Cidadeverde.com

E a folha de pagamento continua sendo notícia

Quando assumiu o seu primeiro mandato de governador, em 2003, o petista Wellington Dias garantia que a folha de pagamento do Estado deixaria de ser manchete dos jornais. Isto é, o assunto folha iria desaparecer do noticiário porque seria revolvido de vez.

Quinze anos depois, não deixou de ser. É o só no que ainda se fala, todo final de ano. Aliás, desde o começo do segundo semestre, todo ano.

Ontem, por exemplo, o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, tratou do assunto na TV Cidade Verde.

Ele garantiu no programa ‘Notícia da Manhã’ o pagamento do 13º salário do servidor, ameaçado diante da prolongada crise financeira que afeta o Estado e o país.

Contingenciamento

O secretário afirmou também que o governo faz todos os esforços e estudos para manter a tabela de pagamento do servidor público em dia. 

Rafael Fonteles disse que o Estado faz contingenciamento rigoroso de despesas para evitar um colapso financeiro.

Ele ressaltou que o governo não pode ficar na dependência de receitas extraordinárias para fechar as contas e que nos próximos dias serão anunciadas mudanças na máquina administrativa.

O ponto central, porém, é este: o pagamento da segunda parcela do 13º salário do funcionalismo está assegurado.

Ou seja, a folha de pagamento de pessoal não deixou de ser notícia no Piauí.

Neste caso, pelo menos, uma notícia boa.

 

 

Nem aí

O PP, pela palavra de seu presidente, senador Ciro Nogueira, não se mostrou sensibilizado com a proposta de fim da reeleição do presidente da Assembleia Legislativa, para valer a partir da próxima legislatura.

Ciro Nogueira garantiu que o projeto não altera em nada o plano de seu partido de lutar pela presidência da Casa, em aliança com o PT.

Eleição na APPM

O prefeito Jonas Moura, vice-presidente da APPM, ganhou um aliado de peso para a sua candidatura à presidência da entidade.

O atual presidente, Gil Carlos, abraçou a campanha de Jonas e busca o consenso para a sua sucessão.

Turma do barulho

A informação que chega do litoral do Piauí, mais precisamente da Praia do Cajueiro, dá conta que o local, um dos preferidos dos turistas que fogem das badalações, está literalmente abandonado.

A polícia não funciona, o Detran também não e muito menos o Conselho Tutelar.

O resultado é que a meninada toma conta do pedaço e desanda a faer barulho com seus paredões de som, dia e noite.

O problema não é novo, porém nenhuma autoridade dá ouvido.

"Fica, Doutor!"

Os prefeitos do interior estão para lançar a campanha “Fica, Doutor”, em defesa dos médicos cubanos.

Eles suspeitam que os profissionais brasileiros que os substituirão não se dedicarão da mesma forma aos pacientes.

Maternidade

Os reflexos da interdição da Maternidade Dona Evangelina Rosa, pelo Conselho Regional de Medicina, já começaram.

As quatro maternidades do município – situadas nos bairros Buenos Aires, Dirceu, Promorar e Satélite – já estão superlotadas.

E muitas grávidas em trabalho de parto estão voltando da porta desses hospitais por falta de vaga.

 
 

*Foi apimentado o debate de ontem da TV e Rádio Cidade Verde com os quatros candidatos à presidência da OAB-PI. A eleição será amanhã.

* A conta de água em Teresina sofreu um aumento de 7,31%. Uma contribuição para aplacar o calorzão do BR-O-BRÓ.

* A Receita Federal está comemorando 50 anos de criação. É uma instituição estratégica do governo.

* Não é de hoje que se fala na construção de uma nova maternidade do Estado em Teresina.

* As crianças que nasceram quando essa conversa mole começou já estão é votando.

 

 

Pisando no pé

Deu ontem nas mídias sociais:

- Aqui esperando o pessoal preocupado com a saída dos médicos cubanos postar algo sobre o fechamento da Maternidade Evangelina Rosa.

 

MDB propõe fim da reeleição do presidente da Assembleia

O MDB jogou uma cartada que imagina ser decisiva para apaziguar os ânimos na Assembleia Legislativa e abrir caminho para uma nova eleição do deputado Themístocles Filho para o comando da Casa.

Um projeto apresentado pelo deputado João Mádison, com o endosso da bancada emedebista, propõe o fim da reeleição do presidente da Assembleia, mas a partir da próxima legislatura.

