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Sistema eleitoral falido tira lideranças das eleições

Não é de agora que se fala na falência do sistema político brasileiro, especialmente na exaustão do financiamento das campanhas eleitorais. O esgotamento desse modelo ficou evidenciado com o estouro do escândalo da Lava-Jato, que enlameou os principais partidos e as principais lideranças políticas do país.

Muito antes, porém, já eram frequentes as críticas ao sistema, que favorece o abuso do poder econômico e o uso da máquina governamental nas campanhas eleitorais, cada vez mais caras. No passado e no presente, várias lideranças abandonaram a vida pública porque se recusaram a jogar o jogo pesado da compra de voto.

É o caso do empresário Jesus Tajra. Ele elegeu-se deputado federal constituinte em 1986, depois de exercer o mandato de deputado estadual, nos anos 60, e também os cargos de prefeito de Teresina e de secretário de Estado. Foi para a campanha à Constituinte confiado na folha de serviços prestados no exercício desses cargos, mais a sua destacada presença no meio esportivo e no segmento empresarial.

Já na reeleição, em 1990, embora tivesse cumprido com denodo a sua missão na Assembleia Nacional Constituinte, ele viu que as portas se estreitavam para quem quisesse continuar na política. Ao concluir o segundo mandato na Câmara, Jesus Tajra desistiu da carreira política, ao constatar que para continuar no Congresso Nacional teria que fazer gastos incompatíveis com o mandato e com a sua conduta política.

Outros exemplos

Também fez semelhante reflexão e tomou igual deliberação a deputada federal Myriam Portella, nota 10 na Constituinte, na avaliação do Diap. Ex-primeira-dama do Estado, ela foi a primeira piauiense a conquistar uma cadeira na Câmara, pela oposição. Também desistiu de novas disputas nas urnas quando concluiu que ideias, propostas e compromisso com a ética na política não eram suficientes para a conquista de um mandato.

Depois, outro que entrou nesse rol dos desiludidos políticos foi o ex-senador e ex-governador Freitas Neto, que concluiu seu mandato de senador em 2002. Também pendurou a chuteira nas últimas eleições o ex-deputado federal Nazareno Fonteles, uma das estrelas do PT no Piauí, seu primeiro deputado estadual e ex-secretário de Saúde.  Por último, desistiu da reeleição, pelo mesmo motivo, o ex-senador João Vicente Claudino.

Não param por aí os exemplos dos que sacrificaram suas carreiras políticas diante das nuvens turvas do processo eleitoral, quando muito ainda tinham a dar à vida pública. Muitas outras lideranças que se sentiram desapontadas com o sistema político e sufocadas pelo derrame de dinheiro nas campanhas poderiam ser citadas. E há ainda as que nem entraram no jogo, desestimuladas com a situação, em que muito poucos se elegeram sem fabulosos investimentos em suas campanhas.

Reformas não resolvem

As medidas adotadas para conter o desvirtuamento do processo eleitoral, através de minireformas tímidas e casuísticas, não frearam a degradação do sistema. Entre elas, está a proibição do financiamento das campanhas pelas empresas. Trata-se de uma norma recente e ainda ineficaz, engolida pelo famigerado caixa 2, tão ao gosto de tantos.

O fato é que se estabeleceu no país uma cultura nociva às eleições e à democracia, desvirtuando a vontade das urnas. E o próprio eleitor, que tanto brada contra a compra de mandatos, muitas vezes é o mais interessado em vender o voto, sem avaliar as conquências de seu gesto.

A Lava-Jato não será capaz de depurar o processo eleitoral sem que o eleitor faça a sua parte.

"Lista do Fachin" antecipa retiro da Semana Santa

O Congresso Nacional está entregue às moscas desde quarta-feira, depois da divulgação, no dia anterior, da chamada “Lista do Fachin”, liberada pelo relator da Lava- Jato no Supremo Tribunal Federal. Desde então, os políticos, sempre cheios de bravatas, emudeceram de forma ensurdecedora.

Tudo parou por lá. Os congressistas, com nomes de peso arrolados pelo ministro Fachin, começaram mais cedo o seu retiro da Semana Santa. Abandonaram sorrateiramente o plenário, as comissões técnicas e os gabinetes.

Com a divulgação da lista produzida pela delação do fim do mundo, poucos citados nessa maldita relação apareceram para negar de público sua participação em esquema de corrupção. Quase todos preferiram negar o envolvimento com malfeitos através de suas assessorias, não de viva voz.

Os citados na “Lista do Fachin” passam os dias santos pregados na cruz da suspeita, à espera de que um milagre possa acontecer e eles venham a ressuscitar.

E os que não caíram na “Lista do Fachin” ficam com as barbas de molho: com tanto Judas Iscariotes preso por aí, ou melhor, com tanta delação premiada, será que essa relação foi a última da Lava-Jato? Ou será que ainda vem por aí mais uma lista de almas penadas que pecaram no reino da propinagem?

Na dúvida, delatados e não delatados optaram por desaparecer por estes dias de Brasília, transformada em vale de lágrimas. Entocaram-se em seus redutos, onde esperam com o coração na mão que a tempestade passe.

