Cidadeverde.com

Piauí é o Estado com mais tropas federais nas eleições

O Piauí é o Estado brasileiro que mais solicitou auxílio de forças federais para garantir a segurança do pleito do próximo domingo. O Tribunal Superior Eleitoral já autorizou a presença do Exército em 122 municípios.

Isso representa pouco mais da metade do total de municípios do Estado, que é de 224. O número inicialmente fixado era de 112. Mais 14 municípios piauienses aguardam ainda a aprovação dos pedidos para o envio de tropas federais.

Caso sejam aprovados, o total de cidades com presença de militares do Exército no Piauí, dia 7 de outubro, vai passar de 126.

O número vai quase dobrar em relação às eleições de 2014, quando foram solicitadas tropas federais para 65 municípios.

Nas eleições municipais de 2016, foi pedido o reforço do Exército para 59 cidades piauienses.

Falta PM

Os pedidos foram formulados pelos juízes das respectivas Zonas Eleitorais do Estado, com a finalidade de garantir a normalidade da eleição, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados.

O envio de tropas federais, para garantir a segurança das eleições, se justifica em casos em que a campanha apresente clima de tensão, intranquilidade e acirramento dos ânimos.

Não se tem notícia até agora de fatos que justifiquem a presença de forças federais nas eleições do Piauí nessa magnitude.

Só existe uma justificativa plausível para a requisição de tantas tropas do Exército no Piauí. É o baixo efetivo da Polícia Militar, que, de tão reduzido, não tem condição de garantir a segurança do pleito em todos os municípios. Um efetivo de pouco mais de 5.000 policiais para mais de 3.600 locais de votação.

Um municipalista que faz a diferença

Fotos; Divulgação/Agência Câmara

Deputado Júlio César na tribuna da Câmara

 

Um governista de quatro costados; um nepotista de primeira; um clientelista na mais perfeita tradução dos costumes políticos piauienses. Ainda assim, ou seja, ainda que carregue o traço comum e marcante da atual geração de líderes políticos do Piauí, ele faz a diferença como parlamentar, por se mostrar atento aos interesses dos municípios. Refiro-me ao deputado federal Júlio César, presidente regional do PSD. Ele vem de uma longa militância política.

Em 1970, chegou de Guadalupe, a sua terra natal, e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Piauí, de onde saiu bacharel.

Trajetória

Nomeado secretário de Administração da Prefeitura de Teresina, em 1974, durante a gestão do prefeito Joel Ribeiro, exerceu o cargo até o ano seguinte.

Em 1975, exerceu a chefia de gabinete da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Piauí, no governo de Dirceu Arcoverde (1975-1978), e a superintendência da Polícia Civil. Foi prefeito de Guadalupe entre 1977 e 1983.

Após a desincompatibilização do governador Hugo Napoleão para concorrer ao Senado, em 1982, e sua substituição pelo vice José Raimundo Bona Medeiros, em maio de 1986, ocupou a Secretaria de Agricultura.

Vitorioso nas eleições de novembro de 1988, na legenda do PFL, retornou à Prefeitura de Guadalupe no início de 1989, e foi eleito presidente da Associação Piauiense de Prefeitos Municipais (APPM).

Renunciou à prefeitura em 15 de março de 1991, para assumir a Secretaria de Agricultura do Piauí, no Governo Freitas Neto (1991-1994), de cuja campanha fora coordenador geral.

Em 1994, venceu a disputa pelo seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados.

Em 1998, concorreu a uma cadeira no Senado, na legenda do PFL, sendo derrotado pelo deputado federal Alberto Silva, do PMDB. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1999.

Nesse mesmo ano foi nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso diretor de administração e finanças da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em 2002, foi novamente eleito deputado federal, sendo reeleito nos pleitos seguintes.

Frente Municipalista

Integrou, como titular, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, ocupando sua presidência entre 2011 e 2013, além da Comissão de Comissão de Finanças e Tributação.

Atuou também como presidente da Frente Parlamentar Municipalista. Tem uma predileção por temas técnicos, especialmente os da área de finanças, de pouca repercussão popular, mas de grande relevância social.

Tem o domínio completo dos números nesse campo. Por isso, já foi chamado de “Google do Congresso” pelo seu colega Marcelo Castro (MDB).  Publicou livros sobre o assunto.

Foi coordenador da bancada federal do Piauí. É coordenador da bancada do Nordeste.

Pré-sal

Júlio Cesar foi a primeira voz a se levantar no Congresso Nacional em defesa da nova divisão dos royalties do petróleo, alegando que a riqueza e o petróleo produzidos no mar não pertencem a um município ou a um estado, mas à da União. Portanto, são de todos.

“O Rio de Janeiro é altamente privilegiado. Os outros Estados também precisam gerar mais emprego e renda para sua população”, justificou Júlio César, informando que o Rio fica com 82% dos royalties do país e somente 10% são distribuídos com os outros estados.

