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Prefeitura endurece regras da quarentena

Foto: Cidadeverde.com

Guarda Municipal sai às ruas para fiscalizar isolamento em Teresina

 

“Eu, como prefeito e como cidadão, me sinto absolutamente frustrado em tentar tudo que está ao nosso alcance para proteger as pessoas e ver que grande parte continua saindo de casa, inclusive para amenidades”.

O desabafo foi feito pelo prefeito Firmino Filho, através das mídias sociais, com a dura advertência: “Sinto em dizer que não vai demorar o momento de grandes arrependimentos. Esse descompromisso será pago com a vida de muitas pessoas. Muitos nossos conhecidos e familiares”.

Depois do desabafo, o prefeito decidiu baixar ontem um novo decreto restringindo ainda mais o comércio, mesmo em atividades que são importantes para a cadeia de serviços essenciais.
Pela decisão que endurece as regras da quarentena contra o Covid-19, a partir de hoje as lojas de material de construção e de peças automotivas deverão ser totalmente fechadas.

Os petshops deverão fechar parcialmente, com expediente das 8 às 13h. Continuarão abertos apenas para atendimento clínico dos animais.

Guarda na rua

O prefeito assinou também a nomeação de todos os aprovados no concurso da Guarda Municipal de Teresina.

Com isso, a Prefeitura vai aumentar em quase três vezes a presença da Guarda Municipal nas ruas da cidade.
A missão principal é reforçar a fiscalização do isolamento social, segundo o prefeito, “nossa única arma contra a pandemia”.

Serão fechados os estabelecimentos que não se enquadram na área dos serviços essenciais.
O prefeito informou que, a partir de hoje, por decisão do governador Wellington Dias, a Polícia Militar vai reforçar a fiscalização da Guarda Municipal em todas as regiões de Teresina.

Firmino disse que os esforços da Prefeitura e do Governo do Estado serão em vão se cada morador da cidade não fizer a sua parte.
“Então, reforço o apelo para quem relaxou nos últimos dias e está saindo de casa. Essa atitude pode custar a sua vida e a vida de quem você ama. Essa é uma escolha que nem eu nem ninguém pode fazer por você”, apelou.

As autoridades sanitárias alertam que estas duas semanas serão as mais cruciais para a disseminação ou não do coronavírus, daí porque se faz necessário o reforço do isolamento social.

Dividindo a crise com os bancos

Foto: Pedro França/Agência Senado

Senador Ciro Nogueira: dividindo a conta da crise com os bancos

 

Os bancos privados vão ajudar no combate ao Covid-19 no Brasil se o Senado aprovar um projeto de lei que aumenta a alíquota e a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos dos atuais 15% para 50%.

O projeto foi apresentado pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas) e atinge, sobretudo, quatro bancos: Bradesco, BB, Itaú e Santander.

Conforme o senador, trata-se de fazer com que esse segmento da economia, que possui histórico de recordes de lucro decorrente de atividades financeiras, colabore efetivamente com os recursos necessários para a saúde no país.

O parlamentar esclareceu que a medida não afetará correntistas e será aplicada exclusivamente aos grandes bancos e instituições financeiras. 

A ideia do senador é que a receita possa ser dividida entre União, Estados e Municípios, “que hoje enfrentam escassez de recursos em virtude da epidemia da Covid-19”.

Ele disse que os recursos estarão vinculados aos setores da saúde e assistência social.

Ciro Nogueira já se declarou a favor da destinação do Fundo Eleitoral deste ano exclusivamente para a Saúde, se as eleições forem adiadas.

Lucro recorde

Os bancos tiveram um lucro superior a R$ 100 bilhões no ano passado, com o país ainda atolado na crise econômica e financeira.

Há poucos dias, essas instituições financeiras alardearem que ajudariam os clientes a enfrentar a crise econômica decorrente da pandemia de coronavírus.

A seguir, decidiram não liberar empréstimos, aumentaram os juros e reduziram os prazos de pagamentos para dívidas novas.