A bem da verdade, o Congresso fica melhor entregue às moscas do que aos ratos. 

Quando o mais valente dos homens chora

Os políticos citados na lista da Lava-Jato deveriam ser os mais interessados na investigação autorizada pelo Supremo. A relação traz, basicamente, três tipos de denúncias contra eles pela prática de crimes diversos. São elas: formação de cartel, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro; corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro; e falsidade ideológica eleitoral.

Embora a mera citação em nada signifique uma condenação de alguém, no momento, aos olhos da nação, todos são culpados, até prova em contrário. Não se faz uma diferenciação clara sobre a prática dos crimes. Com a investigação da força-tarefa, será possível separar alhos de bugalhos. Ou seja, quem participou de formação de quadrilha, quem assaltou os cofres públicos, quem lavou dinheiro e quem simplesmente recebeu por fora recursos financeiros para suas campanhas.

A princípio, a lista, produzida a partir de delações premiadas na Lava-Jato, sepulta de vez a falácia de que a investigação era seletiva. Os principais partidos estão nela. Também as principais lideranças políticas do país, à esquerda e a direita, do governo e da oposição.

O Supremo já retirou da relação políticos que estavam lá indevidamente, como o piauiense Paes Landim (PTB). O ex-deputado Hugo Napoleão (DEM), que figurou na "Lista do Janot, nem entrou na "Lista do Fachin" para ser investigado. E possível que outros ainda sejam excluídos dela. Como é possível também que a chamada “Lista do Fachin” não seja a última da Lava-Jato.

A chiadeira dos citados dá-se principalmente porque, além do desconforto de aparecer nessa relação maldita, todos sabem o que fizeram. Mas eles não sabem até onde os delatores chegaram, isto é, o que exatamente contaram em seus depoimentos. Em outras palavras, o que a Lava-Jato tem contra eles. É aí que mora o perigo. É aí que o mais valente dos homens chora, como na letra do samba de Benito di Paula.

Foto: Pablo Cavalcante

O ex-governador Wilson Martins na Rádio Cidade Verde

Discurso afiado

O ex-governador Wilson Martins, presidente regional do PSB, está com o discurso afiado como oposicionista.

Mas, por enquanto, poucos estão a lhe dar ouvidos entre os partidos tradicionais do Piauí.

Estes preferem o tapete vermelho que lhes estende o governador Wellington Dias, que já articula o palanque para a sua reeleição.

Pressa

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado João de Deus (PT), afirmou que o governador Wellington Dias tem pressa em concluir processo de subconcessão da Agespisa, para que a população de Teresina possa ser atendida com abastecimento de água e saneamento básico.

Quem amarrou

O deputado Gustavo Neiva (PSB) observou que o próprio governo é responsável pelo atraso na conclusão da licitação da subconcessão da Agespisa, quando ingressou com a ação no Tribunal de Justiça questionando a decisão do Tribunal de Contas.

Pega o rato!

Já o deputado Dr. Pessoa (PSD) defende que seja investigada a origem do rombo na Agespisa e que somente depois de apontados os “guabirus” que roubaram milhões da empresa ele vai apoiar qualquer iniciativa de subconcessão.

Páscoa

A Arquidiocese de Teresina celebra novamente o Domingo de Páscoa com a grande procissão luminosa do Cristo Ressuscitado. O Teresina! Ressuscita com Cristo acontecerá domingo, com concentração às 16h, no Parque Potycabana e, em seguida, os fiéis seguem até o mirante da Ponte Estaiada. 

Os kits personalizados (camisa, vela, suporte para vela e leque) já estão disponíveis nas paróquias da Arquidiocese e no Centro Pastoral Paulo VI.

Leitura

A Secretaria de Justiça desenvolve o projeto Leitura Livre nas penitenciárias Irmão Guido, Feminina de Teresina, Parnaíba, Esperantina e Casa de Detenção de Altos.

O objetivo do projeto é estimular a leitura e fortalecer a educação junto às pessoas privadas de liberdade nas penitenciárias.

Expansão

O projeto é realizado pela Secretaria de Justiça em parceria com a Secretaria de Educação, Tribunal de Justiça e a Corregedoria Geral de Justiça do Piauí.

Em cada presídio, 30 detentos participam do Leitura Livre, a cada etapa.A ideia é levá-lo para todos os presídios.

*O deputado Robert Rios (PDT) denunciou atraso no pagamento de terceirizados pelo governo no interior do Estado.

*A Assembleia Legislativa adiou audiência pública para discutir o programa Bolsa-atleta, que agora será no dia 26 do corrente.

*Houve uma falha de comunicação no convite para que representantes do Poder Executivo comparecessem à reunião. 

*A Caixa abrirá 1.305 agências hoje com 2 horas de antecedência. Em Teresina, cinco agências irão abrir mais cedo.

Delação premiada

Do humorista Fraga, sobre a onda de delações que sacodem o Brasil:

- Saltamos da delação espremida na ditadura para a delação premiada na democracia. 

Piauienses na lista de investigados do Supremo

Novo corre-corre em Brasília, com a decisão do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando a Procuradoria Geral da República (PGR) a investigar 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais. Todos fazem parte da chamada "lista do Janot".

