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Ceará registra 25 mil homicídios em 5 anos

O Mapa da Violência mostra que, nos últimos dez anos, o Ceará registrou 33 mil homicídios. Desse total, 25 mil assassinatos ocorrem apenas nos últimos cinco anos. Somente em 2017, foram 5.133 homicídios no Estado.

Segundo o Governo do Ceará, houve o reforço no sistema estadual de segurança com a contratação de quase 10.000 profissionais nos últimos quatro anos e mais 600 foram convocados para atuação imediata. Também foram comprados equipamentos, mais de 2.100 viaturas e ampliado o esquema de tecnologia e inteligência.

Nada disso, porém, adiantou. O Ceará virou uma praça de guerra. O governo Bolsonaro mandou a Força Nacional acudir o Governo cearense, diante da nova onda de violência que explodiu no Estado. As tropas de segurança começaram a atuar no sábado na Grande Fortaleza.

O Ministério da Justiça e da Segurança informou ontem que caiu o número de ataques em Fortaleza e na região metropolitana. Mas a situação no Ceará ainda é crítica.

O risco agora é que, com os agentes da força nacional nos calcanhares dos bandidos que estão no Ceará, eles, os bandidos, fujam para os estados vizinhos, inclusive para o Piauí.

 

Foto: Divulgação

Posse da nova direção do Tribunal de Justiça

Metas no TJ

O desembargador Sebastião Ribeiro Martins assumiu ontem a presidência do Tribunal de Justiça com um Plano de Gestão completo, que passa pelas seguintes metas para os próximos dois anos:

1-  Aumentar a Produtividade de Juízes e Servidores; 2 - incrementar os índices de Conciliação e Mediação, com o fortalecimento dos  Centros de Conciliação; e 3- Implantar o processo eletrônico- PJe em todas as Varas e Comarcas do Piauí, de modo a eliminar por completo o uso do papel na Justiça do Piauí, fortalecendo a Secretaria de Tecnologia da Informação.

Também fazem parte do plano de gestão do novo presidente do TJ: 4 -  Fortalecer a rede de proteção a violência doméstica contra a Mulher, alinhando-nos à Meta 08 do CNJ; e 5- Conclusão das obras dos Fóruns em andamento, principalmente o novo Palácio da Justiça

Acenos

Em uma semana de governo, o presidente Jair Bolsonaro fez três gestos de consideração ao Nordeste, que votou em peso contra ele.

O novo presidente reafirmou o compromisso de importar tecnologia de Israel para convivência com a Seca no Nordeste; socorreu o Ceará com tropas da Força Nacional e sancionou a renovação dos incentivos fiscais para a região.

Bem no filme

O Ministério Público do Estado do Piauí informou ontem, através de nota de sua assessoria, que cumpriu 100% dos critérios utilizados para avaliação no âmbito do Radar Estratégico.

Trata-se de um instrumento de mensuração e monitoramento adotado pelo Conselho Nacional do Ministério Público para analisar o alinhamento das unidades do MP Brasileiro ao Planejamento Estratégico Nacional. Além dos Ministérios Públicos dos 26 Estados, foram avaliados o MPDFT, o MP Militar, o MP Federal e o MP do Trabalho.

E mais

Conforme a nota, das 16 unidades que atingiram o conceito “Excelente”, a do Piauí foi uma das sete que obteve nota máxima. A avaliação é realizada anualmente. Os resultados divulgados ontem referem-se ao exercício de 2018.

Na primeira classificação, relativa a 2017, o MPPI havia obtido o conceito “Bom”.

E o novo auxílio?

Sobre o projeto que encaminhou para a Assembleia Legislativa, e que foi aprovado, no final do ano, criando o benefício do auxílio-saúde para compensar o fim do auxílio-moradia, o Ministério Público nada disse.

A esperteza foi derrubada na sexta-feira pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Foto: Divulgação

Posse - O ex-ministro João Henrique tomou posse ontem à tarde na presidência do Sebrae, em Brasília, com mandato de quatro anos.

 

* O presidente regional do PSD, deputado federal Júlio César, bateu ponto ontem cedo no Palácio de Karnak.

* Ele foi reiterar ao governador Wellington Dias que o seu partido pleiteia a Secretaria de Desenvolvimento Rural na próxima gestão.

* O governador pediu paciência ao parlamentar, alegando que não haverá qualquer definição antes da reforma administrativa prevista para março.

