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Regina Sousa ganha força na reta final

O nome da senadora Regina Sousa cresceu nos últimos dias como opção para concorrer à segunda vaga ao Senado no palanque governista. Quando o governador Wellington Dias comunicou à vice-governadora Magarete Coelho que ela não seria mais sua companheira de chapa, a justificativa foi a de que haveria apenas uma vaga para cada partido nessa chapa.

Definidos, então, os dois primeiros candidatos, o governador e o senador Ciro Nogueira, concorrentes à reeleição, passou-se à definição dos outros dois nomes. O MDB fechou com o presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho, como candidato a vice.

A segunda vaga de senador passou a ser disputada pela própria Regina Sousa, o deputado federal Júlio César, presidente regional do DEM, e o cantor Frank Aguiar, pelo PRB.

Convergência

Na reta final da escolha, o nome da senadora é o que mais se fortalece. Ela tem não apenas o apoio incondicional do PT, mas também o de outros partidos da base.

Ao se despedir da candidatura a vice, Margarete Coelho deixou o recado público de que gostaria de ver a senadora Regina na chapa majoritária, representando as mulheres.

Através de várias lideranças, o MDB disse que não terá dificuldade em votar em Regina.

E o Progresistas, muito focado na reeleição de Ciro, avisa que não fará cavalo de batalha para que cada partido concorra com apenas um candidato, conforme o critério inicialmente estabelecido. Em outras palavras, marchará com Regina, se ela for a escolhida.

Sendo esta a posição dos maiores partidos da base, os demais dificilmente deixarão de acompanhar a procissão.

 

 

Produção cai

Saiu mais um dado sobre os efeitos da greve dos caminhoneiros: a produção industrial do país caiu 10,9% em maio, quando foi realizado o movimento.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado foi o pior desde dezembro de 2008, quando o indicador caiu 11,2%.

Com a queda, a indústria ficou em patamares próximos aos registrados no final de 2003.

Cadidatura solo

O cantor Frank Aguiar(PRB) acabará optando por uma candidatura solo, se insistir em levar adiante o seu sonho de chegar ao Senado.

O governo não dá sinais de que há espaço para ele em seu palanque. A oposição, por sua vez, já não vê mais o seu nome com a simpatia de antes.

Paralisação

Os médicos servidores públicos do município de Teresina farão hoje uma nova paralisação.

Segundo o Sindicato dos Médicos, o movimento é a última tentativa de conversa com o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Sílvio Mendes.

Haverá uma manifestação em frente à sede da FMS.

O que pedem

O Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí denuncia descaso com os profissionais de saúde nos hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS), ilegalidades cometidas contra os médicos da FMS, a sobrecarga de trabalho por falta de profissionais em quantidade suficiente para a alta demanda e a falta de segurança para os profissionais.

Meio expediente

Amanhã, no jogo do Brasil, o expediente nas repartições públicas não passa do meio dia.

Torcedor da Seleção é outra coisa!

Foto: Inamorato Reis

O sertão virou marEm Oeiras, Inamorato Reis fez esta foto no Centro da Velha Cap. “Coisas da natureza e da sensibilidade do fotógrafo”, comenta o agitador cultural Carlos Rubem, ao compartilhar a imagem do mar imaginário.

 

 

* A Câmara Municipal de Teresina encerra hoje o semestre legislativo com a entrega da medalha do “Mérito Legislativo” a diversas personalidades.

* A sessão será realizada às 19 horas, no plenário da Câmara, informa o seu presidente, vereador Jeová Alencar.

* O cientista político e professor Cleber de Deus foi nomeado membro técnico da Comissão de Combate à Corrupção e Impunidade da OAB-PI.

* O ato foi assinado ontem pelo presidente da seccional da Ordem, Chico Lucas.

 

 

A ponte

Em conversa informal com o vereador Dudu do PT, o presidente da Câmara Municipal de Teresina, Jeová Alencar (PSDB), disse que tem procurado superar os impasses com o tucano Firmino Filho e que o seu objetivo agora é construir uma ponte entre o prefeito e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB). O petista não acredita muito nesse projeto:

- Só se for a ponte do rio que cai!

MDB não aceita mudança no jogo

O aceno do governador Wellington Dias, para que o MDB indique o seu presidente regional, deputado federal Marcelo Castro, como candidato à segunda vaga de senador, na chapa governista, não encontrou boa acolhia dentro do partido aliado. Pelo contrário.

