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Wellington Dias pavimenta a reeleição

Com receitas tímidas e comprometidas em quase 100% com a folha de pessoal, o custeio da máquina e o pagamento de dívidas, o Piauí não tem dinheiro para investimentos. Sobra muito pouco para isso. Daí, todo governo busca recursos fora, através de empréstimos, para realizar obras e outros melhoramentos públicos.

Nos últimos 10 anos, o Estado já contraiu uma dívida superior a R$ 4 bilhões junto a instituições financeiras. E está querendo mais. O governador Wellington Dias negocia a contratação de mais duas operações de crédito junto à Caixa Econômica Federal que totalizam quase R$ 1 bilhão.

O que foi feito efetivamente com tanto dinheiro? No mandato anterior, o atual governador tomou dinheiro emprestado para fazer obras eleitoreiras, especialmente o asfaltamento de pequenas estradas e de ruas de muitas cidades. Quase toda essa malha já teve que ser recuperada.

Agora tudo se repete, em prejuízo de outras necessidades urgentes do Estado. Por exemplo: após o falido Consórcio Regional das Águas, o hoje abandonado Coresa, nada mais foi pensado para o crucial problema do saneamento do Sul do Piauí, que vive uma situação dramática na questão do abastecimento de água.

Como no passado recente, os recursos de empréstimos não são empregados em investimentos produtivos (que propiciem retorno econômico). Ao contrário, são empregados, mais uma vez, em asfaltamento de ruas de cidades do interior, estradinhas que não interligam nada de importante e em outras obras sem impacto na infraestrutura do Estado.

Pelo visto, esses empréstimos têm como objetivo primeiro pavimentar o "rerereretorno" de Wellington ao Palácio de Karnak, em 2018, fazendo mais do mesmo. 

 

 

Olha o pequi!

Na comemoração, sábado, do aniversário do jornalista Arimatéia Azevedo, prestigiado por políticos do governo e da oposição, foi servido fartamente o prato de arroz com pequi.

Terá sido uma homenagem ao senador Ciro Nogueira, apelidado de Pequi por um delator da Lava-Jato, ou tudo não passou de coincidência?

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Tensão

O Brasil teve uma semana delicada, com gente tentando fazer proselitismo com a prematura morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e gente também que não respeitou a dor da família.

Um momento como esse era para unir o país e não para dividi-lo ainda mais.

Desconforto

Em Brasília, o governo terá mais dor de cabeça esta semana. O advogado Márlon Reis, o juiz da Lei da Ficha Limpa, protocolou Mandado de Segurança no Supremo em nome da Rede Sustentabilidade pedindo a suspensão da nomeação do peemedebista Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência.

O advogado pede também acesso às delações da Odebrecht que citam o ministro.

Audiência

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (PMDB), anunciou que terá uma audiência em março com o presidente Michel Temer. Na pauta, a reivindicação para a realização de obras no Piauí, incluindo o trecho da BR-222 que passa pelo Norte do Estado.

Themístocles Filho disse que tratará ainda com o presidente Michel Temer sobre a instalação dos campi da Universidade Federal do Piauí nas cidades de Esperantina, no Norte do Estado, e Oeiras, na região Centro-Sul. 

 

Mais jornalismo no ar

A Rádio Cidade Verde FM estreia nesta segunda-feira, às 6h30 da manhã, a sua programação jornalística. O programa que abre o projeto informativo da nova emissora é o “Acorda Piauí”, com os jornalistas Fenelon Rocha e Joelson Giordani.

A nova rádio do Grupo Cidade Verde pode ser sintonizada na freqüência 105.3.

 

 

No Rio de Janeiro, o governador Pezão bate cabeça para aprovar a sua PEC do Teto dos Gastos Públicos.

No Piauí, o governador Welington Dias correu na frente, aprovou a famigerada PEC e já está é implementando as mudanças.

O prefeito Firmino Filho confirmou que pagará integralmente o reajuste do piso do professor.

No Estado, o pagamento do reajuste será parcelado em duas vezes, como no ano passado.

Dúvida

No churrasco pelo aniversário do jornalista Arimatéia Azevedo, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, convidou o secretário-executivo do Meio Ambiente, Romildo Mafra, a se filiar ao partido. O convidado esquivou-se:

- Vou não, pois não sei se o PP é governo mesmo ou é oposição no Piauí.

Lava Jato chega aos Estados na próxima fase

Novos casos de corrupção em vários estados do país devem ser revelados a partir dos acordos de delação premiada da Odebrecht. É o que antecipa o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. Em entrevista no final de semana, ele afirmou que é natural que aconteça “um desdobramento da Lava Jato com ‘filhotes’ da operação por todo o país”.

O procurador federal explicou que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) geraram desdobramentos em São Paulo, no Rio e outras operações. “O STF, em dois precedentes, entendeu que fatos que não estejam relacionados a algo próximo à Petrobras não devem tramitar em Curitiba, mas em seus estados”, disse. “Há acordos de colaboração [premiada] que estão sendo objeto de decisão o STF”, indicou.

O procurador afirmou que a Operação está num “movimento de expansão”, com novos fatos vindo à tona, em decorrência de acordo de colaboração com indivíduos e de leniência com empresas. “Uma das áreas para qual a Lava Jato tende a se expandir é o marketing da Petrobras”, afirmou durante a entrevista concedida na semana passada.

“Outra área que estamos estudando é a das instituições financeiras. Não exatamente porque não existe um controle, mas porque várias delas violaram regras para praticar atos que acabaram favorecendo a realização de crimes graves contra a sociedade”, acrescentou.