* O site o Antogonista informou ontem que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chega hoje cedo ao Piauí.

* O parlamenta está em campanha pela reeleição e, segundo o site, vem ao Piauí para cabalar os votos dos deputados petistas.

 

 

Idas e vindas

Do deputado federal Átila Lira (PSB), que está num pé e noutro para apoiar o presidente Bolsonaro, sobre as idas e vindas do novo governo:

- Todo governo que quer acertar começa assim. Depois, acerta o passo e vai em frente. Esse governo transmite esperança.

 

Quando o fiscal da lei burla a lei

Pegou mal, muito mal, para o Ministério Público do Estado do Piauí a criação de benefícios para promotores e procuradores de Justiça com o objetivo de compensar o fim do auxílio-moradia, extinto no mês passado pelo Supremo.

A compensação foi derrubada na sexta-feira pelo conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Além do Piauí, mais dois Estados – Minas Gerais e Pernambuco – tinham criado essa nova mamata.

Os benefícios nos três estados gerariam gasto anual de R$ 48,7 milhões aos cofres públicos, conforme dados do CNMP. A suspensão do pagamento dos novos benefícios foi solicitada pela OAB de Pernambuco.

Dane-se a lei!

Conforme o conselheiro-relator Gustavo Rocha, do CNMP, o Ministério Público do Estado apresentou projeto de lei criando o auxílio-saúde para seus membros, estipulando que a substituição cumulativa ou desempenho simultâneo de cargos em mais de um órgão do MP conferiria direito à licença compensatória e que a licença prêmio por assiduidade poderia ser convertida em pecúnia.

O projeto foi aprovado em 17 de dezembro passado pela Assembleia Legislativa, na surdina.

O relator aponta nessa iniciativa a aparente tentativa de burlar a decisão do ministro Luiz Fux, nos autos da Ação Originária n°1.773, que extinguiu o auxílio-moradia, no valor mensal de R$ 4.300.

“Exsurge lamentável e constrangedora, portanto, qualquer tentativa de burlar o ditame constitucional por meio da criação de auxílios que não se caracterizem como vinculados ao exercício do cargo, configurando-se, na verdade, em aumentos remuneratórios com denominações escamoteadas”,criticou.

Privilégio

E prossegue: “Assim, o auxílio-saúde criado pelo Ministério Público do Piauí não se justifica como exceção legítima destinada a compensação do membro com despesa efetuada no exercício da função, tratando-se em verdade de privilégio incompatível com a Constituição”.

O conselheiro luiz Fernando Bandeira de Mello determinou a notificação do procurador-geral de Justiça do Piauí, Cleandro Moura, para prestar informações no prazo de 15 dias.

De acordo com a OAB de Pernambuco, o valor "não se afigura justo para com a população brasileira, que é obrigada a viver com tão pouco e a arcar com os prejuízos de seguidos déficits fiscais".

E pensar que esses malabarismos para burlar a lei são feitos justamente pelo fiscal da lei, no caso o Ministério Público!

 

 

Durou pouco

Os governadores do Nordeste deram uma de independentes e boicotaram a posse do presidente Jair Bolsonaro.

Mas o capricho não durou uma semana. Em três ou quatro dias, um deles, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), acossado pela bandidagem, pediu arrego.

Força Nacional

O governo Bolsonaro mandou, então, a Força Federal para acudir o Governo do Ceará.

Há seis dias, uma série de episódios violentos são registrados em Fortaleza e se estendem para várias cidades do Ceará.

Os incidentes se intensificaram depois de a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária ter anunciado “endurecimento” na atuação nos presídios, 12 no total.

Reforço

Segundo o Governo do Ceará, houve o reforço no sistema estadual de segurança com a contratação de quase 10.000 profissionais nos últimos quatro anos e mais 600 foram convocados para atuação imediata. Também foram comprados equipamentos, mais de 2.100 viaturas e ampliado o esquema de tecnologia e inteligência.

Piauí ajuda

O governador Wellington Dias socorreu o colega e companheiro cearense com o que pode: mandou 10 agentes penitenciários para o vizinho Estado.

Posse no Sebrae

O ex-ministro João Henrique de Almeida Sousa toma posse hoje, às 17 horas, na presidência nacional do Sebrae. A solenidade será na sede do órgão, em Brasília.

Coisa simples, segundo ele.

Faca amolada

João Henrique foi eleito presidente do Sebrae no dia 29 de novembro, por indicação do então presidente Michel Temer. E ele assume o órgão com o desafio de enfrentar a ameaça de corte nos recursos financeiros do Sistema S, que inclui o Sebrae.

