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Supremo faz campanha para Bolsonaro

A campanha presidencial prometia chegar à sua reta final, no segundo turno, sem novidades. Mas eis que o Supremo Tribunal Federal, pelas vozes de seus ministros mais loquazes, decide entrar no jogo e fazer-se protagonista da cena politica.

O Supremo entrou no jogo quando viu seus ministros mais verborrágicos reagirem com furor e autoridade às abobalhadas declarações de um filho do líder nas pesquisas de intenção de voto, deputado federal Jair Bolsonaro (PSL).

Eduardo Bolsonaro, aquinhoado com o mandato de deputado federal por São Paulo com a maior votação do país, se meteu a fazer gracinhas com o Supremo e desagradou em cheio os melindrosos ministros da Suprema Corte, que o levaram a sério.

O deputado disse que, para fechar o Supremo, não é necessário nem um jipe, mas apenas um cabo e um soldado. Foi há quatro meses, em resposta a uma pergunta igualmente sem pé nem cabeça.

A resposta do deputado, gravada em vídeo, corre agora pelas redes sociais com a aura de um perigoso sinal de golpe à vista. Mas, como se diz no popular, não passa de um café requentado. E fraco!

Diante, porém, do mal-estar criado no STF, o candidato a presidente pelo PSL se viu forçado a desautorizar a fala de seu pimpolho. Bolsonaro  afirmou que repreendeu o filho pelo “absurdo” da declaração. O candidato disse também que o seu garoto até já se desculpou.

O coro dos descontentes

Muito bem! O barulho que o Supremo faz em cima da declaração do deputado Bobonaro, o filho, é algo inacreditável.

O decano Celso de Mello, inquietou-se dentro da toga e classificou a afirmação como "inconsequente e golpista".

O ministro Gilmar Mendes puxou o facão e disse que nem a ditadura conseguiu fechar o Supremo.

Já o novel ministro Alexandre de Moraes propôs a abertura de um processo contra o afoito parlamentar, para ele aprender a respeitar as caras.

Calou por quê?

Não faz muito tempo, o ex-presidente Lula afirmou que a Suprema Corte estava acovardada. O Supremo calou.

Não faz muito tempo também que o  deputado petista Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ, disse que o STF deve ser fechado. O Supremo calou.

Agora há pouco, também, o ex-ministro José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de cadeia, afirmou que o PT deve voltar ao poder para retirar os poderes do Supremo. O STF também calou.

Mas seus ministros vêm dar uma de valentes agora, com a declaração estapafúrdia e infantil de um filho de Bolsonaro, que já recebeu puxão de orelha do pai pelas besteiras que disse.

Com essa reação descabida, o Supremo acaba  fazendo campanha para Jair Bolsonaro, pois se há uma instituição hoje no país que não desfruta de largo prestígio popular, essa instituição é o Supremo.

 

Os aloprados de Bolsonaro

No quente do primeiro turno da campanha eleitoral, o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB), andou se metendo em várias polêmicas que em nada ajudaram o candidato a presidente.

Em uma delas, defendeu o fim do 13º salário e do abono férias. Do leito do hospital, onde se recuperava de um atentado a faca, Bolsonaro se viu obrigando a desautorizar a fala de seu vice, lembrando que o pagamento do 13º salário e do abono de férias está assegurado na Constituição.

Mais um

Agora, na última semana da campanha do segundo turno, é um dos filhos do candidato do PSL, Eduardo Bolsonaro, aquinhoado com o mandato de deputado federal por São Paulo com estrondosa votação, que se mete a fazer gracinhas com o Supremo Tribunal Federal.

O deputado disse, em vídeo que corre pelas redes sociais, que, para fechar o Supremo, não é necessário nem um jipe, mas apenas um cabo e um soldado.

Eduardo Bolsonaro joga mais lenha na fogueira em um momento em que seu pai se esforça para passar ao Brasil e às instituições a imagem de um político que tem equilíbrio para enfrentar as adversidades e maturidade para dialogar com o país, após o embate eleitoral.

A declaração do deputado é disparada também em um instante em que o PT tenta colar no candidato do PSL a acusação de ter sido beneficiário de um esquema de fake news (notícias falsas ), via WathsApp, espalhadas por empresas de mídia digital supostamente contratadas por empresários simpáticos a Bolsonaro, o que seria ilegal.

Puxão de orelha

Novamente, diante do mal-estar criado no STF e em outras instituições, o candidato a presidente pelo PSL se viu forçado a desautorizar a fala de seu pimpolho.

