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As aparências enganam

Foto: Fábio Rodrigues Pazzebom/Agência Câmara

O relator da reforma política e o presidente da Câmara: falta consenso para mudanças

Depois de muita lenga-lenga em três sessões, a Câmara dos Deputados adiou mais uma vez a votação sobre reforma política, que será retomada na próxima terça-feira. Os partidos e as lideranças na Casa fazem as últimas costuras para aprovar a mudança do sistema proporcional para o “distritão”.

Os parlamentares querem também encontrar uma forma de criar um fundo eleitoral, o chamado Fundão, também apeliado de Bolsa-Eleição. Cada um dos artigos será votado separadamente e precisará de 308 votos para ser aprovado.

Na noite de quarta-feira passada, o plenário da Câmara aprovou um destaque do PT, por 441 votos a 1, e retirou da proposta de reforma política o dispositivo que vinculava 0,5% da receita corrente líquida do fundo público para abastecer campanhas eleitorais.

Fundo sem fundo

À primeira vista, é o fim do criticadíssimo Fundo Eleitoral de R$3,6 bilhões para 2018. Ocorre que a criação do fundo público não está descartada. Apenas o valor não está definido. Em aberto, ele pode crescer muito mais.

No fim das contas, há dois espectros brigando pelo texto final. De um lado, o PT, partido do relator, Vicente Cândido, e aliados se mostram favoráveis ao financiamento público de campanhas, mas mostram-se contra o Distritão.

Partidos do chamado Centrão tentam articular a volta do financiamento privado, com Distritão. O grupo petista teme perder espaços, visto que o desempenho do partido nas eleições de 2016 foi desastroso.

Não parece, mas os petistas e aliados contam com apoio do PRB e PR, partidos de Celso Russomanno e Tiririca, que se beneficiam do sistema proporcional por terem puxadores de voto, aumentando suas bancadas.

Cláusula de barreira

Aparentemente, houve um avanço concreto: a Comissão Especial da Reforma Politica aprovou o fim das coligações e a cláusula de barreira. Hoje, os votos excedentes para deputado federal, estadual e vereador são aproveitados para eleger candidatos da coligação que não estejam entre os mais votados. As duas medidas geram restrições para alianças espúrias. Aprovado o Distritão, porém, essas mudanças são totalmente inúteis.

O fato é que, com o adiamento da votação , os deputados vão se virar para dar um jeitinho de aprovar o financiamento de suas campanhas, na verdade o ponto que de fato interessa a todos eles.

Mas, fora do Congresso, o eleitor imagina que está havendo uma reforma política. Ou seja, desta vez, ele, o eleitor, já começa sendo enganado antes da eleição.

A renúncia de Jânio: um mistério de 56 anos

Foto: Erno Schneider/JB

A foto de Erno Schneider, no flagrante de Jânio com os pés enviesados, venceu o Prêmio Esso de Jornalismo de 1962.

 

Hoje faz 56 anos de um dos atos mais inesperados e mais controvertidos da história do Brasil: a renúncia do presidente Jânio Quadros. Com seu gesto brusco e radical, a política brasileira virou de ponta-cabeça. Até hoje o episódio ainda não foi devidamente esclarecido.

Jânio Quadros foi o fenômeno político e eleitoral de seu tempo. Em apenas 13 anos, ele foi de vereador a presidente, passando pelo Governo de São Paulo. Uma carreira política meteórica.

Na manhã de 25 de agosto de 1961, depois de presidir as cerimônias cívico-militares alusivas ao Dia do Soldado, ele voltou para o gabinete no Palácio do Planalto e mandou a carta-renúncia ao Congresso Nacional. Em seguida, se mandou de Brasília.

Foto: Reprodução

Jânio em campanha para a presidência

O “Homem da Vassoura”

Jânio concorreu à Presidência com o apoio da incendiária UDN. Conquistou grande parte do eleitorado urbano prometendo combater a corrupção e usando uma expressão por ele criada: varrer toda a sujeira da administração pública.

Seu símbolo de campanha era uma vassoura. Utilizou como mote da campanha o "varre, varre vassourinha, varre a corrupção".

Em 3 de outubro de 1960, foi eleito o 22º presidente do Brasil, para o mandato de 1961 a 1965, com 5,6 milhões de votos, considerada a maior votação obtida no País até então.

Ele venceu por uma diferença de mais de 2 milhões de votos o marechal Henrique Lott, ex-ministro da Guerra. Uma vitória espetacular, pois ele estava derrotando um candidato que gozava de alto conceito na República e que fora apresentado pelo presidente Juscelino Kubitschek, no auge de sua popularidade.

Naquela época, as regras eleitorais estabeleciam chapas independentes para a candidatura a vice-presidente. Por esse motivo, João Goulart, o vice de JK e líder do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi reeleito.

Reprodução: CPDOC/FGV

Jânio nos palanques e na homenagem a Che Guevara

Camaleônico

Polêmico, misterioso, revolucionário, culto, imprevisível, autoritário, estadista, populista, direitista, carreirista, pernóstico, reacionário e louco. Estas e outras facetas, mais a de que era também dado a porres homéricos, estão sendo lembradas ao longo deste ano, na passagem do centenário de nascimento de Jânio.

Orador teatral, Jânio Quadros despertava empatia e contagiava as massas. Mestre em português, geografia e história.

A imprensa e as lideranças políticas de seu tempo tentaram pintá-lo com tintas caricaturais. Ele estava pouco se lixando para os que procuram ridicularizá-lo como uma personagem folclórica da política nacional.

Jânio Quadros, pelo contrário, até dava munição aos adversários de mão beijada.

Por trás daquela figura exótica de homem público, estava na verdade um político astuto, austero e arrojado. Um governante que sabia exercer o poder em sua plenitude.

Além disso, o homem culto, poliglota, que escrevia e falava fluentemente em inglês, francês, espanhol e italiano. Viajou o mundo todo.