Entre os alvos dos novos inquéritos, estão os presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Três piauienses estão na relação de investigados: o senador Ciro Nogueira (PP) e os deputados federais Heráclito Fortes (PSB) e Paes Landim (PTB).

O STF informou que Fachin determinou a abertura de 76 inquéritos para investigar políticos e autoridades com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht. Dessas investigações, duas estão mantidas em sigilo pelo ministro, que é relator da Operação Lava Jato no Corte.

Segundo o gabinete de Fachin, foram arquivados sete casos envolvendo autoridades, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), por falta de indícios da ocorrência de crimes.

O ministro também decidiu enviar para instâncias inferiores da Justiça 201 pedidos de investigação de pessoas citadas sem o chamado “foro privilegiado” (prerrogativa de responder a processo somente no STF). Ainda existem outros 25 pedidos mantidos sob sigilo, por risco de atrapalhar as investigações.

O relator da Lava Jato autorizou ainda a investigação, no próprio STF, de um ministro do Tribunal de Contas da União, de três governadores e de 24 outros políticos e autoridades que, embora não tenham foro no tribunal, estão relacionados aos fatos narrados pelos colaboradores.

Quem está lá

A lista dos investigados é a seguinte: Ministros: Eliseu Padilha (PMDB - da Casa Civil); Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência); Helder Barbalho (PMDB -   Integração Nacional); Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB- Cidades); Aloysio Nunes Ferreira (PSDB - Ministro das Relações Exteriores); Roberto Freire (PPS – Cultura); Marcos Antônio Pereira (PRB - Indústria, Comércio Exterior e Serviços); Blairo Borges Maggi (PP - Agricultura, Pecuária e Abastecimento); Gilberto Kassab (PSD - Ciência e Tecnologia).

Senadores (PMDB): Romero Jucá Filho (RR); Renan Calheiros (AL); Edison Lobão (MA); Kátia Abreu (TO); Eunício Oliveira (CE); Eduardo Braga (AM); Valdir Raupp (RO); Garibaldi Alves Filho (RN); Marta Suplicy (SP); (PSDB): Aécio Neves (MG); Antônio Anastasia (MG); Cássio Cunha Lima (PB); Dalírio José Beber (SC); José Serra (SP); Eduardo Amorim (SE); Ricardo Ferraço (ES); (PT): Paulo Rocha (PA); Humberto Costa (PE); Jorge Viana (AC); Lindbergh Farias (RJ); (PSB): Fernando Bezerra Coelho (PE); Lidice da Mata (BA); (DEM): José Agripino Maia (RN); Maria do Carmo Alves (SE); (PP): Ciro Nogueira (PI); Ivo Cassol (RO); (PC do B): Vanessa Grazziotin (AM); (PTC): Fernando Collor (AL);  e (PSD): Omar Aziz (AM).

Dos 42 deputados federais que serão investigados, 11 são do PT, 5 do PP, 5 do DEM,  4 do PMDB, 4 do PSDB, 3 do PR, 2 do PRB, 2 do PSB, 2 do PSD; 1 do PCdoB; 1 do PTB; 1 do PPS; 1 do SD. Entre estes, estão dois do Piauí, Heráclito Fortes e Paes Landim.

Serão investigados também 3 governadores – Robison Faria (PSD-RN), Tião Viana (PT-AC) e Renan Filho (PMDB-AL) e 27 denunciados sem foro privilegiado, além de outros suspeitos, entre eles Valdemar da Costa Neto (PR), Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT), Guido Mantega (ex-ministro), César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal; Paulo Bernardo da Silva, ex-ministro; Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro; e José Dirceu (ex-ministro).

Mais delações

O jornal O Globo informou ontem à noite, em sua edição on-line, que seis prefeitos de capitais foram citados nas delações da Odebrecht e tiveram as petições com indícios de irregularidades remetidas a outras instâncias da Justiça pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato.

Segundo o jornal, o teor dos pedidos não é conhecido ainda, mas, em geral, a PGR pede autorização para abertura de inquérito para investigar a prática de crimes. Os prefeitos delatados são ACM Neto (Salvador - DEM), Luciano Rezende (Vitória - PPS), Iris Rezende (Goiânia - PMDB), Clécio Vieira (Macapá - Rede), Arthur Virgílio Neto (Manaus - PSDB) e Firmino Filho (Teresina - PSDB).

A autorização de abertura de inquérito pelo Supremo não significa condenação automática dos denunciados. Eles nem viraram réus. O Ministério Público concluiu que tem indícios contra eles e pediu a autorização do STF para investigá-los, já que muitos têm foro privilegiado. (Com informações do Estadão)

Foto: Cidadeverde.com

Desembargador Sebastião Ribeiro Martins: sinal verde para o TCE

Plenos poderes

O desembargador Sebastião Ribeiro Martins deu ontem uma nova decisão sobre o Caso Agespisa. Ele acolheu o recurso do Tribunal de Contas do Estado e reconheceu que a Corte é competente para apreciar a legalidade dos atos de toda a administração pública, notadamente os procedimentos licitatórios e contratos administrativos.