A ideia é fortalecer a candidatura do Themístocles Filho para uma nova eleição de presidente da Assembleia, já que se trata de uma nova legislatura.

Mas a proposta assegura aos partidos mais interessados em sua cadeira – no caso, o PP e o PT – a perspectiva de assumir o comando da Casa a partir da eleição seguinte, em fevereiro de 2021.

No começo da semana, o presidente regional do MDB, senador eleito Marcelo Castro, defendeu um entendimento acerca da sucessão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Briga desnecessária

Ele avalia que não seria interessante nem inteligente os partidos da base governistas se digladiarem para tirar da presidência da Assembleia um aliado, especialmente quando se trata de um político com espírito agregador, como é o caso de Themístocles Filho.

O governador Wellington Dias ainda não se manifestou sobre a questão. Já o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, pregou abertamente uma aliança de seu partido com o PT para enfrentar o deputado Themístocles Filho.

O presidente da Assembleia, por sua vez, em seu estilo comedido e pragmático, prefere se movimentar nos bastidores, afastando-se de polêmicas.

Ele tem a seu favor o fato de prestigiar sempre os colegas, ao longo de seus vários mandatos como presidente da Assembleia. E tem contra ele justamente os vários mandatos como presidente da Casa.

 

 

Licença

A Assembleia aprovou ontem autorização para o governador Wellington Dias se ausentar do país. Ele irá à Inglaterra, para proferir palestra sobre gestão pública.

Os deputados Gustavo Neiva (PSB), Rubem Martins, (PSB) e Luciano Nunes (PSDB) votaram contra.

Cidadania

O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha Barros, ainda nem foi diplomado, mas já está em vias de ganhar um título de cidadão piauiense.

A proposta foi apresentada pelo deputado João Madison (MDB).

Duplicação

Da Assessoria do ex-governador Wilson Martins, a propósito da nova paralisação das obras de duplicação da BR-343, em Teresina:

“Por dever de justiça, durante o governo Wilson Martins, todas as obras de mobilidade da cidade de Teresina avançavam sem que houvesse quaisquer paralisações, vez que o monitoramento era diário e reuniões semanais com os atores envolvidos no processo; ressalvo a paralisação do rodoanel por conta de decisão judicial atendendo demanda de assentamento.”

Leite de pedra

O governador Wellington Dias mandou para a Assembleia Legislativa a proposta de criação de um novo Programa de Recuperação de Créditos Tributários do Estado.

Está querendo tirar leite de pedra.

Justiça Eleitoral

O TRE vai inaugurar o novo prédio onde serão instaladas todas as zonas eleitorais do Piauí. Trata-se de um imóvel moderno e funcional, instalado em área nobre e com acesso fácil.

O terreno desse Fórum Eleitoral foi adquirido na gestão do desembargador Edvaldo Moura, como presidente do TER, e do então corregedor-geral, desembargador Joaquim Santana, sem ônus para a União Federal e com autorização do Poder Legislativo do Piauí.

Quando se findou aquela gestão, 62% das obras estavam concluídas.

 
 

* A Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Piauí (Adapi) reforçou as barreiras sanitárias na Divisa com o Ceará.

* Já foram detectados 11 focos de peste suína naquele Estado. O Piauí compra pouco porco de lá.

* Aos poucos, o futuro ministro Sérgio Moro monta a sua equipe com membros da Lava Jato.

* Ou seja, a partir de janeiro, a “República de Curitiba” se transfere para Brasília de malas e cuias.

 

 

O poder da burrice

Do humorista Fraga:

- A gente só descobre o poder da idiotice quando um idiota chega ao Poder.

 

Estado volta a atrasar pagamento de precatórios

O Governo Estado voltou a atrasar o pagamento dos precatórios (dívidas judiciais). Estão a descoberto os meses de outubro e novembro, o que pode levar a novo bloqueio judicial nas contas do Estado.

Os recursos não repassados somam mais de R$ 25 milhões, correspondentes a mais dois meses de atraso. As transferências para a conta dos precatórios devem ser feitas até 20 de cada mês.

Há um mês, o Tribunal de Justiça, por decisão de seu presidente, desembargador Erivan Lopes, bloqueou as contas do Governo do Piauí para o pagamento de parcelas de precatórios que estavam com quatro meses de atraso.