Ele afirmou ontem, em entrevista ao SBT, que repreendeu o filho pelo “absurdo” da declaração gravada em um vídeo em que o deputado eleito fala na possibilidade de fechar o Supremo.

 “Eu já adverti o garoto, o meu filho, a responsabilidade é dele. Ele já se desculpou. Isso aconteceu há quatro meses, ele aceitou responder uma pergunta que não tinha nem pé nem cabeça, e resolveu levar para o lado desse absurdo”, desculpou-se Bolsonaro.

Com esse tipo de aliado e de cabo eleitoral, o Bolsonaro nem precisa de adversário.

O voto do Não!

Foto: Reprodução/Veja

 

Um voto de rejeição. É o que o Brasil terá no próximo domingo, dia 28, no segundo turno da eleição presidencial. Pelo menos é o que indica uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, publicada no final de semana pela revista Veja, em sua edição on line, e outros veículos de comunicação.

O levantamento aponta que, mais do que as propostas que os candidatos Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL) apresentaram durante a campanha, a rejeição ao Partido dos Trabalhadores ou ao capitão explicam boa parte das intenções de voto que ambos têm neste segundo turno.

Entre os eleitores de Bolsonaro, o desejo de renovação, porque ele nunca foi presidente, e a simples rejeição ao Partido dos Trabalhadores somam 55% das menções de motivos que os fazem escolher o candidato do PSL. 

As propostas para a segurança, principal bandeira do candidato, representam 17% das respostas dos entrevistados

Na sequência, os eleitores de Bolsonaro disseram escolher o candidato pela “imagem e valores pessoais” (13%), “melhores propostas/plano de governo” (12%) e “combate à corrupção/impunidade” (10%). “Experiência e capacidade de governar” e as propostas para saúde e educação representam 5% das menções cada.

No caso do petista Fernando Haddad, a rejeição a Bolsonaro é o principal motivo citado por quem escolhe o candidato do PT (20%), seguido por “melhores propostas/plano de governo” (15%).

A identificação com as ideologias do partido foi citada por 13%. Os quesitos “experiência e capacidade para governar” e “por causa do Lula” somaram 11% das respostas, cada.

Os eleitores de Haddad também afirmaram escolher o petista pela “imagem e valores pessoais” (7%), porque ele “pensa na população mais pobre” ou por suas “propostas para a educação”, que empatam com 6% das menções.

A rejeição

Na mesma pesquisa do instituto, Bolsonaro tem 59% das intenções de voto para presidente, contra 41% de Haddad. Os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro, de 2 pontos porcentuais. Bolsonaro, que aparecia com 58%, oscilou para cima. Haddad, que tinha 42%, para baixo.

Os números dizem respeito aos votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos. Em relação ao total de votos, Bolsonaro passou de 49% para 50% e Haddad, de 36% para 35%.

Ao medir a rejeição, a maioria dos entrevistados (54%) afirmou que não votaria de jeito nenhum no candidato do PT, enquanto 41% responderam Bolsonaro.

Na pesquisa, os eleitores podiam apresentar mais de um motivo para sua intenção de voto, por isso a soma é sempre superior a 100%.

A pesquisa Datafolha ouviu 9.137 eleitores, entre os dias 17 e 18 de outubro, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O número de registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-07528/2018. (Com informações de veja.abril.com.br)

 

A 'cristianização' de Fernando Haddad

Fotos: CPDOC/FGV

Pedestres sobre o Viaduto do Chá, no Centro de São Paulo, passam ao lado de outdoor de Cristiano Machado

 

Na sucessão presidencial de 1950, os três partidos que dominavam a cena política brasileira – UDN, PSD e PTB – estavam diante de uma encruzilhada: Getúlio Vargas, derrubado do poder em 1945, seria ou não candidato?

O ex-presidente, apesar de autoexilado em sua fazenda, no Rio Grande do Sul, gozava de ampla popularidade em todo o país. E fazia suspense quanto ao seu futuro político, o que aumentava o interesse do eleitor em torno de seu nome.

Estava, então, criado o impasse: Getúlio demorava a se decidir e os partidos tinham pressa.

A UDN largou na frente, outra vez com o brigadeiro Eduardo Gomes, derrotado nas eleições de 45.

O PSD, seu tradicional adversário, para não ficar na poeira, lançou em seguida o seu candidato, Cristiano Machado, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-deputado federal.