Uma sucessão de crises

Em seu governo, Jânio Quadros atuou com algumas frentes que causaram muita polêmica e que são lembradas até hoje. Ele deu continuidade à política internacional, restabelecendo relações diplomáticas e comerciais com a União Soviética e a China, algo impensável dentro da geopolítica de então, que dividia o planeta em dois gigantescos polos ideológicos.

Também nomeou o primeiro embaixador negro da história do Brasil e homenageou Che Guevara com a mais alta condecoração do país, a Ordem do Cruzeiro do Sul.

Jânio criou as primeiras reservas indígenas, como o Parque Nacional do Xingu, e os primeiros parques ecológicos nacionais, entre eles o de Sete Cidades, no Piauí.

Ele teve também atitudes prosaicas na presidência. Governava por bilhetinhos e chegou a proibir as rinhas de galo, o uso de biquíni em concursos de miss que fossem televisionados e o lança-perfume em bailes de carnaval. E ainda regulamentou o jogo de carteado.

Foto: Reprodução

Dia do Soldado: último compromisso oficial de Jânio

Um salto para o golpe

Mais rápida que a ascensão, foi a sua queda. Ele fez um governo-relâmpago, em seu curto mandato de presidente, de 31 de janeiro de 1961 a 25 de agosto de 1961, quando renunciou.

Até hoje sua renúncia não foi completamente esclarecida. A resposta para o seu surpreendente gesto desafia os historiadores. Há quem avalie que ele renunciou em busca de mais poder, pois seu plano original seria retornar nos braços do povo.

Há também uma versão, pendendo mais para o humor, de que ele estava de porre.

Sua renúncia, que ele próprio atribuiu a “forças terríveis”, desencadeou uma crise institucional sem precedentes na história republicana do país, porque a posse do vice-presidente João Goulart não era aceita pelos ministros militares nem pelas classes dominantes.


Renúncia foi uma denúncia

Para seguidores de Jânio, como Gastone Righi, deputado federal (já falecido) por quatro legislaturas por São Paulo e ex-presidente nacional do PTB, não houve uma renúncia, mas sim uma denúncia.

A denúncia, segundo ele, era esta: o país era ingovernável. O sistema político, as organizações administrativas e do estado, a Constituição e as instituições eram todos modelos importados, sem qualquer eficácia ou qualquer funcionalidade para o país e o resultado só poderia ser o caos.

Se foi uma denúncia, ela não encontrou eco.

Foto: Reprodução

A renúncia do presidente na imprensa

A renúncia de Jânio por ele mesmo

A especulação mais recorrente sobre a sua renúncia é a de que ela representava mais um dos atos espetaculares característicos do estilo de Jânio.

Com ela, o presidente pretenderia causar uma grande comoção popular e o Congresso seria forçado a pedir seu retorno ao governo, o que lhe daria grandes poderes sobre o Legislativo. Não foi o que aconteceu, porém.

A renúncia foi aceita incontinenti e de muito bom grado pelo parlamento. A população se manteve indiferente.

Muitos anos depois, o próprio ex-presidente declarou, em entrevista, sobre aquele gesto dele que deixou o país perplexo:

- Deodoro da Fonseca renunciou; Ruy Barbosa renunciou; Getúlio renunciou. De modo que estou muito bem acompanhado num país em que não se renuncia a nada.

Este foi o Jânio Quadros que o Brasil conheceu!

As lágrimas da senadora

Primeiramente, ninguém pode ser a favor de agressões a quem quer que seja. As relações em sociedade exigem respeito a todos. Mesmo a quem pensa e age diferente. Nesse contexto, a imprensa não tem o direito de sair do seu papel de criticar, quando julgar necessário, para o de atacar inconsequentemente.

 Dito isso, passo a analisar a reação da senadora Regina Sousa (PT) à decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que, à unanimidade de seus desembargadores, decidiu manter no ar (Youtube) o vídeo em que a blogueira Joice Hasselmann dispara ataques e xingamentos contra ela.

 

Desapontamento

Em lágrimas, a senadora confessou da tribuna que, neste momento, se sente menos agredida pela blogueira do que pelos desembargadores. Ela disse estar revoltada e chocada com o aumento da intolerância no País.

Regina criticou a sentença, lamentando que ela permita que qualquer um agrida seu adversário político como bem entender, em nome da liberdade de expressão.

 

“Eu fico pensando se esse desembargador tem filha, tem mulher, tem mãe. E se ele gostaria que ela fosse chamada de anta, de cretina, de analfabeta”, reagiu. Ela disse que recorrerá da decisão da justiça do DF, embora ache pouco provável que consiga uma vitória.

 

Intolerância

Para Regina, o que mais importa, neste momento, é que a intolerância e o ódio sejam combatidos e que os brasileiros se unam numa luta contra o preconceito, o ódio e a intolerância, “antes que o País vire uma barbárie”.

Ela recebeu a solidariedade de vários senadores.

Não é a primeira vez que a senadora Regina Sousa se vê nesse tipo de situação. Outro dia, ela se sentiu ofendida pelo humorista Danilo Gentili, que a chamou de “tia do cafezinho”. Em ambos os casos, a senadora recorreu à Justiça. Mas ela já foi posta em situação vexatória também por colegas de Senado, no plenário.

A senadora conclama pelo fim da intolerância e do ódio.  Essa luta é justa e necessária, mas é curioso que só faça isso agora, quando se sente pessoalmente atingida. A toda hora seus companheiros de PT distribuem agressões, ataques e impropérios contra os adversários e não há uma palavra dela censurando esses gestos desrespeitosos e tresloucados.

