Cidadeverde.com

As muitas faces de Teresina

Vivendo minha infância e adolescência em Água Branca, Teresina era, para mim, uma cidade grande e distante. Não me passava pela cabeça a mínima ideia de um dia morar nela. Minha pequena cidade era meu mundo e me bastava.

Meu pai, porém, tinha outros planos para seu filho mais velho. Então, quando estava concluindo o ginásio, em 1977, ele me disse que eu continuaria os estudos na capital.

Inscrevi-me no teste seletivo da Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI, e consegui aprovação. No início de 1978, aos 16 anos incompletos, eu me mudava para Teresina. Minha bagagem era de sonhos e saudade.

Aos poucos fui me adaptando à cidade, aprendendo a conviver com ela, e também passando a entender suas manhas e manias. 

Hoje, Teresina vive em mim como viveu intensamente no coração de seu cronista mais apaixonado, o saudoso professor Arimatéa Tito Filho, também chamado de “cronista da cidade amada”.

Cidade Verde

Coelho Neto, o aclamado escritor maranhense, passou por Teresina em 1899, quase 50 anos depois da fundação da cidade.

Encantou-se com a capital planejada que avultava e crescia na Chapada do Corisco e batizou-a de “Cidade Verde”.

Pode ter sido uma referência à exuberante vegetação que vestia a capital.

Mas talvez o poeta a tenha chamado metaforicamente de “verde” em referência à esperança, como a indicar o futuro radioso da nova capital.   

Entre os rios

Outro poeta, este piauiense, fundador de nossa Academia Piauiense de Letras, Lucídio Freitas, viveu pouco, mas andou muito.

Ele é um dos dez biografados em meu livro “Sociedade dos Poetas Trágicos”, lançado em 2004 e relançado em 2006.

Lucídio Freitas morou em Belém do Pará, no Rio e em outras cidades brasileiras.

Fora do Piauí, ele escreveu sua “Canção do Exílio”, intitulada “Teresina”. Eis os versos iniciais de seu magnífico soneto:

 

Teresina apagou-se na distância,

Ficou longe de mim adormecida,

Guardando a alma do sol da minha infância

E o minuto melhor da minha vida.

 

Ele viveu num tempo em que Teresina cabia entre os braços dos rios Parnaíba e Poti.

Mais outro teresinense ilustre, o jornalista Carlos Castello Branco, que deixou a cidade em 1937 para ser, na segunda metade do século 20, o mais influente jornalista político brasileiro, assim descreveu a cidade de sua infância, em crônica memorável:

“Entre a rua da Estrela e a rua São José, passando pelas ruas da Glória, do Amparo, dos Negros, do Fio, rua Grande, rua Bela e Paissandu – estava a cidade, toda ela, para as pessoas de nossa condição social.

A Avenida Frei Serafim era uma promessa e um abrigo para as famílias mais prósperas”.

Carlos Castello Branco conta ainda, em sua crônica, publicada no Jornal do Brasil, no início dos anos 90:

“Teresina enveredou pela Vermelha, pela Estrada de São Raimundo, antiga Estrada do Gado, pelo Porenquanto, e conquistou o Poti Velho. Já não pode ser vadiada a pé ou de bicicleta, como nos meus tempos de menino”.

As faces da cidade

Teresina é uma cidade presente nas páginas de seus cronistas, romancistas e poetas.

Ela é retratada sem retoques no romance “Um Manicaca”, no qual Abdias Neves compõe um painel social, político e cultural da Teresina da virada do século 19 para o século 20.

Vamos encontrar uma Teresina em chamas e aterrorizada no romance “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, que trata dos criminosos incêndios das casas de palha.

Outra cidade aparece, com todo o seu provincianismo, no livro “Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”, que o poeta H. Dobal escreveu no centenário da capital.

E muitos outros escritores e pesquisadores têm se dedicado a estudar e a escrever sobre a cidade.

Entre os mais recentes, citaria o professor Alcides Nascimento, da UFPi, com suas pesquisas sobre a memória da cidade.

Também Deusdeth Nunes, o nosso Garrincha, com sua coleção de livros sobre a graça e as caras de Teresina, e Cineas Santos, o autor do hino da cidade, com suas crônicas sobre as esquinas da cidade.

E, ainda, o escritor e acadêmico Oton Lustosa, com seus romances urbanos “Meia-Vida” e “Vozes da Ribanceira”,  que retratam a Teresina de nossos dias.

