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O coronavírus e a suspensão das eleições

Imagem: Reproddução/TSE

O coronavírus ameaça também as eleições

 

Uns de boa-fé,  verdadeiramente preocupados com o cenário pavoroso que se anuncia; outros por mera esperteza. O fato é que os políticos estão aproveitando a explosão da crise do coronavírus no Brasil para propor o adiamento das eleições municipais deste ano.

O primeiro a tratar da questão foi o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), que encaminhou ofício nesse sentido à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber.

Ele justifica que a medida tem o objetivo de evitar o contágio de pessoas com o início da campanha eleitoral e também ajudar na economia de recursos públicos.

O senador argumenta, no ofício, que o início da campanha eleitoral, em agosto, irá resultar em “movimentação e aglomeração de pessoas não somente durante todo o período da caça ao voto, mas também no dia da votação, o que pode gerar uma grande multiplicação do contágio da doença.

Elmano apresenta PEC

O senador Elmano Férrer (Podemos) foi mais adiante. Ele já preparou uma Proposta de Emenda Constituição (PEC) para adiar as eleições de outubro.

“A propagação da COVID-19 trouxe o caos à Saúde Pública e à Economia do Brasil e do mundo.

Para conter o avanço da doença está sendo necessária a adoção de drásticas medidas restritivas. Isto se justifica pela facilidade do contágio e pela rapidez com que a doença leva a vítima ao óbito, principalmente os enfermos considerados grupos de risco (idosos, hipertensos, diabéticos, grávidas, dentre outros)”, expõe.

O senador afirma ainda que, segundo projeções do Ministério da Saúde, “estamos longe da fase mais crítica de transmissão da doença. O pior ainda está por vir.”

O senador Carlos Viana (PSD-MG), aproveitou sua fala em inédita sessão remota da Casa para levantar o tema.

“É claro que essa é uma decisão ainda prematura, mas que precisa começar a fazer parte das nossas discussões, em primeiro lugar pelo calendário que ora já está valendo e que pode ser muito prejudicado pelas quarentenas com o cancelamento das reuniões”, argumentou.

Ministro apóia

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu ontem, em reunião online com prefeitos, que as eleições sejam adiadas em função da pandemia.

O primeiro turno da disputa está marcado para o dia 4 de outubro – para eleição de prefeitos e vereadores de todas as cidades brasileiras. 

“Eleição no meio do ano… uma tragédia. Vai todo mundo querer fazer ação política. Eu sou político. Não esqueçam disso”, afirmou. 

O partido Podemos já anunciou que irá pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o adiamento das eleições, ao menos até dezembro.

O líder do partido na Câmara, Léo Moraes (RO), argumenta que todo o calendário eleitoral, como realização de convenções, preparação do processo – como teste com urnas eletrônicas – propaganda e propriamente os dias de votação nos dois turnos – 4 e 25 de outubro – coincidirá ainda com a presença da epidemia do coronavírus no país. 

Mais recursos para a saúde

O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, já se manifestou favorável à ideia da suspensão das eleições deste ano pelas redes sociais. E justificou que os recursos do pleito seriam destinados ao combate à pandemia:

"Sou totalmente favorável ao adiamento, por dois anos, das eleições. Acho que o partido deveria propor a doação do Fundo Eleitoral, que é no valor de 2 bilhões de reais, mais o custo do dia da eleição, que é de mais 2 bilhões, e já que não vai ter demanda na Justiça Eleitoral, nós reduzirmos em 50% o valor dos recursos destinados à Justiça Eleitoral, que anualmente é em torno de R$ 8 bilhões, diminuiria para R$ 4 bilhões. Se somar tudo, teríamos recursos no montante de R$ 8 bilhões para doarmos para a saúde do nosso país. Seria muito mais importante do que termos a eleição este ano".

Já houve prorrogação

A discussão ainda está apenas no início e não há uma proposta concreta sobre a data para realização das eleições, em caso de adiamento.

O mais provável, entretanto, é que, em prevalecendo a tese, os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores sejam prorrogados por dois anos. Assim, haverá a coincidência geral de todas as eleições, como muitos políticos já vêm pregando há muito tempo.

O Brasil já viveu a experiência da prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores. Os eleitos para as prefeituras e as Câmaras Municipais em 1976 teriam seus mandatos concluídos em 1980.

Mas esses mandatos foram prorrogados em dois anos através de Emenda Constitucional nº 14, apresentada pelo deputado Anísio de Sousa, da Arena-GO.

O país ainda estava sob o regime militar e a prorrogação era de interesse do sistema. O deputado autor da proposta não foi reeleito em 1982, sendo banido da vida pública pelos eleitores de seu Estado.