O Governo Bolsonaro quer meter a faca em 50% dos repasses do Sistema, conforme o ministro Paulo Guedes, da Economia.

 

 

* A estas alturas, a deputada federal eleita Margerete Coelho deve estar com a orelha em pé.

* Quando o Karnak rifou a candidatura dela à reeleição de vice-governadora, o PP não deu um pio.

* Agora faz todo tipo de ameaça ao governador por causa da eleição de presidente da Assembleia.

* Com o anúncio do novo governo de que vai passar um pente fino nas ONGs que recebem verba pública, tem gente de cabelo arrepiado.

 

 

Franqueza

Do humorista Fraga:

- Calado todo mundo é muito mais sincero.

 

Osso duro de roer

Um dia, aí por volta das 7 horas da manhã, eu recebo uma ligação do então governador Wilson Martins. Não lembro se ele me deu bom dia. Lembro perfeitamente que, do outro lado da linha, ele disparou ao meu ouvido:

- Você não vê nada de positivo no meu governo?

Sai me desviando como pude daquele inusitado telefonema. O governador Wilson Martins não era, afinal, o primeiro político que me botava contra a parede.

A diferença é que ele tinha liberdade para isso, pois fomos juntos secretários do prefeito Wall Ferraz, ele de Saúde e eu de Comunicação.

E desde então mantivemos um bom relacionamento pessoal e profissional.

Não custa reconhecer, porém, que eu fazia por merecer uma ligação daquelas.

Quanto mais rezo...

Muito bem! Esse nariz de cera, como no jornalismo se chamam os textos prolixos, é para dizer que estou para receber uma ligação idêntica do governador Wellington Dias com a mesma indagação:

- Rapaz, você não vê nada de positivo em meu governo?

Sim, Wellington é outro que tem liberdade comigo para fazer esse tipo de abordagem. Entramos no sindicalismo ao mesmo tempo, ele presidindo o Sindicato dos Bancários do Piauí e eu, o dos Jornalistas. E fizemos muitas caminhadas juntos. Depois, cada um tomou o seu rumo.

Talvez ele não tenha dado uma de Wilson porque avaliou que possivelmente sua atitude pudesse ser entendida como uma tratorada ou porque ela não iria mudar muito a situação.

O fato é que, quanto mais me esforço para não pegar no pé do governador, mais ele se esforça para me dar serviço, de bandeja.

Ou, como se diz em Água Branca ou em Paes Landim: quanto mais rezo, mais assombração me aparece.

Inchaço da folha

Então, vamos direto ao ponto: na primeira semana de seu quarto mandato, o atual governo alardeia que as contratações de pessoal deverão passar pelo crivo da Secretaria de Administração.

Ou seja, de agora em diante, todas as nomeações serão centralizadas na Secretaria de Administração.

Mais: o gestor que precisar de nomeação vai ter que justificar, mandar o pedido.

Ora, isso é do beabá da administração, é medida para começo de governo, isto é, para o governador que põe os pés no Karnak pela primeira vez.

Já no quarto mandato, Wellington está para afundar o caminho do palácio.

Estranha, pois, que o Estado não tenha tomado essas providências lá atrás.

Governo cavou o buraco

Certamente está aí, nessa liberdade para o gestor contratar ao seu bel prazer, um dos motivos para o desajuste financeiro do Estado.

Não há governo no mundo que controle as suas despesas em uma situação dessas, com apenas um secretário arrecadando e os demais gastando, sem limites.

Até então, imaginava-se que a crise econômica seria responsável pela penúria financeira do Governo do Piauí.

Mas, enfim, é isso: o próprio governo cavou esse buraco no qual está metido, com o funcionalismo pago, mas devendo a Deus e ao mundo e sem um tostão para investimento!

 

Chega de mimimi!

Ainda vejo muito mimimi na chamada grande imprensa por causa das restrições impostas pelo novo governo à cobertura jornalística da posse do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Com quase 40 anos de imprensa nos couros, não vejo essas restrições como impeditivo ao exercício pleno do jornalismo. Pelo contrário.

O que acontece é que a imprensa brasileira tinha quase que um compadrio com o poder nas últimas duas décadas, depois do governo Collor.

E essa proximidade se estreitou muito com a chegada do PT ao poder. Então, como diz a letra do pagode, “mal acostumado, você me deixou”.