Uma Teresina que vamos encontrar também na melodia e na poesia de seus músicos, de seus teatrólogos, de todos os seus artistas e, ainda, de seus atletas, como nossa campeã olímpica Sarah Menezes.

Uma Teresina que vamos encontrar, por fim, no trabalho árduo e continuado de seus gestores, de seus vereadores, de seus empresários e de seus trabalhadores. De seus estudantes e professores.

Enfim, de todos que se esforçam para viver numa cidade melhor!

 

As mil faces de Teresina

Coluna z 16

Vivendo minha infância e adolescência em Água Branca, Teresina era, para mim, uma cidade grande e distante. Não me passava pela cabeça a mínima ideia de um dia morar nela. Minha pequena cidade era meu mundo e me bastava.

Meu pai, porém, tinha outros planos para seu filho mais velho. Então, quando estava concluindo o ginásio, em 1977, ele me disse que eu continuaria os estudos na capital.

Inscrevi-me no teste seletivo da Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI, e consegui aprovação. No início de 1978, aos 16 anos incompletos, eu me mudava para Teresina. Minha bagagem era de sonhos e saudade.

Aos poucos fui me adaptando à cidade, aprendendo a conviver com ela, e também passando a entender suas manhas e manias. 

Hoje, Teresina vive em mim como viveu intensamente no coração de seu cronista mais apaixonado, o saudoso professor Arimatéa Tito Filho, também chamado de “cronista da cidade amada”.

Cidade Verde

Coelho Neto, o aclamado escritor maranhense, passou por Teresina em 1899, quase 50 anos depois da fundação da cidade.

Encantou-se com a capital planejada que avultava e crescia na Chapada do Corisco e batizou-a de “Cidade Verde”.

Pode ter sido uma referência à exuberante vegetação que vestia a capital.

Mas talvez o poeta a tenha chamado metaforicamente de “verde” em referência à esperança, como a indicar o futuro radioso da nova capital.   

Entre os rios

Outro poeta, este piauiense, fundador de nossa Academia Piauiense de Letras, Lucídio Freitas, viveu pouco, mas andou muito.

Ele é um dos dez biografados em meu livro “Sociedade dos Poetas Trágicos”, lançado em 2004 e relançado em 2006.

Lucídio Freitas morou em Belém do Pará, no Rio e em outras cidades brasileiras.

Fora do Piauí, ele escreveu sua “Canção do Exílio”, intitulada “Teresina”. Eis os versos iniciais de seu magnífico soneto:

Teresina apagou-se na distância,

Ficou longe de mim adormecida,

Guardando a alma do sol da minha infância

E o minuto melhor da minha vida.

 

Ele viveu num tempo em que Teresina cabia entre os braços dos rios Parnaíba e Poti.

Mais outro teresinense ilustre, o jornalista Carlos Castello Branco, que deixou a cidade em 1937 para ser, na segunda metade do século 20, o mais influente jornalista político brasileiro, assim descreveu a cidade de sua infância, em crônica memorável:

“Entre a rua da Estrela e a rua São José, passando pelas ruas da Glória, do Amparo, dos Negros, do Fio, rua Grande, rua Bela e Paissandu – estava a cidade, toda ela, para as pessoas de nossa condição social.

A Avenida Frei Serafim era uma promessa e um abrigo para as famílias mais prósperas”.

Carlos Castello Branco conta ainda, em sua crônica, publicada no Jornal do Brasil, no início dos anos 90:

“Teresina enveredou pela Vermelha, pela Estrada de São Raimundo, antiga Estrada do Gado, pelo Porenquanto, e conquistou o Poti Velho. Já não pode ser vadiada a pé ou de bicicleta, como nos meus tempos de menino”.

As faces da cidade

Teresina é uma cidade presente nas páginas de seus cronistas, romancistas e poetas.

 Ela é retratada sem retoques no romance “Um Manicaca”, no qual Abdias Neves compõe um painel social, político e cultural da Teresina da virada do século 19 para o século 20.

Vamos encontrar uma Teresina em chamas e aterrorizada no romance “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, que trata dos criminosos incêndios das casas de palha.

Outra cidade aparece, com todo o seu provincianismo, no livro “Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”, que o poeta H. Dobal escreveu no centenário da capital.

E muitos outros escritores e pesquisadores têm se dedicado a estudar e a escrever sobre a cidade.

Entre os mais recentes, citaria o professor Alcides Nascimento, da UFPi, com suas pesquisas sobre a memória da cidade.