O Congresso está com três projetos importantes para votar nessa área. Um trata da taxação das grandes fortunas, outro taxa os lucro e dividendos e, por fim, esse do senador Ciro Nogueira que muda a taxação dos lucros estratosféricos dos bancos.

Urgência

O senador Elmano Férrer (Podemos/PI) protocolou pedido de urgência na tramitação do projeto que taxa grandes fortunas. Os recursos, segundo ele, serão destinados para reforçar o sistema de saúde do país, dispondo de novos leitos de UTIs, aquisição de respiradores e hospitais de campanha.

O Projeto de Lei Complementar 183/2019, de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), cria o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), que incidirá sobre patrimônios líquidos superiores a R$ 22,8 milhões, com alíquotas que vão de 0,5% a 1%.

Segundo o senador, a expectativa de arrecadação é de R$ 70 a R$ 80 bilhões. 

O projeto está pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com relatório do senador Major Olímpio pela sua aprovação.

(Com informações da exame.com e Agência Senado)

 

“Janela” partidária se fecha na sexta-feira

Foto: Divulgação/TSE

Eleição deste ano ainda não é certa

 

Começou a contagem regressiva para as eleições municipais de 2020, conforme o calendário elaborado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com o calendário do TSE, o prazo da chamada ‘janela’ eleitoral acaba na próxima sexta-feira, dia 3.

Até lá, vereadores podem mudar de partido para concorrer à eleição (majoritária ou proporcional) de outubro sem incorrer em infidelidade partidária. A ‘janela’ foi aberta em 5 de março.

Também este mês, no dia 4 – seis meses antes do pleito – esgota-se o prazo para que novas legendas sejam registradas na Justiça Eleitoral a tempo de lançarem candidatos próprios às eleições deste ano.

Além disso, até o dia 4 de abril, aqueles que desejam concorrer ao pleito devem ter domicílio eleitoral na circunscrição na qual desejam disputar e estar com a filiação aprovada pelo partido.

Desincompatibilização

Por fim, a sexta, dia 4, marca ainda o fim do prazo para que detentores de cargos de confiança no Poder Executivo renunciem para que possam se lançar candidatos a vereador.

Os que disputarão mandatos majoritários (prefeito e vice-prefeito) só precisam renunciar quatro meses antes do pleito.

Em Teresina, quatro pré-candidatos a prefeito estão nessa situação: Fábio Abreu (PL, secretário de Segurança; Fábio Novo (PT), secretário de Cultura; Simone Pereira (PSD), secretária de Agronegócio, e Kleber Montezuma (PSDB), secretário municipal de Educação.

As convenções partidárias para a escolha dos candidatos deverão ser realizadas de 20 de julho a 5 de agosto.

Eleição incerta

Embora os prazos estejam correndo, não é certa a realização das eleições municipais deste ano. A proposta de adiamento do pleito vem ganhando corpo no Congresso Nacional, em função do avanço da pandemia do Covid-19.

A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, avalia que ainda é cedo para se pensar na suspensão das eleições, mas o Tribunal ainda não bateu o martelo sobre o caso.

 (Com informações do TSE)

O pior ainda não passou

As autoridades sanitárias estão monitorando o avanço do Covid-19 nas mais diferentes perspectivas. O cruzamento de dados inclui desde a evolução e o controle da pandemia em outros países até a propagação da doença em outros Estados brasileiros.

No Piauí e em várias partes do Brasil, as duas primeiras semanas de isolamento social foram enfrentadas com muitas dificuldades. Não era para menos. O país nunca passou por isso.

Ontem, o governador Wellington Dias decidiu prorrogar os efeitos dos decretos nº 18.901, de 19 de março de 2020, e nº 18.902, de 23 de março de 2020, de suspensão de todas as atividades comerciais, educacionais, religiosas, eventos e demais determinações, para o dia 30 de abril.

As medidas foram definidas em reunião por videoconferência com o Comitê de Operações Emergenciais (COE) para o coronavírus, coordenado pela Secretaria de Saúde.