A três meses da eleição, no entanto, Getúlio se lança candidato a presidente, pelo PTB.

Matreiro, certamente ele aguardava saber primeiro quem seriam seus adversários.

O PTB de Getúlio Vargas tinha sua base eleitoral nos sindicatos e o nome do ex-presidente era muito forte.

Cristiano Machado, candidato a presisidente em 1950

 

Sem muita dificuldade, as principais lideranças políticas de então perceberam que dificilmente ele perderia aquela eleição.

Não demorou e os principais líderes do PSD resolveram abandonar seu candidato, Cristiano Machado, que não desfrutava de popularidade nem tinha expressão nacional. Em resumo, não tinha luz própria.

Oficialmente, as raposas do PSD reconheciam a candidatura do partido, mas, extraoficialmente, apoiavam Getúlio. Por debaixo do pano,  trabalhavam para sua eleição, fazendo questão de que ele soubesse disso.

É que essas velhas raposas estavam de olho grande na futura recompensa política, com participação no novo governo, depois da vitória.

Desde então, na política brasileira, sempre que uma legenda partidária ou os aliados abandonam sua candidatura oficial e migram, discretamente, para outro candidato com maiores chances de vitória, afirma-se que o partido "cristianizou" o seu candidato, como o PSD fez com Cristiano Machado.

A história se repete

O cenário eleitoral brasileiro deste ano mostra, claramente, que muitos elementos daquele quadro sucessório de 1950 estão presentes agora.

No primeiro turno, o PMDB, o maior partido do Brasil, deu as costas para seu candidato, Henrique Meireles, e o PSDB fez a mesma coisa com o seu presidenciável, Geraldo Alckmin.

Agora, no segundo turno, o candidato do PT, Fernando Haddad, está sendo abandonado à própria sorte por muitos dos seus, ou seja, está sendo “cristianizado”, pois o nome quente da vez é o do candidato do PSL, deputado Jair Bolsonaro.

 

A paixão política nas eleições

Imagem: Reprodução

Cartaz de campanha do brigadeiro

 

Conta o senador Helvídio Nunes, em seu livro “Tempo de Política”, lançado em 1996, e que tive o privilégio de editar, que, com a queda do regime ditatorial de Getúlio Vargas, em 1945, marcaram-se eleições presidenciais para o final daquele ano.

Daí sugiram dois partidos nacionais que, durante quase 20 anos, empolgaram a vida política do país: a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD).

O candidato da UDN, brigadeiro Eduardo Gomes, tinha tudo para vencer o candidato do PSD, general Eurico Gaspar Dutra, ex-ministro da Guerra (Exército) no governo de Getúlio. Era da oposição, posudo e falava bem. Dutra era feio, tímido e tinha problema de pronúncia das palavras.

Então, mal começou a campanha, o brigadeiro largou como um candidato popular. As multidões, com intensa vibração cívica, enchiam as praças públicas, nos comícios do candidato da UDN, que incorporou os sentimentos de protesto, de mudança e de esperança.

A apuração

Realizadas as eleições, em clima de festa, eis que as urnas começam a falar. E disseram, durante longa e demorada apuração, que a cada dia aumentava o número de votos a favor do general Dutra.

Na pequenina cidade de Jaicós, perdida nos sertões do Piauí, ali na região de Picos, aconteceu naquela campanha de 1945 algo curioso, digno de registro, pela espontaneidade do comentário, fruto da paixão política.

Dona Guiomar Coutinho, dona de uma das pensões existentes na cidade, era udenista roxa. No dia da movimentada feira local, ela recebeu também a visita de vários viajantes comerciais, sempre agitados e conversadores.

Na hora do almoço, casa cheia, os hóspedes de dona Guiomar sentados à mesa das refeições, um deles, amigo das novidades e da dona da pensão, mas que conhecia o irrequieto e indomável espírito udenista dela, prepara a provocação.

Lá pelas tantas, solta esta:

- “Eita, não é que o brigadeiro perdeu mesmo a eleição! A maioria do Dutra já passa dos 400 mil votos”.

Dona Guiomar interrompeu o corre-corre da cozinha para a sala das refeições, virou-se para o autor do inoportuno comentário, colocou as mãos na cintura e, com ar de supremo desafio e inabalável segurança, encarou o provocador:

- Espere! Já contaram os votos das urnas de Jaicós?

A resposta foi negativa.

Eduardo Gomes, o brigadeiro, herói nacional, venceu no Piauí e em Jaicós, mas no país perdeu a eleição para o marechal Dutra.