Também Deusdeth Nunes, o nosso Garrincha, com sua coleção de livros sobre a graça e as caras de Teresina, e Cineas Santos, o autor do hino da cidade, com suas crônicas sobre as esquinas da cidade.

E, ainda, o escritor e acadêmico Oton Lustosa, com seus romances urbanos “Meia-Vida” e “Vozes da Ribanceira”,                                            que retratam a Teresina de nossos dias.

Uma Teresina que vamos encontrar também na melodia e na poesia de seus músicos, de seus teatrólogos, de todos os seus artistas e, ainda, de seus atletas, como nossa campeã olímpica Sarah Menezes.

Uma Teresina que vamos encontrar, por fim, no trabalho árduo e continuado de seus gestores, de seus vereadores, de seus empresários e de seus trabalhadores. De seus estudantes e professores.

Enfim, de todos que se esforçam para viver numa cidade melhor!

 

As muitas faces de Teresina

Coluna z 16

Vivendo minha infância e adolescência em Água Branca, Teresina era, para mim, uma cidade grande e distante. Não me passava pela cabeça a mínima ideia de um dia morar nela. Minha pequena cidade era meu mundo e me bastava.

Meu pai, porém, tinha outros planos para seu filho mais velho. Então, quando estava concluindo o ginásio, em 1977, ele me disse que eu continuaria os estudos na capital.

Inscrevi-me no teste seletivo da Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI, e consegui aprovação. No início de 1978, aos 16 anos incompletos, eu me mudava para Teresina. Minha bagagem era de sonhos e saudade.

Aos poucos fui me adaptando à cidade, aprendendo a conviver com ela, e também passando a entender suas manhas e manias. 

Hoje, Teresina vive em mim como viveu intensamente no coração de seu cronista mais apaixonado, o saudoso professor Arimatéa Tito Filho, também chamado de “cronista da cidade amada”.

Cidade Verde

Coelho Neto, o aclamado escritor maranhense, passou por Teresina em 1899, quase 50 anos depois da fundação da cidade.

Encantou-se com a capital planejada que avultava e crescia na Chapada do Corisco e batizou-a de “Cidade Verde”.

Pode ter sido uma referência à exuberante vegetação que vestia a capital.

Mas talvez o poeta a tenha chamado metaforicamente de “verde” em referência à esperança, como a indicar o futuro radioso da nova capital.   

Entre os rios

Outro poeta, este piauiense, fundador de nossa Academia Piauiense de Letras, Lucídio Freitas, viveu pouco, mas andou muito.

Ele é um dos dez biografados em meu livro “Sociedade dos Poetas Trágicos”, lançado em 2004 e relançado em 2006.

Lucídio Freitas morou em Belém do Pará, no Rio e em outras cidades brasileiras.

Fora do Piauí, ele escreveu sua “Canção do Exílio”, intitulada “Teresina”. Eis os versos iniciais de seu magnífico soneto:

Teresina apagou-se na distância,

Ficou longe de mim adormecida,

Guardando a alma do sol da minha infância

E o minuto melhor da minha vida.

 

Ele viveu num tempo em que Teresina cabia entre os braços dos rios Parnaíba e Poti.

Mais outro teresinense ilustre, o jornalista Carlos Castello Branco, que deixou a cidade em 1937 para ser, na segunda metade do século 20, o mais influente jornalista político brasileiro, assim descreveu a cidade de sua infância, em crônica memorável:

“Entre a rua da Estrela e a rua São José, passando pelas ruas da Glória, do Amparo, dos Negros, do Fio, rua Grande, rua Bela e Paissandu – estava a cidade, toda ela, para as pessoas de nossa condição social.

A Avenida Frei Serafim era uma promessa e um abrigo para as famílias mais prósperas”.

Carlos Castello Branco conta ainda, em sua crônica, publicada no Jornal do Brasil, no início dos anos 90:

“Teresina enveredou pela Vermelha, pela Estrada de São Raimundo, antiga Estrada do Gado, pelo Porenquanto, e conquistou o Poti Velho. Já não pode ser vadiada a pé ou de bicicleta, como nos meus tempos de menino”.

As faces da cidade

Teresina é uma cidade presente nas páginas de seus cronistas, romancistas e poetas.

 Ela é retratada sem retoques no romance “Um Manicaca”, no qual Abdias Neves compõe um painel social, político e cultural da Teresina da virada do século 19 para o século 20.