Está na lei

"Não se trata de insegurança jurídica, mas, sobretudo, da aplicação do princípio da supremacia da Constituição, que confere aos Tribunais de Contas o relevante papel de controle externo de toda a administração pública.", justifica o magistrado. 

Subconcessão

Com a nova decisão do desembargador Sebastião Ribeiro Martins, o TCE está autorizado a prosseguir o julgamento do processo de licitação da subconcessão da Agespisa.

O TCE já decidiu que a licitação está valendo, mas as empresas terão que apresentar novas propostas de preços.

A empresa Aegea venceu a licitação com uma oferta menor que a segunda colocada, a Águas do Brasil.

Mal na fita

O Governo do Estado ficou mal na fita duas vezes neste caso. Primeiro, ao investir contra a função institucional do TCE; depois, ao correr para assinar o contrato com a Aegea antes da palavra final da Justiça.

Esqueceu o ditado popular, que adverte: o apressado come cru.

Sobre a lista

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB) divulgou ontem à noite declarando que não tem conhecimento dos termos do pedido de abertura de inquérito formulado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. “Não pode, portanto, se manifestar acerca da reportagem do jornal O Estado de São Paulo sem ser leviano e especulativo.”

Doações

O parlamentar ressalta, entretanto, que as menções a ele até agora conhecidas envolvendo a Odebrecht foram feitas pelo Sr. Cláudio Melo Filho, que afirmou expressamente ter a construtora efetuado doações eleitorais em razão do bom trânsito do deputado no Congresso Nacional, e não como forma indireta de pagamento de propina.

Heráclito prometeu se manifestar concretamente sobre o pedido formulado pelo Procurador-Geral tão logo tenha conhecimento de seu inteiro teor.

Drible

Astuto como é, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, deve ter notado que as lideranças do partido no Piauí tentaram todo jeito escondê-lo da mídia local, em sua visita de dois dias a Teresina, encerrada ontem.

A reunião do ex-deputado com o PTB estadual foi realizada ontem ao meio-dia, estendendo-se até o começo da tarde.

Os petebistas piauienses estão todos no Governo do Estado e não iriam querer ouvir Roberto Jefferson repetindo por aqui o que ele vem dizendo do PT em todo lugar.

*Será hoje a audiência pública da Assembleia Legislativa sobre o projeto do novo Bolsa Atleta, proposto pelo Governo do Estado.

*O autor do requerimento aprovando a audiência é o deputado Marden Menezes (PSDB).

*Depois do PT, mais uma voz se levanta contra o plano do senador Ciro Nogueira pelo qual o PP ocuparia duas vagas na chapa majoritária.

*O presidente da Assembleia, deputado Themístocles, disse que cada grande partido deve ter apenas uma vaga. Ou seja, ele quer a de vice para o PMDB.

A chapa ideal

Embora satisfeito com a repercussão da visita do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) a Parnaíba, o prefeito Mão Santa tem repetido que a chapa presidencial de seus sonhos não é com ele sendo candidato a vice do parlamentar:

- A minha chapa é a MM – Moro e Mão Santa. 

O que está por trás da apreensão de ônibus

O empresário Marcelino Lopes, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) e presidente da empresa Dois Irmãos, declarou ao Cidadeverde.com que o motivo da apreensão de 16 ônibus da frota da capital, no sábado passado, é individual de cada empresa, mas que “certamente é fruto da crise econômica brasileira”.

Sim, mas é consequência também da falta de uma política para o segmento de transporte público, tratado sempre com muita indiferença e demagogia pelos governantes. Há anos, os prefeitos das grandes e médias cidades reivindicam um tratamento diferenciado para o setor. O governo faz ouvido de mercador.

Os empresários de ônibus ganharam a fama de exploradores de seus usuários e pagam por isso. A conversa deles não sensibiliza os governantes. Muito menos a população. E há gestores, como os de Teresina, que agravam a situação.

Em 2012, o então prefeito Elmano Férrer, acuado por um ato público dos estudantes, congelou a meia passagem de ônibus em 1 real e 5 centavos. A diferença da equiparação com a passagem inteira seria paga pela Prefeitura.

Esse congelamento foi mantido pelo prefeito Firmino Filho. E não ficou só nisso. Além de não reajustar a meia passagem, a Prefeitura atrasou os repasses para as empresas de ônibus. A dívida da prefeitura junto às empresas já chega perto de R$ 20 milhões.

O resultado desse pacote – falta de política pública para o setor, crise econômica, com perda crescente de passageiros, congelamento prolongado da meia passagem e inadimplência da Prefeitura – é que, das 13 empresas que ganharam a licitação dos ônibus em Teresina, duas já quebraram – a Teresinense e a Asa Branca, cada uma com mais de 30 anos de existência. Outras duas estão só arquejando na UTI.

Foto: Pablo Cavalcante

O deputado Assis Carvalho na Rádio Cidade Verde

Reforma não passará

O deputado federal Assis Carvalho, eleito presidente do PT do Piauí, garantiu ontem, na Rádio Cidade Verde, que, como está, a reforma da Previdência não passará.

Ele disse que muitos pontos devem ser alterados, como a regionalização da idade para aposentadoria.

Novo laudo

Saiu um novo laudo sobre a qualidade da água distribuída em Teresina pela Agespisa. Das 17 amostras coletadas, apenas uma teria apresentado problema.