Agora, no entanto, a situação é diferente. Existe um fato verdadeiramente relevante que pode prejudicar o pleito e a saúde da população, o Covid-19.

Mas é uma questão para ser examinada com cautela.

 

Os sons da cidade

Foto: Reprodução/Internet

Vista aérea de Água Branca, em registro recente

 

Em tempos de coronavírus e de reclusão compulsória, divago para outros temas mais amenos. O noticiário já vem dando conta de tudo, em overdose. Pouco ou nada tenho a acrescentar. Então, como ponto fora da curva, busco esta crônica que escrevi em março de 2016:

“Outro dia, fui passar um final de semana em minha cidade, Água Branca, o que faço com certa frequência. Acompanhava-me um amigo que, como eu, também é de uma pequena aldeia, mais distante de Teresina, perdida no sertão nordestino. E, como um Júlio César romano, veio, viu e venceu!

Muito bem! Era um fim de semana, como já informei, mas ele admirou-se da pujança do comércio e do movimento das ruas, especialmente da quantidade de motocicletas que roncavam para cima e para baixo, umas quase peitando nas outras, como naqueles ‘globos da morte’ de circo. Este é um fato que o visitante mais atento sempre observa ao chegar à cidade. Não é para menos. Água Branca já entrou para as estatísticas como o município com a terceira maior frota de motos do Brasil, proporcionalmente à sua população. 49% dos moradores da cidade têm esse tipo de transporte. 

Recolhido, depois, em minhas lembranças, rodei no vídeotape da memória quais eram os sons de minha cidade quando vivi a minha infância por lá.

Bem, “quando havia galos, noites e quintais”, como na canção do Belchior, o canto do galo trazia a aurora. Logo, logo, começava o tum-tum-tum dos pilões. E os rádios eram ligados. Não demorava, e o sino da igreja começa a bater para a missa das 6 horas.

Durante a manhã, os bem-te-vis davam um concerto soberbo na quinta do “Vovô Zezito”, perto de nossa escola, invadindo um baixão em torno do qual a cidade se deita e se levanta.

Durante o dia, o rádio tomava conta das casas, com seus programas de notícia e entretenimento, o imperdível horóscopo de Omar Cardoso e tantos outros ao gosto popular, até a chegada da televisão, que, com o seu fascínio, foi aos poucos desbancando a audiência radiofônica.

Um escândalo de hora certa

Meio-dia, um jumento dava a hora certa com um relincho tão escandaloso que parecia propagada de governo. Ou candidato xingando o adversário ou implorando voto em cima de palanque.

No fim da tarde, era certa a buzina do expresso na Curva da Bueira, voltando de Teresina para pernoitar na cidade. De tardezinha, também entrava no ar A Voz Cristal de Água Branca, serviço de alto-falante que irradiava para os ouvidos da cidade os últimos sucessos musicais, com canções especialmente dedicadas pelas iniciais dos nomes dos destinatários. Seus principais locutores eram os jovens Francisco Leal e Paulo Henrique. O primeiro projetou-se logo depois no jornalismo do Piauí, tendo sido editor dos principais veículos de comunicação do Estado. Foi pelas suas mãos que ingressei na imprensa, em agosto de 1980.

Na época do inverno, era comum ouvir-se o soprano das rãs adivinhando chuvas e, à noite, o desafio dos cururus pelos quintais e pelos monturos da rua.

Também é desse tempo o ronco da velha usina elétrica que se desligava às 10 horas da noite. Só zoava a noite inteira quando morria um figurão.

Pelas noites da cidade havia também jovens enamorados com vitrolas de mão, rodando na calçada da mulher amada os últimos sucessos da Jovem Guarda. Outros preferiam afagar os ouvidos de suas beldades com violão, que gemia paixão pelos seus bordões.

Nas noites mortas, por muitas vezes, ouvia-se também o latido distante de um cão sem dono ou de outro que uivava fazendo sua solitária serenata para a lua cheia. Ou também o canto triste de uma louca barrida da cidade que saía a cantarolar pelas ruas as desilusões do coração e as amarguras de sua alma... Ou ainda os bilros das rendeiras.

Nos fins de semana, eram comuns também as pelejas dos violeiros nas cantorias de pé de parede, bem como o resfolegar de uma sanfona choradeira em algum arrasta-pé.

Grande era o burburinho da feira, no domingo, belo como uma sinfonia.

Tudo foi substituído pelo barulho das motos e outros mais.

Quais eram os sons da cidade de sua infância?”

 

Fecomércio apresenta plano de socorro às empresas

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Piauí (Fecomércio) encaminhou ontem uma carta ao governador Wellington Dias e outra ao prefeito Firmino Filho com propostas para minimizar os efeitos da pandeia do Covid-19 sobre a economia piauiense.