A prorrogação da quarentena vem com medidas mais rigorosas para os idosos, intensificação das barreiras sanitárias nas divisas do Estado, continuação da suspensão das aulas, prorrogação dos prazos de vigência de concursos, ajuda financeira aos alunos da rede estadual de ensino e a continuação da suspensão de todo e qualquer evento.

Abril nervoso

O prefeito Firmino Filho disse ontem que abril será um mês nervoso no combate ao Covid-19, mas o fundamental é preparar a cidade para uma eventual situação de calamidade na saúde pública.

A Prefeitura e o Governo do Estado estão na corrida contra o tempo para oferecer pelo menos 1.000 leitos de UTI com a maior urgência. Mas, se as medidas de isolamento social não surtirem os efeitos esperados, a demanda por leitos de UTI’s pode chegar a 3.000 no Estado.

Firmino informou que os governadores e prefeitos estão pressionando o governo federal para agilizar a remessa dos equipamentos hospitalares e também a liberação de recursos para as ações de combate ao Covid-19.

O cenário é, pois, de muita intranquilidade e incerteza, ainda. Muitos desafios ainda virão até a derrota do vírus. Cada um luta com as armas que tem. Quem está em casa, pode lutar com água e sabão. E sem botar o pé na rua.

Coronavírus avança e isolamento vai continuar

O Comitê de Organização de Emergência (COE) montado pelo Governo do Estado para enfrentar o Covid-19 se reúne hoje para avaliar o resultado das medidas de contenção adotadas até agora e definir novas ações para os próximos 15 dias.

As manifestações do governador Wellington Dias e do prefeito Firmino Filho, através das mídias sociais, indicam que o isolamento social vai continuar.

O governador gravou um vídeo ontem renovando seu apelo para que as pessoas continuem em casa, protegendo-se e procurando proteger também suas famílias. “Ficar em casa é uma grande ajuda neste momento”, enfatizou.

Já o prefeito Firmino Filho afirmou que “tudo que é possível ser feito por uma cidade como Teresina, está sendo feito. Mas as pessoas não podem achar que isso promove segurança para interação social. Não promove!”

O Ministério da Saúde divulgou ontem à tarde que subiu para 14 o número de casos confirmados de coronavírus no Piauí. Em todo o país, são 4.256 casos confirmados e 136 mortes pela doença.

O Piauí resgistra três mortes por coronavírus. A primeira foi a do prefeito de São José do Divino, Antônio Felícia (PT), ocorrida na sexta-feira. Ontem, foram confirmadas mais duas, em Teresina. 

Economia

Ontem, Firmino participou de teleconferência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, junto com os demais gestores que compõem a Frente Nacional de Prefeitos.

No encontro, foi solicitada agilidade na liberação de recursos para que as cidades do país possam enfrentar a crise decorrente da disseminação do coronavírus.

“A pauta incluiu a necessidade de termos os recursos na intensidade e na agilidade necessárias para que possamos ter a máquina municipal funcionando, especialmente nas cidades médias e grandes, que não dependem apenas de FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Expusemos ainda a necessidade de termos a agilidade na chegada de recursos naquelas famílias mais vulneráveis, que estão precisando do nosso apoio neste momento”, informou Firmino Filho.

O prefeito disse que o ministro Paulo Guedes demonstrou abertura em relação às pautas dos gestores da Frente Nacional de Prefeitos.

Teste rápido

Firmino Filho revelou que a Prefeitura de Teresina está avaliando uma medida inovadora no combate ao Covid-19: a realização de testes por amostragem na capital.

A ideia considera que a Prefeitura ainda não tem informações precisas sobre o percentual da população que está infectado com o coronavírus em Teresina. Isso exatamente em função da baixa quantidade de testes realizados.

Dessa forma, o plano da Prefeitura é testar cerca de 900 pessoas assim que o Ministério da Saúde encaminhar o material. “Pretendemos realizar 300 testes por dia. Nossa proposta é detectar os focos, fazer o isolamento e o monitoramento”, explicou o prefeito.