Sou da linha dos que pensam que, quanto mais o trabalho da imprensa é dificultado, mais ele sai melhor.

As melhores reportagens da história foram feitas sem autorização, enfrentando todo tipo de embaraço e empecilho.

Tapete vermelho

A propósito: onde estavam esses bravos e aguerridos jornalistas quando se promoviam verdadeiros assaltos ao país, há pouco tempo?

Como não perceberam a roubalheira que só foi descoberta e detonada com a ação da Lava-Jato?

Como na canção de Chico Buarque, certamente a imprensa estava distraída, como toda a pátria, sem perceber que era subtraída.

Então, que os coleguinhas deixem de mimimi e tititi e prestem atenção ao serviço. Que passem a fazer jornalismo de verdade, sem esperar tapete vermelho ou sem essa de posar de vítima ou de vedete.

No governo Bolsonaro, o que não vai faltar é bafafá!

 

 

Fora da disputa

O secretário de Governo, Merlong Solano, é da opinião de que o governador Wellington Dias deve se manter afastado da disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.

Pelos seus cálculos, o governador não tem muito a ganhar interferindo no processo.

Presidente amigo

Merlong avalia que como o governo tem uma bancada de 25 dos 30 deputados, não há perigo de o novo presidente da Mesa da Assembleia sair das fileiras da oposição.

Então, como se trata de uma disputa entre aliados, o melhor que o governador faz é ficar fora da confusão, sugere o secretário.

Limpando a ficha

Tem muita gente correndo para as redes sociais para deletar às pressas as postagens, compartilhamentos e curtidas contra Bolsonaro e a favor do PT.

O novo governo faz uma varredura nas redes sociais para checar a vida pregressa de pretensos ocupantes de cargos na atual administração federal.

Teve gente que já caiu e tem gente balançando para cair.

Tema central

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, e o presidente regional do PT, deputado federal Assis Carvalho, conseguiram dar à sucessão da Mesa da Assembleia Legislativa uma dimensão além da conta.

Uma eleição interna, de um colegiado, vira assunto estadual, próprio de um estado que não tem outras urgências a enfrentar.

Foto: Reprodução/Facebook

Marcando presença - A advogada Rubenita Lessa foi à posse do presidente Jair Bolsonaro, como convidada especial, levando uma Bandeira do Piauí para marcar presença as cerimônias.

 

 

* Segundo os especialistas, pelo menos 80% das medidas que o governo Bolsonaro pretende implementar dependem da vontade do Congresso.

* O prefeito de Parnaíba, Mão Santa, perdeu a queda de braço com a oposição na questão da retomada do serviços de abastecimento de água.

* Na sessão especial que votaria o projeto do prefeito, na virada do ano, sobrou confusão e faltou quórum.

* O governo Bolsonaro estuda lançar um pacote de 50 prioridades para o começo da gestão. Isso é próprio de quem não tem prioridade alguma.

 

 

Salário mínimo

Do humorista Fraga:

- Aquele ordenado que provoca risinhos entre políticos e governantes, o hilário mínimo.

 

Piauí já fez 80% da reforma da previdência

O governador Wellington Dias não deixa de causar uma grande expectativa com o anúncio de uma nova reforma da previdência estadual.

Em seu discurso de posse, ele indicou a área por onde começará as mudanças no novo mandato: “O maior desafio hoje do Piauí é o desequilíbrio da Previdência”.

Wellington Dias antecipou que vai garantir direitos, porém buscará a qualquer custo o equilíbrio financeiro da previdência estadual.

A expectativa é para saber qual é mesmo a carta que o governador tem na manga. É que ele já fez praticamente 80 por cento da reforma previdenciária, quando aumentou em 2016 a alíquota de contribuição de 11 para 14%. 

A outra parte a fazer agora é aumentar a idade de aposentadoria. Mas isso também não vai cobrir o rombo na previdência estadual, pois a mudança só terá impacto para os servidores que irão entrar no sistema.

Trocando em miúdos: o Governo do Estado já torrou todo o dinheiro que entrou a mais com o aumento das alíquotas, nos últimos dois anos. 

E o déficit ,que era de um bilhão de reais - assim, por extenso – agora é de 1 R$  bilhão, em numeral. Mudou apenas a forma de escrever.

 

 

Tiro no pé

Os governadores do Nordeste, todos alinhados ao ex-presidente Lula, deram um tiro no pé quando se articularam para boicotar a posse do presidente Jair Bolsonaro.