Vamos encontrar uma Teresina em chamas e aterrorizada no romance “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, que trata dos criminosos incêndios das casas de palha.

Outra cidade aparece, com todo o seu provincianismo, no livro “Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”, que o poeta H. Dobal escreveu no centenário da capital.

E muitos outros escritores e pesquisadores têm se dedicado a estudar e a escrever sobre a cidade.

Entre os mais recentes, citaria o professor Alcides Nascimento, da UFPi, com suas pesquisas sobre a memória da cidade.

Também Deusdeth Nunes, o nosso Garrincha, com sua coleção de livros sobre a graça e as caras de Teresina, e Cineas Santos, o autor do hino da cidade, com suas crônicas sobre as esquinas da cidade.

E, ainda, o escritor e acadêmico Oton Lustosa, com seus romances urbanos “Meia-Vida” e “Vozes da Ribanceira”,                                            que retratam a Teresina de nossos dias.

Uma Teresina que vamos encontrar também na melodia e na poesia de seus músicos, de seus teatrólogos, de todos os seus artistas e, ainda, de seus atletas, como nossa campeã olímpica Sarah Menezes.

Uma Teresina que vamos encontrar, por fim, no trabalho árduo e continuado de seus gestores, de seus vereadores, de seus empresários e de seus trabalhadores. De seus estudantes e professores.

Enfim, de todos que se esforçam para viver numa cidade melhor!

 

As muitas faces de Teresina

Coluna z 16

Vivendo minha infância e adolescência em Água Branca, Teresina era, para mim, uma cidade grande e distante. Não me passava pela cabeça a mínima ideia de um dia morar nela. Minha pequena cidade era meu mundo e me bastava.

Meu pai, porém, tinha outros planos para seu filho mais velho. Então, quando estava concluindo o ginásio, em 1977, ele me disse que eu continuaria os estudos na capital.

Inscrevi-me no teste seletivo da Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI, e consegui aprovação. No início de 1978, aos 16 anos incompletos, eu me mudava para Teresina. Minha bagagem era de sonhos e saudade.

Aos poucos fui me adaptando à cidade, aprendendo a conviver com ela, e também passando a entender suas manhas e manias. 

Hoje, Teresina vive em mim como viveu intensamente no coração de seu cronista mais apaixonado, o saudoso professor Arimatéa Tito Filho, também chamado de “cronista da cidade amada”.

Cidade Verde

Coelho Neto, o aclamado escritor maranhense, passou por Teresina em 1899, quase 50 anos depois da fundação da cidade.

Encantou-se com a capital planejada que avultava e crescia na Chapada do Corisco e batizou-a de “Cidade Verde”.

Pode ter sido uma referência à exuberante vegetação que vestia a capital.

Mas talvez o poeta a tenha chamado metaforicamente de “verde” em referência à esperança, como a indicar o futuro radioso da nova capital.   

Entre os rios

Outro poeta, este piauiense, fundador de nossa Academia Piauiense de Letras, Lucídio Freitas, viveu pouco, mas andou muito.

Ele é um dos dez biografados em meu livro “Sociedade dos Poetas Trágicos”, lançado em 2004 e relançado em 2006.

Lucídio Freitas morou em Belém do Pará, no Rio e em outras cidades brasileiras.

Fora do Piauí, ele escreveu sua “Canção do Exílio”, intitulada “Teresina”. Eis os versos iniciais de seu magnífico soneto:

Teresina apagou-se na distância,

Ficou longe de mim adormecida,

Guardando a alma do sol da minha infância

E o minuto melhor da minha vida.

 

Ele viveu num tempo em que Teresina cabia entre os braços dos rios Parnaíba e Poti.

Mais outro teresinense ilustre, o jornalista Carlos Castello Branco, que deixou a cidade em 1937 para ser, na segunda metade do século 20, o mais influente jornalista político brasileiro, assim descreveu a cidade de sua infância, em crônica memorável:

“Entre a rua da Estrela e a rua São José, passando pelas ruas da Glória, do Amparo, dos Negros, do Fio, rua Grande, rua Bela e Paissandu – estava a cidade, toda ela, para as pessoas de nossa condição social.

A Avenida Frei Serafim era uma promessa e um abrigo para as famílias mais prósperas”.

Carlos Castello Branco conta ainda, em sua crônica, publicada no Jornal do Brasil, no início dos anos 90:

“Teresina enveredou pela Vermelha, pela Estrada de São Raimundo, antiga Estrada do Gado, pelo Porenquanto, e conquistou o Poti Velho. Já não pode ser vadiada a pé ou de bicicleta, como nos meus tempos de menino”.