Para ele, essa verificação é necessária para adotar medidas de controle e prevenção. “Como a Covid-19 pode ter sintomas semelhantes aos de várias outras doenças, é muito importante que a gente tenha uma noção da nossa realidade”, ressalta.

Em várias regiões da Ásia, as medidas foram mais bem-sucedidas no controle da doença, com testagem em massa de pacientes e contatos, isolando seletivamente e bloqueando cadeias de transmissão.

As autoridades procuram, de todas as formas, medidas rápidas e eficazes no controle e combate da pandemia.

Estas ações precisam ser reforçadas, entretanto, pela colaboração de cada um, individualmente, tomando os cuidados orientados pelo Ministério da Saúde.

É o que se pode fazer, neste momento crítico.

 

Carta a um amigo que aniversaria

“Meu caro amigo, me perdoe, por favor, se não lhe faço uma visita”... Estes versos da canção do Chico, tão nossa, tão da nossa geração, se atualizam no tempo e cabem perfeitamente na abertura desta missiva.

Eles foram compostos, como você sabe, em momento de silêncio imposto aos brasileiros pelo regime político que até na respiração via ato imperdoável de perturbação da ordem.

Hoje, me valho deles, dos versos do Chico, em um instante que é bem o contrário daquele – chega a ser de plena barafunda.

O pandemônio de hoje decorre, como você sabe, de uma nova pandemia classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Covid-19.

Trata-se de um vírus infernal que verdadeiramente viralizou. Não é dessas bobagens de rede social que não duram 24 horas.

O Corona-19 já chegou a mais de 50 países, inclusive a superpotências, e está furioso para atravessar outras fronteiras no planeta.

Por onde passa, o estrago é grande: colapso nos sistemas de saúde, mortes e pânico.

Por incrível que pareça, o medo maior é o do capital. Mas não é medo de perder vidas. É medo de perder dinheiro.

De fato, no momento, o vírus ameaça matar mais pessoas jurídicas do que físicas. A diferença é que a segunda não pode ressuscitar.

Como diz o filósofo de botequim, melhor descer a ladeira que nas cordas.

Politização

O caso é tão sério, mas tão sério, meu amigo, que Palestina e Israel deram uma trégua em suas lutas sem fim e se deram as mãos para enfrentar juntos o tal coronavírus.

E, no Brasil, o que se vê? Ora, por aqui, em meio à crise monstruosa, o que se vê é político procurando ser mais oportunista que o Covid-19, só pensando em voto.Que coisa!

Mas há também, felizmente, gestores procurando proteger e guiar seu povo, o que não está sendo fácil. Na Bíblia também foi assim, quando Moisés fez a travessia do deserto em busca de porto seguro, a Terra Prometida, liderando uma multidão de impacientes.

Por estes dias vê-se, ainda, a construção fenomenal de redes de solidariedade como testemunho vivo de nossa grandeza humana. 

Cerco ao vírus

O fato positivo é que tropas avançadas de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde estão no campo de batalha, dia e noite, combatendo o perigoso inimigo. Muitos só com a cara e a coragem.

Exércitos de cientistas estão lutando também, em todo o mundo, dentro dos laboratórios, no combate à fera invisível e indomável, em busca de armas químicas e biológicas para derrotá-la.

Enquanto isso, o remédio que as autoridades sanitárias prescrevem é o do isolamento social, é cada um ficar em sua casa. Os que podem, não é? Muitos não conseguem parar. 

Está provado e comprovado que sofreram e sofrem mais em função dos ataques do vírus os lugares que desdenharam dele, que minimizaram seu poder ofensivo.

Tudo passa

Diante disso, não poderei ir até você, para lhe abraçar, hoje, na data de seu aniversário. Fica para outra ocasião.

Vamos esperar esta tempestade passar, como tantas outras já passaram. E que esta noite escura lançada sobre o mundo não seja longa, mas que sirva para melhorar interiormente cada um de nós, em todos os lugares, após este choque terrível.