“Temos que partilhar e reduzir as desigualdades”, argumentou o deputado, em uma campanha nacional abraçada por outros parlamentares e finalmente vitoriosa.

A medida ainda não surtiu os efeitos esperados porque, desde março de 2013, vigora uma liminar que suspende a redistribuição dos royalties.

De lá e até o final do ano passado, R$ 38 bilhões deixaram de ser redistribuídos, segundo cálculos do deputado. Só o Piauí deixou de receber R$ 1,3 bilhão.

A liminar, concedida pela ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, impediu que entrasse em vigor Lei aprovada pelo Congresso estabelecendo novas regras sobre os royalties.

Pela legislação anterior, os royalties ficavam com os chamados “municípios e estados produtores”.

Dinheiro extra

Através de seu trabalho competente e incansável, Júlio César já descobriu e arrancou muitos volumes de recursos da arrecadação do governo para os estados e municípios.

Ele anunciou, por exemplo, a liberação de R$ 2 bilhões para os governadores e prefeitos a título de classificação extraordinária de outubro de 2017 a abril de 2018.

Ou seja, é mais um recurso extra que resultado do trabalho do parlamentar junto à Receita Federal, onde ele acompanha com lupa a arrecadação e tem cobrado sistematicamente os repasses devidos para estados e municípios.

“Nós fazemos constantemente esse acompanhamento na Receita Federal e no Tesouro Nacional em defesa dos municípios. Já fiscalizamos e conseguimos que fossem feitos 42 repasses extras para os municípios, o que totalizou, até agora, R$ 14 bilhões”, explicou o parlamentar.

1% do FPM

O deputado Júlio César apresentou na Câmara Federal a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) assegurando mais de 1% do Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os municípios no mês de setembro.

Isso significa mais R$ 4 bilhões nos cofres das prefeituras. Para o Piauí, mais R$ 105 milhões para as Prefeituras.

A PEC 29/2017, do Senado, determina que seja aumentada a receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 1% no mês de setembro.

Já existem os acréscimos de 1% no mês de dezembro, e 1% no mês de julho, propostas de autoria do deputado Júlio César, que já estão em vigor.

Júlio César com o presidene Temer, acompanhado de líderes dos produtores rurais

Refis Rural

Por último, como coordenador da bancada do Nordeste no Congresso Nacional, o deputado federal Júlio César conseguiu junto ao presidente Michel Temer um acordo entre o Planalto e o Congresso para derrubar os vetos da lei 13.606, que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais.

Com isso, os agricultores com débitos de até R$ 200 mil poderão renegociar suas dívidas com os bancos.

O chamado Refis Rural concede perdão de 100% nas multas e juros de dívidas de produtores rurais. O parcelamento dessas dívidas pode chegar a 176 meses.

Energia dos ventos

O Piauí é hoje o quarto maior produtor de energia eólica do país, tira pouco proveito disso. Poucos recursos dessa produção ficam no Estado. O ICMS cobrado pela venda interestadual de energia vai para o estado comprador.

O deputado Júlio César está numa luta agora para mudar essa realidade. A PEC 61/15, de sua autoria, pretende alterar isso, para garantir que o Estado produtor da energia, por fonte eólica ou solar, possa ter o total do ICMS na comercialização.

É uma voz, portanto, que faz muita diferença no Congresso Nacional.

Wilson dá 'tratorada' em Marcelo Castro

Que Ciro Gomes que nada! Quem gosta de candidato pavio curto no Piauí tem agora uma nova opção: é o ex-governador Wilson Martins, que concorre ao Senado pelo PSB, no palanque do tucano Luciano Nunes.

Depois de ser atacado, em debate na TV, na quarta-feira à noite, pelo deputado federal Marcelo Castro (MDB), que corre atrás da segunda vaga de senador, no palanque do governo, Wilson partiu para cima do adversário com a força de um trator.

Tudo começou quando o deputado citou a construção do hospital que pertence à família do ex-governador, acusando-o de se aproveitar da condição de estar no poder para beneficiar a família. O candidato do PSB pediu direito de resposta e partiu com tudo para cima do adversário. 

Puxa-saco

Ele afirmou que Marcelo agiu de forma desesperada por estar “perdendo nas pesquisas”. E não ficou por aí: “Foi o maior puxa-saco que teve no meu governo, que batia palma, que me elogiava. O mesmo que chegou lá me pedindo uma vaga para um filho ser secretário”.

O ex-governador citou ainda problemas na gestão do emedebista quando foi secretário de Desenvolvimento Rural.

Ao se defender, Marcelo acusou o ex-governador de proferir inverdades. “Nada disso aconteceu, nunca lhe pedi favor de coisa nenhuma”, garantiu. Em seguida, justificou os problemas quando foi secretário por erro do Estado, numa “prestação de contas mal feita”.

E atacou: “O que aconteceu na sua gestão, você transformou o público em privado. Você ajeitou a vida da sua família”.