“A investigação continua evoluindo e é possível e até provável que as outras frentes que estão se desenvolvendo revelem crimes praticados por uma série de outros partidos que até então não estavam implicados”, disse.

As declarações do procurador sobre a expansão das investigações da Lava Jato para os Estados aumentaram o estresse de muita gente que teme ser alcançada pela operação.

O crescente endividamento do Piauí

O Piauí recebeu no ano passado mais R$ 852 milhões oriundos de empréstimos. Para 2017, estão sendo entabuladas várias negociações junto a organismos nacionais e internacionais para novas contratações, como destacou o governador Wellington Dias em sua mensagem anual encaminhada à Assembleia Legislativa.

O governador justifica que está lutando por novos financiamentos considerando-se a importância da continuidade dos investimentos, aliada à boa performance do Estado no tocante à capacidade de endividamento e demais exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Na semana passada, Wellington Dias esteve em audiência com a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi. No encontro, ele garantiu a entrada, junto à Caixa, de dois financiamentos federais em contratos de R$ 600 milhões e de R$ 315 milhões. Segundo o governo, os recursos serão aplicados em investimentos na área de infraestrutura do transporte e de distribuição de recursos hídricos.

A vantagem, conforme o governador, é que o Piauí poderá efetivar os contratos com a Caixa sem precisar do aval final da União. “Como o Piauí não tem dívida com a União, nós estamos fora do chamado Programa de Ajuste Fiscal e podemos tomar esse financiamento”, frisou.

Não é só isso. O Governo do Estado tem ainda outras vantagens adicionais não citadas pelo governador para fazer empréstimo a torto e a direito. A principal delas é que não há o mínimo interesse no acompanhamento da aplicação desses recursos. A própria Assembleia Legislativa, que autoriza esses bilionários empréstimos, não cobra a prestação de contas.

Quanto o Piauí tomou emprestado nos últimos dez anos? O que foi feito com esse dinheiro? Ninguém sabe. O próprio Tribunal de Contas do Estado não sabe. Mas um dia a conta chega. E todos pagarão por ela. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, só para citar alguns estados em crise financeira aguda, estão falidos porque, entre outros motivos, avançaram para cima de empréstimos, como o Piauí faz agora. A conta deles chegou.

 

 

Na torcida

Quem está num pé e noutro para o PP abocanhar mais uma secretaria, colocando nela o deputado Júlio Arcoverde, é o agrônomo Francisco Guedes.

Ele é suplente de deputado e seria convocado para a Assembleia.

Violência

Diante do avanço da violência, o deputado federal Júlio César (PSD), está a cada dia mais convencido da necessidade da aprovação da PEC 42/2015, de sua autoria.

A PEC propõe a criação do Fundo Nacional da Segurança Pública, que duplicaria os recursos para o setor.

Novo horário

O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22) alterou os horários de expediente interno e de atendimento ao público, a pedido da OAB-PI, bem como implantou alterações administrativas. A medida foi aprovada ontem.

Com a decisão, o atendimento ao público nas Varas do Trabalho da capital e no interior será das 8h às 18h, de segunda-feira a sexta-feira.

Santo piauiense

Uma equipe especial do Vaticano veio ao Piauí para realizar em São Raimundo Nonato o serviço de exumação dos restos mortais de Dom Inocêncio Lopez Santamaria. O corpo foi sepultado há quase 60 anos no interior da Igreja Catedral do município.

O trabalho faz parte do processo autorizado pelo Papa Francisco para a Causa da Canonização e Beatificação do padre.

 

Humm!...

Ora, eu imaginava que a Igreja Católica, para considerar alguém como santo, levava em conta o que o cristão fez de bom na vida em cima da terra, e não o que fez ou deixou de fazer debaixo dela!

 

 

O presidente do PTB no Piauí, deputado federal Paes Landim, avalia que o senador Elmano Férrer errou ao trocar o seu partido pelo PMDB.

Pelo jeito, só quem não vai errar é o deputado, que ficará sozinho no partido. Os outros parlamentares já estão com data marcada para dar no pé.

O presidente Temer criou mais dois ministérios. Já, já ele chega ao total de ministérios do governo petista, do qual procurou se diferenciar.

A Rádio Cidade Verde FM – 105.3 entra no ar hoje, ao meio-dia, oficialmente. É mais uma empresa do Grupo Cidade Verde.

O voto da idade

Na inauguração do Parque da Cidadania, no ano passado, o ex-presidente da Federação de Futebol do Piauí, José Neto Ribeiro, entabulou conversa com o ex-senador João Vicente Claudino, também desportista. JVC acha o ex-cartola muito bem para os seus 84 anos. José Neto Ribeiro fica satisfeito com o elogio e pergunta:

- Você me dava quantos anos?

JVC: - Uns 78.

José Neto Ribeiro: - Ora, pensei que você me daria menos!

JVC: - Eu daria menos, certamente, se estivesse em campanha, pedindo voto.

TCE quebra as pernas de prefeitos foliões

O Tribunal de Contas do Estado quebrou as pernas dos prefeitos piauienses que estavam animados para pular o carnaval deste ano. O TCE determinou ontem aos prefeitos dos municípios em estado de emergência ou calamidade pública que se abstenham de realizar carnaval, festejos e outros eventos que impliquem a contratação de bandas e de outras despesas com a folia. 

A decisão alcança os municípios que estejam enfrentando dificuldade financeira para prestar serviços de saúde ou educação, com atraso no pagamento dos servidores públicos. Também ficam impedidos de gastar com o carnaval os prefeitos que estejam em débito com o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

A proposta foi levada ao plenário pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Plínio Valente. Ele justificou que “é de notório conhecimento que os municípios em geral passam por momento de graves dificuldades financeiras, exigindo medidas austeras de seus gestores, com vistas a preservar o interesse público”.