A Fecomércio apoia a preocupação e as iniciativas do poder público com a saúde da população e a propagação viral, reconhecendo que essas ações são “pilares de qualquer programa governamental a ser implantado emergencialmente no país”.

“Contudo – propõe a Federação – é fundamental que essa dedicação ao combate do vírus venha acompanhada de medidas que permitam aos setores que compõem a economia nacional, especialmente no Estado do Piauí, a manutenção de suas atividades de forma equilibrada, garantindo o atendimento das necessidades básicas da sociedade, preservando empregos e a manutenção mínima das atividades empresariais”.

Adiamento e parcelamento

Entre as medidas solicitadas pela Fecomércio, na carta assinada pelo seu presidente, Valdeci Cavalcante, está a concessão do adiamento do pagamento da parte do Estado no SIMPLES Nacional por pelo menos três meses.

Pela proposta, os pagamentos serão feitos posteriormente em 12 parcelas, a partir do período de encerramento da crise.

A Fecomércio pede também o parcelamento do pagamento dos tributos estaduais, com pagamento de 20% de entrada, e os demais 80% em 12 parcelas, enquanto durar a crise.

Outro pedido da Federação é que o Governo do Estado se comprometa a cumprir pontualmente os pagamentos de seus fornecedores, de serviços e produtos.

A Fercomércio pede ainda a validade das certidões negativas por seis meses, permitindo a habilitação das empresas em processos licitatórios.

Os mesmos pedidos, relacionados a questões de natureza municipal, são formulados ao prefeito de Teresina.

Não será fácil para o Governo do Estado nem para a Prefeitura de Teresina o atendimento de todas as reivindicações apresentadas pela Fecomércio, pois neste momento de crise o poder público não pode abrir mão de receitas.  

Mas, com tudo paralisado, não há também como arrecadar, especialmente se a crise se prolongar e a sobrevivência das empresas ficar comprometida.

Então, é correta a política governamental de cuidar em primeiro lugar de proteger e salvar as pessoas. Mas não deve faltar oxigênio também para as empresas.

Foto: Divulgação/Alepi

Deputado Themístocles Filho, presidente da Assembleia: votação virtual de Decreto Legislativo

Assembleia vota hoje decreto de calamidade

A Assembleia Legislativa informou ontem à tarde, através de sua assessoria de comunicação que, diante da urgência e necessidade de medidas essenciais em decorrência da crise provocada pela COVID-19, votará em caráter de urgência urgentíssima o Projeto de Decreto Legislativo que reconhece o estado de calamidade provocado pelo coronavírus no Piauí.

O projeto foi encaminhado ontem pelo governador Wellington Dias, com uma série de providências em vários setores para minimizar os efeitos da pandemia no Estado.

O decreto suspende atividades em shoppings e bares e também cria barreiras para entrada no Piauí.

Conforme o comunicado, o Poder Legislativo fará todo esforço possível para colocar a matéria em votação ainda nesta sexta-feira (20).

O Projeto será apreciado na Comissão de Constituição e Justiça e depois em plenário, ambos de forma virtual.

O mesmo procedimento será adotado nas demais votações da Casa, assim como será adotado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Pela manhã, a Assembleia  distribuiu comunicado informando sobre ato do presidente, deputado Themístocles Filho, suspendendo  todas as atividades da Casa por dez dias.

 

Coronavírus: Piauí corre contra o tempo para montar novas UTI's

Foto: Divulgação/CCom

Secretário de Saúde, Florentino Neto: novas UTI's serão instaladas em hospitais do Estado

 

O Piauí, como os demais Estados, encontra-se numa corrida contra o tempo para montar novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para atender pacientes portadores de coronavírus (Covid-19).

O secretário de Saúde, Florentino Neto, informou ontem que o Plano de Contingência relativo ao Covid-19 prevê a locação de leitos de UTI’s junto à iniciativa privada.

Ele esclareceu que os novos leitos serão fornecidos por uma empresa privada e instalados dentro de hospitais públicos, já com tudo funcionando.

Ou seja, o Governo do Estado não se valerá dos leitos da rede hospitalar particular para enfrentar o coronavírus, como chegou-se a informar.

O secretário disse que os hospitais privados não dispõem de leitos para esse fim e já estão com sua capacidade comprometidas com a sua clientela.

“Mas eles também serão importantes nesse esforço conjunto de combate ao Covid-19, pois estamos numa verdadeira operação de guerra”, destacou.

Capacitação

Os novos leitos de UTI estão sendo adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos entre os Estados, começando pelos que estão em situação mais grave.

Inicialmente, serão locados 2.000 novos leitos exclusivamente para o tratamento de pacientes com o Covid-19.