 

Desafio 

O exercício da função pública é muito mais do que ficar o tempo todo posando de vítima, ainda que seja. É preciso que a senadora vá além e passe a combater igualmente todo ato de intolerância, até mesmo quando praticado por seus companheiros de partido.

que a vida pública exige de cada um que faz a opção por ela, voluntariamente, é, sobretudo, bom senso e coragem para defender com firmeza a causa pública e os interesses de seus representados, de coração aberto e com gestos largos, para não cair na tentação de fazer proselitismo, inclusive com seus eventuais traumas e dramas pessoais.

 

Foto: Pablo Cavalcante/RCV

Ex-governador Wilson Martins, presidente reeleito do PSB do Piauí

Missão impossível

O presidente reeleito do PSB no Piauí, ex-governador Wilson Martins, acha muito difícil o governador Wellington Dias acomodar todos os partidos da base aliada em seu palanque, em 2018.

Em sua previsão, muitos aliados vão saltar da barca governista e subir ao palanque da oposição.

Canetada

O presidente Michel Temer já passou a caneta nos indicados pelo deputado federal Rodrigo Martins (PSB) no Piauí.

Saiu a exoneração do delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA do Piauí,  Fernando Lima. As próximas serão as de Luis Sérgio, na Chesf,  e Ney Ferraz, no INSS.

Rodrigo Martins votou pela aceitação da denúncia da PGR contra o presidente Temer.

Choveu na horta

A mudança é chuva na horta do deputado federal Júlio César (PSD). O parlamentar já trabalhava para indicar o delegado do MDA no Piauí. Júlio César indicou o superintendente do Incra no Estado.

Se for confirmada a indicação para o MDA, todas as ações federais relativas ao setor primário no Estado ficarão nas mãos de Júlio César, que é também presidente da Federação da Agricultura do Piauí.

A dor sumiu

O desembargador Sebastião Ribeiro Martins, do TJ-PI, será um dos homenageados com o Colar do Mérito do TCE, na próxima segunda-feira, dia 28.

O magistrado deu uma cacetada no Tribunal de Contas do Estado, anulando o seu papel fiscalizador, no julgamento do processo de subconcessão da água em Teresina.

Depois, passou Gelol, refazendo o seu ato.

Tragédia no Parque

O deputado Paes Landim (PTB) fez discurso na tribuna da Câmara Federal sobre a tragédia ocorrida no sábado no Parque Nacional Serra da Capivara, onde três guardas foram vítimas de emboscada de caçadores, e um deles veio a falecer.

Ele relatou que o Parque é um dos mais extensos do País, mas possui apenas 30 guardas, “número insuficiente para preservar um patrimônio da humanidade, tão importante, que tem mais de 500 sítios arqueológicos”.

O deputado lembrou que já sugeriu ao Ministro Sarney Filho que seria importante um convênio com o Ministério de Ciência, Tecnologia, já que o Parque é também arqueológico e científico, para que o este Ministério pudesse também ajudar o Ministério do Meio Ambiente na condução do Parque.

Foto: Divulgação

FestLuso - Está a pleno vapor a 9ª edição do Festival de Teatro Lusófono (Festluso) no Piauí. Com realização anual desde 2008, o encontro é um dos principais espaços de intercâmbio entre a cena teatral dos países de língua portuguesa em todo o mundo.  O foco do festival é o teatro dos países africanos de língua portuguesa. O festival reúne artistas de países como a Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Macau, Timor Leste e Portugal. O FestLuso  tem o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria  de Cultura, e da Uespi e Circuito de Teatro em Português. A realização é do Grupo Harém de Teatro. Além de Teresina, o festival tem programação em Parnaíba, Floriano e Oeiras.

*O Movimento Outubro Rosa terá este ano duas atividades, uma corrida da Ponte Estaiada ao Teresina Shopping e uma caminhada também no mesmo percurso, no dia 8 de outubro.

* O evento, lançado na terça-feira à noite, é realizado anualmente pela Fundação Maria Carvalho Santos e tem o objetivo de prevenir o câncer de mama.

* O governador Wellington Dias sancionou a lei que garante a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Técnico-Administrativos da Uespi.

* A Guarnição Federal de Teresina comemora amanhã, a partir das 8h, no 2º BEC, a passagem do Dia do Soldado.

Dias melhores virão

O escritor Marcos Damasceno, vice-prefeito de Dom Inocêncio, pelo PT, estava saindo de uma agência da Caixa Econômica Federal, no Centro de Teresina,  quando foi abordado por um homem, Testemunha de Jeová. Ele perguntou ao escritor, a quem não conhecia, evidentemente:
- "Você acredita que o sofrimento vai acabar?"
Damasceno foi categórico:
- "Pelos menos o meu vai. Na próxima semana, terei audiência com o governador Wellington Dias".

A volta do financiamento privado das eleições

A reforma política vai e volta e não sai do lugar. Mas não se iluda: apenas um e único ponto interessa verdadeiramente aos parlamentares – é o financiamento de campanha. O mais é perfumaria, como diria Juscelino Kubitschek, ao analisar os embustes políticos de seu tempo.

O desespero dos congressistas tem sentido. Ele decorre do fim do financiamento privado, proibido desde as eleições municipais do ano passado. Então, eles querem levantar urgentemente um fundo público de financiamento, já chamado de Fundão e também de “Bolsa Eleição”.

Ou fazem isso ou ressuscitam o fundo privado, que existiu até as eleições de 2014. As doações das empresas para os candidatos foram proibidas porque se viu que o dinheiro que irrigava as campanhas políticas sangrava os cofres públicos, através de licitações viciadas, propinas e outras traquinagens.

O Brasil é um país capitalista. O esperado, portanto, seria que os candidatos tirassem dinheiro do próprio bolso para custear suas campanhas. Ou que o conseguissem ‘multando’ os parentes e ainda convencendo os amigos e a empresas a acreditarem em seus projetos.

Mudanças

Portanto, o financiamento privado, devidamente regulamentado, ainda é o mais indicado para o Brasil. Não faz sentido um país que ameaça cortar R$ 10 do salário mínimo despejar quase R$ 6 bilhões apenas na campanha eleitoral.