Os valores bloqueados nas contas do Estado, pelo Tribunal de Justiça, chegaram a R$ 48 milhões.

À época, o presidente do TJ explicou que total bloqueado era referente aos meses de junho, julho, agosto e setembro, nos valores de R$ 12 milhões para cada mês.

O Governo do Estado apresentou recurso judicial ao Tribunal de Justiça contra a decisão, mas não obteve êxito. Também reclamou ao Supremo Tribunal Federal, que ainda não julgou o recurso.

O bloqueio das contas do Estado é um complicador a mais para o governador Wellington Dias, que ainda tenta fazer caixa para pagar a segunda parcela do 13º salário do funcionalismo.

Além disso, o Estado tem dívida na praça com fornecedores e prestadores de serviço. A empreiteira que executava os serviços de duplicação da BR-343, na saída de Teresina, por exemplo, abandonou a obra por falta de pagamento.

Como está no fim do mandato, este ano o governador não pode mais deixar dívidas para a gestão seguinte pagar. Sem dinheiro extra e com os recursos bloqueados, fica complicado o fechamento dessas contas.

 

Obra de duplicação da BR-343 é abandonada

Foto: Cidadeverde.com

Duplicação da BR-343: terceira paralisação das obras

 

A duplicação da BR-343, na saída Norte de Teresina, já se arrasta há seis anos e não ficará pronta tão cedo. A primeira empresa vencedora da licitação para executar a obra, a Getel, abandonou o canteiro sem concluir os serviços.

Foi chamada a segunda colocada, a Construtora Copa, que retomou as obras e, há algumas semanas, retirou seus equipamentos da estrada. A empreiteira acaba de comunicar oficialmente ao DER e ao Dnit que deixou a obra por falta de pagamento.

Com isso, é incerta a conclusão da duplicação da BR-343, em Teresina. O convênio do Governo do Estado com o Dnit, delegando a obra ao DER, já foi prorrogado duas vezes e se encerra no próximo dia 10, sem que os serviços tenham sido concluídos.

O Dnit está apreensivo porque nem as obras de drenagem na área em frente ao residencial Mirante do Lago foram feitas. Assim, com a aproximação do período das chuvas, é grande o risco de novas inundações no trecho e de interrupção do tráfego na BR.

Três paralisações

As obras de duplicação das BRs-343 e 316, na capital, foram iniciadas em 2012, sendo paralisadas por longos períodos por três vezes.

É um caso espantoso, pois são apenas 9 quilômetros em direção ao Norte do Piauí e mais 8 quilômetros em direção ao Sul do Estado.

No início da década de 70 do século passado, no primeiro Governo Alberto Silva, o Piauí foi ligado de ponta a ponta por rodovias asfaltadas.

As obras foram tocadas pelo Governo do Estado, totalizando mais de 1.200 quilômetros de asfalto apenas nessa ligação rodoviária que começava em Luís Correia e acabava em Cristalândia, no Extremo-Sul do Estado, já na divisa com a Bahia.

Além de muitos outros trechos de rodovias estaduais, o Governo do Piauí fez, naquele período, por delegação do DNER, hoje Dnit, o asfaltamento das BRs-222 (de Piripiri a Tianguá, no Ceará) e da BR-316 (de Picos a Araripina). Os batalhões de engenharia do Exército encamparam vários trechos.

Era um tempo em que tudo era difícil, mas o Governo do Piauí entregou esses trechos com asfalto de boa qualidade.

Quatro governos

Hoje, com tudo mais fácil, o Piauí precisa de quatro governos para fazer apenas 17 quilômetros de estradas, dentro da capital, com tudo ao alcance da mão.

Juntaram-se e não deram conta desse serviço os governos Wilson Martins, Zé Filho e Wellington Dias.

Pelo visto, o atual governador vai precisar gastar mais um pedaço de seu quarto mandato para concluir essas obras.

Por essas e outras, o jornalista Deoclécio Dantas bradava sempre: “Êta Piauí difícil!”

Eu completo: e bota difícil nisso!

PT vira um Arenão

 

Na eleição presidencial de domingo passado, o PT escapou no Nordeste. O candidato da sigla à presidência da República, Fernando Haddad, ganhou com folga apenas nos nove Estados da região. Em mais dois, Pará e Tocantins, venceu com diferença apertada. Nos demais, foi derrotado.