As faces da cidade

Teresina é uma cidade presente nas páginas de seus cronistas, romancistas e poetas.

 Ela é retratada sem retoques no romance “Um Manicaca”, no qual Abdias Neves compõe um painel social, político e cultural da Teresina da virada do século 19 para o século 20.

Vamos encontrar uma Teresina em chamas e aterrorizada no romance “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, que trata dos criminosos incêndios das casas de palha.

Outra cidade aparece, com todo o seu provincianismo, no livro “Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”, que o poeta H. Dobal escreveu no centenário da capital.

E muitos outros escritores e pesquisadores têm se dedicado a estudar e a escrever sobre a cidade.

Entre os mais recentes, citaria o professor Alcides Nascimento, da UFPi, com suas pesquisas sobre a memória da cidade.

Também Deusdeth Nunes, o nosso Garrincha, com sua coleção de livros sobre a graça e as caras de Teresina, e Cineas Santos, o autor do hino da cidade, com suas crônicas sobre as esquinas da cidade.

E, ainda, o escritor e acadêmico Oton Lustosa, com seus romances urbanos “Meia-Vida” e “Vozes da Ribanceira”,                                            que retratam a Teresina de nossos dias.

Uma Teresina que vamos encontrar também na melodia e na poesia de seus músicos, de seus teatrólogos, de todos os seus artistas e, ainda, de seus atletas, como nossa campeã olímpica Sarah Menezes.

Uma Teresina que vamos encontrar, por fim, no trabalho árduo e continuado de seus gestores, de seus vereadores, de seus empresários e de seus trabalhadores. De seus estudantes e professores.

Enfim, de todos que se esforçam para viver numa cidade melhor!

 

camara vota o Distritão

Causou surpresa ao meio político a nomeação do ex-secretário Avelino Neiva para a presidência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales dos rios São Francisco e Parnaíba (Codevasf). O ato de sua nomeação foi publicado ontem no Diário Oficial da União.

A indicação é do deputado Heráclito Fortes (PSB), com aval da bancada federal do Piauí.  

Até sexta-feira passada, a Codevasf era presidida por Kênia Regia Anesenko Marcelino, indicada pelo senador Antônio Carlos Valadares, do PSB de Sergipe. O parlamentar perdeu espaço na base governista.

Coringa

O economista Avelino Neiva é um velho conhecido dos caciques políticos do Piauí. Ele já foi secretário de vários governos e de diferentes partidos (PFL, PMDB, PT e PSB). Justamente por conta disso, carrega processos judiciais nas costas, já tendo sido condenado em um deles, em maio passado, por improbidade administrativa.

A ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual. Também perdeu os diretos políticos por três anos. O ex-secretário recorreu da sentença.

O ex-secretário enfrenta problemas ainda com o Tribunal de Contas do Estado. A Justiça determinou também o bloqueio de seus bens.

A volta por cima

Em 2013, o PP do Piauí indicou seu nome para ocupar a Superintendência Regional da Codevasf, mas ele foi vetado pelo PT piauiense. Agora ele dá a volta por cima e assume a presidência da companhia.

A disputa pelo comando da Codevasf foi dura. Estiveram envolvidos na briga o PP e aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conforme registrou ontem a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

O deputado Heráclito Fortes ainda não explicou o motivo que o levou a se fixar no nome de Avelino Neiva para presidir a Codevasf. Deve ser porque a renovação que ele prega está no passado.

Tesourada na beca

A extinção de 24 das 90 zonas eleitorais do Piauí, decidida esta semana pelo TRE, por 5 votos a 2, em cumprimento de determinação do TSE, vai mexer no bolso de magistrados e promotores de Justiça.

Com a decisão, cada juiz e cada promotor deixará de receber uma gratificação eleitoral de R$ 4.631,61.

O valor é pago todo mês, mesmo que não haja eleição e ainda que o beneficiado não tenha trabalhado.

A gratificação é assegurada pela Resolução 20/2015, do TSE.

 

Foto: João Albert/CCom

Autoridades na celebração pelos 165 anos de Teresina

Aniversário de Teresina

O governador Wellington Dias, acompanhado da vice-governadora Margarete Coelho, participou da missa em comemoração aos 165 anos de Teresina, celebrada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, no Centro da capital.