Para que o financiamento empresarial volte, e sem os vícios do passado, a reforma deve dar, entre outros, os seguintes passos:

1. Fixar um teto para as doações; ele já existe para a pessoa física.

2. Estabelecer que uma empresa ou um mesmo grupo empresarial com CNPJs diferentes só pode doar para um candidato a cargo majoritário (presidente, governador e senador);

3. Exigir que, nos casos de presidente, governador, senador ou deputado federal e estadual, a empresa só possa fazer doação para candidatos do mesmo partido, ainda que em estados diferentes;

4. Determinar que a doação seja feita exclusivamente através de depósito em conta corrente do candidato aberta especificamente para esse fim;

5. Proibir expressamente a doação oculta;

Propaganda

Para fechar com chave de ouro a reforma, nesse quesito, os programas eleitorais passariam a ser exibidos apenas com o candidato e a câmera, apresentando sua plataforma eleitoral, sem outros recursos tão caros aos marqueteiros, como efeitos, imagens externas, edição, etc. – pois estes encarecem sobremaneira a propaganda eleitoral e falsificam candidatos;

O país não teria opção mais razoável, mais decente e mais democrática no momento.

Foto: Divulgação

Na posse na presidência da Codevasf, Avelino Neiva recebe cumprimentos de Heráclito

Posse

A ideia inicial era fazer uma festa de arromba, mas ela evoluiu para um ato simples e meramente protocolar. Refiro-me à posse do economista Avelino Neiva na presidência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Ele assumiu o cargo ontem, em ato realizado no gabinete do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.

Bandeiras

O novo presidente da Codevasf garantiu que vai lutar pela transposição do Rio São Francisco e pelo desenvolvimento dos Cerrados piauienses.

Neiva afirmou ainda que trabalhará para que o país tenha um transporte a custo baixo a partir da navegação do Rio Parnaíba.  

A solenidade contou com a presença de deputados e senadores da bancada piauiense, entre eles o padrinho de sua indicação, Heráclito Fortes.

Campanha

O líder da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Robert Rios (PDT), solicitou ontem ao procurador regional eleitoral que proíba o ex-presidente Lula de fazer campanha eleitoral extemporânea no Piauí.

Lula chega ao Estado através do município de Marcolândia e visita ainda Picos, Teresina e Altos.

Imagem: Reprodução

Armas

O sistema prisional do Piauí foi contemplado com novas armas, equipamentos de proteção individual, viaturas, munições e granadas.

A informação é do gerente da Casa de Custódia de Teresina, tenente Jean Carlo Bezerra, que articulou junto à Força Nacional, para que a Secretaria de Justiça do Piauí recebesse o material de segurança.

De acordo com Jean Carlo Bezerra, são duas viaturas; 20 carabinas calibre 5.56; 30 pistolas calibre 40; 30 pistolas de choque taser; 30 bastões polímero 60cm; 30 bastões polímero 90cm; 20 capacetes balísticos; além das munições, granadas e equipamentos de proteção individual para os agentes de segurança prisional.

Mais armas

A Secretaria de Justiça do Piauí também está adquirindo, com recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), 500 pistolas calibre 40; outras 60 carabinas calibre 40; e mais de 100.000 unidades de munições e cartuchos.

O reforço na parte de segurança faz parte do Plano de Modernização do Sistema Prisional.

Foto: Pedro Rodrigues

Novas ruas - A Prefeitura de Teresina realizou ontem à noite a solenidade de entrega de placas com nomes de ruas às famílias das pessoas homenageadas. O evento fez parte do programa oficial dos 165 anos da cidade e foi presidido pelo prefeito Firmino Filho. Entre os homenageados com nomes de 110 ruas, estão Capitão Mayron, Dr. Chico Ramos, Djalma Costa e Silva, Donizetti Adalto, Leôncio Ferraz, José Raimundo Teixeira e Silva e Marco Veloso. A cerimônia foi encerrada com show do cantor Clodo.

*A empresa Águas de Teresina já começa dando "ratada". E justamente onde não poderia nem deveria.

* Clientes que pagavam as contas de água em débito automático junto ao Banco do Brasil não efetivaram o pagamento da
fatura.

* Motivo: a empresa não possui convênio com o BB, que é o banco oficial dos servidores públicos estaduais.

* O governador Wellington Dias assinou com o Banco do Nordeste a prorrogação, até julho de 2018, para assinatura de empréstimo no valor de R$ 59 milhões.

O capitalizador

Ontem, após a posse de Avelino Neiva na presidência da Codevasf, o deputado federal Heráclito Fortes destacou que as questões do Nordeste, e em especial as do Piauí, estarão agora sob o olhar de um piauiense que sabe dos seus problemas e das suas necessidades. Para ele, Avelino Neiva é um técnico que tem sangue político e saberá unir as duas coisas à frente da Codevasf. O parlamentar exultou:

- Além disso, Avelino tem decisões rápidas e eficientes e age como um pacificador, um capitalizador que une a bancada.

PMDB joga as cartas na mesa para 2018

“É impensável que o PMDB não ocupe um desses cargos”. A colocação, em tom enfático, é do presidente regional do PMDB, deputado federal Marcelo Castro. Os cargos a que ele se refere são os quatro da chapa majoritária do governo para 2018.

O presidente do PMDB lembra que o governador Wellington Dias é candidato natural à reeleição. Então, este cargo não está em disputa, como também não está em discussão a vaga do senador Ciro Nogueira, que concorrerá à renovação do mandato.

Pelas contas do deputado Marcelo Castro, sobram na chapa majoritária os cargos de vice-governador e um de senador. O PMDB quer a cadeira de vice. No seu raciocínio, como o PP já está sendo contemplado com a vaga da reeleição de Ciro, não pode ficar com a vice.