O deputado João Mádison, ex-líder do MDB na Assembleia Legislativa, refutou a ideia. Segundo ele, o seu partido não tem interesse algum em concorrer ao Senado nas próximas eleições, mas em tornar o presidente da Assembleia, deputado Themístocles Filho, como candidato a vice-governador.

João Mádison avisou que qualquer outra alternativa será inapelavelmente derrubada na convenção do partido, pois o acerto de todos é para indicar o candidato a vice.

O deputado Marcelo Castro também já se manifestou publicamente lembrando que o MDB só fez dois pleitos ao governador para selar a aliança: a formação do chamado chapão para as eleições proporcionais e a indicação do vice-governador.

Wellington Dias, por sua vez, vem dizendo a aliados que a questão do vice ainda está em aberto, aumentando o estresse do MDB.

 

 

Indireta

O cantor Frank Aguiar, pré-candidato a senador pelo PRB, avalia que pode vencer o governador Wellington Dias pelo cansaço.

Todo dia ele dá um jeito de avisar que se não for candidato no palanque governista buscará a sua eleição no palanque oposicionista.

Página virada

O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, tem foco apenas em sua reeleição.

Ele disse que o seu partido já cumpriu a sua parte para a montagem da chapa majoritária.

O fechamento dela está nas mãos do governador.

Afastamento

Pela lei eleitoral, os comunicadores que serão candidatos às eleições deste ano já devem estar fora do ar.

Desde 30 de junho, é vedado às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição de multa e de cancelamento do registro da candidatura do beneficiário.

Protesto

Do ex-senador Freitas Neto, sobre o artigo que escrevi na segunda-feira acerca da inutilidade do protesto do eleitor através do voto em branco, nulo ou abstenção:

- O que precisa é o eleitor observar. Evitar os ruins conhecidos e os que posam de bonzinhos oferecendo, na campanha, o que não vão poder entregar depois de eleitos.

Fracasso

Já o cientista político Cleber de Deus, professor da UFPI, traz questionamentos sobre o caso:

- A insatisfação dessa maneira é também um sinal de que a política no país fracassou. O eleitor por essa via expressa um não ao modelo que vigora. Não obstante, é seu principal mantenedor.

Menos ruim

Ele continua: “Escolher o menos pior? Um péssimo critério. E por que baixa participação e sinônimo de debilidade da democracia?

Sei que tal coisa (brancos , nulos e abstenção) é conhecida nos manuais de ciência política como “alienação eleitoral”. Mas, votar em lideranças políticas que não têm caráter é legítimo, fortalecedor da democracia?”

Foto: Divulgação: PT no Parlamento

E ela! - O PT está certo de que o governador Wellington Dias deu aval à candidatura da senadora Regina Sousa à reeleição, no evento que o partido realizou em Teresina, no final de semana, para o pré-lançamento da candidatura do ex-presidente Lula ao Planalto.

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* O prefeito Firmino Filho integrou-se à campanha do deputado Luciano Nunes (PSDB) ao governo e já viaja com ele pelo interior do Estado.

* O PSTU do Piauí apresenta amanhã, em evento na Santa Maria da Codipi, em Teresina a candidata do partido à presidência da República, a operária Vera Lúcia.

* O deputado Evaldo Gomes (PTC) se solidarizou com a família da empresária Tânia Alves Ribeiro do Nascimento, morta em Teresina numa tentativa de assalto.

* Os deputados Rubem Martins e Gustavo Neiva, ambos do PSB, demonstraram preocupação com a falta de transporte escolar no interior do Piauí.

 

 

Bombeiro

O governador Wellington Dias encontrou-se casualmente ontem com o deputado João Mádison (MDB), em evento organizado pelo senador Ciro Nogueira, na APPM, e procurou dar uma de bombeiro, diante das escaramuças entre o parlamentar e o presidente do PT, deputado Assis Carvalho:

Governador – Vamos baixar mais a temperatura.

Deputado – Pois fale com o presidente de seu partido.

O que é isso, companheiro?

Foto: Cidadeveerde.com

Deputado Assis Carvalho, presidente do PT/PI

 

O presidente regional do PT, deputado federal Assis Carvalho, entrou de sola no presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, o nome indicado pelo MDB para compor a chapa majoritária do governo, concorrendo como vice do governador Wellington Dias.