Que o novo sol que está por nascer para todos nos encontre mais fraternos, mais solidários, menos ambiciosos, menos egoístas e também menos maniqueístas.

E que, assim, possamos dar mais importância aos verdadeiros valores da vida, aos sentimentos humanos mais nobres, dos quais vimos abrindo mão quase sem perceber.

E que, por fim, possamos retornar à nossa rotina o quanto antes, em segurança, mais dispostos, mais determinados e mais entusiasmados do que antes.

É o que espero!

Fique bem e em paz! Parabéns e muitas felicidades!

(para Carlinhos – Dr. Carlos Francisco Almeida de Oliveira)

 

Um bom remédio

Foto: Divulgação/CCom

A Secretaria de Saúde recebe mais uma remessa dos Equipamentos de Proteção Individual, (EPIs)

 

Ainda é cedo para comemorar, mas o que se vê no Piauí, em meio à crise mundial do coronavírus, é alentador na prevenção e no combate à doença.

O governador Wellington Dias apontou, ontem, pela manhã, uma estabilização nos casos de Covid-19 no Estado. Isso depois de analisar os dados mostrando um número maior de casos descartados do que de confirmados.

Até então, dos 348 casos notificados, oito foram confirmados, 173 descartados e 167 suspeitos.

À noite, os dados foram atualizados pela Secretaria de Saúde: 391 casos notificados, 9 confirmados, 192 descartados e 190 suspeitos.

O dado mais importante: o Piauí não registrou morte pelo coronavírus.

Vitória da medicina

O caso de maior repercussão no Piauí, em relação ao Covid-19, é o do apresentador Marcelo Magno, da TV Clube.

Ele passou dias entubado na UTI do Hospital Prontomed, em estado gravíssimo, e já se encontra no apartamento, respirando sem a ajuda de aparelhos, interagindo bem e em franca recuperação. Vence a doença bravamente.

Aqui um aplauso à medicina do Piauí, especialmente à equipe médico-hospitalar que enfrentou com bravura este grave e delicado caso de saúde, totalmente novo em seus currículos e na medicina do Estado.

A equipe que cuida do apresentador deve ser procurada – se ainda não o foi – para compartilhar essa experiência com os demais profissionais do setor que estão na linha de frente do combate à doença no Piauí.

Operação de guerra

As nove pessoas comprovadamente infectadas no Piauí ou estão em tratamento ou em observação. As pessoas que convivem com elas estão em quarentena. É o que manda o protocolo do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Enquanto isso, o Governo do Estado e a Prefeitura de Teresina montam às pressas e nas possibilidades de suas condições, em ritmo de uma operação de guerra, a estrutura mínima necessária ao enfrentamento do novo vírus.

Foto: Semcom

Equipes trabalham na produção de Equipamentos de Proteção Individual para a Fundação Municipal de Saúde

Avaliação

Na segunda-feira, o governador Wellington Dias terá uma nova reunião com o Comitê de Organização de Emergência (COE) para avaliar o resultado das medidas de contenção adotadas até o momento e definir novas ações para os próximos 15 dias.

O importante, neste momento, é não baixar a guarda, não relaxar nos cuidados, sejam os das autoridades sanitárias, sejam os pessoais. Cada um já sabe o que fazer para correr menos riscos de contaminação.

Nessa perspectiva, logo, logo, será criado o ambiente para se fazer o caminho de volta às atividades, dentro de uma margem de segurança responsável.

E volto ao começo: o cenário de ontem injeta uma boa dose de coragem e confiança no espírito das pessoas que vivem a angústia destes dias intermináveis da pandemia. Isso também é um bom remédio.

Claro que o Piauí não é uma ilha, nem a crise passou, mas, como afirmou o médico José Cerqueira Dantas,  diretor geral do Prontomed, quando o Estado se viu cara a cara com o Covid-19, “o medo é a metade da doença, a sensatez é a metade do remédio e a paciência é o começo da cura.”

(Com informações da CCom)

Uma crise a mais

Além da pandemia do coronavírus, com seus impactos desastrosos na saúde e na economia, o Brasil tem uma crise a mais, na política – esta fabricada artificialmente pelos seus próprios líderes.