E lembrar que Marcelo Castro foi o candidato escolhido a dedo pelo então governador Wilson Martins para ser o seu sucessor, nas eleições de 2014!

 

 

Foto: Divulgação

Elmano em carreata na zona Norte de Teresina

Carreata do Veín

O candidato do Podemos ao Governo do Piauí, senador Elmano Férrer, fez uma minicarreta nos bairros Risoleta Neves, Vila Cristalina e Vila Mocambinho, zona Norte de Teresina.

Quando era prefeito, Elmano deu início às obras de drenagem galeria na Avenida Freitas Neto, no conjunto Mocambinho.

PF cerca o PP 

O senador Ciro Nogueira (PP) acordou ontem com a Polícia Federal novamente em seu calcanhar.

Por determinação do ministro Edson Fachin, relator da Java Jato no  Supremo, a PF fez diligências em dois endereços do senador em Teresina.

Ciro já teve seu gabinete e sua casa em Brasília vasculhados pela PF.

O alvo era outro

O senador negou em nota à imprensa que seja alvo da operação da Polícia Federal e afirmou que o partido está ajudando na investigação. 

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do Progressistas, no bairro São João, e em residência de um funcionário do partido.

Operação eleitoreira 

O governador Wellington Dias saiu em defesa do senador, que concorre à reeleição em seu palanque.

Para Wellington, esse tipo de operação, a 10 dias das eleições, tem o claro objetivo de prejudicar qualquer candidato que seja alvo dela.

Cala a boca, general!

O candidato a vice-presidente na chapa do deputado Jair Bolsonaro, general Hamilton Mourão, deu novamente com a língua nos dentes.

Em entrevista, ele simplesmente defendeu o fim do 13º e do adicional de férias.

Foi outra facada no candidato do PSL, que ainda está no hospital e se viu obrigado a usar as redes sociais para refutar a proposta de seu vice.

Bolsa Voto

A presidenciável Marina lançou ontem o Programa Renda Jovem em Teresina, a novidade de sua campanha eleitoral.

Ela espera, naturalmente, que o Renda Jovem renda voto.

Foto: Divulgação

Eleição no Sesc - O presidente da Fecomércio do Piauí, Valdeci Cavalcante, é o novo 1o. vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio, do Sesc e Senac nacionais. Duas chapas concorreram às eleições. O placar foi de 24 votos para chapa vencedora, contra 4 votos para a concorrente. O mandato é para o período 2019-2022. É a primeira vez que o Piauí consegue uma posição de maior destaque dentro do Sistema Confederativo nacional.

 

 

* O ex-prefeito Silvio Mendes, demissionário da Fundação Municipal de Saúde, esticou a corda com o prefeito Firmino Filho.

* Ele gravou vídeo pedindo voto para o deputado Marden Menezes, que, apesar de tucano, sempre andou se bicando com Firmino.

* O presidente do PT, deputado federal Assis Carvalho, foi curto e grosso: os infiéis do partido não passarão. Ou se desfiliam ou serão expulsos.

* Esquentado, o deputado Assis Carvalho não de por panos mornos nesse tipo de assunto, não.

 

A faixa

Do humorista Fraga:

- Se a faixa presidencial estiver assistindo ao debate, deve estar um trapo, de tão apreensiva.

 

Brasil faz a eleição mais radicalizada de sua história

Imagem: Reprodução

O Brasil repete o espírito da Roma antiga 

 

O Brasil caminha para a eleição presidencial mais radicalizada da história recente. Até então, o troféu era do pleito de 2014, disputado pela presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB).

O país saiu literalmente rachado daquela campanha. Dilma foi reeleita com 51,64% dos votos válidos, enquanto o candidato da oposição recebeu 48,36% da votação. A presidente venceu em 15 estados e o senador, em 11, mais Distrito Federal.

O Brasil caminhou dividido depois da eleição. Uma crise atrás da outra, até na que resultou na queda da presidente através do impeachment.

Desde então, os ânimos se acirraram ainda mais. Os brasileiros voltam às urnas, este ano, em clima de pé de guerra.

As pesquisas de intenção de voto indicam que a disputa tende a se afunilar entre dois candidatos, um que representa as forças da extrema esquerda e outro as da extrema direita.

Eleitor quer sangue

Os candidatos do centro não conseguiram se viabilizar. Eles viraram pó em meio ao acirrado debate entre os candidatos do PT e do PSL, indicando que o eleitor quer é sangue.

São 13 milhões de desempregados, a crise econômica está mais viva do que nunca e não existe perspectiva de retomada do crescimento a curto prazo.

A violência está fora de controle, o país parou em termos de investimentos públicos. A corrupção ainda não foi debelada. Os trabalhos da Lava Jato seguem a pleno vapor. A defesa é um desafio.

Mesmo assim, o que atrai o eleitor é a pregação radical dos candidatos de esquerda e de direita, impregnada de ódio e vazia de soluções para o país.