Os prefeitos e outros gestores que descumprirem a determinação estarão sujeitos às penalidades previstas na Lei nº 5888/2009 – entre elas a devolução dos valores gastos e a reprovação de contas. No total, 71 municípios piauienses decretaram situação de emergência ou calamidade financeira e administrativa.

Há anos, os prefeitos vêm sambando na cara do TCE. Continuamente, muitos decretam situação de emergência em seus municípios, em função da seca ou da falta de recursos. Depois, botam seus blocos na rua para brincar o carnaval. O Tribunal de Contas está acabando com essa festa. 

 

 

Troca-troca

Além do senador Elmano Férrer, que trocou o PTB pelo PMDB, outros quatro senadores mudaram de partido. O senador Eduardo Amorim, de Sergipe, saiu do PSC e entrou no PSDB.

Zezé Perrella, de Minas Gerais, comunicou a troca do PTB pelo PMDB. Dois senadores deixaram o PDT. Lasier Martins, eleito pelo Rio Grande do Sul, em 2014, passa a integrar a bancada do PSD. Thieres Pinto, por sua vez, trocou o PDT pelo PTB. 

Quem é quem

Com as mudanças, o PMDB passa a ter 21 senadores em exercício. O PSDB conta com a segunda maior bancada, com 12, seguido pelo PT, com 10. Depois vêm PP (7), PSB (7), PSD (5), DEM (4), PR (4), PTB (3), PCdoB (1), PDT (1), PPS (1), PRB (1), PSC (1), PTC (1), PV (1) e REDE (1). O senador Reguffe (DF) permanece sem partido.

 

Aperto

Em tempos de aperto financeiro, o governador Wellington Dias está economizando até papel. Ele foi ontem à Assembleia Legislativa entregar oficialmente a sua mensagem anual ao Poder e falou da tribuna por quase uma hora e meia. De improviso.

Crise

Para o governador, “investimento é o caminho” para superar a crise. "A gente vai alcançar em 2017 os resultados dos investimentos e das medidas que tomamos em 2015 e 2016, com a ajuda desta Casa. Não tem saída: é fazer economia crescer. E nós crescemos em 2015, com saldo positivo de emprego. O Piauí foi o único estado do Brasil com saldo positivo de emprego em 2015. Tivemos crescimento econômico em 2016. Infelizmente com saldo negativo de 8 mil postos de trabalho.”

 

Dona Marisa

O governador Wellington Dias viajou ontem a São Paulo para as últimas homenagens a ex-primeira-dama Marisa Letícia.

“O que fizeram a essa mulher nos últimos meses também é parte do que aconteceu. Neste momento de intolerância, nesse momento de abuso autoridade, em que há um denuncismo falso, fácil, onde muitas vezes não se mede as palavras, não se sabe o quanto isso mexe, transforma a vida das pessoas”, lamentou. 

 

 

O prefeito de Parnaíba, Mão Santa (SD), adversário ferrenho do ex-presidente Lula e do PT, decretou ontem luto oficial por três dias em seu município pela morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

O senador Elmano Férrer já começou perdendo na sua mudança de sigla. Ao trocar o PTB pelo PMDB, ele perdeu a cadeira de suplente de secretário na Mesa Diretora.

A direção do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí (Iaspi) chegou a um novo acordo com representantes do Sindicato dos Hospitais do Piauí (Sindhospi).

O órgão prometeu pagar hoje os serviços prestados por meio do Plano Médico de Assistência e Tratamento (Plamta). O atraso vem desde outubro do ano passado.

Mapeando voto

Barros Araújo, pela Arena, e Severo Eulálio, pelo MDB, disputaram eleições em Picos em campanhas acirradas e memoráveis. O arenista, manso, conquistando voto no corpo-a-corpo. O emedebista, orador vibrante, amealhando votos nos palanques. Após uma das eleições, Severo soube que um de seus fieis eleitores havia mudado de lado na última hora e votado em Barros Araújo. Foi lá tomar satisfação:

- Você pode me dizer se é verdade que você votou na Arena?

O eleitor confirmou ao seu modo:

- Só posso dizer que não votei no senhor, dr. Severo!

2018 já começou no Piauí

A movimentação das principais lideranças políticas do Piauí, neste início de ano, indica que 2018 já chegou no Estado. O governador Wellington Dias enfrenta a resistência interna do PT e procura matar o partido no cansaço para agasalhar o PMDB em seu governo, de olho na reeleição.

O presidente nacional do Sesi, ex-ministro João Henrique Sousa, corre por fora para tentar viabilizar no PMDB a sua candidatura ao governo. Não está sendo fácil, pois o seu partido não é de deixar o certo pelo duvidoso. O certo, a estas alturas, é um saco de bondade que o governador oferece à sigla.

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, outro que precisa renovar o mandato no próximo ano, sabe que o PT, seu aliado de primeira hora nas eleições de 2010, o tem agora como um golpista, depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Diante da frágil relação com os petistas piauienses, ele procura ar fora da atual base governista no Piauí para respirar.

A ida de tucanos emplumados para o PP, como o ex-prefeito Silvio Mendes, se apresenta, por sua vez, como uma operação de alto risco. À primeira vista, parece que é um atalho escolhido pelo prefeito Firmino Filho para, se necessário, se juntar ao PT lá na frente, se esta for a solução na tentativa de salvar o mandato do senador Ciro Nogueira, para ele um aliado muito caro. O risco, no entanto, é o de os tucanos estarem correndo para uma casa que está pegando fogo.