Desse total, o Ministério já recebeu 540 leitos e vai mandar 10 para o Piauí nessa primeira remessa.

O Governo do Estado está contratando mais 70 leitos só para atender vítimas do coronavírus.

O secretário Flortentino Neto calcula que em duas semanas essa estrutura estará montada no Piauí. Em Teresina, as novas Unidades de Terapia Intensiva funcionarão no HGV, no Hospital da PM e no Hospital Natan Portella.

Pelo Plano de Contingência da Secretaria de Saúde, serão instalados leitos de UTI também nos hospitais de Bom Jesus, São Raimundo Nonato, Picos e outros do interior.

Além disso, a Secretaria de Saúde tem buscando as entidades que congregam profissionais do setor para dar-lhes conhecimento do plano. O objetivo é capacitar em situação emergencial os profissionais que irão trabalhar nas novas UTIs.

Hospital da PM será QG 

O secretário de Governo, Osmar Junior, informou que o Hospital da Polícia Militar será transformado no “Hospital-Sentinela” de combate ao Covid-19. Será o maior hospital do Estado para o tratamento da doença.

Ele adiantou que o Piauí terá, no total, 110 leitos novos para tratamento de portadores do coronavírus, sendo 30 do governo federal e mais 80 que serão locados diretamente pelo Governo do Estado.

Foto: Divulgação/Sesc

Presidente da Fecomércio, Valdeci Cavalcante

 

Empresas querem adiar pagamento de impostos

O presidente do Sistema Fecomércio, Valdeci Cavalcante, lançou ontem a ideia de que o Governo do Estado e a Prefeitura de Teresina estudem a possibilidade de adiar a data de vencimento dos impostos.

Ele alegou a paralisação da atividade produtiva por causa do coronavírus, com impacto sem precedentes no comércio e no setor de serviços.

“A classe empresarial não está fabricando, não está vendendo e não está faturando. Mesmo assim, tem que pagar credores, empregados, obrigações sociais, alugueis, luz, água e impostos”, observou.

O presidente da Federação do Comércio do Piauí enfatizou que o clima é desolador nas empresas, que não sabem o que fazer para enfrentar a situação.

Ele disse que o adiamento do vencimento dos impostos dará algum fôlego às empresas para que se reprogramem e possam honrar seus compromissos.

O IPTU 2020 em cota única, por exemplo, vence no dia 31.

 

Governo também espalha 'fake news' sobre coronavírus

Foto: Divulgação/Sesapi

Secretaria de Saúde reúne-se com diretores de hospitais particulares

 

O Governo do Piauí informou, ontem, que autorizou a Secretaria de Segurança a investigar as pessoas que distribuem fake news pelas redes sociais sobre o coronavírus (Covid-19), dando conta que o Estado tem casos confirmados da doença.

De acordo com o governador Wellington Dias, a situação é muito séria e envolve profissionais das mais diferentes áreas, tendo também um impacto econômico.

“É uma situação em que precisamos lidar, principalmente, com a verdade. E a verdade, no momento, é que nos exames já realizados no Piauí não se confirma nenhum caso”, reagiu.

O governador aproveitou para chamar a atenção para que a população evite reproduzir fake news e reafirmou que todos os protocolos do Ministério da Saúde estão sendo cumpridos no Piauí.

A rede de UTI’s

Muito bem! É correta a atitude do governador em relação às fake news. Elas são altamente prejudiciais, sobretudo neste momento de crise, pois espalham boatos e contribuem para criar um clima de pânico na população.

Acontece, porém, que o próprio Governo do Piauí é o primeiro a espalhar notícias falsas sobre o Covid-19, quando anuncia que vai alugar leitos nos hospitais privados para tratar os doentes que venham a ser infectados pelo vírus.

Toda a rede hospitalar do Piauí conta com 422 leitos de UTI. Desse total, 215 são de hospitais privados e 192 dos hospitais estaduais. Os outros 15 são do Hospital Universitário.

Outra coisa: a maioria desses leitos de UTI se concentra em Teresina e em alguns municípios do Norte do Estado.

Para o lado do Sul do Piauí, apenas o Hospital Regional de Floriano conta com esse tipo de leito. E eles estão todos ocupados com pacientes internados com outras doenças.

De Jerumenha a Cristalândia, uma distância de 600 quilômetros – a mesma de Teresina a Fortaleza – não há um só leito de UTI. Nos municípios da região moram aproximadamente 300 mil pessoas.

Falta leito em todo lugar

A falta de leito nas Unidades de Terapia Intensiva não é uma situação particular do Piauí. No Brasil inteiro o quadro é este: falta leito nas UTI’s há muito tempo.

Só que a situação do Piauí é mais grave. O jornal Folha de S. Paulo mostrou que o Piauí tem uma taxa de 0,56 leito por 10 mil habitantes, a mais baixa do país.