Ontem e hoje

Lembrei-me desse episódio a propósito do esforço do governador Wellington Dias para ajudar o candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, a vencer o segundo turno no Piauí.

Não será difícil isso acontecer, mas, como dona Guiomar, em 45, o governador verá em 2018 o seu candidato vencendo no Piauí, mas perdendo feio no país a eleição para o capitão Bolsonaro. 

Na campanha de Haddad, Wellington foge das pressões

Foto: Divulgação

Governador pede empenho de lideranças no 2º turno

 

As eleições estaduais ocorreram há quase duas semanas e nelas o governador Wellington Dias conseguiu o seu quarto mandato para o Palácio de Karnak, mas ele ainda não saiu do palanque.

Já no dia seguinte à proclamação do resultado das eleições, ele viajou a São Paulo para participar de reunião com o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, e a coordenação da campanha presidencial petista.

O encontro em São Paulo foi para avaliar a campanha e traçar as metas do segundo turno. De lá para cá, o governador não parou mais.

Esta semana, Wellington Dias se reuniu com os principais líderes da coligação vitoriosa no Piauí, incluindo lideranças municipais, para conclamá-los a arregaçar as mangas pelo candidato do PT no segundo turno.

Neste final de semana, o governador vai acompanhar o candidato petista durante visita que ele fará ao município de Picos, em campanha eleitoral.

Virada impossível

O governador sabe que, a estas alturas, é praticamente impossível a virada. Mas ele não quer fazer feio. Haddad teve no Piauí a sua melhor votação proporcional, no primeiro turno, com 63% dos votos. Wellington não pretende passar esse troféu para ninguém.

Como ele é também o “índio mais sabido do Brasil”, nas palavras do ex-presidente Lula, claro que não está preocupado apenas com o segundo turno da eleição presidencial.

Ao se dedicar à campanha de Haddad de corpo e alma, o governador se afasta das pressões próprias do encerramento das campanhas eleitorais. Também se mantém distante da discussão sobre a sucessão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, já precipitada.

Com uma bancada de 26 deputados na próxima legislatura, ele é o maior eleitor na Casa. Os que estão querendo a presidência da Assembleia são da base aliada e ele certamente não vai procurar alimentar divisões no seu esquema.

Com sua dedicação em tempo integral à campanha de Fernando Haddad, o governador se livra, ainda, das pressões para a composição do novo secretariado.

Já tem muita gente por aí que conseguiu mandato eletivo no palanque do governo se achando dono de secretarias na futura gestão.

É Wellington Dias sendo outra vez Wellington Dias.

 

 

Foto: Divulgação

Bolsonaro recebe a adesão de Elmano

O Veín chegou lá!

O candidato do PSL a presidente da República, deputado federal jair Bolsonaro, recebeu ontem as adesões de dois candidatos a governador do Piauí: deputado Dr. Pessoa (SDD) e senador Elmano Férrer (Podemos). Este foi recebido pelo próprio candidato, com direito a gravação de vídeo e promessa de apoio aos projetos do Piauí.

Antes, o deputado Luciano Nunes, candidato a governador pelo PSDB, já havia largado na frente e declarado voto em Bolsonaro no segundo turno.

Saúde em 4 rodas

Dezesseis municípios do Piauí vão receber hoje veículos para o transporte de profissionais e pacientes da atenção básica.

Os veículos, vans e pick-ups, foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado federal Júlio César (PSD).

A solenidade de entrega dos veículos acontece a partir das 11 horas, no Palácio de Karnak, com a presença do governador Wellington Dias e do secretário de Saúde, Florentino Neto.

Construção civil

Com o objetivo de apresentar a nova metodologia do BIM (Building Information Modeling), software que ajuda a otimizar tempo nas obras e evita erros em projetos na construção civil, o Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Teresina (Sinduscon) realiza no próximo dia 22 o Workshop Disseminação do BIM.

O encontro contará com a participação do arquiteto coordenador da Academia BIM do Sinduscon-SP e consultor BIM da CBIC, Rogério Suzuki, e acontecerá na Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi), a partir das 14h.

Foto: Divulgação/TRT

Eleição no TRT-PI - O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região –TRT/PI elegeu, por unanimidade, a desembargadora Liana Chaib para presidir a corte, no biênio 2019/2020. O desembargador Wellington Jim Boavista foi eleito vice-presidente e corregedor-regional. A posse da nova direção ocorrerá em sessão solene no dia 30 de novembro. O presidente do TRT/PI, desembargador Giorgi Alan Machado Araújo, desejou sucesso à nova gestão, “que terá grandes desafios, mas tanto a desembargadora Liana Chaib quanto o desembargador Wellington Jim tem experiência administrativa e certamente farão uma grande gestão”, destacou.