O que se vê, então, em meio à pandemia na saúde, é um pandemônio na política. Nem em um momento tão crucial para a vida do país, os líderes conseguem se entender. Eles vivem permanentemente a duelar, por qualquer motivo.

Os governadores e prefeitos, seguindo protocolos do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS), adotam a quarentena como medida para conter o avanço da doença.

Nesse aspecto, não estão inovando. Seguem os mesmos passos dos demais 50 países que tentam debelar o vírus ou reduzir os seus efeitos na saúde da população.

Bombardeio

O presidente da República, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, ao invés de apoiar as medidas e solicitar, naturalmente, o reexame de algumas delas, sai atirando nos governadores e prefeitos.

A propósito, o presidente em tudo vê armação contra o seu governo e abre fogo contra os governadores, alguns deles, inclusive, seus aliados, como se estivessem promovendo uma desobediência civil.

Por acaso, em algum momento, passou pela cabeça do presidente Jair Bolsonaro que seria fácil governar um país tão complicado quanto o Brasil? Nunca foi, não é nem será.

Antes dele, todos os presidentes que passaram pelo cargo comeram o pão que o diabo amassou no exercício do mandato.

Uns tiraram os mandatos completos a duras penas. A história dá conta que houve, por exemplo, quem chegou à Presidência vendendo saúde e saiu dela só os cacos; também houve quem sofreu derrame cerebral e morreu no cargo; houve ainda quem renunciou; outros foram afastados e houve até quem meteu uma bala no coração para dar fim à crise no governo.

Fora, Bolsonaro!

Pois bem! Os adversários do presidente, por sua vez, sacam da algibeira o velho plano para derrubá-lo do poder porque ele pensa diferente quanto às medidas emergenciais adotadas.

Ora, as medidas são emergenciais. Podem valer por curto tempo, o necessário. Ou menos que isso, pois não seria razoável arrastar a quarentena indefinidamente.  

Além do mais, não é apenas Bolsonaro que imagina uma estratégia diferente para enfrentar a crise advinda do Covid-19.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Tramp, após duas semanas de isolamento social no país, também quer ver a imediata retomada das atividades dos norte-americanos.

E ninguém está pedindo a cabeça dele por lá por fazer esse chamamento à nação.

O inimigo é outro

No Brasi, porém, tudo é politizado. E não é por aí, através desse espírito de beligerância dos políticos, que o país terá sucesso no combate ao Covid-19.

É certo que o Brasil está com os nervos à flor da pele. O mundo inteiro está nessa mesma situação, por causa da pandemia. E também diante da iminente e brutal recessão que está à porta de todos. Esta virá acompanhada, além do coronovírus, de muitos outros males, muitas outras mortes e muitas outras dores.

Então, o presidente e os governadores, os políticos e empresários, a imprensa, enfim, podem pensar diferente sobre como e o que fazer, mas têm que se dar as mãos para aumentar as chances de vitória nessa guerra medonha.

A luta é contra um inimigo perigoso e invisível, mas não invencível. A derrota do coronavírus é apenas uma questão de tempo.

Até lá, entretanto, é preciso deixar as disputas políticas de lado, é preciso cabeça fria, para enfrentá-lo com mais inteligência e segurança. Ou perderemos a guerra.

Bolsonaro prega o fim da quarentena

Foto: Reprodução/Internet

Presidente Bolsonaro faz pronunciamento sobre o coronavírus

 

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, ontem à noite, o presidente Jair Bolsonaro cobrou o fim da quarentena adotada como estratégia de combate à propagação do coronavírus.

O presidente começou criticando os meios de comunicação do Brasil, que, em sua opinião, provocaram 'histeria' coletiva sobre o Covid-19 e "espalharam a sensação de pavor", tendo como base as mortes na Itália.

Ele lembrou que o país europeu tem clima diferente do Brasil e que as vítimas fatais do coronavírus foram principalmente idosos.