Em sua homilia, o vigário geral da Arquidiocese de Teresina, padre Tony Batista, destacou o aspecto acolhedor da cidade.

"Teresina nos acolhe, nos ama sem perguntar de onde viemos ou para onde vamos e nos aceita como somos", frisou.

PSB faz encontro

O PSB do Piauí realiza no próximo dia 21 o seu Congresso Estadual. O evento está marcado para a sede do partido, em Teresina.

Segundo o presidente regional do PSB, ex-governador Wilson Martins, no encontro serão discutidos temas como reforma política, eleições 2018 e crise econômica, entre outros assuntos.

Realinhamento

O secretário nacional da Fundação Ulysses Guimarães, o centro de estudos e formação política do PMDB, ex-ministro João Henrique Sousa, avalia que é normal o presidente Michel Temer buscar o realinhamento de sua base parlamentar, após a votação da denúncia contra ele na Câmara dos Deputados.

O ex-ministro disse que aquele era um momento crucial para o governo. Assim, quem votou a favor da admissibilidade da denúncia era porque queria a queda do presidente.

Prisão

O ministro Marco Aurélio Mello informou que pretende retomar no plenário do Supremo Tribunal Federal a discussão sobre a execução da prisão após condenação em 2ª instância.

Marco Aurélio é relator das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44. que definiram o último entendimento do tribunal sobre a questão, em outubro do ano passado.

Mudança

Ministros do Supremo já dão como certa uma nova alteração na jurisprudência da Corte sobre a possibilidade de prisão de condenados depois do julgamento em 2ª instância.

A tendência é de que prevaleça que a execução da pena fica suspensa até que seja julgado recurso especial contra a condenação no Superior Tribunal de Justiça. Por esta tese, somente depois do julgamento no STJ é que há certeza da formação da culpa, informa o site Jota.

Dória

A coisa mais difícil do mundo é a Câmara Municipal de Teresina e a Assembleia Legislativa rejeitarem voto de pesar e título de cidadania.

A derrubada do projeto concedendo o título de cidadão teresinense ao prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), foi uma barbeiragem. O autor se esqueceu de fazer uma sondagem junto aos colegas.

* Sempre muito discreta, este ano a primeira-dama Lucy Soares participou ativamente das festividades alusivas ao aniversário de Teresina.

* O jornalista, escritor e acadêmico Herculano Moraes proferiu a conferência do aniversário da cidade, ontem, na Câmara Municipal de Teresina.

* Ele tem uma militância intensa no jornalismo desde os anos 60. Dirigiu o Teatro 4 de Setembro, foi vereador de Teresina e também secretário de Comunicação do Estado.

No time certo

O ex-senador João Vicente Claudino – ainda sem partido – voltou à academia de ginástica. Dizem que para ganhar forma para a campanha eleitoral de 2018. No primeiro dia de atividades, ele encontra-se com o ex-governador Wilson Martins, o ex-senador Freitas Neto e o publicitário George Mendes. E vibra com o reencontro:

- Ainda bem que me matriculei no horário da oposição!

Cepisa já foi posta à venda por 1 real. E Ninguém quis

Nem 1 real nem 1 bilhão. O governo estipulou o valor de R$ 50 mil para a venda de cada uma das seis distribuidoras de eletricidade hoje controladas pela Eletrobras. Serão privatizadas as distribuidoras de eletricidade que atendem os Estados de Roraima, Rondônia, Acre, Amazonas, Alagoas e Piauí.

O valor de R$ 50 mil pelas concessões é simbólico. Segundo o governo, a equação não tem como vertente buscar maximizar o retorno orçamentário. É sobre redução na tarifa.

As tarifas das empresas foram reajustadas de forma extraordinária para a privatização. Alegando que são companhias deficitárias, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) propôs aumento médio de 8,9% durante cinco anos.

 

Antes da privatização, prevista para o primeiro trimestre do próximo ano, a Eletrobras terá ainda que ajudar a limpar o balanço das empresas, assumindo cerca de R$ 11 bilhões em dívidas.

Durante os últimos anos, essas distribuidoras de energia têm sido fonte de prejuízo Em 2016, por exemplo, as perdas delas somaram R$ 6,634 bilhões, 28,3% maiores do que o verificado no ano anterior.

A dívida consolidada das empresas soma R$ 20,8 bilhões e seu valor de mercado foi calculado pelo Consórcio Mais Energia B (PwC Brasil, Strategy&, Siglasul e Loeser e Portela Advogados Associados) em R$ 10,2 bilhões.