A vontade do governador

O presidente do PMDB tem consciência, no entanto, de que a escolha do companheiro de chapa do governador não depende exclusivamente da vontade dele. A definição do nome passa por todos os partidos da base aliada.

Como não considera que a vaga de vice deva permanecer com o PP, Marcelo também avalia que a cadeira ocupada pela senadora Regina Sousa não deve ficar com a petista, pois ela não foi eleita, mas sim convocada para o exercício do mandato como suplente de Wellington Dias.

É o PMDB jogando suas cartas na mesa para as eleições de 2018 no Piauí de forma muito clara.

Foto: Divulgação

Mão Santa discursa no Congresso Estadual do PSB

PSB na oposição

O ex-governador Wilson Martins foi reconduzido ontem à presidência regional do PSB, no Congresso Estadual do partido realizado em Teresina.

Wilson garantiu que o PSB seguirá firme em sua caminhada como partido de oposição no Piauí.

Prestigiado

O Encontro Estadual do PSB foi prestigiado por lideranças de todos os partidos de expressão no Estado. Do PMDB, foram, entre outros, o deputado federal Marcelo Castro e o ex-ministro João Henrique. Um luta para manter o partido no governo e o outro para levá-lo para a oposição.

Mais

Também estiveram presentes o senador Ciro Nogueira, presidente regional do PP, o prefeito Firmino Filho e o prefeito de Parnaíba, Mão Santa (SD), além do ex-senador Freitas Neto, entre outras lideranças.

Os deputados Átila Lira e Rodrigo Martins também compareceram ao encontro de seu partido.

Lula cá

Mais uma cidade foi incluída no roteiro da visita do ex-presidente Lula ao Piauí, no início do próximo mês: Altos, cuja prefeita mudou de partido e foi reeleita pelo PT no ano passado.

Lula inicia sua visita ao Estado por Alagoinha. Depois segue para Picos, Teresina e Altos. 

Foto: Divulgação

Revide - De acordo com os registros e apontamentos do missólogo Nildomar da Silveira Soares, a piauiense Teresinha Alcântara perdeu o título de Miss Brasil, em 1956, para uma gaúcha. Agora, Monalysa Alcântara ganha o título de uma gaúcha. 

* O vereador Luís André (PSL) disse que até novembro estará aprovado na Câmara Municipal o titulo de cidadão teresinense para o prefeito João Dória.

* A proposta, já rejeitada uma vez, na semana passada, será assinada agora por ele e por mais 14 vereadores da capital.

* O governo levou uma semana para desmentir a redução do novo salário mínimo em R$ 10.

* O presidente Temer defende que o Brasil adote o semipresidencialismo. Deve ser pelo fato de o país já ter um semigoverno.

Atentai bem!

Ontem, no Encontro Regional do PSB, o presidente do PMDB, deputado Marcelo Castro, pediu licença para sair logo que o prefeito de Parnaíba, Mão Santa (SD), foi chamado para discursar. O deputado Robert Rios (PDT) não perdeu a oportunidade:

- O deputado Marcelo Castro apressou a sua saída porque agora é que vão  começar os discursos contra o PT.

(Colaborou Elivaldo Barbosa)

A especialidade do PMDB do Piauí

No PMDB do Piauí, há uma corrente majoritária que acredita sair vitoriosa na convenção extraordinária acertada para janeiro. Se tal ocorrer, o partido apoiará a reeleição do governador Wellington Dias, indicando o candidato a vice.

Os acordos sobre a candidatura de vice na chapa majoritária só serão fechados, no entanto, a partir de abril. Como são muitos os interessados de peso, a partir do próprio PP, hoje dono da cadeira, não é certo como 2 mais 2 são 4 que o PMDB será o dono da vaga. A questão fica em aberto.

Admitindo-se, porém, que a corrente do ex-ministro João Henrique Sousa, que advoga a candidatura própria, saia vencedora, desbancando a da aliança governista defendida pelos deputados, para onde o ex-ministro vai sem o apoio do PMDB?

Dando as costas

Abandonar os companheiros no meio do caminho, nas campanhas eleitorais, é a especialidade do PMDB do Piauí. Relembre alguns episódios:

1. No restabelecimento da eleição presidencial, em 1989, o partido tinha candidato próprio ao Planalto. Era o deputado Ulysses Guimarães, Senhor Diretas e condutor da Constituinte que resultou na Carta Cidadã de 88. No Piauí, ele foi abandonado pelo partido, que abraçou a candidatura do furacão Collor;

2. Nas eleições estaduais de 2002, o partido, derrubado do poder pela Justiça Eleitoral, lançou como candidato próprio a governador o professor Jônathas Nunes, ex-reitor da Universidade Estadual do Piauí. Ele foi  responsável pela expansão da interiorização do ensino superior no Estado em ritmo frenético. Os peemedebistas aderiram à candidatura do deputado petista Wellington Dias, que se apresentava como mais promissora;

3. Nas eleições de 2006, o senador Mão Santa quis voltar ao governo. Venceu a convenção do PMDB, mas o partido não o acompanhou. Preferiu a sombra e a água fresca do poder e caminhou com o governador Wellington Dias para a reeleição;

4. Agora na sucessão estadual de 2014, o PMDB do Piauí lançou ao Karnak o seu presidente regional, deputado federal Marcelo Castro, com o apoio de todos os partidos aliados. Quando o vice-governador Zé Filho sentou na cadeira de governador, o PMDB em peso deu as costas a Marcelo e acompanhou o governador.

5. Com derrota de Zé Filho, o PMDB, que estava na oposição, pela vontade das urnas, correu de novo para os braços do governador Wellington Dias. Hoje está no governo, muito bem, obrigado!

É com esse partido que o ex-ministro João Henrique quer contar para o seu sonho de disputar o governo?