O presidente criticou também governadores e prefeitos, afirmando que alguns fazem uma política de "terra arrasada", fechando as escolas e o comércio.

Ele lembrou que o coronavírus tem taxa de mortalidade baixa. E exemplificou que, em seu caso pessoal, por seu histórico de atleta, se pegasse o Covid-19, só teria uma "gripezinha" ou um "resfriadinho".

Para o presidente, o mais importante seria só se preocupar com o grupo de risco, formado pelos idosos.

Bolsonaro garantiu que o governo federal vem trabalhando firme no combate do coronavírus 'contra tudo e contra todos'.

Em resumo, o presidente avalia que não deve haver confinamento das pessoas, as escolas devem ser reabertas, as lojas devem voltar a funcionar e o transporte de passageiros deve ser feito normalmente.

Na contramão

Em seu pronunciamento de ontem, o presidente Jair Bolsonaro aposta em estratégia totalmente diferente da que vem sendo adotada em todo o mundo para combater o Covid-19.

O presidente anda na contramão do que faz o próprio Ministério da Saúde. O isolamento social como prevenção da doença é uma das ações recomendadas pelo Ministério.

O Ministério da Saúde alertou que, sem essas providências, o sistema de saúde pública do Brasil iria colapsar em meados de abril.

Os números da pandemia

Até aqui, os números da pandemia não assustam o presidente.

O Covid-19 havia infectado, até ontem, 2.129 brasileiros, matando 46 deles, quase todos idosos. Só ontem foram registrados mais 323 casos em todo o país. Não há dúvida quanto à subnotificação. Os exames são demorados e, além disso, muitos infectados não apresentam sintomas.

No mundo, o coronavírus atingiu até ontem 294 mil pessoas, em 50 países, com o total de 18 mil mortes.

Em 2009, o vírus H1N1 infectou mais de 750 milhões de pessoas, atingiu 200 países e matou 285 mil indivíduos. Foi controlado com vacina, o que ainda não é o caso do Covid-19.

A batalha da volta

Nos Estados Unidos, país apontado pelas autoridades sanitárias como próximo foco da pandemia, o presidente Donald Trumb convocou os norte-americanos a retornarem ao trabalho a partir da próxima semana.

Ele alegou que, se a economia do país for forçada a uma recessão profunda, por medidas de distanciamento social, poderá haver mortes por suicídios e outras causas, além das provocadas pelo coronavírus.

Panelaço

Diversas cidades brasileiras registraram panelaços durante o discurso do presidente, ontem à noite. Não eram contra a sua fala, que os manifestantes nem estavam ouvindo. Eram contra ele mesmo.

Apesar do pronunciamento de Bolsonaro, é provável que tanto o Ministério da Saúde quanto governadores e prefeitos mantenham as estratégias já lançadas para enfrentar o coronavírus, avaliando o que deve ser reforçado e o que pode ser suspenso.

É certo que o pronunciamento do presidente teve mais o objetivo de dissipar um pouco o clima de pânico que se instalou no país diante do novo vírus.

Quem observa tudo isso do lado de fora, não deixa de ficar, entretanto, com esta sensação: se correr, o vírus pega; se ficar, o bicho come.

Rodrigo Maia refuta adiamento das eleições

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara considera proposta completamente equivocada

 

Uma voz de peso se levantou ontem contra a proposta de adiamento das eleições municipais deste ano. Trata-se do presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Segundo ele, a discussão sobre o adiamento das eleições, previstas para outubro, é completamente equivocada. A sugestão da suspensão do pleito é apoiada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, como uma forma de conter os impactos da epidemia do coronavírus.

Segundo Rodrigo Maia, o processo político eleitoral não deve fazer parte dos debates e da construção de soluções para o enfrentamento da crise no âmbito da saúde, na garantia da manutenção dos empregos e na preocupação com os mais vulneráveis.

O presidente da Câmara defendeu ações conjuntas entre os três Poderes para minimizar os impactos do coronavírus no País.