Na Roma antiga, era assim: o sangue dos gladiadores levava as multidões ao delírio, mas isso não resolvia os graves problemas dos que assistiam às lutas sanguinárias.

Este é o mesmo caminho que o Brasil trilha no momento, esquecido da velha e sábia lição bíblica: "Quem planta vento, colhe tempestade".

Piauí dá a maior votação do país a Haddad

 

O Piauí é o Estado que, proporcionalmente, dá a maior votação ao candidato do PT a presidente da República, Fernando Haddad. Pelo menos é o que mostra a nova pesquisa do Ibope sobre a intenção de voto para presidente, divulgada na segunda-feira.

Nela, o candidato do PT aparece com 22% das citações em todo o país, contra 28% do primeiro colocado, deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). Ciro Gomes (PDT) recebeu 11% das citações, Geraldo Alckmin (PSDB), 8% e Marina (Rede), 5%.

O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 21 de setembro, em 22 estados e no Distrito Federal.

No Nordeste

No Nordeste, Haddad lidera com 34% das citações, contra 18% de Ciro, 17% de Bolsonaro, 5% de Marina e 4% de Geraldo Alckmin.

No Piauí, o candidato do PT sobe para 38%, a sua maior aceitação em todo o país. Ciro recebe 15% das citações dos piauienses, Bolsonaro, 14; Alckmin, 7 e Marina, 6%.

O candidato do PT tem o seu segundo melhor desempenho no Maranhão, com 36% das citações, contra 18% de Bolsonaro, 13% de Ciro Gomes, 6% de Marina e 5% de Alckmin.

Nas eleições presidenciais de 2014, a maior votação da candidata do PT, a presidente Dilma Rousseff, no segundo turno, foi no Maranhão, com 78,76% dos votos apurados.

O Piauí ficou em segundo lugar, com 78,30% dos votos dados à petista.

Foto: Divulgação

Marcelo Castro, Wellington Dias e Fernando Haddad em campanha

A corrida nos Estados

Segundo o Ibope, Bolsonaro lidera em 13 estados e no DF (Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo);

Haddad lidera em sete estados do Nordeste (há empate técnico entre Haddad e Bolsonaro em Alagoas; no Ceará, onde Ciro Gomes liderava em agosto, a nova pesquisa ainda não foi divulgada);

Bolsonaro e Haddad empatam tecnicamente em Tocantins;

No mesmo período, os candidatos Ciro Gomes e Geraldo Alckmin tiveram oscilações dentro da margem de erro;

Marina Silva teve queda acima da margem de erro em 15 estados pesquisados.

(Com informações do g1.com)

 

Debandada geral

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Aliados abandonam o tucano Geraldo Alckmin

 

Partidos que integram a coligação encabeçada pelo tucano Geraldo Alckmin discutem nos bastidores que posição tomar em um eventual segundo turno sem a presença dele.

Integrantes do chamado Centrão – bloco formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade – e do PTB veem como quase certo o fracasso de Alckmin no primeiro turno.

O presidenciável, que ocupa quase metade do tempo do horário eleitoral, ainda patina abaixo dos 10% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a maior parte dos parlamentares e políticos de partidos aliados a Alckmin tem se empenhado pouco pelo tucano. Além disso, quem tenta a reeleição já recebeu repasses de dinheiro do Fundo Eleitoral e se sente “liberado” para cuidar da própria campanha.

O PTB, do ex-deputado cassado Roberto Jefferson (RJ), tende a apoiar Bolsonaro em um eventual segundo turno. Candidato à reeleição, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) diz abertamente que a decisão de apoiar Alckmin foi equivocada.

“Agora, vamos ter de optar entre a catástrofe e o desastre, entre o furacão Florence e o tufão Mangkhut”, raciocina o senador.

Tucanos sem rumo

O próprio PSDB vê dificuldade para se posicionar. O partido tem utilizado boa parte do seu espaço no horário eleitoral para atacar Bolsonaro, mas é adversário histórico do PT. Os tucanos tendem a se sentir mais confortáveis adotando uma posição de neutralidade.

Embora tenha indicado a vice de Alckmin, a senadora Ana Amélia (RS), o PP está dividido já no primeiro turno. O presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PP-PI), faz campanha aberta para o petista Fernando Haddad de olho na popularidade do PT no Piauí. Ele é candidato à reeleição. Uma ala da legenda, porém, já prega voto em Jair Bolsonaro (PP-RS). (Com informações do congressoemfoco.uol.com.br)

 

 

Foto: Brito/Cidadeverde.com

 

Elmano em campanha na Ceasa

 

Varrendo o chão

O candidato a governador pelo Podemos, senador Elmano Férrer, amanheceu ontem na Ceapi, varrendo o chão.

Simbolicamente, estava varrendo a corrupção, como fazia Jânio Quadros, em 1960, em sua vitoriosa campanha presidencial.