Para Assis Carvalho, Themístocles não serve para ser o companheiro de chapa de Wellington Dias, pois é um inimigo declarado do PT em todos os municípios do Norte do Piauí, a partir de Esperantina, a terra natal do emedebista.

O presidente do Partido dos Trabalhadores sugere que o MDB indique outros nomes para a vaga de vice e cita os do deputado federal Marcelo Castro e o do deputado estadual Severo Eulálio.

Intromissão

É natural que o presidente regional do PT tenha as suas preferências. Ele não tem é o direito de sair vetando nomes dos partidos aliados. Se cabe aos aliados posição na chapa majoritária, eles é que têm a responsabilidade de indicar os nomes. Essa tarefa não é do deputado Assis Carvalho.

Também chega a ser curiosa essa explosão de sinceridade do presidente do PT justo no exato momento de definição da chapa majoritária governista. Não é de hoje que se fala no nome do deputado Themístocles como companheiro de chapa do governador. Essa conversa começou desde que o MDB aderiu ao governo, ainda no ano passado.

Bônus e ônus

Durante esse período, o MDB recebeu o bônus e também arcou com o ônus de ser governo.  Nessa condição, pagou o preço da aprovação de projetos impopulares do governo na Assembleia, como os aumentos seguidos de impostos e de empréstimos.

Sempre que tem oportunidade, o governador ressalta o apoio que recebeu na Assembleia para aprovação de seus projetos. O deputado Assis Carvalho é que, pelo visto, acha que os parlamentares governistas não fizeram mais do que a obrigação deles ao aprovar as matérias do governo.

Como não é a reeleição de Assis Carvalho que está em jogo, mas sim a do governador, ele fica particularmente à vontade para semear a discórdia na base aliada, seja se rebelando contra o nome de Themístocles, seja repelindo a proposta do chapão para a eleição proporcional.

Eleitor faz a coisa certa, mas de modo errado

Foto: Divulgação/TSE

 

No segundo turno da eleição suplementar para governador do Tocantins, realizada no último dia 24, quase 52% dos eleitores votaram branco e nulo ou não foram às urnas. O momento é de reflexão sobre o caso.

Por um lado, se diz que o alto percentual de abstenção, brancos e nulos na eleição no Tocantins serve de alerta para a disputa presidencial.

Por outro, se diz que o desinteresse do eleitor pelo seu próprio voto decorre do desencanto dele com a classe política. E diz-se, também, que o eleitor rejeita os políticos que aí estão.

Vamos a outros aspectos: em primeiro lugar, voto nulo e abstenção não cancela a eleição, como muita gente imagina; em segundo lugar, a demonização da política é uma atitude danosa ao processo democrático. A política é imprescindível. Seja ruim ou bom, tudo passa por ela.

É muito fácil dizer que político não presta, que todo político é corrupto. E dá-se exatamente o contrário. Os bons políticos formam a maioria.

Protesto

O eleitor que deixa de votar acredita que está protestando contra os políticos ruins. É um engano. Mais que isso: é um erro. Um erro tolo e grave. No caso, o eleitor faz a coisa certa do jeito errado.

O protesto deve ser diferente. Se os nomes que aí estão não correspondem à sua expectativa, se o eleitor não se sente representado por eles, que busque outros.

A eleição de dois em dois anos é para que o eleitor tenha a oportunidade de mudar, se não aprova o desempenho dos que receberam seu voto, e não para que fique votando sempre nos mesmos.

Buscar novas opções e protestar contra um cenário desencantador é normal e até necessário ao processo democrático. O que o eleitor não pode é desperdiçar a oportunidade de votar. Ou seja, a melhor forma de o eleitor protestar contra o sistema é comparecer às urnas e votar naqueles candidatos que ele entende que são os melhores.

O joio e o trigo

É difícil separar o joio do trigo? É. Por isso mesmo, o processo político e eleitoral deve ser encarado com interesse, racionalidade e seriedade.

Não é tão difícil acompanhar a vida pregressa dos candidatos. Basta que o eleitor se muna, em primeiro lugar, de interesse.

Não votar é simplesmente abrir mão de um direito e deixar que outros decidam por você. E isso é tudo o que os corruptos querem.