Eles marcaram suas posses para o período da tarde, para coincidir com o horário da posse do presidente.

Nem levaram em conta que a maioria é de reeleitos e que, no mandato passado, houve deles que tomou posse à meia-noite do dia 31 de dezembro.

Quem tem a perder

Não resta dúvida que os governadores nordestinos estão cutucando onça com vara curta.

Bolsonaro é imprevisível. Além disso, os governadores precisam mais dele do que ele dos governadores.

Pelo menos nestes primeiros meses de governo.

É ela!

A propósito, quem circulou com muito à vontade em Brasília, nas cerimônias de posse do presidente Jair Bolsonaro, foi a advogada Rubenita Lessa, coordenadora do Movimento Direita no Piauí.

Quem viu a desenvoltura da doutora ficou com a impressão de que ela é a ponte do presidente com o Piauí.

A conferir.

Foto: Reprodução

 

Mais

Em sua conta no Facebook, a advogada postou várias fotos da posse do presidente. Em uma delas, aparece com um dos filhos de Bolsonaro. Eis a legenda escrita por ela: "Com o querido amigo Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), agora senador da República, e sua esposa Fernanda Bolsonaro, na posse do nosso Presidente Bolsonaro."

E o pagamento, ó!

No começo de dezembro passado, o Iapep e o Plamta solicitaram aos hospitais, clínicas, laboratórios e médicos credenciados as notas fiscais dos serviços prestados referentes ao mês de setembro.

O ano virou e a rede credenciada não recebeu os pagamentos. Nem promessa.

Não passou

Recebo a informação de que o projeto da Prefeitura de Parnaíba retomando os serviços de água e esgoto do município não foi votado na virada do ano, por falta de quórum.

A Agespisa divulgou nota esclarecendo que a decisão da Prefeitura de Parnaíba de rescindir o Contrato de Programa que mantém com empresa, por meio de decreto municipal datado do último dia 29, é ilegal e abusiva.

 

 

* O vereador Jeová Alencar (PSDB) tomou posse ontem em seu segundo mandato consecutivo como presidente da Câmara Municipal de Teresina.

* Antes de ser empossado na Presidência da República, Bolsonaro renunciou ao mandato de deputado federal pelo Rio.

* O seu suplente na Câmara dos Deputados é o empresário Zé Augusto Nalin (DEM-RJ), que é contra o armamento das pessoas, como quer o presidente.

* O ex-ministro João Henrique acompanhou o ex-presidente Michel Temer até São Paulo, depois que ele passou a faixa a Bolsonaro.

 

 

Segura, peão!

O governador Wellington Dias voltou a contar ontem, em sua quarta posse como governador, a história de seu sonho de menino, no município de Paes Landim, que era ser vaqueiro. Um dos presentes à cerimônia de posse brincou:

- O sonho de ser vaqueiro foi plenamente realizado: o cavalo passou selado, ele montou e tá aí!

 

Wellington anuncia mudanças para 4º mandato

Foto: Cidadeverde.com

O governador Wellington Dias toma posse no quarto mandato

 

O governador Wellington Dias anunciou ontem que encaminhará em breve à Assembleia Legislativa uma proposta com mudanças no organograma administrativo do Estado.

Segundo ele, as medidas que vai tomar podem não ser agradáveis, mas são necessárias.

O governador não detalhou quais serão essas mudanças, porque provavelmente elas ainda não estão formatadas. Mas indicou a área nas quais elas se darão: “O maior desafio hoje do Piauí é o desequilíbrio da Previdência”.

Wellington Dias antecipou que vai garantir direitos, porém buscará a qualquer custo o equilíbrio financeiro da previdência estadual, que acumula um déficit anual de quase R$ 1 bilhão.

Avanços

Ele tomou posse ontem à tarde em seu quarto mandato de governador, na Assembleia Legislativa, em sessão bastante prestigiada.

O governador apresentou um balanço dos avanços do Piauí desde 2003, quando tomou posse no primeiro mandato no Karnak, e se mostrou otimista quanto à sua nova gestão:

“Não tem essa história de cansaço porque é o quarto mandato. Vamos trabalhar com muito entusiasmo, como se fosse o primeiro, com a diferença que agora temos mais experiência”, avisou.

Ele disse que até o final de seu novo mandato o Piauí terá alcançado 0.7 no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), quase o dobro de 2003, quando estava em 0.4.