A proporção recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de pelo menos 1 leito para cada 10 mil habitantes.

Fila de espera

Até ontem, o Piauí tinha 28 pacientes com suspeita de coronavírus, mas sem nenhum caso confirmado, felizmente.

Em relação ao Covid-19, como se trata de uma pandemia, nenhum Estado e nenhum país tem leito suficiente para atender todos os doentes.

Mas a rede particular do Piauí, independente de coronavírus, não dispõe de leitos de UTI para alugar em seus hospitais. O governo sabe disso. Todos os leitos já estão ocupados e ainda há fila de espera.

Então, quando o governo anuncia que vai alugar leito de UTI na rede particular para tratar de pacientes com coronavirus está dando, na verdade, uma informação falsa.

A não ser que venha a despejar das macas os pacientes que já estão na UTI, entre a vida e a morte, com outras doenças.

Outra: houve na segunda-feira passada uma reunião da Secretaria de Saúde com diretores de hospitais particulares e nada disso foi tratado. Apenas perguntaram se os protocolos estavam sendo seguidos.

Se o Governo do Piauí preza tanto pela verdade, como vem cobrando, também não deve divulgar informação falsa.

Basta as informações verdadeiras sobre o coronavírus, que já são apavorantes.

 

Da "Revolta da Vacina" ao Coronavírus

Fotos: Domínio Público/Wikipédia

Protestos no Rio, em 1904, na "Revolta da Vacina"

 

No início do século, o Rio de Janeiro possuía acentuados problemas de saúde pública e também graves doenças que atingiam em cheio a população, como a varíola, a febre amarela e a peste bubônica.

Não era apenas o Rio que amargava essa brutal realidade. Outras grandes cidades viviam o mesmo drama da falta de saneamento básico. Só que o Rio era a capital da República e o centro econômico e cultural do país.

Ao assumir a Diretoria Geral de Saúde Pública, em 1903, com apenas 31 anos, o médico sanitarista Oswaldo Cruz (1872-1917) promoveu uma ampla campanha de saneamento básico da cidade.

Com isso, ele pretendia erradicar as doenças que proliferavam por todo canto.

O presidente Rodrigues Alves (1848-1919) apoiou as reformas urbanas e sanitárias planejadas pelo prefeito Pereira Passos (1836-1913) para controlar as epidemias e modernizar o então Distrito Federal.

Eram medidas como alargamento de ruas, destruição de cortiços e remoção da população pobre de suas moradias, entre outras mudanças arquitetônicas.

O fato é que elas acabaram modificando a geografia natural da cidade e a vida cotidiana das pessoas, que se revoltaram contra as medidas.

 

Cientista Oswaldo Cruz

 

A revolta nas ruas

A revolta aumentou quando, em junho de 1904, o governo tornou obrigatória a vacinação da população, depois de enfrentar uma dura e irracional campanha de seus opositores.

Quando começou efetivamente a campanha de vacinação em massa da população, no final do ano, a revolta foi geral.

Assim, entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904, o então Distrito Federal viveu dias de cão. O povo protestou nas ruas contra a Lei da Vacinação Obrigatória.

Isso porque os funcionários da saúde pública invadiam as casas com a proteção da polícia, utilizando a força para vacinar os moradores.

A população, por sua vez, enfrentou as forças policiais e resistiu à bala com a frase de ordem que dizia ser direito do cidadão a opção de recusar o líquido desconhecido para preservar seu próprio corpo. Houve quebra-quebra para todo lado.

As camadas populares cariocas e os agentes de saúde e a polícia se enfrentaram diariamente. O centro da cidade se transformou em uma praça de guerra, com bondinhos derrubados e edifícios depredados.

Mortes e prisões

O governo atacou duramente a revolta popular e prendeu muitas pessoas suspeitas ou não do tumulto. O saldo total desse episódio foi de 30 mortos, 110 feridos, 461 deportados para o estado do Acre e 945 pessoas presas na Ilha das Cobras.

Foi decretado Estado de Sítio e o cancelamento da vacinação obrigatória no dia 16 de novembro. Depois disso, a Lei da Vacina Obrigatória foi modificada e a utilização da vacina tornou-se opcional.

Faltou informação

Além de ser insuflada pelos políticos oportunistas, a população foi levada a protestar contra a campanha de vacinação porque não teve acesso à informação de alerta e esclarecimento sobre a vacina, nem sobre formas de higiene e até mesmo sobre as maneiras de se prevenir.

Então, diante de sua própria ignorância e da truculência do governo, ficou indignada e, por conta disso, houve a insatisfação generalizada contra a vacinação, o que fomentou a Revolta da Vacina.