Não adianta, depois, chorar sobre o leite derramado. Votar – e votar certo – é o melhor remédio para acabar com político ruim e para protestar contra a corrupção.

 

Wellington Dias limpa a área

Imagem: Cidadeverde.com

Governador Wellington Dias

 

O governador Wellington Dias avança em seu projeto de engenharia política para as eleições de 2018. Ele começou a limpar a área para montar a chapa majoritária.

Primeiro, manteve no banco de reservas o PTB, que andou sonhando em indicar a deputada Janaína Marques para a vaga de candidato a vice. O governador deixou claro que o partido só tinha cacife para bancar tal reivindicação se o nome indicado fosse o do ex-senador João Vicente Claudino. Este, por sua vez, preferiu manter a distância regulamentar do governo.

Margarete sobra

No lance seguinte, Wellington Dias tirou de campo o Progressistas, hoje o seu principal e mais importante aliado. A vice-governadora Margarete Coelho foi comunicada que não havia espaço para ela ser candidata à reeleição.

O argumento usado, segundo ela, foi o de que cada partido só teria direito a indicar um candidato na chapa majoritária. O Progressistas fez a opção, naturalmente, pelo nome de seu presidente nacional, senador Ciro Nogueira, candidato à reeleição.

Banho-maria

Era de se esperar que, na jogada seguinte, Wellington confirmasse a vaga de vice para o MDB, que a reivindica desde que entrou no governo. O governador, porém, está cozinhando o galo. E em fogo brando.

Ele não veta o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, como seu companheiro de chapa, mas não move uma palha para sacramentá-lo.

Pelo contrário, agora o governador dá uma bicuda na bola, ao chamar para o centro do campo o presidente regional do MDB, deputado federal Marcelo Castro, incluindo o nome dele na relação dos pré-candidatos a senador. Se essa ideia vingar, o MDB perde a vaga de vice.

Carta na manga

Essa movimentação do governador dá a entender que ele tem outro nome na cartola para a vice, mas o mantém a sete chaves. Há quem enxergue, no entanto, a senadora Regina Sousa como a preferida dele para essa posição.

Para tanto, ele teria que quebrar a regra criada por ele mesmo de um candidato para cada partido na chapa majoritária. Não seria um problema intransponível. Entre os aliados, a fidelidade ao governador é tanta que eles são capazes até de engolir gol contra e sair para o abraço, comemorando.

Bom Miguel, o bispo dos pobres!

Foto: Renato Bezerra/Arquidiocese de Teresina

Dom Miguel, na celebração de seus 90 anos

 

Desde a semana passada, divulgava-se falsamente a morte do arcebispo emérito de Teresina, dom Miguel Câmara, que estava internado em estado grave desde o último dia 3.

A partida dele se confirmou ontem à tarde. Não no dia nem na hora em que alguns erroneamente informaram, mas no dia e na hora em que o Senhor quis.

Dom Miguel se despediu do mundo dos mortais aos 93 anos. Ele nasceu em 4 de abril de 1926, no município de Quixeramobim, no sertão do Ceará. Era o quarto de uma família de oito irmãos.

Sua vocação sacerdotal aflorou quando ele era ainda criança. Aos 12 anos de idade, foi estudar no Seminário Menor de Fortaleza, ordenando-se padre aos 23 anos, em 8 de dezembro de 1948.

Ele estudou no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Fez pós-graduação em Roma, cursando Ciências Sociais na Universidade Gregoriana, e na Universidade Pro Deo, fez especialização em Ação Social e Opinião Pública.

Foi padre no Ceará, atuando em paróquias do interior. Além de professor do Seminário Maior, foi bispo auxiliar da capital cearense e arcebispo de Maceió.

Bispo dos pobres

Chegou a Teresina no final de 1984 e tomou posse como arcebispo metropolitano em 6 de janeiro de 1985, depois de nomeado pelo Papa João Paulo II, para substituir dom José Freire Falcão, transferido para a Arquidiocese de Brasília.

Dom Miguel esteve à frente da Arquidiocese por 16 anos. Ao longo desse período, criou várias pastorais sociais para cuidar de instituições como o Lar da Fraternidade, para acolher pacientes soropositivos; Lar de Misericórdia, casa de acolhimento para pacientes em tratamento contra o câncer;  Centro Maria Imaculada, que presta assistência aos portadores de hanseníase; Lar Maria Menina, para prestar apoio a adolescentes com gravidez precoce; Pastoral do Menor, Casa de Zabelê, Projeto Periferia e tantos outros serviços.