Deu no Ibope

Saiu ontem uma nova pesquisa do Ibope sobre a corrida presidencial, com  Bolsonaro em 28%; Haddad, em 22%; Ciro, em11%; Alckmin, 8%; e Marina, derretendo em5%. Amoedo chegou a 3% e Alvaro Dias e Meirelles estão empatados em 2%.

A prova dos 9 sai na sexta-feira, na pesquisa do Datafolha.

Segundo turno

A pesquisa mostra que Bolsonaro parou de crescer. Enquanto isso, a rejeição dele aumentou de 42% para 46%.

Por esses números, o cenário de segundo turno começa a se consolidar. Para subir, os dois precisarão obter votos dos demais.

Mesmo assim, Ciro Gomes continua no páreo. A rejeição dele cai.

As simulações de segundo turno mostram que Bolsonaro perderia para Haddad, mas é Ciro que o venceria com mais folga.

Muita emoção ainda até o final da campanha.

Título

Acaba na quinta-feira (27), dez dias antes do primeiro turno do pleito, o prazo para o eleitor solicitar a segunda via do título no cartório eleitoral da zona onde está cadastrado.

Para a emissão da segunda via do título, o eleitor deve estar quite com a Justiça Eleitoral, ou seja, não poderá ter débitos pendentes, como multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, como o de mesário.

Foto: Divulgação

Lançamento - Um sucesso os lançamentos dos livros “Nirez – o homem de cera” e “Causos gonzaguianos ilustrados”, do professor e pesquisador cultural Wilson Seraine. A sessão de autógrafos contou com a presença de Nirez, um ícone da cultura cearense, que, aos 84 anos, esbanjou saúde e bom humor. O próximo lançamento será em Fortaleza.

 

 

* Depois do prefeito Firmino Filho, é o tucano Silvio Mendes que aparece na propaganda eleitoral elogiando o deputado Marcelo Castro, candidato do governo ao Senado.

* Os tucanos engajados na campanha do deputado Luciano Nunes a governador viraram umas araras.

* Ninguém entende a matemática dos postos de combustíveis. Quando o dólar cai, os preços na bomba não descem.

* Já quando o dólar sobe, é certo que os preços dos combustíveis aumentam.

 

 

Mapa da mina

Do candidato Ciro Gomes (PDT), domingo, em sua passagem por Teresina, em campanha eleitoral:

- Dos candidatos a presidente, quem conhece o Piauí sou eu. Até que o Haddad venha saber que o Karnak fica em Teresina e não no Egito já terão se passado quatro anos.

 

Uma vocação para a tragédia

Em 1960, um político exótico correu o Brasil de ponta a ponta com uma vassourinha prometendo varrer a corrupção do país. Sua campanha era contra o governo de Juscelino Kubitschek, que pôs o Brasil na modernidade.  

Não foi difícil vencer o candidato governista, o marechal Teixeira Lott, um patriota legalista, correto, preparado, contido e, por isso mesmo, sem apelo popular. A figura destrambelhada de Jânio Quadros incendiou as ruas, atropelando a carismática figura de JK, o presidente mais popular da história do Brasil.

Jânio venceu o pleito com um discurso fácil. Ele recebeu nas urnas a maior votação da história, até então. Era uma febre. Sete meses depois da posse, renunciou ao mandato. Eleito por um partido minúsculo, o inexpressivo PTN (Partido Trabalhista Nacional), não reuniu as condições políticas para governar.

Um país no abismo

Com a sua renúncia, ele planejava dar um golpe. Imaginava que voltaria ao poder em seguida nos braços do povo. Mas ninguém moveu uma palha pela sua volta. Os que votaram maciçamente nele estavam decepcionados com o seu governo, que vivia de factoides.

A renúncia do presidente empurrou o país para a mais grave crise de sua história, na segunda metade do século 20. O vice-presidente, João Goulart, assumiu a presidência debaixo da desconfiança dos militares.

Obrigou-se até a governar um tempo sob o parlamentarismo. Mas não houve jeito. Acabou derrubado em 64 e o país mergulhou em uma noite que durou 21 anos, um capítulo trágico da história que já parece esquecido.

O Brasil Collorido

Depois da renúncia de Jânio, o Brasil só voltou a ter eleição para presidente em 1989.

Outra vez, um político igualmente exótico, que dava socos no ar e ameaçava caçar marajás, Fernando Collor, caiu nas graças do povo e ganhou a eleição, também por um partido inexpressivo, o PRN (Partido da Renovação Nacional).

Impetuoso como Jânio, também não reuniu as condições para governar, meteu os pés pelas mãos e caiu.

Nos momentos finais de seu curto reinado, apelou dramaticamente aos brasileiros que votaram nele que saíssem às ruas em sua defesa vestindo roupas com as cores da bandeira do Brasil. Os brasileiros vestiram luto. Ele seguiu para seu cadafalso, deixando a nação em crise.