Em São Paulo, o seu berço e sua principal base, o Partido dos Trabalhadores perdeu feio. O candidato Fernando Haddad obteve apenas 32% dos votos, contra 68% de Jair Bolsonaro, do PSL.

Os petistas sofreram derrotas fragorosas ainda em Minas (58% a 41%) e Santa Catarina (76% a 24%).

O Estado que deu a maior vitória, proporcionalmente, para Bolsonaro foi o Acre, antigo e tradicional reduto do Partido dos Trabalhadores.

Lá, Haddad conseguiu ontem apenas 23% dos votos, contra 77% de Bolsonaro.

Um levantamento do jornal O Estado de São Paulo indica que, entre os mil municípios brasileiros com os maiores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), Bolsonaro venceu em 967, enquanto Haddad conquistou 33.

Já nas mil cidades brasileiras menos desenvolvidas, Haddad ganhou em 975 e Bolsonaro em apenas 25.

Nas eleições passadas, o PT fez quatro governadores no Nordeste (Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte) e comemorou a eleição de cinco aliados – dois do PSB (Paraíba e Pernambuco)), um do MDB (Alagoas), outro do PCdoB (Maranhão) e um do PSD (Sergipe).

Fuga para os grotões

Com a chegada ao poder, em 2002, na primeira eleição de Lula, aos poucos o PT foi perdendo força eleitoral nas metrópoles, que eram sua base.

Os tradicionais eleitores do partido se desgarraram dele, nessas regiões, em função de alianças, concessões e outras atitudes petistas que os contrariaram e os desapontaram.

O PT recompôs essas baixas investindo politicamente nos chamados grotões, as regiões mais pobres do país.  

No Nordeste, uma dessas áreas, o partido se fez forte com as políticas de inclusão social, especialmente com o Bolsa Família, que se transformou no maior cabo eleitoral dos petistas na região.

Nasce um novo Arenão

A eleição deste ano passará a gestão do programa às mãos de um populista de direita, Jair Bolsonaro. Ele terá em mãos todas as armas para invadir e destroçar os últimos redutos do PT nas próximas eleições.

Em resumo, a eleição presidencial deste ano reduziu o PT a um partido do Nordeste.

Foi em um partido político de expressão apenas nordestina que se transformou a toda poderosa Arena. Era a sigla de sustentação do governo militar e chegou a ser chamada até de “o maior partido do Ocidente”.

Depois, a Arena virou PDS, igualmente chapa branca, mas com influência restrita ao Nordeste. A seguir, o PDS virou PFL, também com peso apenas na região.

E, por último, o PFL, neto da Arena e filho do PDS, sendo apenas um partido do Nordeste, virou pó!

O PT de hoje é aquele Arenão de ontem.

(A coluna deixa de ser atualizada pelas próximas duas semanas, em função das férias do titular)

Sérgio Moro é picado pela 'mosca azul'

Foto: EBC

Juiz Sérgio Moro deixa a Lava Jato e entra no governo

 

O coordenador da Operação Lava Jato, juiz Sergio Moro, aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ser ministro da Justiça. A decisão foi anunciada ontem, pelo próprio juiz e pelo presidente eleito, depois de um encontro reservado entre eles, no Rio de Janeiro.

Segundo a imprensa, o Ministério da Justiça terá um novo desenho, com novas atribuições, no futuro governo, devendo ser ampliado, abrangendo a área de Segurança Pública, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, além da CGU e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Ao aceitar ser indicado para o Supremo, Sergio Moro vai repetir, provavelmente, a trajetória do ministro Alexandre de Moraes.

A pessoas próximas, o juiz da Lava Jato disse que poderia fazer "coisas boas" na Justiça. Uma questão fundamental seria ter o controle da PF. Daí o peso de uma eventual fusão da Justiça com Segurança Pública em sua decisão para compor o ministério.

Sedução

Muito bem. O trabalho do juiz Sérgio Moro na Lava Jato é reconhecidamente muito importante para o país, pois se trata do maior esforço de combate à corrupção da história do Brasil.

Por isso mesmo, é delicada a ida dele para o governo, onde estará pisando em um terreno escorregadio, movediço.

Mas, estas alturas, ele não tinha mais outra alternativa, depois de se mostrar seduzido pelo aceno feito pelo presidente eleito para ser ministro.

