes sociais, uma campanha pela redução do ICMS dos combustíveis. O movimento pegou carona na paralisação dos caminhoneiros.

A campanha já começa com dois erros. Ela informa que a alíquota do imposto sobre os combustíveis é de 29%. Este é o primeiro erro. Na verdade, essa alíquota chega a 31% no Piauí, após dois aumentos aprovados no ano passado pela Assembleia Legislativa. Eles entraram em vigor este ano.

Apenas o óleo diesel, e tão somente o diesel, ficou fora do segundo aumento da alíquota dos combustíveis, aprovado em outubro de 2017, permanecendo em 29%, conforme o primeiro aumento, aprovado em julho do ano passado.

Todos os demais combustíveis líquidos derivados de petróleo – ou seja, querosene, gás, gasolina, etc - tiveram a alíquota elevada para 31%, a partir de janeiro de 2018, de acordo com o Inciso VII do artigo 20 do projeto de lei nº 40/2017 do Poder Executivo.

O segundo erro

E vamos ao segundo erro da campanha pela redução das alíquotas dos combustíveis: o deputado Rubem Martins, do PSB, apresentou na terça-feira um indicativo de projeto de lei derrubando o ICMS dos combustíveis para 17%, como era no primeiro governo de Wellington Dias.

Essa redução, conforme a proposta do parlamentar oposicionista, seria por 24 meses.

Este projeto é o outro erro da campanha porque deputado não pode tomar a iniciativa de alterar imposto, nem para mais nem para menos. Esta é uma atribuição exclusiva do Poder Executivo. Ao deputado só cabe aprovar ou rejeitar. Nada mais.

E o Governo do Estado já avisou que não baixa o imposto dos combustíveis nem que a vaca tussa.

Então, esta é mais uma campanha que, até por começar errada, não vai chegar a lugar nenhum.

 

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