O modelo da privatização foi aprovado na quarta-feira passada e publicado na edição do dia seguinte do Diário Oficial da União. Ele prevê que a Eletrobras assuma R$ 8,9 bilhões em dívidas da Amazonas Energia, a mais endividada, R$ 1,8 bilhão da Ceron (Rondônia), R$ 342 mil da Boa Vista (Roraima), R$ 113 mil da Eletroacre e R$ 50 mil, cada, de Cepisa (Piauí) e Ceal (Alagoas). A estatal não terá contrapartidas ao assumir as dívidas.

Vencerão os leilões os investidores que aceitarem receber a menor tarifa de energia. Os novos concessionários terão ainda que aportar de imediato R$ 2,4 bilhões no capital das empresas e investir R$ 5,4 bilhões em cinco anos para melhoria da qualidade do serviço.

O Governo do Piauí moveu ação no Supremo Tribunal Federal para tentar impedir a privatização da Cepisa, mas teve liminar negada pela ministra Rosa Weber, em outubro. 

Em 1997, quando a Cepisa foi federalizada, o governo federal pôs a empresa à venda por 1 real. Não apareceu interessado!

Contas que não batem

Foto: Divulgação

O protesto dos empresários contra novo aumento de impostos

O Governo do Estado e os líderes do setor empresarial – no qual se incluem ex-governadores e ex-secretários da área econômica – fazem contas muito diferentes sobre o pacote fiscal em tramitação na Assembleia Legislativa.

Trata-se do Projeto de Lei Ordinária 40/2017, do Poder Executivo, que cria o Programa de Recuperação de Créditos Tributários (Refis). A proposta também aumenta as alíquotas de ICMS de vários produtos e serviços. Este é o ponto de tensão entre governo e empresários, pois já houve aumento de imposto para esses mesmos setores, seguidamente, nos anos de 2015, 2016 e 2017.

Para justificar o novo aumento, a equipe econômica e o próprio governador Wellington Dias alegaram que precisavam de mais R$ 150 milhões para equilibrar as contas públicas.
Outra justificativa seria a necessidade imperiosa de mais recursos para o governo poder honrar o 13º dos servidores públicos.

Corte de energia

Nas negociações com os empresários, o governo propôs a retirada da energia do kit de produto e serviços que terão a alíquota de ICMS aumentada outra vez. Assim, o governo estaria abrindo mão de aproximadamente R$ 40 milhões da meta de R$ 150 milhões.
Ora, pelas contas das lideranças empresariais, somente o abusado reajuste de 27% que o governo Temer concedeu agora para a tarifa de energia vai gerar o aporte de R$ 145 milhões nos cofres da Fazenda estadual, via ICMS, praticamente zerando o alegado déficit.
Além do mais, os recursos oriundos do eventual aumento das alíquotas, caso o pacote seja aprovado, não têm como ser utilizados para o pagamento do 13º de 2017, devido ao princípio da anualidade. A não ser que o governo esteja planejando pagar a segunda parcela do 13º salário apenas em fevereiro ou março do próximo ano, o que parece muito pouco provável até agora.

 

Governo de fachada?

A Secretaria da Fazenda vai pagar R$ 541.295,46 para a empresa Propag Comunicação Visual e Gráfica prestar “de serviços de comunicação visual padronizada para as fachadas do Posto Fiscal da Tabuleta, Agência de Atendimento do Aeroporto e da Gerência Regional de Atendimento Centro/Norte, em Teresina e Gerência Regional de Atendimento na cidade de Piripiri”, conforme estabelece o Processo Administrativo nº. 0066.000.01904/2017-2.  

O custo unitário de cada fachada será superior a R$ 130 mil.

O galpão

A Sefaz vai alugar um galpão na Rua Henrique Dias, nº 541, bairro São Pedro, em Teresina, para armazenagem e guarda com segurança dos bens e documentos fiscais sob a sua responsabilidade.

O custo anualizado do contrato de aluguel, a ser pago à Imobiliária Lima Aguiar, é de R$ 238.800,00 ou R$ 19,9 mil mensais.

Tem mais!

Outra aquisição da Sefaz, no valor de R$ 4.534.540,00, é de serviços técnicos especializados,  incluindo atualizações de versão, implantação e fornecimento de serviços de suporte de produtos Oracle, através da Unidade deTecnologia e Segurança da Informação – UNITEC”.