Campanha ganha corpo

Nas redes sociais, porém, a campanha contra a campanha eleitoral de outubro ganha corpo. A bancada do Progressistas no Senado, por exemplo, praticamente fechou com a ideia do presidente do partido, senador Ciro Nogueira, de destinar os recursos do Fundo Eleitoral (R$ 2 bilhões) para o combate ao coronavírus, se as eleições forem adiadas.

O cientista político Cleber de Deus, professor da Universidade Federal do Piauí, não acredita no sucesso da proposta. E lança a desconfiança: “O dinheiro continuará nas mãos dos parlamentares. Serão eles que vão distribuir as verbas destinadas ao enfrentamento da pandemia. Tudo ficará na mesma”, raciocina.

A Justiça Eleitoral ainda não se pronunciou sobre a proposta e mantém inalterado o calendário das eleições deste ano.

 (Com informações da Agência Câmara de Notícias

 

 

Foto: Divulgação/TCE-PI

Desembargador Carlos Augusto Brandão, coordenador da Rede Pense Piauí

Rede faz campanha

A Rede Pense Piauí, coordenada pelo desembargador federal Carlos Brandão, também entrou no combate ao coronavírus, de forma virtual.

O grupo reúne professores universitários, empresários, líderes, médicos e outros profissionais.

A nova frente foi aberta porque a entidade avaliou a atual situação como dramática.

 “Precisamos imensamente da cooperação da sociedade civil, de forma articulada com os segmentos da saúde”, apela.

Equipamentos 

O braço operacional da Rede Pense Piauí Coronavírus é a Fadex, da Universidade Federal do Piauí, que montou um escritório virtual para garantir a convergência de ações e recursos da sociedade civil para salvar vidas da pandemia do Covid-19.

O grupo está preparado para produzir milhares de equipamentos de proteção individual, especialmente para uso dos profissionais de saúde.

Por articulação da rede, 400 máscaras higiênicas foram confeccionadas ontem na Casa de Custódia.

10 mil litros de álcool

Também está em andamento uma negociação com a Ambev para o engarrafamento de álcool 70.

A Rede já temos 10 mil litros doados. O engarrafamento depende apenas de autorização da diretoria nacional.

A negociação deve ser destravada hoje, pois a Ambev também entrou na campanha de combate ao Covid-19, com a produção de 500 mil unidades de álcool gel para distribuir a hospitais da rede pública nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e no Distrito Federal, onde há maior número de casos confirmados.

Doações

A Rede abriu também uma conta bancária para receber doações financeiras da sociedade para as ações que estão sendo executadas.

O Fundo Especial receberá doações de qualquer valor, de pessoas físicas e jurídicas.

Sessão virtual

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), comandou do escritório de sua casa a primeira sessão virtual da história da Casa, ontem.
Os deputados aprovaram o decreto do governador Wellington Dias que reconhece a situação de calamidade em função do coronavirus.
Os parlamentares aprovaram também a redução da alíquota do ICMS de 18% para 12% para os produtos de prevenção à transmissão do vírus, como álcool em gel, álcool 70, luvas, máscaras e hipocloreto de sódio. 
 
Foto: Divulgação/Alepi
 
 
Deputado Themístocles Filho preside a primeira sessão virtual da Assembleia

 

 

* Em Teresina, muitos idosos não atenderam a recomendação para ficar em casa e, como não pagam passagem, passam o dia passeando nos ônibus.

* O jeito que a Prefeitura encontrou para segurar os velhinhos em casa foi suspender temporariamente o passe livre dos idosos.

* Os três senadores do Piauí são favoráveis à suspensão das eleições de outubro por conta da pandemia do Covid-19.

* Os candidatos e pré-candidatos é que não estão gostando nada dessa conversa. Para eles, adiar as eleições é golpe!

 

 

Voto virtual

Do Seu Malaquias, sobre a proposta de suspensão das eleições e prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores:

- Se o Congresso Nacional pode prorrogar mandatos através de votação eletrônica remota dos seus membros, por que o eleitor não poderia escolher os seus representantes através de votação eletrônica remota?

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