O Brasil de hoje é bem diferente daquele do início do século 20, de população analfabeta ou semianalfabeta, sem acesso à informação.

Atualmente, o país vive em condições infinitamente melhores, com quase toda a sua população instruída e com acesso instantâneo à informação.

Não faz sentido, pois, a reação de desdém que ainda se vê em relação ao Coronavírus, especialmente quando ela parte de autoridades como o presidente da República, que deveria ser o primeiro a dar o bom exemplo.   

Coronavírus é para os fracos!

Fotos: Redes sociais

Em Brasília, Bolsonaro rompe isolamento e apoia protesto

 

Sim, o coronavírus é para os fracos. Pelo menos é o que pensam o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores.

Apesar das recomendações e dos apelos reiterados das autoridades de saúde, para que se evite aglomerações, como forma de prevenir o contágio pelo Covid-19, os apoiadores do presidente realizaram ontem os atos públicos que estavam agendados contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

As manifestações foram realizadas em Brasília e em várias outras cidades.

O presidente não apenas apoiou o ato, compartilhando na rede social vídeos com os atos públicos ocorridos em várias cidades, como rompeu o isolamento a que estava obrigado e saiu às ruas para apoiar os manifestantes, em Brasília.

Na contramão

Bolsonaro sempre na contramão. No mundo todo, os chefes de Estado estão voltados para o combate efetivo a essa nova pandemia. Ele prefere a pantomima.

Na Itália, um dos países mais afetados, o médico Giovanni Rezza, diretor do Departamento de Doenças Infectivas do Instituto Superior de Saúde, órgão subordinado ao Ministério da Saúde e principal centro de pesquisa, controle e consultoria técnico-científica do país, indica os passos que cada nação deve seguir para enfrentar a pandemia.

Em entrevista à BBC News Brasil, o médico enumerou as lições tiradas do caso:

O problema é que o vírus se alastra muito rápido, se transmite muito facilmente, então pode infectar muita gente em pouco tempo. E isso pode provocar uma crise no sistema de saúde. Aqui temos uma população muito idosa, muitos pacientes precisam de terapia sub-intensiva ou mesmo intensiva, precisam de aparelhos para auxiliar a respiração, e aí começaram a faltar postos nas UTIs. Se não houver uma diminuição da circulação do vírus, colocamos em risco todo o sistema, na assistência e no tratamento. Colocamos em risco não só os doentes do Covid-19, mas todos os demais que convivem com outras doenças. Esse é o maior problema.”

Não é preciso dizer que o Brasil não está preparado para enfrentar o coronavírus, se ele vier a se alastrar na proporção como de espalhou por outros países.

A rede pública de saúde brasileira já não dá conta nem dos que a procuram com outras doenças. O remédio mais eficaz, então, no momento, é a prevenção.

Infelizmente, o presidente da República, mesmo estando de quarentena e com 64 anos (portanto, na faixa de maior risco), não dá o exemplo!

 

 

Foto: Divulgação

O prefeito Mão Santa comanda manifestação contra o Congresso em Parnaíba

 

Protesto no Piauí

Mais que o presidente Bolsonaro, que não é médico, peca o prefeito de Parnaíba, Mão Santa, um renomado clínico geral e cirurgião.

Ignorando os riscos do coronavírus, em uma cidade turística, ele comandou ontem em Parnaíba a manifestação contra o Congresso Nacional, do qual já fez parte como senador.

Absurdos

Ao final do protesto, ele postou nas redes sociais: “Show a caminhada em Parnaíba em protesto aos absurdos do Congresso Nacional . Manifestação linda, espontânea! Os parnaibanos entenderam que O POVO É O PODER! O Congresso já tem altos salários, mordomias, milhões em emendas impositivas, os abusivos Fundo Eleitoral e Fundo Partidário.  Agora, deputados e senadores querem também o que restou para ser investido nos estados e cidades brasileiras. Em Parnaíba, a população foi as ruas dizer BASTA!”

Perguntar não ofende

O Piauí não tinha, até ontem, nenhum paciente com o coronavírus. As autoridades de saúde estão monitorando a situação no Estado.

Enquanto isso, não custa perguntar à Secretaria de Saúde e à Fundação Municipal de Saúde:

1. Como está organizada a rede de assistência quanto aos leitos hospitalares e de UTI, em Teresina e no interior?

2. Como justificar a Equipe de Epidemiologia da Secretaria de Saúde não ter um médico?

3. Como justificar que a Clínica de Pneumologia do HGV, maior hospital público do Piauí, não ter um só médico há 3 anos?

4. Por que, nesse período de ameaça real, o Plantão da Coordenação de Doenças da SESAPI-CIEV, só funciona até às 17 horas?