Faz muito pouco tempo que o país provou essas duas amargas experiências, mas corre a passos largos para repeti-las.Só uma vocação para a tragédia pode explicar isso.

 

 

Foto: Divulgação

Líderes piauienses acompanham Haddad em Pernambuco

Campanha

O governador Wellington Dias e o deputado federal Marcelo Castro, candidato a senador pelo MDB, fizeram campanha ontem em Pernambuco, ao lado do candidato Fernando Haddad.

O deputado Fábio Novo também fez parte da comitiva.

151

Circulou nas redes sociais um vídeo com o prefeito Firmino Filho elogiando a passagem do deputado federal Marcelo Castro (MDB) pelo Ministério da Saúde.

O tucano diz que Marcelo, hoje candidato a senador no palanque do governo, foi um grande parceiro da Prefeitura de Teresina enquanto ministro.

Pingos nos is

Logo em seguida, Firmino teve que se explicar, informando através de sua assessoria que seus candidatos a senador são Ciro Nogueira (Progressistas) e Robert Rios (DEM).

Ele afirmou que o vídeo com os elogios a Marcelo não passavam de um gesto de cortesia.

Pesquisas

Do candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, em campanha ontem em Teresina:

- Jamais devemos entregar aos institutos de pesquisa a nossa decisão. A decisão do voto dessa vez não podemos errar. E em um país que até deputado se vende é bom que a gente coloque a pulga atrás da orelha também com instituto de pesquisa.

Depois de caminhada pelas ruas do Grande Dirceu, o candidato cumpriu agenda de campanha em Timon.

Foto: Divulgação

Piauí – Sertão, Rio Mar – Foi das mais prestigiadas a abertura da Exposição Fotográfica Piauí – Sertão, Rio e Mar, do médico e fotógrafo Valdeci Ribeiro. Na ocasião, ele lançou o seu livro-álbum com o mesmo título. A exposição, montada inicialmente em São Paulo, segue até o dia 5 de outubro, na Galeria de Arte Nonato Oliveira, no Clube dos Diários.

 

 

* O Brasil tem novo presidente, com a viagem do presidente Michel Temer, ontem, aos Estados Unidos.

* Ele foi participar da cerimônia de abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York.

* Com isso, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, passou a ocupar o Palácio do Planalto.

* Isso porque Temer não tem vice. Os próximos linha sucessória, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, são candidatos à reeleição.

 

 

Fake e fato

Deu nas redes sociais:

- Eu achava que essa eleição ia ser horrível por causa das fake news. Mas ele tá sendo horrível é por causa das notícias reais mesmo.

 

Do Porenquanto a cabeça do Congresso

Fotos: Arquivo pessoal

Deputado Heráclito Fortes, em Brasília

 

Ele estreou na política em 1978. Contava 28 anos de idade e subia ao palanque da oposição, no Piauí, cheio de ideias e sonhos, para disputar seu primeiro mandato de deputado federal. Perdeu, mas, andando com os próprios pés, como sempre o fez ao longo de sua carreira política, aprendeu o caminho das pedras e se elegeu para a Câmara Federal nas eleições seguintes, pelo PMDB.

Desde então, é o parlamentar piauiense de maior projeção, por mais tempo, dentro do Congresso Nacional.

Ele se destaca, sobretudo, pela sua atuação nos bastidores, pela sua capacidade de articulação e pelo livre trânsito nas cúpulas partidárias. Sabe ouvir e sabe falar. E também calar.

Cabeça do Congresso

Agora mesmo, acaba de sair a nova lista dos 100 cabeças do Congresso, com a relação dos parlamentares mais influentes. Ele, o deputado federal Heráclito Fortes (Democratas), personagem central deste artigo, é o único deputado federal da bancada piauiense a figurar nessa relação. Esta é a 13ª vez que ele entra na lista.

A publicação é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP, e está em sua 25ª edição.

 

Heráclito com Ulysses Guimarães

“Turma do Poire”

Heráclito Fortes se projetou no meio político nacional quando foi escolhido pelo então presidente do PMDB, deputado Ulysses Guimarães, para integrar a fechadíssima “Turma do Poire” (pronuncia-se puá).

Era um seleto grupo de influentes políticos que se reunia com frequência no badalado restaurante Piantella, em Brasília, tendo Ulysses como seu líder.

Esse grupo passou a se reunir logo após a instalação da Nova República, em 1985. Os momentos de maior frequência foram durante a Assembleia Nacional Constituinte. Tudo era discutido, mas apenas na entrada, pois o prato principal era sempre política.

Daí, Heráclito tornou-se um dos interlocutores e amigos mais próximos do Dr. Ulysses Guimarães, uma referência que até hoje é citada na crônica política.  

Diretas Já!

Heráclito começou a achegar-se a Ulysses quando o deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresentou à Câmara um projeto de emenda constitucional restabelecendo eleições diretas para a presidência da República.