 

 

* O deputado Dr. Pessoa (SDD) andava mordido da porca. Espalharam que ele estava desistindo da política, depois de perder a eleição para o governo.

* O parlamentar afirmou que se tratava de um ‘fake news’ perverso, pois ele está mais dentro da política do que nunca.

* A Prefeitura de Teresina está formatando uma PPP para repassar à iniciativa privada a exploração do serviço de estacionamento no Centro d cidade.

*A Equatorial Energia assumiu ontem o comando d Cepisa anunciando um investimento de R$ 720 milhões para melhorar os serviços da empresa.

 

 

A causa perdida

Jacinto Teles Coutinho processa o jornalista Arimatéia Azevedo, que o criticou por exibir fotos de treinamentos. Chega o dia da audiência (16.10), no Juizado Especial da Ufpi. A juíza leiga chama as partes. Na hora, só comparece o jornalista e seu advogado, Gabriel Furtado. Passado o prazo de tolerância, sem que a outra parte tenha justificado a ausência, a juíza extingue o processo, sem resolução do mérito. Na saída, Arimatéia vê Jacinto sentado na recepção e grita: 
-“Ei, doido, tu perdeste a causa!”

E Jacinto, meio sem entender:

-“Não, eu estou aqui”. 

Arimatéia, sarcástico, apontando para a sala da audiência e já entrando no carro para sair:

- "Mas era ali".

 

Corpo mole ameaça Haddad no Nordeste

Reprodução

No Ceará, Cid Gomes bate boca com petistas

 

Um vídeo ganhou as redes sociais de segunda-feira para cá. É uma gravação de um apelo do ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), ex-ministro da Educação do governo Dilma, e senador eleito, para que o PT faça uma autocrítica, neste segundo turno.

Conforme o ex-governador, sem uma mea-culpa e sem um pedido público de desculpa, o candidato do partido, Fernando Haddad, não ganhará a eleição.

O apelo do senador eleito, irmão do ex-ministro Ciro Gomes, candidato derrotado do PDT à presidência da República, foi feito durante um evento do PT organizado pelo governador do Ceará, Camilo Santana.

No mesmo instante, os petistas reagiram à proposta de Cid Gomes, que encerrou o seu discurso debaixo de vaia. Ele reagiu chamando os petistas de babacas.

O bate-boca entre o senador e a militância petista pode significar para o candidato Fernando Haddad o estouro da boiada, no Nordeste, a única região que lhe deu vitória no primeiro turno.

Na região, já são muitos os aliados do candidato do PT que não acreditam em sua vitória. Ainda estão com ele porque não têm para onde ir. 

Mas podem, perfeitamente, cruzar os braços, dificultando ainda mais a reação de Haddad, que está a 20 pontos do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, nas pesquisas de intenção de voto.

Muitos já estão fazendo corpo mole. Nessa perspectiva, fica difícil o candidato do PT virar o jogo e muito fácil ele não repetir a votação que recebeu no primeiro turno.

 

 

Foto: Agência Senado

Senador Manoel Dias

Senado

Um tio do senador eleito Marcelo Castro (MDB) já ocupou uma cadeira no Senado. Trata-se de Manoel Dias, nascido em São Raimundo Nonato, em 1914, e falecido em Fortaleza, em 1999.

Ele foi jornalista, industrial e político.

Militância

Filho de  José Dias (mais conhecido como Coronel José Dias, que hoje dá nome a um dos municípios da região de São Raimundo Nonato) e de Ana da Silva Dias (mãe Dié), Manoel Dias foi prefeito de sua cidade natal, deputado estadual e senador.

Foi casado com Maria Ester de Castro Dias, com quem teve 12 filhos, dentre eles o ex-deputado Batista Dias (dois mandatos), o arquiteto e empresário Raimundo Dias, o engenheiro e acadêmico Cid de Castro Dias e o empresário Nelito Dias.

Suplência 

Manoel Dias chegou ao Senado em 1965. Ele era suplente do senador Jose Cândido Ferraz, que se licenciou para tratamento de saúde.