Em sua gestão, foi criado também o primeiro Vicariato das Comunicações Sociais do Brasil, com a finalidade de promover, articular e integrar os serviços de comunicação no âmbito de Igreja local.

O arcebispo renunciou às suas atividades em fevereiro de 2001, por conta de sua idade superior a 75 anos. Embora cearense, com muitos parentes lá, optou por morar no Piauí após a sua aposentadoria, sendo o primeiro arcebispo emérito de Teresina.

Dom Miguel

Um Francisco que veio antes

 “As pessoas não devem ser lembradas pelo modo como morreram, mas pelo modo como viveram”, sentenciou uma vez dom Miguel.

Por isso, ele não deve ser lembrado pelo seu calvário nem pela sua luta pela vida até os últimos e desesperadores instantes.

Ele há de ser lembrado como um homem bom, como um homem que se fez líder. Um líder que se impôs pela sua simplicidade, sua inteligência, sua autenticidade e sua firmeza, vivendo na prática a opção preferencial pelos pobres. Foi um Papa Francisco que chegou antes.

O bom pastor

Em Teresina, muitos que o conheciam mais de perto não o chamavam propriamente de Dom Miguel, mas apropriadamente de Bom Miguel, não como um gesto de bajulação, mas como um ato de carinho e respeito à sua humildade e também um reconhecimento à sua vigorosa ação pastoral e à sua devoção de homem de fé cristã.

Quem acompanhou de perto a sua marcante presença em Teresina não tem dúvidas, hoje, de que ele foi um santo que habitou entre nós.

Que o Senhor acolha a alma do Bom Miguel em sua misericórdia, verdadeira fonte de alegria!

PP: "Vão-se os anéis e ficam os dedos"

Foto: Wilson Filho/Cidadeverde.com

Senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas

 

Não foi de bom grado que o Progressistas topou a condição do governador Wellington Dias para abrir mão da indicação da vice-governadora Margarete Coelho como candidata à reeleição. O partido tinha motivos de sobra para insistir em sua tese.

Começa que a vice-governadora Margarete Coelho inegavelmente se portou com competência e desenvoltura no exercício do mandato. Além de tudo, deu um charme feminino à cúpula do poder.

Afora isso, o Progressistas é hoje o maior partido do Piauí e também o que possui o maior número de aliados. Por isso, as bases queriam, em sua esmagadora maioria, um projeto mais ousado para estas eleições.

Pragmatismo

Porém, o partido fez as contas e, mais uma vez, pôs em prática o seu excepcional pragmatismo. A prioridade da sigla é a reeleição do seu presidente nacional, o senador Ciro Nogueira. Então, é para lá que o partido vai.

Não obstante o arrojado trabalho que vem fazendo em Brasília como parlamentar, sendo peça importante na liberação de recursos para o Estado e os municípios, o senador não aparece bem nas pesquisas.

Esta não é, todavia, a preocupação principal. Ciro Nogueira tem um grande lastro, com apoio político de peso em todos os municípios. Transformar isso em voto para a sua reeleição não chega a ser um quebra-cabeça tão complicado, pois ele é do ramo.

Lava Jato

Acontece que ele vem experimentando um grande desgaste popular desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O próprio PT colou nele a pecha de golpista. Não bastasse, enfrenta ainda os desgastes das denúncias da Lava-Jato.

Neste particular, até aqui não existe uma prova cabal e escandalosa contra o senador. Ele simplesmente foi jogado na vala comum para qual foram arrastados todos os dirigentes dos maiores partidos.

Receber doações das empresas era a regra do jogo. Elas só foram proibidas a partir das eleições de 2016. Sair explicando isso em campanha eleitoral, num momento em que o eleitor não está interessado em explicações, não é uma tarefa das mais fáceis.

Capitulação

Assim, o Progressistas não quis correr riscos. Até aqui o governador Wellington Dias se apresenta como um bom cabo eleitoral.

E está nessa condição, inclusive, com a ajuda direta do senador. Sem o empenho pessoal dele, Ciro, para liberar empréstimos e outros recursos para o Estado, possivelmente o governador estivesse em situação política e eleitoral delicada.