 

 

Briga pela água

Em sessão tumultuada, a Câmara Municipal de Parnaíba aprovou o projeto do prefeito Mão Santa retirando da Agespisa a gestão dos serviços de água no município.

Segundo assessores do prefeito, a empresa arrecada R$ 30 milhões por ano em Parnaíba, mas o retorno em investimentos no sistema local não chega a R$ 10 milhões anuais.

Qual é a de Ciro?

Ou o senador Ciro Nogueira está com muito prestígio com o governador Wellington Dias ou com pouco prestígio junto ao presidente Jair Bolsonaro.

O senador, mesmo sendo presidente nacional de um dos maiores partidos do Brasil, trocou ontem Brasília por Teresina.

Ou seja, deixou de participar de uma posse que era novidade para acompanhar outra que não tinha novidade alguma para ele.

Bolsonaro já foi filiado ao partido de Ciro.

Ausentes

Da bancada da oposição, faltaram ontem à posse do governador Wellington Dias, na Assembleia Legislativa, os deputados Dr. Pessoa (SDD), Robert Rios (DEM), Juliana Falcão e Marden Menezes (PSD), além de Rubem Martins e Gustavo Neiva (PSB).

Lula cá

Nos agradecimentos pela sua vitória, o governador Wellington Dias deu destaque ao ex-presidente Lula.

Ele disse que, apesar de não estar fisicamente na campanha, o ex-presidente ajudou na sua eleição.

O governador reiterou que Lula está preso injustamente.

PMs voltam

No Karnak, o governador anunciou o retorno à PM de 500 policiais que estão espalhados pelo Tribunal de Justiça, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas do Estado, a Defensoria Pública, a Prefeitura de Teresina e outras instituições.

A maioria deles desenvolve atividades de guarda de patrimônio, que poderão ser exercidas por policiais da reserva que serão convocados para substituí-los.

Foto: Divulgação

Presente - O deputado Heráclito Fortes participou da posse do presidente Jair Bolsonaro e foi também um dos poucos a participar da recepção à noite no Itamaraty. Antes, porém, ele esteve na despedida do presidente Temer.

 

 

* O presidente da APPM, Gil Carlos, e o presidente eleito da entidade, Jonas Moura, prestigiaram ontem a posse do governador Wellington Dias.

* Zé Santana (MDB) integrou a mesa de honra na posse do governador na condição de senador, juntamente com Ciro Nogueira e Marcelo Castro.

* No discurso no Karnak, Wellington Dias ainda foi capaz de se emocionar ao assumir o cargo pela quarta vez.

* Já a vice-governadora Regina Sousa praticamente apresentou um programa de governo. Isto é, não pretende ser uma vice decorativa.

 

 

Em campo

Em seu discurso de posse, ontem, o governador Wellington Dias afirmou que o Piauí avançou muito em seus três mandatos, mas reconheceu que o Estado ainda tem muitos problemas:

- Se não tivesse problema, eu já teria pendurado a chuteira.

 

Mesmo vitorioso, Wellington Dias apresenta ‘fadiga de material’

Foto: Cidadeverde.com

Wellington Dias: posse no quarto mandato de governador

 

O governador Wellington Dias já tinha um lugar na história do Piauí, mas esse lugar ganha um destaque especial a partir de hoje, quando ele toma posse para o seu quarto mandato no Palácio de Karnak.

Além de ser o único político do Piauí a conquistar nas urnas o mandato de governador por quatro vezes, Wellington Dias esbanja ainda outra faceta: foi eleito sempre no primeiro turno, concorrendo tanto no palanque da oposição quanto no do governo.

Os resultados das urnas mostram, porém, que o governador começa a ser afetado pelo fenômeno que em política convencionou-se chamar de “fadiga de material”.

Ou seja, é aquela situação em que o político passa a perder fôlego justamente pelo longo tempo no poder. Por analogia, diz-se que isso acontece em função do desgaste do material.

Aos números

Wellington Dias conquistou a sua primeira eleição de governador, em 2002, derrotando o governador Hugo Napoleão (PFL), que disputava a renovação do mandato.

Naquele pleito, ele venceu a disputa com 50,96% dos votos, contra 44,07% de Hugo.

O petista conseguiu o seu primeiro mandato para o Karnak puxado pela ‘onda vermelha’ que levou o ex-sindicalista Luís Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

Welington renovou o seu mandato em 2006 com a caneta na mão. Ele obteve 61,68% dos votos, contra 25,26% do segundo colocado, o então senador Mão Santa (PMDB).