Em sua breve passagem pelo Senado, aprersentou requerimento para a criação de uma Universidade Federal em Teresina, tendo defendido sua proposta em pronunciamento proferido em 13 de agosto de 1965.

Outro tio de Marcelo Castro, o médico Waldir Dias, também de São Raimundo, foi suplente do senador Alberto Silva em seu primeiro mandato (1979-1987).

No muro

O prefeito Firmino Filho anunciou ontem que, por não se sentir representando por nenhum dos candidatos finalistas na disputa pela presidência da República, ficará neutro no segundo turno.

Ou seja, manterá a posição do primeiro turno, já que não fez campanha para o candidato de seu partido, o tucano Geraldo Alckmin.

 

 

 

* O vereador Neto do Angelim está arrumando as malas para trocar o PSDC pelo PR do deputado Fábio Xavier.

* Outros vereadores da capital estão na mesma situação. Eles se elegeram por partidos que serão se fundirão a outras legendas para sobreviver.

* O presidente d Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), já foi apresentar seu filho Marco Aurélio Sampaio em Brasília.

* Ele começou pelas visitas com os que cuidam da construção da BR-222, no trecho que corta o Piauí, via Batalha e Esperantina, em direção ao Maranhão.

 

 

Transfusão 

Da senadora Regina Sousa (PT), ao criticar ontem, da tribuna do Senado, a mudança na logomarca da campanha do candidato Fernando Haddad:

- Não concordo que devia ter mudado a cor. Para mim, é vermelho. Quem for muito contra o vermelho faça uma transfusão de sangue azul.

 

A maior 'fake news' da campanha

A confiança é uma via de mão dupla, um pacto de honra – expresso ou tácito. Esse pacto existe, por exemplo, em relação à urna eletrônica. Mesmo com muitas críticas ao sistema brasileiro de captação e apuração de voto, a Justiça Eleitoral pede que o eleitor – e também os candidatos e os partidos políticos – acreditem nela, na urna eletrônica.

E assim todos – ou quase todos – vão às urnas confiantes nesse sistema, invenção genuinamente brasileira e também única no mundo. Os demais países, mesmos os mais desenvolvidos, e supostamente mais civilizados, ainda votam na cédula de papel.

Até aqui, nos 28 anos de experiência da urna eletrônica, está demonstrada e comprovada a sua eficácia, a sua rapidez e a sua segurança.

Prestação de contas

Outro pacto que existe entre o eleitor, os partidos e a Justiça Eleitoral se relaciona com a prestação de contas dos candidatos.

Os candidatos apresentam seus balancetes informando que gastaram tanto em suas campanhas, a Justiça Eleitoral examina os números, bate o carimbo, assina e aprova essas prestações de contas.

Como existe um pacto de confiança, depois de aprovados esses processos vão para o arquivo morto. Um outro não passa no crivo da Justiça Eleitoral. Mas por questões meramente formais, não pela quantidade de recursos declarados como gastos na campanha.

Nestas eleições, particularmente, a Justiça Eleitoral deu em cima das fake news, as notícias falsas espalhadas a torto e a direito durante a campanha política.

Pediu que os eleitores colaborassem na fiscalização, denunciando as notícias falsas. Muitos atenderam apelo.

Encerro indagando: existe algo mais fake news, mais falso, do que prestação de conta de candidato?

 

 

Desastre

O deputado federal reeleito Átila Lira (PSB) avaliou ontem que o desempenho das oposições, na campanha eleitoral deste ano, no Piauí, foi simplesmente desastroso.

Segundo eles, dos 224 prefeitos, apenas oito votaram em candidatos da oposição ao governo, sendo quatro no Dr. Pessoa (SDD) e quatro no deputado Luciano Nunes (PSDB).

Começo do fim

Átila acredita que o governo Wellington Dias, apesar da vitória, se agigantou demais e caminha para uma entropia, ou seja, para uma audodestruição.

É, pode ser, mas antes ele acabou com a oposição.

Fusão

O presidente do PTC do Piauí, deputado reeleito Evaldo Gomes, disse ontem que está tudo alinhavado para a fusão de seu partido com o Patriota.

As convenções que decidirão a fusão das duas siglas serão realizadas em outubro.

É o caminho que elas tomarão para saltar a cláusula de barreira.

As 'sobras'

Do deputado federal Marcelo Castro, senador eleito pelo MDB, sobre o comentário irônico do humorista João Cláudio Moreno de que se o governo tivesse botado mais uma forcinha teria feito os 10 deputados federais do Piauí, na eleição passada:

- A base do governo não fez dez deputados por causa da minha lei que permitiu que o partido ou coligação que não fizesse o quociente eleitoral participasse da "sobra".