O Executivo e o Judiciário são poderes harmônicos, mas diferentes, com funções específicas.

Quanto ao juiz Sergio Moro achar que poderá fazer ‘coisas boas’ no Ministério da Justiça, muitos outros também poderiam fazê-las. O difícil é encontrar quem faça o que ele tem feito na Lava Jato.

De  todo modo, está claro quer Sérgio Moro foi picado perla mosca azul. Por melhores que sejam suas intenções, não custa repetir o Eclesiastes, “Vaidade, vaidade de vaidades, tudo é vaidade!”

 

E agora, José?

O governador Wellington Dias tanto fez, na eleição passada, que conseguiu manter e até ampliar significativamente no Piauí a vantagem do candidato do PT a presidente, Fernando Haddad.

O resultado final da eleição presidencial foi de 55,13% para Jair Bolsonaro (PSL), contra 44,87% para Fernando Haddad.

No total, o candidato petista ganhou em 11 Estados, enquanto o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi vitorioso em 15, mais o Distrito Federal. Em Brasília, o placar foi de 63% a 37%.

O candidato do PT ganhou nos nove Estados do Nordeste e em um do Norte, o Pará, com 55% dos votos, contra 45% de Bolsonaro.

O outro Estado no qual Haddad saiu-se vitorioso foi o Tocantins, com 51% dos votos, contra 49% de Bolsonaro.

Proporcionalmente, o Piauí foi o Estado que lhe deu a maior votação ao PT no segundo turno, com 77% dos votos apurados, contra 23% de Bolsonaro.

No primeiro turno, o Piauí foi também o Estado mais petista, com 63,4% dos votos para Haddad, contra 18,7% de Bolsonaro. O governador Wellington Dias não desmontou o palanque do primeiro turno.

Resta saber agora o que o Piauí mesmo fará dessa votação histórica e estrondosa a favor do candidato do PT e contra o candidato que se elegeu presidente da República.

PP propõe redução da máquina

Foto: Cidadeverde.com

O governador recebe proposta do PP para enxugar a máquina

 

Esta história se passou há mais de dez anos, no Tribunal de Contas do Estado: era um daqueles momentos em que estava em ebulição o debate sobre o aumento da idade para a aposentadoria dos magistrados.

A votação da chamada “PEC da Bengala” – elevando de 70 para 75 anos a aposentadoria compulsória – entrava na ordem do dia do Congresso Nacional.

No TCE do Piauí, fez-se uma roda de conselheiros, cujas funções são equiparadas às de magistrado, para discutir o assunto. Todos torcendo pela aprovação da mudança. Houve apenas um voto divergente, o do conselheiro Luciano Nunes, então presidente do Tribunal de Contas.

Abaixo a PEC!

Em seu estilo a um só tempo irreverente, enfático e sarcástico, o conselheiro fez um discurso inflamado contra a tal “PEC da Bengala”. Disse que era uma imoralidade, que tirava a oportunidade de ascensão dos magistrados mais novos, que prejudicava a oxigenação do Judiciário e mais isso e mais aquilo... E saiu.

Quando Luciano Nunes deu as costas, um conselheiro mais jovem, abismado com a cena, comentou, ingenuamente, dirigindo-se ao veterano e enigmático Sabino Paulo, decano da Casa:

- Que coisa! Eu pensei que o conselheiro Luciano fosse a favor da PEC dos 75, mas não é, não! Ele é contra mesmo essa PEC, Sabino?

Sabino, sem alterar o tom de voz:

- É, sim! Ele quer uma que mude a compulsória para 80 anos!

A gargalhada foi geral, pois a respostava traduzia o verdadeiro sentimento de Luciano Nunes sobre a “PEC da Bengala”, aprovada, afinal, em 2015, e da qual acabou se beneficiando com mais cinco anos no Tribunal.

Que reforma é essa?

Lembrei-me desse episódio a propósito da pregação do Progressistas do Pauí, que, passada a eleição, preparou correndo um documento propondo ao governador Wellington Dias o enxugamento da máquina administrativa estadual.

O documento propõe mudanças na previdência social, reestruturação da máquina administrativa, nova política de recursos humanos, implantação de plano de racionalização das despesas de custeio e a definição de prioridades para o plano de desenvolvimento econômico do Estado.