 

 

* A campanha do deputado Fábio Novo, pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PT, ganhou novo ânimo com o “OK!” do Diretório Nacional ao seu nome.

* Até o final de semana, 12 Estados já haviam confirmado casos de coronavírus, três deles no Nordeste: Bahia, Pernambuco e Alagoas.

* São Paulo liderava o ranking do coronavírus, com 106 casos confirmados. O Rio vinha em seguida, com 24.

* No Brasil, o vírus da idiotice chegou primeiro que o Covid 19. Por isso, a situação por aqui é muito mais grave que no resto do planeta.

 

 

Dos males, o menor

Do prefeito de Parnaíba, Mão Santa, sobre o Covid-19:

- Esse é um viruzinho boiola, de pouca malignidade. Pior do que ele é o Congresso Nacional. O coronavírus é um mal muito menor que esse Congresso apodrecido.

PT quer puxar Wellington para campanha de Fábio Novo

Foto: Cidadeverde.com

Deputado Fábo Novo, pré-candidato do PT a prefeito de Teresina

 

Ainda não está muito claro com quantas cartas o governador Wellington Dias vai jogar na sucessão municipal, em Teresina.

No meio da semana, ele arriscou dizer que haverá segundo turno na eleição de prefeito da capital e que os finalistas serão dois candidatos da base do governo.

Até agora, três partidos que integram a base governista já lançaram candidatos a prefeito.

São eles: MDB (ex-deputado Dr. Pessoa); PL (Fábio Abreu, secretário de Segurança) e PT (deputado Fábio Novo, secretário de Cultura).

Amanhã, outro partido governista, o PSD, lança a sua candidata a prefeita da capital, Simone Pereira, secretária do Agronegócio.

O governador ainda não se jogou na campanha da capital. Ele está costeando o alambrado, à espera de os times entrarem em campo.

Isso aumenta a expectativa do PT, que logo, logo vai cobrar a presença do governador na campanha do candidato do partido.

Na sexta-feira, o diretório nacional do PT ratificou candidatura do deputado Fábio Novo à Prefeitura de Teresina.

Um motivo a mais para o partido puxar o governador para a campanha.

Tumulto na Câmara Municipal de Teresina

Fotos: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Vereador é derrubado em tumulto na Câmara Municipal de Teresina

 

Vereador foi derrubado, vereadora apanhou, jornalista foi agredida. Tudo isso, mais troca de farpas entre vereadores, se viu ontem, na Câmara Municipal de Teresina, após a invasão do plenário da Casa por manifestantes que estão acampados no local.

A invasão ocorreu quando o vereador Deolindo Moura (PT) abriu a porta do plenário e os manifestantes ocuparam imediatamente o plenário. Ele foi derrubado e a vereadora Teresinha Medeiros (PSL) levou um tapa de uma das manifestantes. 

A jornalista Roberta Aline, do portal Cidadeverde.com, também foi derrubada pelos manifestantes.

A vereadora Teresinha Medeiros foi à Delegacia fazer um boletim de ocorrência contra o Sindicato dos Servidores Municipais, que organizou a manifestação na Câmara. 

Piso do professor

Por causa do tumulto, feito por professores em greve, os vereadores se reuniram com a polícia, na presidência na Casa, e decidiram suspender a votação da matéria sobre o reajuste parcelado do piso do magistério. Uma nova votação foi marcada para a próxima terça (17).  

O Sindicato dos Servidores Municipais decretou greve geral dos professores de Teresina cobrando o pagamento integral do piso de 2020, corrigido em 12,84%, de uma só vez. A Prefeitura quer pagar o reajuste em duas parcelas.

Os protestos na Câmara não irão acabar tão cedo. Eles têm a ver também com a escolha do secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma, como candidato a prefeito nas próximas eleições pelo PSDB.

O anúncio oficial do nome do candidato está marcado para terça-feira, dia 17. Os que organizam e apoiam o protesto não vão deixar passar essa oportunidade de tentar melar o evento tucano.

 

 

Foto: Divulgação

Governador de Brasília recebe o MDB piauiense

Apoio de Brasília

O MDB levou ontem ao governador de Brasília, Ibaneis Rocha, o seu candidato a prefeito de Teresina, Dr. Pessoa.

O grupo foi liderado pelo presidente regional da sigla, senador Marcelo Castro.Estiveram presentes o deputado federal Marco Aurélio e os deputados estaduais João Mádison e Henrique Pires.

A novidade foi a presença do ex-deputado Hugo Napoleão no encontro. Ele é filiado ao PSD.

Coronavírus

O coronavírus já começa a afetar a pauta de eventos no Brasil. O Supremo Tribunal Federal, por exemplo, suspendeu suas audiências públicas, em Brasília.