O laudo da Vigilância Sanitária Estadual foi divulgado ontem, durante audiência pública no Ministério Público do Piauí.

PP com Firmino

Ciro Nogueira, Júlio Arcoverde, Mainha e Iracema Portela e outras lideranças do PP almoçaram ontem com o prefeito Firmino Filho (PSDB). Discutiram a atuação do partido em Brasília na aprovação de projetos de infraestrutura urbana da Prefeitura de Teresina, em tramitação nos organismos do Governo.

Foto: Divulgação

A cúpula do PP com o prefeito Firmino Filho

Voto fechado

O deputado federal Mainha, presidente do Diretório Municipal do PP em Teresina, garantiu que os três vereadores do partido vão votar fechado nos projetos de interesse do prefeito. Também participaram do almoço os neopepistas Sílvio Mendes e Washington Bonfim.

Bacalhau da Páscoa

A crise financeira que afeta os municípios não atingiu o bacalhau dos servidores da Prefeitura de Teresina na Semana Santa.

Os servidores com vencimento de até R$ 1,3 mil vão receber o Abono Páscoa, tradição mantida na Prefeitura de Teresina. 

No Sebrae

O presidente do Sistema Fecomércio, Valdeci Cavalcante, assume a presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae com o falecimento do ex-presidente Carlos Augusto Carneiro da Cunha, o Caú.

Valdeci ficará interinamente no comando da instituição, até à posse do novo presidente.

Quem vem lá!

Pelo critério de rodízio, até 31 de dezembro de 2018 o Sebrae deve ser conduzido pelo segmento da agricultura.

Ontem, o deputado federal Júlio César (PSD) assumiu a presidência da Federação da Agricultura do Piauí, em substituição a Caú, e deve comandar também o Sebrae no Estado.

Academia

Há mais de dois meses, esta academia de ginástica está montada na Poticabana. E interditada. Desconfio que a demora na liberação do uso dos equipamentos tem a ver com a inauguração. Ou seja, aguarda uma brecha na agenda das autoridades.

A nova academia de ginástica montada na Poticabana está sem uso

Na falta de obra

Como obra pública anda escassa no Piauí, não duvido que haja quem se habilite a inaugurar oficialmente essa pequena e modesta academia com pompa e circunstância.

Pelo visto, ela foi montada com dinheiro de empresa privada e doada ao parque.

*Os deputados Antônio Félix  e Georgiano Neto (PSD) aprovaram Voto de Pesar na Assembleia Legislativa pelo falecimento, dia 5, de Carlos Carneiro da Cunha, o Caú.

*A Assembleia também aprovou Voto de Pesar de autoria do deputado Wilson Brandão (PSB) pelo falecimento do ex-governador José Raimundo Bona Medeiros, ocorrido dia 6.  

*O Consório Teresina acionou ônibus da frota de reserva, ontem, para substituir os que foram apreendidos por ordem da Justiça.

*O consórcio é formado pelas empresas Dois Irmãos, Emtracol,  Santa Cruz e Taguatur, e atende ao Grande Dirceu.

Quando a derrota ajuda

O vice-presidente do Tribunal da Contas da União, ministro José Múcio Monteiro, em missão do TCU no Piauí, fez visita de cortesia ao Tribunal de Contas do Estado, na sexta-feira (7). Conversava com o presidente, conselheiro Olavo Rebelo, e outros membros do TCE-PI. Com cinco mandatos de deputado federal e um ministério (das Relações Exteriores) no currículo, ele disse que começou na política concorrendo ao Governo de Pernambuco, em 1986, contra Miguel Arraes, um mito das esquerdas na época. Foi derrotado fragorosamente.

- Mas foi a melhor derrota da minha vida! - contou, para surpresa dos ouvintes.

Ele explicou:

- Concorrendo contra uma liderança como Miguel Arraes, eu virei celebridade em todo o Pernambuco. É tipo o River daqui jogar contra o Barcelona - fica conhecido no mundo inteiro.

Apreensão atinge ônibus do Grande Dirceu

Os usuários de ônibus do Grande Dirceu, na zona Sudeste, serão os mais prejudicados com a apreensão de parte dos ônibus da frota do Consórcio Teresina, que servem aos bairros da região. A apreensão de 16 ônibus do consórcio e de mais dois da empresa Timon City foi feita no sábado, em cumprimento de mandato judicial de busca e apreensão.

Pelo menos 14 dos ônibus apreendidos são novos e já contam com ar-condicionado. Eles pertencem às empresas Dois Irmãos, Emtracol, Santa Cruz e Taguatur, que formam o consórcio. As empresas que tiveram os ônibus recolhidos por ordem judicial estão há quase 10 meses sem pagar as prestações do financiamento dos carros, com uma divida acumulada de quase meio milhão de reais.

O banco que vendeu os ônibus e acionou a Justiça foi o Volvo, após fracassadas tentavas de resolver a questão administrativamente. Ontem, o empresário Marcelino Lopes, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) e presidente da empresa Dois Irmãos, afirmou ao Cidadeverde.com que o motivo da apreensão é individual de cada empresa, mas que “certamente é fruto da crise econômica brasileira”. Ele confia que o problema será resolvido em breve.