A capitulação do Progressistas na disputa pela vice se encaixa, dessa forma, no jogo próprio da política. “Vão-se os anéis, ficam os dedos.” É nisso que, a estas alturas, o partido aposta.

 

 

Aliança

O presidente estadual da Fundação Ulysses Guimarães, ex-ministro João Henrique Sousa, esclarece que o MDB está selando acordo com o PT para a eleição estadual.

Para presidente, cada partido votará em seu candidato. E o do MDB tende a ser o ex-ministro Henrique Meirelles.

Chegou o Meirelles!

A propósito, Meirelles desembarca logo mais, às 9h30, no aeroporto de Teresina, em sua pré-campanha pela presidência da República.

Esta é a agenda divulgada ontem pela assessoria da coordenação de campanha do ex-ministro:

Às 10 h, ele dará coletiva à imprensa na sede do MDB, bairro São João.

Às 10h30, participa de reunião com dirigentes e deputados do MDB, sede do partido.

12h30 – almoço com empresários e representantes do setor produtivo - na Fecomércio.

16h – Embarque para Brasília.

Veto petista

No PT, o governador Wellington Dias sinaliza que a vaga de vice em sua chapa será destinada ao MDB.

Já o presidente do partido, deputado federal Assis Carvalho, se acha no direito de invadir a casa do aliado e sair vetando e endossando nomes.

Ora, cabe ao MDB fazer a escolha. É assim que funciona em toda aliança.

Senado

A propósito, a executiva estadual do Partido dos Trabalhadores se reúne no próximo sábado, em Teresina, para avaliar as últimas decisões sobre as eleições de 2018.

A exclusão do nome da senadora Regina Sousa da chapa majoritária, conforme os critérios fixados pelo governador Wellington Dias (cada partido indica apenas um candidato), deve estar entre os assuntos em pauta na reunião petista.

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* A estas alturas, fica difícil saber se o torcedor brasileiro está mais satisfeito com a vitória da Seleção ou a eliminação da Alemanha.

* O reajuste de 2,95% para os servidores estaduais, aprovado na semana passada, já foi sancionado pelo governador Wellington Dias e publicado no Diário Oficial do Estado.

* O PTC comunicou que o senador Fernando Collor não será mais o candidato do partido a presidente da República.

 

 

De olho no jogo

Do humorista Fraga:

- Não há nada que possa impedir uma torcida de xingar um árbitro. É livre-arbítrio.

Margarete e Regina fora da chapa do governo

Foto: Cidadeverde.com

Vice-governadora Margarete Coelho

 

A vice-governadora Margarete Coelho está fora da chapa governista para as eleições deste ano. O anúncio foi feito ontem pelo próprio presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira, em entrevista coletiva, depois de uma conversa definitiva sobre a questão com o governador Wellington Dias, no domingo.

Antes, o governador convidou a própria vice para uma conversa reservada e disse-lhe que havia decidido o critério para a formação da chapa majoritária governista. Por esse critério, cada partido aliado indicaria apenas um candidato.

Dessa forma, além de Margarete, também fica fora da chapa a senadora Regina Sousa, que o PT indicou para disputar um novo mandato. O Progressistas tinha como ‘Plano A’ a reeleição do senador Ciro Nogueira. Já a prioridade do PT é a reeleição do governador.

MDB na vez

Com a retirada da candidatura da vice-governadora Margarete Coelho, a fila anda e abre caminho para o MDB emplacar o nome de seu candidato à vaga de vice, o deputado Themístocles Filho, presidente da Assembleia Legislativa.

A vice-governadora Margarete Coelho demonstrou desapontamento com o desfecho do processo, porém entendeu a solução. E ontem mesmo teve a sua candidatura a deputada federal lançada pelo Progressistas.

Falta saber qual será a reação do PT à exclusão do nome da senadora Regina Sousa da chapa e também que partido será agraciado com o direito de indicar o segundo candidato a senador no palanque governista. Há quem jogue suas fichas no nome do cantor Frank Aguiar, do PRB.

 

 

Foto: Divulgação

Ex-ministro Meirelles faz campanha em Teresina

 

Meirelles no Piauí

Em pré-campanha à Presidência da República, o ex-ministro Henrique Meirelles desembarca amanh,a dia 28, em Teresina, para encontro com dirigentes e lideranças do MDB.