 

 

* O deputado Hélio Isaías (PP) também está sonhando acordado com a presidência da Assembleia Legislativa.

* O deputado Átila Lira (PSB) sinalizou que seu voto no segundo turno é para o petista Fernando Haddad, que tem mais a ver com o seu partido.

* Conhecendo ele como eu conheço, arrisco, sem medo de errar: a partir do dia 29, ele será eleitor de Bolsonaro no Congresso. É o que importa.

* No próximo mandato, se quiser ter oposição, o governador Wellington Dias terá que ele mesmo fazer esse papel.

 

 

Quem te viu, quem te vê!

O PFL também teve os seus áureos tempos de PT, isto é, mandou à vontade. O governador Freitas Neto foi inaugurar obras no interior e, depois das inaugurações, reuniu-se com lideranças do partido para umas doses de uísque, que ninguém é de ferro. Lá pelas tantas, o governador perguntou aos presentes:

- Qual é o maior partido do Piauí?

Um correligionário adiantou-se:

- Sem dúvida, é o PFL, o nosso Partido da Frente Liberal.

Um auxiliar do governador tomou a frente e, para a gargalhada de todos, sapecou:

- É, não! O maior partido do Piauí é o PFN, o Partido do Freitas Neto.

 

 

Cai a exigência do reconhecimento de firma

Reprodução/CNJ

 

O site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) traz uma informação da Agência Senado que vai mexer com o dia a dia de muita gente em todo o Brasil.

A notícia é sobre o fim da obrigatoriedade do reconhecimento de firma, dispensa de autenticação de cópias e não-exigência de determinados documentos pessoais para o cidadão que lidar com órgãos do governo.

Tudo isso está previsto e determinado na Lei 13.726, de 2018, sancionada pelo presidente Michel Temer e publicada no Diário Oficial da União de terça-feira passada (dia 9).

Selo

O texto também prevê a criação do selo de desburocratização na administração pública e premiação para órgãos que simplificarem o funcionamento e melhorarem o atendimento a usuários.

Pela nova lei, órgãos públicos de todas as esferas não poderão mais exigir do cidadão o reconhecimento de firma, autenticação de cópia de documento, apresentação de certidão de nascimento, título de eleitor (exceto para votar ou registrar candidatura) e autorização com firma reconhecida para viagem de menor se os pais estiverem presentes no embarque.

O que fazer

Para a dispensa de reconhecimento de firma, o servidor deverá comparar a assinatura do cidadão com a firma que consta no documento de identidade.

Para a dispensa de autenticação de cópia de documento, haverá apenas a comparação entre original e cópia, podendo o funcionário atestar a autenticidade.

Já a apresentação da certidão de nascimento poderá ser substituída por cédula de identidade, título de eleitor, identidade expedida por conselho regional de fiscalização profissional, carteira de trabalho, certificado de prestação ou de isenção do serviço militar, passaporte ou identidade funcional expedida por órgão público.

Quando não for possível fazer a comprovação de regularidade da documentação, o cidadão poderá firmar declaração escrita atestando a veracidade das informações.

Em caso de declaração falsa, haverá sanções administrativas, civis e penais.

É uma boa notícia para todos os brasileiros que enfrentam as intermináveis e enervantes filas dos cartórios para serviços banais.

Agora é ficar de olho no cumprimento da lei, divulgada pelo CNJ.

Que a OAB, o Ministério Público, as entidades de classe e a própria imprensa fiquem atentas à sua execução.

 

 

Queimada

O deputado federal e senador eleito Marcelo Castro (MDB) tomou um baita prejuízo no final de semana.

O fogo invadiu e destruiu uma fazenda dele, no Sul do Piauí.

Por pouco ele não perde duas mil cabeças de gado.

Sucessão na Alepi

Já são três os nomes citados como candidatos à presidência da Assembleia na próxima legislativa: Themístocles Filho (MDB), Wilson Brandão (PP) e Francisco Limma (PT).

O grande eleitor será o governador Wellington Dias, que terá uma bancada de 26 deputados no próximo mandato.

Mudar pra quê?

A estas alturas, tirar o presidente da Assembleia Legislativa do cargo seria até um ato de covardia.

Se nada mudou no Piauí nas eleições passadas, por que iriam mudar o presidente da Assembleia, que fez tudo para que nada mudasse?