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintetro) anunciou ontem que amanhece hoje dentro das garagens, para ver como ficará a situação trabalhista dos motoristas e cobradores. O presidente do Sindicato, Fernando Feijão, afirmou que não sabe como as empresas irão repor os ônibus para circular normalmente a partir de hoje, pois elas trabalhariam sem veículos reserva.

A Strans solicitou que o consórcio ponha carros da frota reserva para resolver o problema e não prejudicar os usuários. A superintendência anunciou que fará o monitoramento para saber se as ordens de serviços estão sendo cumpridas. Equipes de fiscalização estarão hoje cedo nas garagens para averiguar as saídas. 

O Grande Dirceu é a região mais populosa de Teresina e, portanto, a que tem o maior número de usuários de ônibus.

'Plano A' do PP

O presidente reeleito do PP, senador Ciro Nogueira, declarou que o plano número 1 do partido é emplacar a candidatura do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, à presidência da República, nas eleições de 2018.

Ora, o plano número 1 do PP deveria ser o de se safar da Lava-Jato. É o partido mais denunciado no esquema.

E o presidente?

Outra: antes de pensar na candidatura do próximo presidente, o PP deveria era ajudar o atual a concluir o seu mandato.

Michel Temer chegou ao Planalto com as articulações e os votos dos progressistas para derrubar a presidente Dilma através do impeachment.

Novos acadêmicos

A Academia de Ciências do Piauí, presidida pelo ex-reitor Jônathas Nunes, deu posse no final de semana a mais 17 novos acadêmicos, de diversas áreas de conhecimento, que se somam aos 43 membros da instituição.

Entre os novos acadêmicos, estão os reitores Arimatéa Dantas Lopes, da Ufpi;Nouga Cardoso Batista,  da Uespi;  e Paulo Henrique Pinheiro, do IFPI.

A posse dos novos membros da Academia de Ciências do Piauí

Deu Assis!

Deu o esperado na eleição para renovação da direção estadual do PT no Piauí: a chapa liderada pelo deputado federal Assis Carvalho venceu a disputa.

O novo presidente do PT será aclamado no dia 5 de maio, durante o Congresso Estadual. 

*A Prefeitura de Teresina arrecadou perto de R$ 40 milhões com o pagamento da cota única do IPTU 2017.

*Está a caminho de se confirmar, portanto, a previsão da Prefeitura de receber este ano entre R$ 42milhões a R$ 45 milhões do imposto.

*O deputado Gustavo Neiva (PSB) entrou há uma semana com requerimento solicitado do governo do Estado endereços e telefones das novas coordenadorias.

*Dizem na Assembleia Legislativa que os mais interessados na resposta do governo são justamente os novos coordenadores.

Batendo na porta errada

O sambista Jorge Aragão veio em dezembro a Teresina para um show. Tinha uma entrevista agendada para a Rádio Cultura. Foi informado pelo diretor do Theatro 4 de Setembro, João Vasconcelos, que a emissora funcionava em um sobrado amarelo, a poucas quadras dali. O artista seguiu o endereço indicado e bateu em um prédio amarelo, em frente ao da rádio, onde funciona um dos cabarés remanescentes da zona da Paissandu. E, sem de nada desconfiar, apresentou-se a uma mulher toda produzida que estava na porta:

O sambista: - Tô aqui para o programa de entrevista.

A mulher: - Olhe, moço, aqui o programa é outro!

Vai-se o homem, fica o exemplo

Foto: Reprodução Cidadeverde.com

Ex-governador Bona Medeiros: exemplos que ficam

Governador, ele ia para a sua cidade, nos fins de semana, guiando o próprio carro. Quando deixou o Palácio de Karnak, foi para casa também dirigindo o seu automóvel particular. Este um dos traços que o tornaram um político singular no Piauí. Entre os que o conheceram, há os que lhe realçam a lealdade, a amizade e a dignidade como marcas de sua personalidade. De fato, eram atributos muito acentuados em seu espírito. Porém, eu, particularmente, lembro o político austero, coerente e firme, especialmente nesta época conturbada e de pouco zelo pela coisa pública.

Contei que ele, como governador, dirigia o seu próprio automóvel para visitar sua terra, mas sei de outros gestos que assinalavam a sua simplicidade e o desapego ao poder. Uma vez, por exemplo, estava com viagem marcada a Recife, para reunião dos governadores nordestinos no Conselho Deliberativo da Sudene. De lá iria a um compromisso social particular, acho que a um casamento. Sua mulher, professora Helena Conde Medeiros, o acompanharia. Quando sua assessoria entregou-lhe os bilhetes das passagens aéreas, ele observou que a de sua esposa fora comprada pelo governo. Imediatamente, mandou devolver a passagem e comprou uma nova para a primeira-dama, paga do próprio bolso. E não deu qualquer publicidade a isso. Soube do episódio porque, desde cedo aprendi, a cultivar boas fontes no governo e fora dele. Outros saberão relatar muitos outros episódios como esse.