É este, em suma, o cenário dos arranjos políticos para as próximas eleições no Piauí.

 

 

Deu Temer

Deu Temer, ou melhor, deu Eunício Oliveira (PMDB-CE), ontem, na eleição de presidente do Senado. Ele foi eleito com 61 votos, contra dez de seu concorrente, o senador José Medeiros (PSD-MT), e outros dez votos em branco. O mandato é para o biênio 2017-2018

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Do contra

A falta de um candidato que não fosse ligado ao governo fez com que alguns senadores não votassem em nenhum dos candidatos. Antes da votação, Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que o PMDB participou do processo de impeachment, que considera inconstitucional, e disse que anularia seu voto. Outras senadoras, como Fátima Bezerra (PT-RN) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), adotaram a mesma postura.

A senadora Regina Sousa revelou pelas redes sociais que não votou em Eunício.

 

Só teatro

Tudo não passou de encenação. A posição dos senadores petistas não foi a oficial do Partido dos Trabalhadores, que, por falta de consenso, liberou os parlamentares, que puderam decidir como votar.

Com isso, a maioria do partido votou no peemedebista e abocanhou cargos na Mesa Diretora.

Segurança

O secretário municipal de Planejamento, Washington Bonfim, esclarece: a Prefeitura de Teresina não irá tomar novo empréstimo junto ao Banco Mundial para investir em segurança pública.

 

Ah bom!

A ideia da Prefeitura, conforme o secretário, é que o Banco, no contexto do financiamento do Projeto Lagoas do Norte, colabore na implantação/desenvolvimento da Guarda Municipal e no desenho de políticas de prevenção à violência na cidade.

Ah bom!

 

Paralisação

O Sindicato dos Hospitais e Clínicas do Piauí (Sindhospi) informou que, devido ao não cumprimento do cronograma de pagamento da rede credenciada do Plamta (Iapep) e do IPMT, acordado no dia 10 de janeiro, os conveniados farão uma nova paralisação.

A data da suspensão do atendimento ainda não foi definida.

 

Para o ex-deputado federal Hugo Napoleão, o presidente Donald Trump vai conseguir reduzir substancialmente o turismo nos Estados Unidos e a receita dele provenientes.

O governador Wellington Dias volta a Picos amanhã, para participar de solenidades para entrega de obras de infraestrutura viária.

Desta vez, a Justiça do Trabalho agiu rápido e a greve dos trabalhadores do sistema de ônibus coletivo de Teresina durou pouco.

O movimento, iniciado na segunda-feira, chegou ao fim ontem, após nova rodada de conciliação mediada pelo TRT. 

A volta

Na entrega da reforma da sede da Agência Piauí Fomento, na segunda-feira, o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, aplicou sua conhecida gravata no governador Wellington Dias. O repórter Elivaldo Oliveira, da TV Cidade Verde, vendo toda aquela desenvoltura do parlamentar peemedebista, pediu esclarecimento:

Elivaldo: - Deputado, esse abraço aí já é por conta da volta do PMDB ao governo do Estado?

João Mádison: - Como? Volta? Meu querido, eu nunca saí do governo!

Agora no Cidade Verde todo dia, o dia todo

A partir de hoje, nos encontraremos diariamente aqui no portal Cidadeverde.com, que passa a publicar a minha coluna com exclusividade. Não foi difícil chegar até aqui. Tenho um bom relacionamento com o Grupo Cidade Verde desde a sua fundação.

Além disso, comungo do seu jornalismo marcado pela sobriedade, o profissionalismo e a credibilidade. Em tempos de imensos desafios para a imprensa, o Grupo Cidade Verde consegue manter o seu padrão e até dar um passo adiante. Isso nos anima e nos motiva!

Está no ar, em fase experimental, a Rádio Cidade Verde FM 105,3. A nova emissora vai operar em caráter definitivo a partir de sábado, com uma programação inovadora. Estaremos também lá. Vamos apresentar com a jornalista Nádja Rodrigues um programa jornalístico ao meio-dia. Começamos na segunda-feira, 6.

Eu já estava com um pé dentro do Grupo Cidade Verde. Há quase cinco anos, assino uma coluna mensal na revista Cidade Verde, publicação quinzenal de alto padrão jornalístico e gráfico. Agora, entro no grupo com os dois pés, as duas mãos, a cabeça, o corpo todo. E a alma. Sempre com a intenção de contribuir.  

 

 

O plano do PP

A leitura que o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, quer que se dê ao movimento que ele faz pelo fortalecimento do partido, no Piauí, é que sua direção prepara uma sigla para chegar robusta às eleições de 2018.

Desconfiança

O que está nas entrelinhas, no entanto, é outra coisa: o PP não acredita que o PT votará na reeleição do senador Ciro Nogueira.

Daí a correria para compensar essa eventual baixa.

 

Reciprocidade

Nesse caso, a desconfiança é recíproca. O PT também não acredita muito que estará no mesmo palanque com Ciro nas próximas eleições.

Por isso, o governador Wellington Dias vem cercando o PMDB de todo jeito.

 

Mudou por quê?

A Prefeitura de Teresina anuncia que vai pleitear um novo empréstimo junto ao Banco Mundial, agora para investir em segurança pública.

Na campanha eleitoral, o prefeito Firmino Filho dizia que segurança era problema do Estado.

 

Cochilo

O prefeito Firmino Filho fará hoje e o governador Wellington Dias amanhã a leitura de suas mensagens anuais aos parlamentares.

Quem já viu os textos garante que eles farão vereadores e deputados babarem na gravata.