O ex-ministro chega às 9 horas e do aeroporto segue direto para a sede do MDB, no bairro São João, onde falará à imprensa.

Logo em seguida, conversa com os emedebistas.

Com empresários

Depois da reunião no MDB, Henrique Meirelles terá encontro com empresários, industriais e dirigentes de entidades do setor produtivo, em almoço para 150 pessoas, na Fecomércio.

O presidente nacional do Sesi, João Henrique Sousa, que faz parte da coordenação da pré-campanha de Meirelles, acompanha o ex-ministro na vinda a Teresina.

MDB está noutra

O pré-candidato do MDB desembarca no Piauí no momento em que o seu partido está cocó e trança com o PT, a caminho de indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador Wellington Dias.

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* A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal mandou soltar ontem o ex-ministro José Dirceu.

* A vice-governadora Magarete Coelho, agora pré-candidata a deputada federal, não perdeu tempo.

* Ela já fechou uma dobradinha em Teresina com a primeira-dama Lucy Silveira, que concorrerá a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

* O senador Ciro Nogueira disse que o governador Wellington Dias lhe garantiu que o chapão para a eleição proporcional passa bonitinho.

 

 

Que tiro foi esse?

O deputado Robert Rios, pré-candidato a senador pelo DEM, subiu o tom:

- Estou preparado para disputar a eleição para o Senado, não só contra os corruptos da Lava Jato, mas também contra os bandidos financiados por narcotraficantes. Será mais uma luta de um federal contra a máfia.

Chegou quem faltava!

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Procurador é denunciado pelo MPF por esquema com Joesley Batista

 

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília denunciou ontem à Justiça, o empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa JBS, do grupo J&F, e o ex-procurador da República Marcelo Miller pelo crime de corrupção.

Também foram denunciados pelo MPF Francisco de Assis e Silva, um dos delatores, e a advogada Ester Flesch, uma das sócias do escritório de advocacia que contratou Miller.

A acusação foi apresentada em sigilo de Justiça. Todos negam irregularidades.

De acordo com a denúncia, na gestão do ex-procurador da República Rodrigo Janot, Marcelo Miller atuou em favor da J&F durante o processo de assinatura do acordo de delação que eximiu o grupo empresarial de mais de 200 crimes.

O MPF afirmou, na peça, que Miller recebeu R$ 700 mil para ajudar o J&F com informações privilegiadas para fechar os acordos de colaboração premiada.

Jogo duplo

Segundo a acusação, documentos trocados entre Miller e integrantes do escritório de advocacia que o contratou comprovariam o “jogo duplo” no caso.

Miller era considerado braço direito de Janot. Segundo áudio gravado acidentalmente por Joesley e o executivo Ricardo Saud, Miller dizia que Janot tinha planos de trabalhar com ele no escritório de advocacia.

A defesa do ex-procurador sustentou no processo que ele “nunca atuou como intermediário entre o grupo J&F ou qualquer empresa e o procurador-geral da República Rodrigo Janot ou qualquer outro membro do Ministério Público Federal”.

De fato, não dava para o MPF não chamar à responsabilidade o ex-procurador, pelo seu envolvimento direto em uma trama para derrubar a República e empurrar o país para uma crise institucional, política e econômica até agora não superada. (Com informações do Congresso em Foco.com)

 

 

Foto: Cidadeverde.com

Ciro se antecipa e anuncia hoje posição do Pogressista para eleições no Piauí

Fala, Ciro!

O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, convocou para hoje, às 10h30, toda a imprensa para uma coletiva. A entrevista será em sua casa, em Teresina.

Segundo a sua assessoria, ele vai falar sobre a definição do Progressistas no Piauí para as Eleições 2018.

O quem vem aí

Em maio, em entrevista, o senador sugeriu que o governador definisse até 20 de junho a composição de sua chapa majoritária.

Pelo visto, o senador já cansou de esperar. Ou então já fechou os acordos com o governador e aliados.

Luto no PT

O governador Wellington Dias externou seu pesar pelo falecimento do presidente do Partido dos Trabalhadores de Esperantina, Antônio Francisco de Lima..

O petista sofreu um grave acidente de carro e não resistiu aos ferimentos. "Sua dedicação, sua força e seu espírito de luta eram inestimáveis para o nosso PT", assinalou o governador.

Derrotas

Em um só dia, o ex-presidente Lula sofreu mais duas derrotas no TRF-4, no STJ e no Supremo.