O personagem de quem falo é, naturalmente, José Raimundo Bona Medeiros – Zé Raimundo para os mais próximos e Bona Medeiros para nós, da imprensa. O Piauí se despediu dele ontem. O ex-governador faleceu no início da noite de quinta-feira, aos 86 anos, em casa, vítima de infarto, e o seu corpo foi sepultado ontem em União, a sua terra natal, depois de ser velado no Salão Nobre da Assembleia Legislativa.

Vitórias e derrotas

Nascido em União, em 24 de dezembro de 1930, José Raimundo Bona Medeiros era filho do ex-prefeito Antônio Medeiros, próspero comerciante da cidade. Advogado, não era muito expansivo no trato pessoal. Mesmo com o seu jeito contido, angariou votos para exercer seis mandatos de deputado estadual. Em um deles, presidiu a Assembleia Legislativa. Iniciou a sua militância na velha UDN, depois passou para a Arena, o PDS e o PFL.

Foi prefeito de Teresina duas vezes – no final dos anos 60, e depois entre 1979 e 1982, governando com critérios de seriedade e honradez. Deixou a Prefeitura para efeito de desincompatibilização e concorreu ao cargo de vice-governador, na chapa encabeçada pelo deputado federal Hugo Napoleão. Com a renúncia de Hugo para concorrer ao Senado, em 1986, ele assumiu o governo.

Depois da posse, trocou um coquetel pela primeira reunião de trabalho com o seu secretariado. Justificava que tinha pressa em iniciar rapidamente o trabalho para poder realizar alguma coisa durante seu período administrativo, de apenas dez meses. Também queria que a equipe se conhecesse e começasse logo a se entrosar.

Por último, queria a fixação imediata de normas de trabalho, planos e metas de governo. No Palácio de Karnak, era o primeiro a chegar ao expediente e o último a sair.

Depois de concluir o mandato de governador, cumpriu uma quarentena política e elegeu-se novamente deputado estadual, em 1990. Candidato a prefeito de União, em 2000, não se elegeu. Viu o sonho de governar a sua terra ser realizado através de seu filho Gustavo Medeiros, que se elegeu prefeito em 2004 e em 2012.

Eleição sem máquina

Os gestos que caracterizavam a austeridade e a simplicidade de Bona Medeiros, aqui relatados, eram do conhecimento apenas dos que acompanham mais de perto e há mais tempo o cotidiano da política e da administração pública estadual.

Nos meios políticos, o mais conhecido de todos é o da eleição de 1986. Foi uma campanha acirrada entre o PFL e o PMDB. O candidato do governo, deputado federal Freitas Neto, perdeu a eleição para o senador peemedebista Alberto Silva por uma diferença de apenas 1 por cento dos votos. E muitos políticos governistas quiseram crucificar o governador Bona Medeiros por ele não ter usado a máquina governamental na campanha eleitoral a favor de seu candidato.

Esqueceram-se completamente do que ele dissera no discurso de posse como governador, na Assembleia Legislativa, em maio de 1986: “Fiel a mim mesmo, governarei com simplicidade, austeridade, economia e total dedicação ao bem público, que é o bem de todos nós”.

Isso não significava, entretanto, qualquer prevenção contra os políticos, como ele próprio esclareceria, naquela ocasião: “Quero dizer que a administração que ora se inicia tem compromissos políticos. Sou político e, portanto, não posso ver com maus olhos os políticos e a política.”

E, para que não houvesse dúvida quanto ao seu estilo de governar, advertia, ainda: “Mas a política que praticamos não se baseia na troca de favores escusos, nem acoberta a corrupção. Quando o interesse público se chocar com o de um particular, não tenham dúvidas de que prevalecerá o primeiro.”

Os correligionários de Bona Medeiros ou não se lembraram disso, depois das eleições, ou por certo avaliaram que, em seu discurso de posse, o governador estava apenas jogando palavras ao vento, como tantos outros políticos. 

Sem poder e sem voz

Como é de praxe, o novo governo que assumiu em março de 1987 carregou nas críticas à administração passada. No Brasil, só um governador não falou mal do antecessor: foi Tomé de Souza, o primeiro governador-geral, como lembrava, em tom de brincadeira, o veterano deputado Humberto Reis da Silveira, de saudosa memória.

A imprensa local, de um modo geral e com raras exceções, dava ampla repercussão aos ataques à administração Bona Medeiros, mas não dava voz ao ex-governador para se defender.

Por essa época, eu apresentava com o jornalista Arimateia Azevedo um programa de grande audiência na Difusora, o ‘Cidade Livre’, fundado pelo jornalista Carlos Augusto. E fazíamos muitas críticas ao governo, tanto ao dele, Bona Medeiros, como ao que o sucedera, o de Alberto Silva.

Um dia, liguei para o ex-governador Bona Medeiros, combinei uma entrevista com ele por telefone e, antes de iniciá-la, pedi-lhe: “Pode sentar, porque vai demorar”. Ai ele respondeu a todas as perguntas formuladas por nós e também às críticas e aos ataques feitos ao seu governo. Naquele dia, nossa audiência foi estrondosa. Depois, ele comentou com um ex-assessor:

- Pra você ver: com tanta gente na imprensa que eu tinha como amigo, é esse aí que me dá espaço e me deixa à vontade para me defender.