Pregão

O ex-presidente FHC avisou a quem interessar possa: não está vendendo a alma ao diabo.

Resta saber se o capeta estaria interessado na alma deste senhor. Para quê mesmo?

 

 

* Na Prefeitura de Teresina é dado como certo que o ex-prefeito Silvio Mendes não retorna ao comando da Fundação Municipal de Saúde.

* E também que o deputado Luciano Nunes (PSDB), que já presidiu a FMS, não voltará ao cargo depois que concluir seu mandato.

* Na próxima legislatura, a Assembleia volta desfalcada de quatro oposicionistas: Roberto Trios (DEM), Dr. Pessoa (SDD), Luciano Nunes (PSDB) e Rubem Martins (PSB).

* A nova oposição na Assembleia deve ser feita pelos deputados Marden Menezes (PSDB), Gustavo Neiva (PSB), Evaldo Gomes (PTC) e Teresa Brito (PV).

 

 

Modéstia

Do humorista João Cláudio Moreno, quando soube que o governo elegeu 8 dos 10 novos deputados federais do Piauí:

- Se o governador tivesse botado mais uma forcinha, dava pra ele ter feito os dez.

 

Bolsonaro é uma criação da esquerda

Tantas você fez, que ela cansou

Porque você, rapaz

Abusou da regra três

Onde menos vale mais...

 

Lembrei-me destes versos da canção de Toquinho e Vinícius a propósito do clima de esquizofrenia que domina a esquerda brasileira, ante a iminente vitória do deputado federal Jair Bolsonaro para a Presidência da República.

O candidato do PSL foi o mais votado no primeiro turno, com uma diferença de 16% sobre o segundo colocado, o candidato do PT, Fernando Haddad. E já larga com 58% na primeira pesquisa de intenção de voto do Datafolha para o segundo turno, contra 42% de Fernando Haddad.

Pois bem! Bolsonaro não é tudo que se diz dele. Mas é quase tudo. Está há 30 anos no Congresso Nacional, com contribuição zero para a vida política do país.

É um nepotista de carteirinha, com três filhos pendurados em mandatos eletivos conquistados à sombra de seu prestígio popular. Um deles acaba de se eleger senador pelo Rio de Janeiro.

Ele é ainda defensor de um país militarizado e excludente.

Mãe da criança

O que não se diz é que Bolsonaro, com seus muitos e conhecidos defeitos, é um produto da esquerda. Sim, o candidato do PSL é criação genuína da esquerda brasileira.

A oligarquia partidária petista, ambiciosa e egoísta, desesperada para manter seus núcleos de poder, para traficar prestígio e azeitar negócios, produziu Bolsonaro.

Há um ano, ele não passava de um parlamentar do baixo clero, que só aparecia quando se metia em polêmicas histéricas e estéreis.

Mas, aos poucos, ele foi caindo no gosto do eleitor inconformado e indignado com a bandalheira que assolava o país. Um eleitor desconfiado de tudo e de todos.

O ex-presidente Lula, o manda-chuva do PT, e os demais líderes das esquerdas, subestimaram os milhares de brasileiros contrários a eles. E ficaram prendendo a bola da sucessão indeterminadamente com uma candidatura fake, falsa, impossível, que era a dele, Lula, condenado, preso e enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Monstro das urnas

Em um dado momento, o candidato do PSL canalizou e catalisou todo o sentimento de revolta contra o PT, a esquerda e o sistema político como um todo. Disso resultou o Bolsonaro que aí está, com um pé no Palácio do Planalto.

A construção desse Bolsonaro, esse novo monstro das urnas, não foi, porém, uma tarefa única e exclusiva do PT. Trata-se de uma obra coletiva.

Os aliados do Partido dos Trabalhadores, e até partidos situados no outro lado da rua, como o PSDB e outras legendas do carcomido sistema político brasileiro, participaram ativamente da empreitada.

E, como nos versos de Toquinho e Vinícius, tantas fizeram, tanto abusaram, que o povo cansou... E foi em busca de outra alternativa, ainda que não seja a ideal nem a melhor. O eleitor tem o direito de errar. A esquerda não tem mais.

Então, agora não adianta mais chorar sobre o leite derramado. A vitória de Bolsonaro é irreversível, a não ser que um fato extraordinário mude, brusca e radicalmente, de uma hora para outra, a rota das urnas e o curso da história.

Todos os que aí estão gritando contra Bolsonaro estão simplesmente colhendo o que plantaram.

 

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