 

 

O Governo do Estado decidiu que pagará o reajuste do piso do professor em duas parcelas.

O aumento do piso este ano deve ser de 7,64. No ano passado, o piso do magistério foi pago em parcelas no Piauí.

A aprovação da reforma da Previdência está na agenda do governo Temer para este primeiro semestre.

Na Câmara Federal, o deputado Rodrigo Maia (DEM), deu um de arrodeio nos postulantes e se reelege amanhã para a presidência da Casa.

 

Operação policial

Quando era secretário de Segurança, o ex-vereador Carlos Lobo comandou uma mega-operação da polícia no Pingo D’Água, recatado bar da zona Leste de Teresina frequentado pela terceira idade. Indagado sobre o motivo da presença de tantos policiais armados até os dentes no bar, o secretário não se fez de rogado:

- Nós passamos aqui para saber se tem menor no Pingo D’Água!

 

Wellington apoia greve geral

O PT, a CUT, os sindicatos e os demais organizadores da greve geral de amanhã ganharam ontem um aliado de peso no Piauí: o governador Wellington Dias. Depois de fazer duras críticas às propostas de reformas previdenciária e trabalhista, ele declarou seu apoio à paralisação de amanhã.

Com a posição do governador, a adesão dos servidores públicos estaduais à greve desta sexta-feira deve ser maciça. Várias categorias de servidores federais também já anunciaram sua participação no movimento no Piauí, bem como trabalhadores de empresas privadas de diversos segmentos. O Diocesano puxa o cordão das escolas privadas que estão aderindo oficialmente à greve.

Está claro, desde já, que o movimento de amanhã será pleno. Ele vai paralisar completamente o país. O que nem todos que estão aderindo à greve têm muito claro é que, antes de ser uma luta por direitos sociais, ela é um movimento eminentemente partidário, mais contra o governo do que contra as reformas apresentadas.

Esta é a primeira vez, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que o governador Wellington Dias se porta como militante partidário. Até então, embora procurasse defender os interesses de seu partido nas discussões políticas, ele evitava um confronto direto com o governo Temer, que patrocina as reformas.

 

“Operação Real”, um espanto!

A Polícia Civil realizou ontem, em parceria com a Eletrobras Piauí, a Operação Real.

A operação, executada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), flagrou casos surpreendentes de furtos de energia em condomínios de luxo de Teresina.

Na Fazenda Real, localizada às margens da BR-343, entre a capital e a cidade de Altos, havia imóveis com 12 centrais de ar condicionado recebendo contas de energia que não ultrapassavam R$ 60,00. 

Espanta muito tanta gente usando energia elétrica indevidamente em um mesmo lugar, como na Fazenda Real, alguns há até 10 anos, segundo a Eletrobras.

Porém, espanta mais é a Eletrobras só tomar conhecimento disso agora. Na periferia da cidade ou mesmo nos bairros, basta o consumidor atrasar duas contas de energia para a empresa cortar a sua luz e mandar o nome para o Serasa.

Como a empresa, tão diligente nesses casos, não desconfiou antes de que num condomínio de luxo, com consumidores de alto padrão, só poderia era haver algo errado em contas tão baixas?

A operação de ontem esteve mais para uma pirotecnia midiática.

Sinal vermelho

Deu ontem no site da revista Época: “O Ministério da Fazenda verificou que alguns estados perderam completamente o controle de suas folhas de pagamentos. Entre 2009 e 2015, Santa Catarina teve aumento de 139,56% nessas despesas, seguido de Roraima (127,41%), Tocantins (126,75%) e Piauí (121,94%).”

Subconcessão

O líder do Governo, deputado João de Deus (PT), explicou ontem que o Estado teve o cuidado, ainda em julho 2015, através de decreto publicado e assinado pelo governador Wellington Dias, constituindo a comissão que iria fazer a elaboração do projeto da subconcessão dos serviços das Agespisa.
“Foi  feita uma elaboração de todo cronograma, para que pudéssemos chegar nesse ano de 2017 com essa subconcessão feita e , a partir daí, pudéssemos colher os frutos do investimento. No dia 23 de outubro de 2015, a  proposta foi comunicada ao Tribunal de Contas do Estado, que teve acesso as informações desde o primeiro momento, assim como os demais órgãos interessados, inclusive foram feitas audiências públicas”, disse João de Deus.

Atraso

O líder do Governo prestou as informações ao cobrar do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça um desfecho para o caso.

Ora, o atraso na conclusão do processo foi provocado pelo próprio governo, que bateu à porta da Justiça para impedir o Tribunal de Contas de fazer a sua tarefa de analisar a licitação.

Foto: Reprodução

O presidente da Associação dos Amigos do Padre Pedro, Oreste Fratus, é entrevistado em TV italiana

Na Itália

As obras sociais do Padre Pedro Balzi em Teresina, em especial a Fundação Nossa Senhora da Paz, foram notícia na TV italiana.

O presidente da Fundação da Paz, professor Rubens Portella, disse que todos estão muito felizes pela repercussão internacional do trabalho da Fundação e também da Associação Amigos de Padre Pedro.

PEC aprovada

Não adiantou a choradeira dos promotores de Justiça: a Assembleia Legislativa aprovou ontem, em segunda votação, a Proposta de Emenda Constitucional que altera a lei que dispõe sobre a eleição do procurador-geral de Justiça do Estado.

Foram 22 votos sim. Só o deputado Dr. Pessoa (PSD) votou contra. Seis deputados não compareceram à sessão e o deputado Antonio Félix (PSD) está de licença médica.