Abraçado pelas forças de oposição, o projeto desencadeou uma campanha nacional que ficou conhecida como Diretas Já.

Na sessão da Câmara dos Deputados do dia 25 de abril de 1984, a emenda Dante de Oliveira recebeu o voto favorável Heráclito Fortes, porém não foi aprovada, por falta de 22 votos. Isso significou que a sucessão presidencial seria mais uma vez decidida por via indireta.

A oposição, reunida na Aliança Democrática — coligação do PMDB com a Frente Liberal, dissidência da agremiação governista, o Partido Democrático Social (PDS) —, lançou, então, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, tendo como vice o senador José Sarney.

Heráclito Fortes tornou-se um dos articuladores da vitoriosa campanha de Tancredo.

Na Constituinte

Ao lado de Ulysses Guimarães, o deputado Heráclito Fortes fez parte, ainda, de um dos momentos mais importantes do país: a promulgação da Constituição Brasileira, que este ano comemora 30 anos.

Na Assembléia Nacional Constituinte, ele integrou, como titular, a Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos, vinculada à Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições.

Durante a elaboração da Constituição, votou a favor do mandado de segurança coletivo, da proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos e da proibição do comércio de sangue.

Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a pluralidade sindical, o presidencialismo, a limitação dos encargos da dívida externa e a legalização do jogo do bicho.

Prefeito de Teresina

Após a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, nas eleições municipais do mês seguinte, elegeu-se prefeito de Teresina.

Heráclito fez campanha em meio aos trabalhos de elaboração da nova Carta. Muitas vezes participava de um comício à noite em Teresina e voltava para Brasília no meio da madrugada, para participar das sessões da Constituinte.

Na Prefeitura, implantou uma reforma administrativa e lançou experiências inovadoras, como o "SOS Teresina", embrião de um programa nacional bem-sucedido do Ministério da Saúde, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). E fez uma ponte em 100 dias, sobre o Rio Poti.

Depois de cumprir o mandato de prefeito, voltou à Câmara nas eleições de 1994, já filiado ao PFL. Tornou-se presidente do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e membro titular da Comissão de Fiscalização e Controle.

Reelegeu-se em 1998 e assumiu o cargo de 1º vice-presidente da Câmara. A seguir, passou a ocupar a função de líder do governo no Congresso.

No Senado

Em 2002, foi eleito senador, na legenda do PFL. Ocupou a função de terceiro-secretário da Mesa Diretora e o cargo de presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal.

De 2005 a 2006, presidiu o Grupo Brasileiro da União Interparlamentar.

Presidiu ainda a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional até 2009, integrou como titular a CPI das ONGs, o Conselho da Ordem do Congresso Nacional, a Comissão de Serviços de Infraestrutura e a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle e a Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ainda em 2009 foi eleito primeiro-secretário.

No Senado, fez oposição ao governo do PT. E pagou caro por isso. Foi uma das vítimas daquela campanha que o presidente Lula desencadeou em todo o país para massacrar seus adversários nas urnas, em 2010.

Heráclito voltou para Brasília em 2014, como deputado federal.

Ficha Limpa

Ele fez toda a sua carreira pública sem máculas em sua biografia, sem usar os mandatos para negócios ou tráfico de influência. Brigou pelo Piauí com todas as suas forças quando alguma questão de interesse do Estado exigiu uma atitude sua.

Um desses momentos foi naquele episódio em que ele paralisou a votação do orçamento federal de 2006, no final de 2005, como pressão para garantir os recursos orçamentários da compra da escada Magirus do Corpo de Bombeiros, cortados na última hora pelo governo.

Outro gesto enérgico seu foi quando ele botou a boca no mundo, em 2003, junto com o senador Mão Santa, contra a vinda do narcotraficante Fernandinho Beira-Mar para o Piauí, como era plano do governo.

Eis, em resumo, a trajetória do menino nascido no bairro Porenquanto, na zona Norte de Teresina, que se fez político e busca, agora, a renovação de seu mandato.

Com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e jornalistas

Nos tempos da ditadura

Fotos: Cidadeverde.com

Cineas Santos recebe título de "Professor Honoris Causa" da Ufpi

 

Em 1971, o reitor Helcio Ulhoa iniciava a instalação física do Campus da Ininga, com um projeto arquitetônico inadequado para as altas temperaturas de Teresina. Eram construções rústicas, que mais se assemelhavam a galpões de granja. Cobertos de telha de amianto, forro de gesso, sem ventilação adequada. Salas de aulas insuportáveis.

A área em que se implantava a Universidade Federal do Piauí resultava de um agrupamento de fazendas desativadas. Fora adquirida pelo Governo do Estado justamente para instalação do campus universitário.

A Avenida Nossa Senhora de Fátima acabava em frente à praça da igreja. Daí para frente, tudo era mata virgem, com umas olarias no caminho. Chegava-se à universidade por uma estradinha de terra e não havia ônibus regulares.