Votação recorde

Ele voltou ao governo em 2014, depois de passar quatro anos como senador. Enfrentou nas urnas o governador Zé Filho (PMDB).

Naquela campanha, disputando o Karnak pela oposição, o petista conseguiu montar um palanque competitivo.

O resultado é que ele apresentou o seu melhor desempenho na disputa pelo governo, ao conquistar 63,08% dos votos, contra 33,25% de Zé Filho.

Votação em declínio

Nas eleições deste ano, Wellington Dias reelegeu-se com 55,6% dos votos. O seu principal adversário, o deputado estadual Dr. Pessoa (SDD), obteve 20,4%. O terceiro colocado, deputado Luciano Nunes (PSDB), ficou com 17% dos votos.

Depois de 2002, esse foi percentualmente o pior desempenho de Wellington na disputa pelo governo. Embora tenha sido vitorioso, viu um decréscimo preocupante em sua votação, comparada com as de 2014 e 2006.

Naquelas eleições, ele obteve 1.053.342 votos. Agora, sua votação total caiu para 966 mil.

Governo forte, oposição fraca

Este ano, o governador puxou para o seu lado quase todas as forças políticas de grande expressão do Piauí. Montou um megapalanque, uma superestrutura de campanha.

Além disso, enfrentou adversários fracos, cujas candidaturas ao governo foram improvisadas na última hora.

Atento aos humores da política, o governador certamente já detectou essa curva descendente de sua votação e sem dúvida tentará mudá-la ao longo do mandato que se inicia hoje.

Um novo tempo de semear sonhos

Bem, chegamos a mais um fim de ano. Tempo de balanço da vida, do que foi feito e do que deixou de ser realizado nos últimos 12 meses.

Tempo de virar a página, apagar com a borracha da memória os momentos difíceis e os instantes amargos.

De alguma forma, se chegamos até aqui, foi porque fomos mais fortes do que eles, esses instantes tormentosos e passageiros que ficaram para trás.

Tempo também para agradecer as conquistas, as superações, a mão estendida de uns, o ombro amigo de outros.

E tempo, ainda, para traçar planos para o ano que se inicia. E começar a semeadura de novas esperanças.

A propósito de virada do ano, o poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu:

 “Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."

É assim mesmo que o tempo passa, a vida também!

Um feliz Ano-Novo para você!

 

Bolsonaro, a novidade de 2018 na política

Foto: Agência Brasil

Bolsonaro, a surpresa da eleição presidencial

 

Qualquer balanço da política brasileira, relativo a este ano, vai indicar como fato principal a eleição presidencial. E, dentro dela, a vitória do deputado federal Jair Bolsonaro e a consequente derrocada do Partido dos Trabalhadores, do PSDB e do MDB nas urnas.

Bolsonaro se elegeu de forma surpreendente e inédita. Até seis meses antes da eleição, poucos apostavam suas fichas na vitória do candidato do PSL. Tanto que os partidos tradicionais fizeram tudo para se manterem distantes dele.

Vice do barulho

Assim, Bolsonaro foi para a campanha praticamente só. Apenas o PRTB se aliou ao PSL, talvez até por falta de opção. A escolha do seu vice também foi suada. A barulhenta advogada Janaina Paschoal, a musa do impeachment, não quis ser companheira de chapa do capitão.

O senador Magno Malta (PR), outra opção para vice de Bolsonaro, não quis arriscar a renovação de seu mandato, que considerava favas contadas, em troca de uma eleição incerta. Resultado: acabou perdendo as duas – a reeleição e a cadeira de vice-presidente.

Por exclusão, o general Hamilton Mourão acabou sendo o vice de Bolsonaro. Aí, como costumava repetir o ex-senador Freitas Neto, referindo-se naturalmente a outras situações, “a roda maior entrou na menor”, pois um general do Exército acabou vice de um capitão da mesma arma militar.

Essencialmente, o papel do vice, quando não pode somar, é não atrapalhar o cabeça de chapa. Com o general Mourão aconteceu o contrário: ele mais atrapalhou do que ajudou o candidato a presidente, com suas intervenções e declarações polêmicas na campanha.