Barrados no baile

Com a aprovação da proposta, somente os 20 procuradores de Justiça do Estado vão poder concorrer na eleição para o cargo de procurador-geral de Justiça do Estado, isto é, a PEC excluiu os 151 promotores de Justiça da disputa.

A PEC foi apresentada pela Mesa Diretora da Assembleia, com 18 assinaturas de deputados.

Lula com Moro

O depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro foi remarcado para 10 de maio, a pedido da Polícia Federal, que quer mais tempo para planejar a segurança.

O adiamento é bom também para os defensores do ex-presidente, que terão mais tempo para organizar o cerco a Curitiba.

Atacadistas

O presidente da Associação Piauiense de Atacadistas e Distribuidores (APAD), Raimundo Marques, participou ontem em São Paulo da Reunião da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD).

Como primeiro vice presidente do Conselho Deliberativo e no exercício da Presidência, ele presidiu a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da A BAD e do Instituto ABAD.

Papel da Abad

A ABAD e a União Nacional das Entidades do Comercio e Serviços (UNECS) têm forte atuação na área Governamental e Institucional, na defesa dos agentes de abastecimento, das empresas do comércio, das empresas prestadoras de serviços  e principalmente na melhoria do ambiente de negócios. 

Agenda 2017

Para 2017, os temas a serem tratados com prioridade pela UNECS são: Simplificação tributária;  Modernização da legislação trabalhista;  Regulamentação do trabalho intermitente e  Regulamentação dos meios de pagamentos (cartão de crédito, débito e voucher).

Foto: Divulgação

Atacadistas brasileiros reunidos em São Paulo

*O governador Welington Dias anunciou ontem mais recursos para o combate às drogas no Estado.

*Ele disse que o número de vagas nos centros de tratamento de dependentes será aumentado para 1.500.

*A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou a PEC do senador Álvaro Dias (PV) acabando com o foro privilegiado. Falta agora a palavra e o voto do plenário.

*Nas ruas de Teresina, a buraqueira depois das chuvas; nas rodovias estaduais, o mato está para passar por cima dos carros.

Ex-presos da Lava Jato

Do Seu Malaquias, ouvinte da Rádio Cidade Verde no Grande Dirceu, sobre a soltura de presos da Lava-Jato pelo Supremo:

- O Supremo tá soltando os presos da Lava Jato é para que eles participem da greve geral de sexta-feira, é?

As muitas faces de Teresina

Vivendo minha infância e adolescência em Água Branca, Teresina era, para mim, uma cidade grande e distante. Não me passava pela cabeça a mínima ideia de um dia morar nela. Minha pequena cidade era meu mundo e me bastava.

Meu pai, porém, tinha outros planos para seu filho mais velho. Então, quando estava concluindo o ginásio, em 1977, ele me disse que eu continuaria os estudos na capital.

Inscrevi-me no teste seletivo da Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI, e consegui aprovação. No início de 1978, aos 16 anos incompletos, eu me mudava para Teresina. Minha bagagem era de sonhos e saudade.

Aos poucos fui me adaptando à cidade, aprendendo a conviver com ela, e também passando a entender suas manhas e manias. 

Hoje, Teresina vive em mim como viveu intensamente no coração de seu cronista mais apaixonado, o saudoso professor Arimatéa Tito Filho, também chamado de “cronista da cidade amada”.

Cidade Verde

Coelho Neto, o aclamado escritor maranhense, passou por Teresina em 1899, quase 50 anos depois da fundação da cidade.

Encantou-se com a capital planejada que avultava e crescia na Chapada do Corisco e batizou-a de “Cidade Verde”.

Pode ter sido uma referência à exuberante vegetação que vestia a capital.

Mas talvez o poeta a tenha chamado metaforicamente de “verde” em referência à esperança, como a indicar o futuro radioso da nova capital.   

Entre os rios

Outro poeta, este piauiense, fundador de nossa Academia Piauiense de Letras, Lucídio Freitas, viveu pouco, mas andou muito.

Ele é um dos dez biografados em meu livro “Sociedade dos Poetas Trágicos”, lançado em 2004 e relançado em 2006.

Lucídio Freitas morou em Belém do Pará, no Rio e em outras cidades brasileiras.

Fora do Piauí, ele escreveu sua “Canção do Exílio”, intitulada “Teresina”. Eis os versos iniciais de seu magnífico soneto:

 

Teresina apagou-se na distância,

Ficou longe de mim adormecida,

Guardando a alma do sol da minha infância

E o minuto melhor da minha vida.

 

Ele viveu num tempo em que Teresina cabia entre os braços dos rios Parnaíba e Poti.

Mais outro teresinense ilustre, o jornalista Carlos Castello Branco, que deixou a cidade em 1937 para ser, na segunda metade do século 20, o mais influente jornalista político brasileiro, assim descreveu a cidade de sua infância, em crônica memorável:

“Entre a rua da Estrela e a rua São José, passando pelas ruas da Glória, do Amparo, dos Negros, do Fio, rua Grande, rua Bela e Paissandu – estava a cidade, toda ela, para as pessoas de nossa condição social.

A Avenida Frei Serafim era uma promessa e um abrigo para as famílias mais prósperas”.

Carlos Castello Branco conta ainda, em sua crônica, publicada no Jornal do Brasil, no início dos anos 90:

“Teresina enveredou pela Vermelha, pela Estrada de São Raimundo, antiga Estrada do Gado, pelo Porenquanto, e conquistou o Poti Velho. Já não pode ser vadiada a pé ou de bicicleta, como nos meus tempos de menino”.

As faces da cidade

Teresina é uma cidade presente nas páginas de seus cronistas, romancistas e poetas.