Em 1972, o Curso de Direito foi transferido para o nascente Campus da Ininga. As coisas se complicaram para os estudantes que frequentavam as aulas na antiga Faculdade de Direito, também chamada de “Velha Salamanca”, localizada no Centro. Há muitos anos, em seu antigo prédio funciona a Biblioteca Estadual Cromwell Carvalho.

477 nele!

À época, a também nascente TV Clube criou um programa cultural – TP Estúdio – apresentado pelo dramaturgo Tarciso Prado. Havia no programa um quadro denominado “Na corda bamba”, comandando pelo jornalista Deusdeth Nunes, o Garrincha.

Um dia, ele convidou um dos estudantes do Curso de Direito, versado em literatura, para ir lá falar sobre poesia. Lá pelas tantas, Garrincha pergunta ao acadêmico de Direito o que ele achava da transferência do curso de Direito para a Ininga.

Medindo as palavras, o entrevistado afirmou que a mudança era intempestiva, uma vez que a infraestrutura do campus ainda era precária. Aí citou a falta de transporte, o forno das salas de aula, a precariedade da cantina, os insetos que infestavam as aulas...

A repercussão da entrevista foi mínima. Dois dias depois, no entanto, o Conselho Universitário se reunia para punir o aluno, com base no Decreto 477, o AI-5 dos estudantes. Se condenado, era expulsão certa, sem direito a se matricular mais em nenhuma universidade do país.

O acadêmico de Direito soube por acaso, através de um colega, da reunião de emergência do Conselho Universitário e quase morre do susto: “Que julgamento foi esse, que eu, o acusado, não fui comunicado nem tive o direito de me defender?”

Arbítrio e covardia

Soube mais: só se livrou de ser enquadrado no famigerado 477 por falta de provas. É que a TV Clube, começando a funcionar também em condições precárias, não tinha a fita com a gravação da entrevista. Ele apurou depois que nenhum de seus professores abriu a boca para lhe defender na reunião do Conselho Universitário.

Curiosamente, a voz que se levantou em sua defensa foi a do professor e poeta Cassy Távora, que não era seu professor nem seu amigo. Com muita coragem, ele argumentou: começaria muito mal a sua história uma universidade que se interessava em punir um aluno simplesmente por ele expressar a sua opinião publicamente.

Esta história foi contada ontem à tarde por esse ex-aluno, o hoje professor, editor e cronista Cineas Santos, ao receber do Conselho Universitário da Ufpi, sob a presidência do reitor Arimatéia Dantas, o título de “Professor Honoris Causa”, proposto pela vice-reitora Nadir Nogueira  e aprovado por unanimidade.

Cineas Santos contou o fato ao agradecer a homenagem, explicando que a revelação tinha o objetivo de abrir os olhos dos que hoje clamam pela volta da ditadura, sem conhecer os atos que ela é capaz de praticar contra as melhores intenções.

 

Cineas Santos agradece homenagem da Ufpi

Tem caroço nesse angu?

Foto: Divulgação

Governador Wellington Dias e aliados no Ministério Público

 

O governador Wellington Dias reuniu as principais lideranças de sua campanha e saiu em peregrinação pelos órgãos de controle externo. Primeiro, esteve no Ministério Público Estadual. Depois, foi ao Tribunal de Contas do Estado.

Ele declarou que foi a estas instituições manifestar seu apoio ao trabalho delas. O que ele queria, na verdade, era se queixar aos seus dirigentes das últimas operações feitas em secretarias de estado e outros órgãos governamentais.

Três operações

Somente de agosto para cá, foram três barulhentas operações: Topique, na Secretaria de Educação, para investigar o desvio de R$ 119 milhões do transporte escolar; Natureza, na Secretaria do Meio Ambiente, para apurar denúncias de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa, além de crimes ambientais; e Itaorna, nas sedes da Secretaria de Turismo, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Coordenadorias de Desenvolvimento Social e Lazer e Coordenadoria de Combate à Pobreza Rural, bem como na Construtora Crescer, para apurar fraudes em licitações.

Após a visita, ele anunciou que levará os casos ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Portas fechadas

O governador reclamou da realização dessas operações em plena campanha eleitoral. Deu a entender, assim, que o Ministério Público e o TCE devem fechar suas portas e só devem voltar a funcionar depois das eleições.

Com sua ida aos órgãos de controle, o governador criou uma dúvida. Nessas operações, não houve acusações diretas a auxiliares de seu governo, mas a empresas que trabalham para o Estado. Então, por que o incômodo?  Por acaso, agora, tem caroço nesse angu?

Outra coisa: quando estava na oposição, Wellington Dias batia ponto com frequência nas portas dos órgãos de controle para exigir fiscalização nos órgãos públicos, sempre com muito barulho na imprensa. E ele tinha uma predileção especial por esse tipo de visita justamente no período da campanha eleitoral.

Foto: Divulgação

Governador e aliados no Tribunal de Contas

Posts anteriores