Temer, o invencível

Foto: Agência Brasil

Presidente Temer: insuperável em medidas impopulares

O presidente Michel Temer vai passar à história como o insuperável. Pelo menos em impopularidade. É monstruoso o esforço do governo para se superar a cada dia nesse quesito.

Nas comemorações do primeiro ano de governo, em maio passado, a situação já não era boa. Mesmo contabilizando avanços na economia, que pegou aos frangalhos, ele pagava o preço do ajuste fiscal e do lançamento das reformas trabalhista e previdenciária.

Embora necessárias, essas medidas foram muito mal apresentadas pelo governo e impiedosamente bombardeadas pela oposição e pelos sindicatos.

Temer foi à lona com a denúncia do delator-mor da República, Joesley Batista, abraçada de muito bom grado pelo procurador-geral Rodrigo Janot e pela grande mídia.

Aumento de impostos

O presidente esperneou e conseguiu escapar da denúncia, na Câmara dos Deputados. Antes de sair dessa encruzilhada, porém, aumentou as contribuições do PIS/Cofins sobre os combustíveis. Os preços nos postos dispararam. O que já era ruim ficou pior e sua popularidade foi para o volume morto.

Depois, abusando da sorte, o governo cogitou aumentar as alíquotas do Imposto de Renda para fechar as suas contas. Como a reação foi grande e imediata, ele recuou.

Tirando de onde não tem

Mas o governo não desiste. Agora, vai tirar de onde tem menos – do salário mínimo, hoje de  R$ 937. Pela primeira vez em 15 anos, o salário mínimo não terá aumento acima da inflação.

O valor anunciado para 2018 foi de R$ 979. Pois o governo entendeu de cortar R$ 10 reais, reduzindo esse valor para R$ 969.

Atualmente, cerca de 45 milhões de pessoas recebem salário mínimo no Brasil, entre elas aposentados e pensionistas, cujos benefícios são, em grande parte, pagos pelo governo federal, através da Previdência.

Com o salário mínimo menor, o governo economiza nas despesas com o pagamento desses benefícios. O corte no salário mínimo, se confirmado, deve gerar uma economia de R$ 3 bilhões ao governo no ano que vem.

É menos que o valor total da “bolsa-eleição” que está sendo criada pelo Congresso Nacional para 2018 e que o presidente não tem peito para vetar, pois está nas mãos dos congressistas.

 

Um tiro no pé

O PMDB do Piauí marcou para janeiro uma convenção extraordinária que decidirá se o partido apresentará candidatura própria a Governo do Estado ou se apoiará a reeleição do governador Wellington Dias, indicando o candidato a vice.

A convenção foi marcada a propósito do movimento lançado pelo ex-ministro João Henrique Sousa defendendo o lançamento de candidato do partido ao Karnak. Ele se apresenta como pré-candidato, mas estimula que outros peemedebistas também ponham seus nomes na mesa.

A convenção do PMDB será um passo em falso. A situação que está posta é a seguinte: João Henrique quer ser candidato a governador e a cúpula do partido no Estado quer acompanhar a reeleição do governador, desde que apresente o seu companheiro de chapa.

Nesse caso, o nome de consenso para ser candidato a vice-governador é o do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, um dos articuladores da aliança peemedebista com o governador.

Carro diante dos bois

Ora, como o PMDB vai fazer uma convenção para escolher o candidato a vice do PT sem saber se essa vaga será realmente dele? O PP, que hoje tem a vice, e o outros partidos de expressão da base aliada também estão querendo a candidatura de vice-governador. O governador não tem condição de decidir isso antes de abril.

Admita-se, porém, que na convenção seja vitoriosa a tese defendida pela direção estadual do partido. E se o PMDB não emplacar o deputado Themístocles como vice, como fará na sucessão, pois a estas alturas já terá rifado a candidatura própria ao governo?

Com a convenção de janeiro, o PMDB do Piauí estará botando o carro diante dos bois e dando um tiro certeiro no pé.

Agora vai!

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), será cidadão teresinense, nem que chova canivete.

A proposta, já derrubada na Câmara Municipal, no início desta semana, será reapresentada pelo vereador Luiz André.

O próprio prefeito Firmino Filho e o presidente da Câmara Municipal, vereador Jeová Alencar, estão empenhados agora na aprovação do projeto.

Foto: Divulgação

Presidente do PSB com Messias Júnior

Os 70 anos do PSB

Uma delegação do Piauí participou, em Brasília, da celebração dos 70 anos de fundação do PSB. O presidente do partido em Teresina, sociólogo Messias Júnior, foi um dos membros da delegação.

Em Brasília, ele se reuniu com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Cobrança judicial

A Unimed Teresina ingressou com ação judicial para receber do Iaspi/Plamta uma dívida superior a R$ 4 milhões, por serviços prestados e não pagos no Hospital Unimed Primavera.

Por três vezes, o governo marcou de fazer o pagamento.

Foto: Carlos Rubem

Oeiras celebra seus 300 anos de emancipação

300 anos de Oeiras

A Câmara Federal realiza no próximo dia 29 sessão solene dedicada aos 300 anos de Oeiras, uma das 10 primeiras cidades do Brasil, conforme levantamento de Darcy Ribeiro citado em seu livro "O povo brasileiro - a formação e o sentido do Brasil" (página 193).

A homenagem à Primeira Capital do Piauí foi proposta pelo deputado federal Assis Carvalho (PT).

Não ao Distritão

A Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político lançou manifesto contra a aprovação da PEC 77-A, que trata da reforma do sistema de financiamento de campanhas e do sistema eleitoral (Fundão e Distritão).

A entidade oferece também sugestões para melhorar o sistema político brasileiro.

Foto: Divulgação

Homenagem - Ao receber homenagem do Instituto Justiça e Cidadania, no Supremo Tribunal Federal, o advogado Marcus Vinícius Furtado Coêlho, ex-presidente do Conselho Federal da OAB, afirmou que as garantias fundamentais, antes de servirem a aliados e amigos, possuem mais serventia para proteção dos opositores e das minorias.