Palanque e atentado

Outro detalhe da eleição de Bolsonaro é que ele se elegeu sem palanque eletrônico. Ou seja, sem o marketing eleitoral tradicional, com generoso espaço no rádio e na televisão. O PSL dispunha de apenas 8 segundos nos horários reservados à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

Até a campanha de rua do candidato foi irremediavelmente prejudicada, quando ele se viu vítima de um atentado que quase lhe tira a vida. Um celerado o atingiu com uma facada mortal no abdômen, durante um ato político no interior de Minas.

O criminoso foi imediatamente preso, porém até hoje o crime não foi devidamente esclarecido. As investigações ainda estão em andamento, a cargo da Polícia Federal.

Candidato sofre atentado a faca durante a campanha

Mídias sociais

Depois de agonizar entre a vida e a morte, o candidato do PSL centrou fogo nas chamadas redes sociais. Daí passou ao segundo turno em primeiro lugar, com larga vantagem sobre o principal concorrente, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), e correu para o abraço.

Seu apelo popular, que incendiou as massas, foi mais forte que a pesada campanha lançada contra ele pelos adversários e também pela chamada grande mídia.

Tchau, PT!

A vitória de Bolsonaro encerra o ciclo do PT no poder, iniciado com a eleição de Lula, em 2002, continuado com a reeleição dele, em 2006, e consoliddo com as duas vitórias de Dilma Roussef, em 2010 e em 2014, respectivamente, mas interrompido pelo impeachment, em 2016. As lideranças do partido sonhavam, no entanto, em dar a volta por cima através das urnas.

Para desgosto delas, o Brasil, pela maioria esmagadora de seus eleitores, disse através do voto que basta de PT!

O governo Bolsonaro é uma incógnita. O novo presidente sinaliza que, como fez diferente na campanha, vai fazer diferente também no poder.

Se vai conseguir, só o tempo dirá.

Falta uma política para a seca no Nordeste

Foto: Cidadeverde.com

O presidente diplomado Jair Bolsonaro agitou as águas paradas da discussão sobre a seca no Nordeste com o anúncio de mandar o seu ministro da Tecnologia a Israel, com a missão de trazer para o Brasil as tecnologias da dessalinizacão da água.

Na mesma viagem, o novo ministro vai também conhecer e importar tecnologia para a captação da água através do ar, para implantação, sobretudo, na região nordestina.

A polêmica em torno do assunto se acendeu porque o Nordeste já pratica a dessalinização, através do Projeto Água Doce, implantado em 2004 pelo Ministério do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos.

Assim, não seria necessário o novo presidente mandar um ministro a Israel para conhecer uma tecnologia que já existe por aqui.

Uma piada

Acontece que, conforme os críticos dos críticos da proposta do presidente, a tecnologia utilizada atualmente no Brasil para dessalinizar a água, além de cara, não tem escala.

Isto é, o que existe por aqui é tecnologia de aguadas e pequenas cisternas. Coisa de pequenos galinheiros.

Para o ex-superintendente da Sudene, Luiz Gonzaga Paes Landim, por exemplo, “é risível o falar-se em dez sistemas de dessalinização no Piauí.”

Segundo ele, “a nossa dita fronteira do cristalino se estende das divisas do Ceará, ao Norte, até a Bahia, no extremo Sul. Só na região de São Raimundo e São João cerca de 150 mil pessoas ou mais bebem água pesada ou de péssima qualidade.”

Corrupção

O ex-superintendente escreve, ainda, à coluna:  “Ora,ora não me venha com coisinhas pontuais. Se a sede dos humanos não recebe bom tratamento, imagine a dos rebanhos, afetando sua produtividade, que é baixa.”

Por fim, ele escreve: “Ademais, como essas ações tipo Água Boa não ensejam a ladroagem em larga escala de propinas e comissões, governo nenhum se interessa efetivamente por elas. Tudo é faz de conta. Aí o apelo às grandes obras: transposições, barragens e aí já sabemos no que dá: obras paralisadas, imensos armazéns de água para nada, sem nenhum impacto na produção agrícola e na economia. A tecnologia existe. E daí? Nunca foi utilizada.”

Testada e aprovada

Na visão dos que abraçam a ideia do novo presidente, a tecnologia já existente em Israel para o problema da escassez de água seria mais barata e mais abrangente.

Ou seja, o novo presidente estaria pensando em tecnologia de larga escala, já testada e aprovada. .

O fato, porém, é que o Nordeste não venceu esse secular problema da falta de água, mesmo chovendo muito por aqui e com muita água acumulada no subsolo.

Enquanto isso, Israel, com pouca água, está anos-luz à frente do Brasil nessa questão.

O debate está lançado.

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