Para a próxima segunda-feira, 16, estava marcada a audiência para discutir o caso do juiz de garantias.

O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Sebastião Ribeiro Martins, seria um dos palestrantes.

Teletrabalho

No Piauí, o presidente do Tribunal de Justiça baixou ato determinando o regime do teletrabalho, por 15 dias.

A medida deve ser cumprida por servidores que tenham retornado de viagens a regiões em que o surto do COVID 19 tenha sido reconhecido.

Também devem cumprir o regime de teletrabalho os servidores do Tribunal que tenham convivência domiciliar com pessoas que retornaram de regiões afetadas pelo novo vírus.

Palestra

Outra: o coronavírus levou o Tribunal de Justiça a suspender uma palestra presencial marcada para amanhã, em seu auditório.

A palestra seria justamente sobre o coronavirus.

Cumprimento

Na reunião da Frente Parlamentar da Medicina, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o deputado federal Flávio Noueira seguiram o cumprimento recomendado pelo titular da pasta como forma de precaução ao coromavirus: apenas choque de punhos.

 

 

* Em Teresina, foram identificados 26 mil consumidores com ligações clandestinas de água.

* O Governo do Estado decidiu suspender as solenidades de 13 de março que seriam realizadas hoje no Monumento do Jenipapo, e Campo Maior.

* Neste particular, segue as recomendações do Ministério da Saúde para se evitar aglomerações humanas neste momento de avanço do coronavírus.

 

 

"Laranja"

Do pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PT, deputado Fábio Novo:

- Não vão me ver chamando Kleber de ‘laranja’.

PECs desmontam o Judiciário

Fotos: Divulgação/AMB

Dirigentes da AMB visitam parlamentares em busca de apoio contra PECs que atingem o Judiciário

 

Duas propostas que tramitam no Congresso Nacional foram recebidas pelas entidades que congregam os magistrados como atentatórias à carreira da magistratura.

Uma é a PEC Emergencial 186. Ela reduz as férias dos magistrados para 30 dias e proíbe o pagamento de indenização de férias.

Também acaba com a vinculação dos subsídios dos magistrados ao dos ministros do Supremo.

Por fim, derruba a garantia da irredutibilidade dos vencimentos. E autoriza, em caso de problemas com o orçamento e a Lei de Responsabilidade Fiscal, a redução do subsídio do juiz.

A outra PEC é a de número 188. Ela passa os Fundos Públicos administrados pela Justiça para o cofre do Executivo.

A consequência dessa medida é muito clara: se for retirado o Fundo do Judiciário do Piauí, o Fermojupi, por exemplo, será o fim da autonomia do Judiciário.

A Associação dos Magistrados do Brasil está batendo à porta dos congressistas para tentar derrubar as duas PECs.

Os dirigentes dos Tribunais de Justiça foram orientados a conversar com as bancadas de seus Estados para pedir poio contra as propostas.

As duas PECs serão votadas em caráter de urgência nos próximos dias no Senado.

 

 

Foto: Divulgação

Secretários de Fazenda retomam discussão sobre reforma tributária no Ministério da Economia

 

Reforma tributária

O presidente do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal), Rafael Fonteles, afirmou que os Estados e o Governo avançaram significativamente na discussão dos pontos de interesses comuns para a definição de uma proposta única para a Reforma Tributária.

Discussão

Na terça-feira, ele participou de reunião dos secretários estaduais de Fazenda com o secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, e a assessora especial do ministro Paulo Guedes (Economia), Vanessa Canado, no Ministério da Economia.

Simplificação

Segundo Rafael Fonteles, a reunião mostrou que Estados e União convergem para o entendimento na maioria dos pontos defendidos pelos dois entes na questão da tributação de bens de consumo, “e isso contribui para a construção de uma reforma capaz de simplificar o sistema tributário e de ajudar a economia do país a se desenvolver”.

Foto: Divulgação

Parada técnica - Uma foto do prefeito Mão Santa comendo milho verde no meio da rua, em Parnaíba, está é fazendo sucesso nas mídias sociais.

 

 

* O PSD faz na segunda-feira o pré-lançamento de sua candidata à Prefeitura de Teresina, Simone Pereira.

* E o ex-deputado Robert Rios filia-se ao PSB dia 20 para ser candidato a vice na chapa encabeçada pelo Dr. Pessoa (MDB).

* Em Brasília, o governador Ibaneis Rocha suspendeu as aulas, shows e eventos esportivos, como medida preventiva contra o coronavírus.

* As últimas informações dão conta que a doença vai se espalhar pelo Brasil em mais duas ou três semanas.

 

 

A sete vidas do gato

Do humorista Fraga:

- O problema das vidas de um gato é que quando ele morre deixa sete saudades.

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