* Será hoje o “Arraial dos Amigos do Piauí”, em Brasília. Entre as atrações, estão confirmados Lázaro do Piauí e a banda Xenhenhem.

* A festa é organizada pela Associação Cultural dos Amigos do Piauí (Acampi), presidida pela jornalista Alexandra Vieira.

*Começa hoje à noite, no Teatro de Arena, o 44º Festival de Violeiros do Norte e Nordeste. O evento prossegue até domingo.

* Entre os repentistas confirmados estão Ivanildo Vilanova, Geraldo Amâncio, Sebastião Dias, Moacir Laurentino, Edmilson Ferreira e Zé Viola.

O ébrio

Do humorista Albert Piahuy, fundador do Partido dos Trabalhadores e hoje crítico da legenda:

- O PT parece aquele bêbado que sempre quer tomar mais uma e não deixa o dono fechar o bar.

 

Cobras maiores querem engolir as menores

Depois do financiamento de campanha, o sistema de voto é o que mais interessa aos parlamentares que discutem a reforma política. Ontem à noite, após um dia de intensas negociações e debates, a Câmara dos Deputados suspendeu, por falta de quórum, a sessão que votaria a reforma política setorial promovida pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/2003. A votação será retomada na próxima semana, a partir de terça-feira (22).

As críticas à proposta se concentram basicamente no chamado voto Distritão. À medida que a aprovação do sistema avança, ele é alvo de muitas e duras críticas.

De um lado, o Distritão acaba com a figura daquele que se elege quase em ter voto, à sombra dos puxadores de voto. De outro, forçaria um aumento exponencial dos custos de campanha. Cada candidato a deputado seria quase como um candidato a governador.

Compra de voto

Para o idealizador da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis, um dos críticos do Distritão, esse modelo é o que melhor se adequa à compra de líderes locais. O juiz aposentado diz ainda que o Distritão, mais o fundo bilionário, também chamado de ‘bolsa-eleição’, tiram as chances para a alternância política na Câmara dos Deputados.

Ou seja, o novo sistema facilita a reeleição dos atuais mandatários. Portanto, quem está dentro não sai. Quem está fora, não entra.

O fim dos pequenos

O Distritão seria um tiro mortal nos pequenos partidos. Por isso, são contrários à mudança PCdoB, PSOL, PRB, PR, PSB, PPS, PTC, PV e PDT, entre outras legendas.

Na percepção do eleitor, porém, os pequenos partidos se transformaram em meras siglas de aluguel. Mas o Distritão acaba sendo o sistema perfeito para os poderosos chefes dos grandes partidos, as chamadas oligarquias partidárias.

Nesse jogo de cobras criadas, essa discussão mostra, enfim, as cobras maiores querendo engolir as menores.

Tesourada na beca

A extinção de 24 das 90 zonas eleitorais do Piauí, decidida esta semana pelo TRE, por 5 votos a 2, em cumprimento de determinação do TSE, vai mexer no bolso de magistrados e promotores de Justiça.

Com a decisão, cada juiz e cada promotor deixará de receber uma gratificação eleitoral de R$ 4.631,61.

O valor é pago todo mês, mesmo que não haja eleição e ainda que o beneficiado não tenha trabalhado.

A gratificação é assegurada pela Resolução 20/2015, do TSE.

 

Foto: João Albert/CCom

Autoridades na celebração dos 165 anos de Teresina

Teresina 165 anos
O governador Wellington Dias, acompanhado da vice-governadora Margarete Coelho, participou da missa em comemoração aos 165 anos de Teresina, celebrada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, no Centro da capital.

Em sua homilia, o vigário geral da Arquidiocese de Teresina, padre Tony Batista, destacou o aspecto acolhedor da cidade.

"Teresina nos acolhe, nos ama sem perguntar de onde viemos ou para onde vamos e nos aceita como somos", frisou.

PSB faz encontro

O PSB do Piauí realiza no próximo dia 21 o seu Congresso Estadual. O evento está marcado para a sede do partido, em Teresina.

Segundo o presidente regional do PSB, ex-governador Wilson Martins, no encontro serão discutidos temas como reforma política, eleições 2018 e crise econômica, entre outros assuntos.

Realinhamento

O secretário nacional da Fundação Ulysses Guimarães, o centro de estudos e formação política do PMDB, ex-ministro João Henrique Sousa, avalia que é normal o presidente Michel Temer procurar fazer o realinhamento de sua base, após a votação da denúncia contra ele na Câmara dos Deputados.

O ex-ministro disse que aquele era um momento crucial para o governo. Assim, quem votou a favor da admissibilidade da denúncia era porque queria a queda do presidente.

Prisão

O ministro Marco Aurélio Mello informou que pretende retomar no plenário do Supremo Tribunal Federal a discussão sobre a execução da prisão após condenação em 2ª instância.

Marco Aurélio é relator das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44. que definiram o último entendimento do tribunal sobre a questão, em outubro do ano passado.

Mudança

Ministros do Supremo já dão como certa uma nova alteração na jurisprudência da Corte sobre a possibilidade de prisão de condenados depois do julgamento em 2ª instância.

A tendência é de que prevaleça que a execução da pena fica suspensa até que seja julgado recurso especial contra a condenação no Superior Tribunal de Justiça. Por esta tese, somente depois do julgamento no STJ é que há certeza da formação da culpa, informa o site Jota.

Dória

A coisa mais difícil do mundo é a Câmara Municipal de Teresina e a Assembleia Legislativa rejeitarem voto de pesar e título de cidadania.

A derrubada do projeto concedendo o título de cidadão teresinense ao prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), foi uma barbeiragem. O autor se esqueceu de fazer uma sondagem junto aos colegas.