Ela é retratada sem retoques no romance “Um Manicaca”, no qual Abdias Neves compõe um painel social, político e cultural da Teresina da virada do século 19 para o século 20.

Vamos encontrar uma Teresina em chamas e aterrorizada no romance “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, que trata dos criminosos incêndios das casas de palha.

Outra cidade aparece, com todo o seu provincianismo, no livro “Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”, que o poeta H. Dobal escreveu no centenário da capital.

E muitos outros escritores e pesquisadores têm se dedicado a estudar e a escrever sobre a cidade.

Entre os mais recentes, citaria o professor Alcides Nascimento, da UFPi, com suas pesquisas sobre a memória da cidade.

Também Deusdeth Nunes, o nosso Garrincha, com sua coleção de livros sobre a graça e as caras de Teresina, e Cineas Santos, o autor do hino da cidade, com suas crônicas sobre as esquinas da cidade.

E, ainda, o escritor e acadêmico Oton Lustosa, com seus romances urbanos “Meia-Vida” e “Vozes da Ribanceira”,  que retratam a Teresina de nossos dias.

Uma Teresina que vamos encontrar também na melodia e na poesia de seus músicos, de seus teatrólogos, de todos os seus artistas e, ainda, de seus atletas, como nossa campeã olímpica Sarah Menezes.

Uma Teresina que vamos encontrar, por fim, no trabalho árduo e continuado de seus gestores, de seus vereadores, de seus empresários e de seus trabalhadores. De seus estudantes e professores.

Enfim, de todos que se esforçam para viver numa cidade melhor!

 

As mil faces de Teresina

Coluna z 16

Vivendo minha infância e adolescência em Água Branca, Teresina era, para mim, uma cidade grande e distante. Não me passava pela cabeça a mínima ideia de um dia morar nela. Minha pequena cidade era meu mundo e me bastava.

Meu pai, porém, tinha outros planos para seu filho mais velho. Então, quando estava concluindo o ginásio, em 1977, ele me disse que eu continuaria os estudos na capital.

Inscrevi-me no teste seletivo da Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI, e consegui aprovação. No início de 1978, aos 16 anos incompletos, eu me mudava para Teresina. Minha bagagem era de sonhos e saudade.

Aos poucos fui me adaptando à cidade, aprendendo a conviver com ela, e também passando a entender suas manhas e manias. 

Hoje, Teresina vive em mim como viveu intensamente no coração de seu cronista mais apaixonado, o saudoso professor Arimatéa Tito Filho, também chamado de “cronista da cidade amada”.

Cidade Verde

Coelho Neto, o aclamado escritor maranhense, passou por Teresina em 1899, quase 50 anos depois da fundação da cidade.

Encantou-se com a capital planejada que avultava e crescia na Chapada do Corisco e batizou-a de “Cidade Verde”.

Pode ter sido uma referência à exuberante vegetação que vestia a capital.

Mas talvez o poeta a tenha chamado metaforicamente de “verde” em referência à esperança, como a indicar o futuro radioso da nova capital.   

Entre os rios

Outro poeta, este piauiense, fundador de nossa Academia Piauiense de Letras, Lucídio Freitas, viveu pouco, mas andou muito.

Ele é um dos dez biografados em meu livro “Sociedade dos Poetas Trágicos”, lançado em 2004 e relançado em 2006.

Lucídio Freitas morou em Belém do Pará, no Rio e em outras cidades brasileiras.

Fora do Piauí, ele escreveu sua “Canção do Exílio”, intitulada “Teresina”. Eis os versos iniciais de seu magnífico soneto:

Teresina apagou-se na distância,

Ficou longe de mim adormecida,

Guardando a alma do sol da minha infância

E o minuto melhor da minha vida.

 

Ele viveu num tempo em que Teresina cabia entre os braços dos rios Parnaíba e Poti.

Mais outro teresinense ilustre, o jornalista Carlos Castello Branco, que deixou a cidade em 1937 para ser, na segunda metade do século 20, o mais influente jornalista político brasileiro, assim descreveu a cidade de sua infância, em crônica memorável:

“Entre a rua da Estrela e a rua São José, passando pelas ruas da Glória, do Amparo, dos Negros, do Fio, rua Grande, rua Bela e Paissandu – estava a cidade, toda ela, para as pessoas de nossa condição social.

A Avenida Frei Serafim era uma promessa e um abrigo para as famílias mais prósperas”.

Carlos Castello Branco conta ainda, em sua crônica, publicada no Jornal do Brasil, no início dos anos 90:

“Teresina enveredou pela Vermelha, pela Estrada de São Raimundo, antiga Estrada do Gado, pelo Porenquanto, e conquistou o Poti Velho. Já não pode ser vadiada a pé ou de bicicleta, como nos meus tempos de menino”.

As faces da cidade

Teresina é uma cidade presente nas páginas de seus cronistas, romancistas e poetas.

 Ela é retratada sem retoques no romance “Um Manicaca”, no qual Abdias Neves compõe um painel social, político e cultural da Teresina da virada do século 19 para o século 20.

Vamos encontrar uma Teresina em chamas e aterrorizada no romance “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, que trata dos criminosos incêndios das casas de palha.

Outra cidade aparece, com todo o seu provincianismo, no livro “Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”, que o poeta H. Dobal escreveu no centenário da capital.

E muitos outros escritores e pesquisadores têm se dedicado a estudar e a escrever sobre a cidade.

Entre os mais recentes, citaria o professor Alcides Nascimento, da UFPi, com suas pesquisas sobre a memória da cidade.

Também Deusdeth Nunes, o nosso Garrincha, com sua coleção de livros sobre a graça e as caras de Teresina, e Cineas Santos, o autor do hino da cidade, com suas crônicas sobre as esquinas da cidade.