Faço força para acreditar no propósito austero do PP, mas só me vem à cabeça que o partido está dando uma de Luciano Nunes em relação à “PEC da Bengala”. Ou seja, tudo isso não passa de encenação por mais cargos e mais benesses no governo.

 

 

Foto: Divulgação

O presidente da Fiepi, Zé Filho, tem novo mandato na CNI

Zé Filho na CNI

O presidente da Federação das Indústrias do Piauí – Fiepi, Zé Filho, tomou posse ontem para novo mandato no cargo de 2º Diretor Secretário da Confederação Nacional da Indústria – CNI. 

Zé Filho foi empossado durante Reunião de Diretoria realizada na sede da CNI,em Brasília, junto aos demais integrantes da chapa eleita. 

Novo governo

Os dirigentes empresariais trataram, na ocasião, de assuntos estratégicos para o setor, com apresentação das propostas do futuro governo na área internacional.

Também fizeram análise do novo cenário político estadual pós-eleições e da nova composição do Congresso Nacional. 

O empresário Robson Andrade foi reeleito para a presidência da CNI, por unanimidade, pelo Conselho de Representantes da entidade, composto por delegados de federações das indústrias dos estados e do Distrito Federal, para comandar a CNI no período de 2018 a 2022.

E os precatórios?

A Assembleia Legislativa retoma hoje, para valer, as suas atividades depois das eleições. Muitos assuntos em pauta.

Ontem, o deputado Gustavo Neiva (PSB) fez um pronunciamento sobre a situação financeira do Estado e do bloqueio de R$ 48 milhões, pelo Tribunal de Justiça, para pagamento de precatórios com parcelas em atraso.

Dívida da Cepisa

O presidente Michel Temer recebeu ontem, no Palácio do Planalto, o governador Wellington Dias, que tratou da dívida da União com o Piauí, em função da privatização da Cepisa.

De acordo com o governador, o contrato que federalizou a antiga Cepisa previa o pagamento de um valor ao Estado do Piauí caso a mesma fosse privatizada posteriormente.

Mais de 800 milhões

De acordo com um levantamento feito durante as negociações entre o Estado e a União, o valor que deverá ser repassado ao Piauí ultrapassa os R$ 800 milhões.

Segundo o governador, esse total é resultado de dívidas que o estado assumiu na federalização da Cepisa, no final da década de 90, cerca de R$ 700 milhões, sem correção.

Foto: André Oliveira/Divulgação/CCom

O presidente Temer recebe o governador Wellington Dias e o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles

 
 

* No vai e vem da política, o deputado Dr. Pessoa esta em vias de perder o comando do SDD no Piauí para o seu colega Evaldo Gomes (PTC).

* O PTC está em conversação adiantada para se fundir ao Solidariedade. A partir de fevereiro, Dr. Pessoa fica sem mandato eletivo.

* O homem forte da área econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, desautorizou o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a falar de economia.

* Começou a fogueira das vaidades. Só no inferno – ou no governo de Bolsonaro - um político não pode dar palpite sobre qualquer assunto.

 

 

Uma nova ditadura

Conta-se em Picos que, com o fim do Estado Novo, Justino Luz, um misto de médico e farmacêutico, e político da velha UDN antigetulista, entrou na disputa pela Prefeitura. Fez campanha a cavalo, percorrendo os povoados e distritos, pedindo voto naqueles lugares de povo carente e indisciplinado. A certa altura impacientou-se:

- Nós estamos precisando é de uma ditadura!

Um membro da caravana retrucou:

- O que isso, compadre Justino?!.... Nós acabamos de sair dos horrores de uma Ditadura!!!

Justino emendou:

- Sim! Mas agora tem que ser a nossa!

 

PT, um sobrevivente das urnas

Mesmo contabilizando a sua primeira derrota na eleição presidencial, desde 2002, e de outros insucessos eleitorais nos Estados, o PT sai das urnas de 2018 como um sobrevivente, entre os grandes partidos.

O candidato do partido, Fernando Haddad, conseguiu 30% dos votos no primeiro turno e 44,9%, no segundo turno. Outros grandes partidos, como MDB e PSDB, ficaram na poeira ainda no primeiro turno.  

A partir de janeiro, o PT comandará o maior número de Estados: quatro, todos no Nordeste. No 1º turno, o PT já tinha eleito governadores na Bahia, no Ceará e no Piauí. Com o resultado do 2º turno, Fátima Bezerra (PT-RN) se soma à lista.