Não haverá mais o julgamento que estava marcado para hoje. Assim, encolhe-se o espaço de ação para a defesa do ex-presidente.

Falta ainda a decisão do TSE, sobre a candidatura.

Recursos

Quem acha que o ex-presidente e seus defensores estão abusando dos recursos judiciais não conhece a história do ex-senador e empresário Luiz Estevão, de Brasília.

Preso desde março de 2016, na Papuda, por desvios nas obras do TRT em São Paulo, ele já teve o 37º recurso negado.

A Justiça manteve a condenação de 26 anos do senador cassado.

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* O senador Elmano Férrer e o advogado Valter Alencar caminham para uma composição para as próximas eleições.

* Elmano é pré-candidato a governador pelo Podemos e o advogado está em campanha ao mesmo cargo pelo PSC.

* O Sinte decidu ontem, em assembleia-geral, pela continuidade da greve dos professores da rede estadual, cobrando o piso da categoria.

* Hoje à tarde haverá panfletagem no centro da cidade. Perda de tempo. A estas alturas o que resolve é cobrar o direito na Justiça.

 

 

O que é isso, companheiro?

O tempo fechou para o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Olavo Rebelo, acusado por petistas de ingratidão, por não ter brecado investigações contra o Governo do Estado que servem de munição para a oposição. Ex-deputado do PT, ele não demonstra ter esquentado a cabeça com a cobrança dos ex-companheiros:

- Entre a ingratidão e a corrupção, o menos grave é o primeiro.

Balada número 10

Foto: Divulgação/Fifa

 

(...) Hoje outros craques repetem as suas jogadas
Ainda na rede balança seu último gol
Mas pela vida impedido parou...

(Balada nº 7, Moacir Franco)

 

Uma foto do rei Pelé, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o ex-jogador Maradona e outras personalidades do futebol, anda de mão em mão, nos últimos dias, pelo WhatsApp. Ela não é recente, como tentam sugerir. A fotografia realmente foi feita em Moscou, mas em dezembro de 2017, no sorteio dos Grupos da Copa de 2018.

Convidado de honra da Fifa, Pelé não pode comparecer à abertura da Copa da Rússia. O ex-craque ainda não se recuperou da última das quatro cirurgias a que se submeteu de 2016 para cá. Aos 77 anos, Pelé tem enfrentado dificuldades de mobilidade.

Cadeira de rodas

No final do ano passado, quando esteve presente ao sorteio, Pelé compareceu ao evento em uma cadeira de rodas. Ele foi festejado nos bastidores pelo presidente russo e até por seu eterno antagonista, o argentino Diego Maradona, de quem recebeu um beijo.

No início do ano passado, Pelé caminhava com o auxílio de uma bengala. Ele relatou à imprensa, à época, que, com tantas cirurgias, ficava um pouco abatido psicologicamente.

“Na primeira cirurgia nos quadris, disseram que eu ficaria no máximo três meses parado. Passaram-se vários meses e não melhorei. Resolvi fazer a revisão nos Estados Unidos, e falaram que em dois meses eu ficaria bem de novo. Quando estava melhorando, torci o joelho. Isso me deixou chateado, me abateu um pouco. Joguei trinta anos e nunca tive problema, afinal”, desabafou o rei do futebol.

Também por causa desses problemas físicos, ele não pode participar da cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Ironia do destino

De fato, impressiona ver um atleta como Pelé nessa situação. Chega a doer na alma de quem o viu em campo, ou assiste os replays de suas jogadas espetaculares, e acompanhou a sua trajetória profissional.

Ele se destacou não apenas como um gênio em campo, mas como um atleta rigorosamente disciplinado, que sempre teve cuidado com a saúde, inclusive com o peso, e se manteve longe das drogas. E conservou essa disciplina mesmo depois de deixar o gramado, como um exemplo a ser seguido.

As pernas que correram tanto, que deram incontáveis dribles desconcertantes nos adversários, que foram mais fortes e mais ágeis que as das melhores defesas do futebol mundial e marcaram mais de mil gols, levaram-no ao topo como rei do futebol, mas hoje, nem com a ajuda de muletas, já não conseguem arrastá-lo ao centro do campo, para um trivial e simbólico gesto de abertura de uma Copa.

O destino e suas implacáveis ironias.  

 

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