E, ainda, o escritor e acadêmico Oton Lustosa, com seus romances urbanos “Meia-Vida” e “Vozes da Ribanceira”,                                            que retratam a Teresina de nossos dias.

Uma Teresina que vamos encontrar também na melodia e na poesia de seus músicos, de seus teatrólogos, de todos os seus artistas e, ainda, de seus atletas, como nossa campeã olímpica Sarah Menezes.

Uma Teresina que vamos encontrar, por fim, no trabalho árduo e continuado de seus gestores, de seus vereadores, de seus empresários e de seus trabalhadores. De seus estudantes e professores.

Enfim, de todos que se esforçam para viver numa cidade melhor!

 

As muitas faces de Teresina

Coluna z 16

Vivendo minha infância e adolescência em Água Branca, Teresina era, para mim, uma cidade grande e distante. Não me passava pela cabeça a mínima ideia de um dia morar nela. Minha pequena cidade era meu mundo e me bastava.

Meu pai, porém, tinha outros planos para seu filho mais velho. Então, quando estava concluindo o ginásio, em 1977, ele me disse que eu continuaria os estudos na capital.

Inscrevi-me no teste seletivo da Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI, e consegui aprovação. No início de 1978, aos 16 anos incompletos, eu me mudava para Teresina. Minha bagagem era de sonhos e saudade.

Aos poucos fui me adaptando à cidade, aprendendo a conviver com ela, e também passando a entender suas manhas e manias. 

Hoje, Teresina vive em mim como viveu intensamente no coração de seu cronista mais apaixonado, o saudoso professor Arimatéa Tito Filho, também chamado de “cronista da cidade amada”.

Cidade Verde

Coelho Neto, o aclamado escritor maranhense, passou por Teresina em 1899, quase 50 anos depois da fundação da cidade.

Encantou-se com a capital planejada que avultava e crescia na Chapada do Corisco e batizou-a de “Cidade Verde”.

Pode ter sido uma referência à exuberante vegetação que vestia a capital.

Mas talvez o poeta a tenha chamado metaforicamente de “verde” em referência à esperança, como a indicar o futuro radioso da nova capital.   

Entre os rios

Outro poeta, este piauiense, fundador de nossa Academia Piauiense de Letras, Lucídio Freitas, viveu pouco, mas andou muito.

Ele é um dos dez biografados em meu livro “Sociedade dos Poetas Trágicos”, lançado em 2004 e relançado em 2006.

Lucídio Freitas morou em Belém do Pará, no Rio e em outras cidades brasileiras.

Fora do Piauí, ele escreveu sua “Canção do Exílio”, intitulada “Teresina”. Eis os versos iniciais de seu magnífico soneto:

Teresina apagou-se na distância,

Ficou longe de mim adormecida,

Guardando a alma do sol da minha infância

E o minuto melhor da minha vida.

 

Ele viveu num tempo em que Teresina cabia entre os braços dos rios Parnaíba e Poti.

Mais outro teresinense ilustre, o jornalista Carlos Castello Branco, que deixou a cidade em 1937 para ser, na segunda metade do século 20, o mais influente jornalista político brasileiro, assim descreveu a cidade de sua infância, em crônica memorável:

“Entre a rua da Estrela e a rua São José, passando pelas ruas da Glória, do Amparo, dos Negros, do Fio, rua Grande, rua Bela e Paissandu – estava a cidade, toda ela, para as pessoas de nossa condição social.

A Avenida Frei Serafim era uma promessa e um abrigo para as famílias mais prósperas”.

Carlos Castello Branco conta ainda, em sua crônica, publicada no Jornal do Brasil, no início dos anos 90:

“Teresina enveredou pela Vermelha, pela Estrada de São Raimundo, antiga Estrada do Gado, pelo Porenquanto, e conquistou o Poti Velho. Já não pode ser vadiada a pé ou de bicicleta, como nos meus tempos de menino”.

As faces da cidade

Teresina é uma cidade presente nas páginas de seus cronistas, romancistas e poetas.

 Ela é retratada sem retoques no romance “Um Manicaca”, no qual Abdias Neves compõe um painel social, político e cultural da Teresina da virada do século 19 para o século 20.

Vamos encontrar uma Teresina em chamas e aterrorizada no romance “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, que trata dos criminosos incêndios das casas de palha.

Outra cidade aparece, com todo o seu provincianismo, no livro “Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”, que o poeta H. Dobal escreveu no centenário da capital.

E muitos outros escritores e pesquisadores têm se dedicado a estudar e a escrever sobre a cidade.

Entre os mais recentes, citaria o professor Alcides Nascimento, da UFPi, com suas pesquisas sobre a memória da cidade.

Também Deusdeth Nunes, o nosso Garrincha, com sua coleção de livros sobre a graça e as caras de Teresina, e Cineas Santos, o autor do hino da cidade, com suas crônicas sobre as esquinas da cidade.

E, ainda, o escritor e acadêmico Oton Lustosa, com seus romances urbanos “Meia-Vida” e “Vozes da Ribanceira”,                                            que retratam a Teresina de nossos dias.

Uma Teresina que vamos encontrar também na melodia e na poesia de seus músicos, de seus teatrólogos, de todos os seus artistas e, ainda, de seus atletas, como nossa campeã olímpica Sarah Menezes.

Uma Teresina que vamos encontrar, por fim, no trabalho árduo e continuado de seus gestores, de seus vereadores, de seus empresários e de seus trabalhadores. De seus estudantes e professores.

Enfim, de todos que se esforçam para viver numa cidade melhor!

 

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