O valor será repassado à empresa Interlit Processos Inteligentes.

Sociedade de advogados

As sociedades de advogados do Piauí agora estão reunidas na secional piauiense do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA). A primeira reunião ocorreu na quinta-feira da semana passada, a última de outubro. O próximo encontro será dia 30 de novembro.

São dirigentes do Cesa no Estado os advogados Álvaro Mota (presidente), advogados Rafael Neiva Nunes do Rego (vice-presidente), Mário Roberto Pereira de Araújo (secretário-geral), Jairo Oliveira Cavalcante e Leonardo Cerqueira e Carvalho.

Primeira reunião

No primeiro encontro do CESA-PI participaram, entre outros, os advogados Carlos Yure, Sogifroi Moreno, Antônio Cláudio Portella, Lucas Villa, Álvaro Mota, Jairo Cavalcante, Mário Roberto Pereira, Celso Barros Neto, Alexandre Magalhães, Cláudio Rego, Rafael Neiva e Éfren Paulo, na foto de registro após jantar em restaurante na zona Leste.

Dívidas

A convite do prefeito do município de Simões José Ulisses, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Piauí - Faepi, deputado federal Júlio César (PSD), participou de encontro, no final de semana, na Câmara Municipal,  com a equipe do Banco do Nordeste, produtores rurais da região e lideranças políticas para debater e esclarecer dúvidas sobre a renegociação das dívidas  contraídas de créditos rurais.

Algodões

O Governo do Estado atrasou, de novo, o pagamento das parcelas da indenização das vítimas do rompimento da Barragem de Algodões, tragédia ocorrida em maio de 2009 que deixou um rastro de morte e destruição nos municípios de Cocal e Buriti dos Lopes.

O acordo para pagamento da indenização foi fechado em abril, entre o Governo do Estado e a Avaba (Associação das Vítimas e Amigos da Barragem de Algodões), com a intermediação do Tribunal de Justiça.

São R$ 60 milhões no total, divididos em 60 parcelas de R$ 1 milhão. O depósito de R$ 1 milhão referente a outubro deveria cair dia 25 nas contas das famílias beneficiárias. Até sexta, 27, não tinha caído.

Foto: Divulgação

Caravana - O vice-presidente regional do PMDB no Piauí, João Henrique Sousa, reuniu, na sexta-feira e no sábado passados, delegados e presidentes do partido das regiões de Uruçuí e Água Branca, respectivamente. Em pauta, a discussão da tese da candidatura própria da sigla ao Governo do Estado em 2018. Na reunião em Uruçuí, além de lideranças do município, também participaram delegados do PMDB de Porto Alegre do Piauí, Landri Sales, Bertolínia, Antônio Almeida e Ribeiro Gonçalves. Já o encontro em Água Branca contou com a presença de lideranças locais do PMDB, entre elas o vice-prefeito Nem Motos e o presidente da Câmara Municipal, e dos municípios de Curralinhos, Palmeirais, Hugo Napoleão, Jardim do Mulato, Amarante, Angical, São Pedro, Passagem Franca, Miguel Leão e Lagoa do Piauí.

 

*Ainda não se sabe de quem foi a iniciativa, mas o governador e o vice-prefeito de Parnaíba já se encontraram.  

A reunião foi depois do rompimento do vice com o prefeito Mão Santa. O vice saiu atirando.

* O deputado João Madson (PMDB) pediu ao Governo do Estado, via Secretaria Segurança e Comando Geral da PM, reforço policial para o município de Água Branca.

* Por pouco, os ex-ministros João Henrique e Marcelo Castro, vice-presidente e presidente do PMDB no Piauí, não se encontram em Água Branca, no sábado. Um esteve na cidade à tarde o outro à noite, defendendo teses diferentes sobre a sucessão estadual.

Os mistérios da leitura

O escritor O.G. Rego de Carvalho, autor do clássico Rio Subterrâneo, visita a terra-berço, Oeiras, em 1998, em companhia da esposa, Divaneide Carvalho, depois de longos anos ausente. Muito assediado por onde passava. Amadeuzinho Reis, figura popular na cidade e tio do promotor de Justiça e agitador cultural Carlos Rubem, puxa conversa com o romancista, seu amigo de infância, na Pousada do Cônego:

Amadeuzinho: - Olhe, tem um livro seu que eu li, reli e não entendi nada.

O.G - E qual foi?

Amadeuzinho - Aquele "Mar Mediterrâneo"!...

 

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