* Sempre muito discreta, este ano a primeira-dama Lucy Soares participou ativamente das festividades alusivas ao aniversário de Teresina.

* O jornalista, escritor e acadêmico Herculano Moraes proferiu a conferência do aniversário da cidade, ontem, na Câmara Municipal de Teresina.

* Ele tem uma militância intensa no jornalismo desde os anos 60. Dirigiu o Teatro 4 de Setembro, foi vereador de Teresina e também secretário de Comunicação do Estado.

No time certo

O ex-senador João Vicente Claudino – ainda sem partido – voltou à academia de ginástica. Dizem que para ganhar forma para a campanha eleitoral de 2018. No primeiro dia de atividades, ele encontra-se com o ex-governador Wilson Martins, o ex-senador Freitas Neto e o publicitário George Mendes. E vibra com o reencontro:

- Ainda bem que me matriculei no horário da oposição.

As muitas faces de Teresina

Vivendo minha infância e minha adolescência em Água Branca, Teresina era, para mim, uma cidade grande e distante. Não me passava pela cabeça a mínima ideia de um dia morar nela. Minha pequena cidade era meu mundo e me bastava.

Meu pai, porém, tinha outros planos para seu filho mais velho. Então, quando estava concluindo o ginásio, em 1977, ele me disse que eu continuaria os estudos na capital.

Inscrevi-me no teste seletivo da Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI, e consegui aprovação. No início de 1978, aos 16 anos incompletos, eu me mudava para Teresina. Minha bagagem era de sonhos e saudade.

Aos poucos fui me adaptando à cidade, aprendendo a conviver com ela, e também passando a entender suas manhas e manias. 

Hoje, Teresina vive em mim como viveu intensamente no coração de seu cronista mais apaixonado, o saudoso professor Arimatéa Tito Filho, também chamado de “cronista da cidade amada”.

Cidade Verde

Coelho Neto, o aclamado escritor maranhense, passou por Teresina em 1899, quase 50 anos depois da fundação da cidade.

Encantou-se com a capital planejada que avultava e crescia na Chapada do Corisco e batizou-a de “Cidade Verde”.

Pode ter sido uma referência à exuberante vegetação que vestia a capital.

Mas talvez o poeta a tenha chamado metaforicamente de “verde” em referência à esperança, como a indicar o futuro radioso da nova capital.   

Outro poeta, este piauiense, fundador de nossa Academia Piauiense de Letras, Lucídio Freitas, viveu pouco, mas andou muito.

Ele é um dos dez biografados em meu livro “Sociedade dos Poetas Trágicos”, lançado em 2004 e relançado em 2006.

Lucídio Freitas morou em Belém do Pará, no Rio e em outras cidades brasileiras.

Fora do Piauí, ele escreveu sua “Canção do Exílio”, intitulada “Teresina”. Eis os versos iniciais de seu magnífico soneto:

 

Teresina apagou-se na distância,

Ficou longe de mim adormecida,

Guardando a alma do sol da minha infância

E o minuto melhor da minha vida.

 

Entre os rios

Ele viveu num tempo em que Teresina cabia entre os braços dos rios Parnaíba e Poti.

Mais outro teresinense ilustre, o jornalista Carlos Castello Branco, que deixou a cidade em 1937 para ser, na segunda metade do século 20, o mais influente jornalista político brasileiro, assim descreveu a cidade de sua infância, em crônica memorável:

“Entre a rua da Estrela e a rua São José, passando pelas ruas da Glória, do Amparo, dos Negros, do Fio, rua Grande, rua Bela e Paissandu – estava a cidade, toda ela, para as pessoas de nossa condição social.

A Avenida Frei Serafim era uma promessa e um abrigo para as famílias mais prósperas”.

Carlos Castello Branco conta ainda, em sua crônica, publicada no Jornal do Brasil, no início dos anos 90:

“Teresina enveredou pela Vermelha, pela Estrada de São Raimundo, antiga Estrada do Gado, pelo Porenquanto, e conquistou o Poti Velho. Já não pode ser vadiada a pé ou de bicicleta, como nos meus tempos de menino”.

As faces da cidade

Teresina é uma cidade presente nas páginas de seus cronistas, romancistas e poetas.

 Ela é retratada sem retoques no romance “Um Manicaca”, no qual Abdias Neves compõe um painel social, político e cultural da Teresina da virada do século 19 para o século 20.

Vamos encontrar uma Teresina em chamas e aterrorizada no romance “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, que trata dos criminosos incêndios das casas de palha.

Outra cidade aparece, com todo o seu provincianismo, no livro “Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”, que o poeta H. Dobal escreveu no centenário da capital.

E muitos outros escritores e pesquisadores têm se dedicado a estudar e a escrever sobre a cidade.

Entre os mais recentes, citaria o professor Alcides Nascimento, da UFPi, com suas pesquisas sobre a memória da cidade.

Também Deusdeth Nunes, o nosso Garrincha, com sua coleção de livros sobre a graça e as caras de Teresina, e Cineas Santos, o autor do hino da cidade, com suas crônicas sobre as esquinas da Chapada do Corisco.

E, ainda, o escritor e acadêmico Oton Lustosa, com seus romances urbanos “Meia-Vida” e “Vozes da Ribanceira”, que retratam a Teresina de nossos dias.

Uma Teresina que vamos encontrar também na melodia e na poesia de seus músicos, na cena de seus teatrólogos, no riso de seus humoristas, enfim, nas veias e nos sentimentos de todos os seus artistas e, ainda, no sangue e no suor de seus atletas, como nossa campeã olímpica Sarah Menezes. Também na arte e no ofício dos fotógrafos que eternizam seus momentos.

Uma Teresina que vamos encontrar, por fim, no trabalho árduo e continuado de seus gestores, de seus políticos, de seus empresários e de seus trabalhadores. De seus estudantes e professores.

Enfim, de todos os que se esforçam para viver numa cidade melhor!

 

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