Quem vem mais

Depois do PT, quatro partidos elegeram três governadores, cada um. São eles: MDB, PSDB, PSB e PSL. O PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro, por exemplo, estará à frente de Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

Já o MDB, que elegeu sete governadores em 2014, vai comandar Alagoas, Distrito Federal e Pará. O PSB conquistou o governo do Espírito Santo, da Paraíba e de Pernambuco. Os governadores do PSDB foram eleitos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Nas eleições de 2014, o MDB teve o maior número de vitórias nas disputas pelos governos estaduais. O partido elegeu sete governadores. Na época, as vitórias dos emedebistas foram em Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

Depois do MDB, quatro anos atrás, PT e PSDB elegeram cinco governadores cada um. Os petistas estavam no comando do Acre, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais e do Piauí.

Já o PSDB tinha governadores em Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e São Paulo.

O PT também está nas coligações vencedoras de outros cinco estados, após a escolha de Belivaldo Chagas (PSD) para governar Sergipe.  No turno anterior, já haviam vencido Renan Filho (MDB), em Alagoas; Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão; João Azevêdo (PSB), na Paraíba, e Paulo Câmara (PSB), em Pernambuco.

No Senado

MDB, Rede e PP são os partidos que mais elegeram senadores este ano. A partir de 2019, o Senado será composto por 81 senadores de 21 partidos diferentes.

Na nova composição do Senado, perdem partidos grandes e tradicionais, MDB, PSDB e PT. Além deles, PSB e PR também saem como perdedores.

Por outro lado, ganham legendas até agora pouco expressivas, como Rede e PSL. O PSD também sai da eleição com um saldo positivo.

O MDB continua tendo a maior bancada, mas o número de cadeiras caiu cerca um terço: passou de 18 para 12.

O PT teve uma perda parecida: eram nove e agora são seis. Deixará de ser a terceira maior bancada, ficando atrás de MDB, PSDB e PSD, e junto com PP e DEM.

Com o PSDB ocorreu algo parecido: de 12, passará a ter oito senadores.

Esta foi a primeira eleição da Rede, que já tinha um senador porque Randolfe Rodrigues, do Amapá, trocou o PSOL pela legenda. Randolfe foi reeleito.

Outros quatro também ganharam no Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte e Sergipe, aumentando de um para cinco o número de senadores do partido.

O partido do presidente

O PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro, não tinha nenhum senador. Em 2019, terá quatro, representando os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quatro partidos que não têm nenhum senador hoje passarão a ocupar cadeiras no Senado no ano que vem. O PHS elegeu dois, enquanto PRP, PSC e SD fizeram um, cada.

Do lado oposto, o PCdoB, que tinha uma senadora, não terá mais representação, com a derrota de Vanessa Grazziotin, no Amazonas.

Legendas como PSD, DEM, PDT , PTB e PPS terão algum crescimento. Outras, como PP, Pode, PTC e PROS ficarão iguais. Já PR e PSB verão sua bancada reduzida pela metade, passando de quatro para dois senadores, cada.

Na Câmara

A Câmara dos Deputados será composta por 513 deputados federais de 30 partidos diferentes, um recorde nas eleições. Atualmente, 25 partidos estão representados na Casa.

PT e PSL, os dois partidos que se rivalizaram no segundo turno da eleição presidencial, elegeram o maior número de representantes.

A bancada do PT terá 56 deputados e a do PSL, 52. Em seguida com mais cadeiras na Casa aparecem PP (37), MDB (34) e PSD (34).

Maiores bancadas serão do PT (56 deputados) e PSL (52)

O PMDB foi o que mais perdeu cadeiras: caiu de 66 eleitos em 2014 para 34 eleitos em 2018.

O PSL foi o mais ganhou cadeiras: foram 52 deputados eleitos agora, contra 1 em 2014.

O PSDB, que foi a 3ª maior bancada eleita em 2014, caiu para 9º lugar.

MDB desaba

Na comparação do resultado de 2018 com o de 2014, o MDB do presidente Michel temer foi o que sofreu o maior revés. O número de deputados da sigla caiu quase pela metade: despencando de 66 para 34 deputados.

Considerando os números de 2014, apenas o PRTB deixou de eleger um deputado federal.

Esta é a correlação de forças entre os partidos nas eleições deste ano.

(Com informações do g1.com)

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