Isso certamente porque eu e Arimatéia Azevedo tínhamos, àquela época, a fama de albertistas.

Se em 1986 um político com as características de Bona Medeiros já incomodava os carreiristas e fisiologistas, imagine nos dias de hoje. É desses, porém, que a atividade pública precisa, cada vez mais, até para se fazer respeitada.

Que o seu exemplo inspire muitos outros políticos que abraçam a vida pública como uma missão, a de servir. 

Deputados reagem à redução de vagas na Câmara

Foto: Pablo Cavalcante/Rádio Cidade Verde

O deputado Júlio César na Rádio Cidade Verde: não à redução da bancada

A bancada federal do Piauí  começa a reagir contra o projeto que redefine o número de cadeiras na Câmara Federal. Pela proposta, o Piauí perde duas cadeiras de deputado federal a partir das próximas eleições. Em consequência, perderá também seis cadeiras na Assembleia Legislativa.O projeto foi aprovado na terça-feira, por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e segue para discussão do plenário.

No Piauí, a primeira reação partiu do deputado Heráclito Fortes (PSB). Para ele, a redução de bancada prejudica estados do Nordeste e Norte. “Sou contra e acho que não podemos diminuir uma bancada de 10 deputados. Ela já está no limite mínimo. Se querem fazer alguma reacomodação, que procurem as bancadas com maior número, e não as de menor”, argumentou.

O deputado federal Júlio César (PSD) também se posicionou radicalmente contra o projeto. Segundo ele, os critérios apresentados para a modificação da representação parlamentar, baseado na população, são inconsistentes.

Em sua opinião, devem ser levado em conta o critério do eleitorado, como se faz em relação ao coeficiente eleitoral, por exemplo.”Não faz sentido o Piauí, que tem 400 mil eleitores a mais que o Amazonas, ter menos cadeiras na Câmara Federal do que aquele Estado”, raciocina.

Júlio César destacou que, se a proposta for aprovada, o Piauí voltaria a ter apenas 8 deputados federais, a mesma quantidade do Estado de Roraima. “Mas é bom frisar que o Piauí tem mais de 3 milhões e 200 mil habitantes, com mais de 2 milhões e 300 mil eleitores. Roraima tem apenas 500 mil habitantes e 300 mil eleitores”.

O parlamentar não acredita na aprovação do projeto. Pelos seus cálculos, muitos Estados estão neutros e outros não têm nada a ganhar com a mudança. Por fim, os Estados ameaçados de serem prejudicados vão reagir.

Quem ganha, quem perde

De acordo com o projeto, o número de deputados será mantido em 513. As mudanças serão no total de eleitos por alguns Estados. Sete Estados poderão aumentar a bancada de deputados eleitos a partir de 2019. O Pará passaria a ter quatro deputados a mais; Amazonas e Minas Gerais ganhariam duas cadeiras cada; e o ganho da Bahia, Ceará, Santa Catarina e Rio Grande do Norte seria de um deputado por Estado.

Em contrapartida, sete Estados teriam redução do número de deputados eleitos. Rio de Janeiro perderia três cadeiras; Rio Grande do Sul, Paraíba e Piauí, duas cadeiras cada; enquanto Paraná, Pernambuco e Alagoas ficariam com um deputado a menos.

Os demais 13 Estados não perderiam nem ganhariam nenhuma cadeira na Câmara. Nesse grupo estariam São Paulo, Maranhão, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima.

Mudança nos TCE's

A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) vai apresentar ao Congresso Nacional o texto de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar os critérios de composição dos Tribunais de Contas do país. 

Mais técnicos

A principal medida da nova proposta é garantir a maioria das vagas nos Tribunais de Contas para as carreiras técnicas.

A Atricon aproveitou o episódio do TCE do Rio, que levou em cana cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas, para levantar a bandeira.

Bona Medeiros

O Piauí perdeu ontem à noite o ex-deputado e ex-governador Bona Medeiros, vítima de infarto fulminante.

José Raimundo Bona Medeiros nasceu em 24 de dezembro de 1930 em União. Foi deputado estadual por sete mandatos, prefeito de Teresina, vice-governador e governador do Piauí.

No governo

Em 1982, foi eleito vice-governador na chapa encabeçada por Hugo Napoleão. Assumiu o governo com a renúncia de Hugo para concorrer ao Senado, em 1986.

O corpo está sendo velado no Salão Nobre da Assembleia Legislativa. O sepultamento será no fim da tarde, em União.

Mensagem de Hugo

O ex-governador, ex-ministro e ex-senador Hugo Napoleão divulgou ontem à noite esta mensagem sobre o falecimento de José Raimundo Bona Medeiros:

“Meu coração se enche de tristeza com a partida do muito querido amigo José Raimundo.

Exemplo de homem público, impecável colega de trabalho, possuía acentuada percepção política. Mantivemos um diálogo permanente e, graças à sua solidariedade, pude chegar a altos patamares na República, pela firmeza com que se ombreou comigo na adoção da candidatura de Tancredo Neves e na formação do PFL!

Que Deus guarde para sempre o exemplar esposo, pai, avô e amigo."

Luto oficial

O governador Wellington Dias divulgou nota de pesar pelo falecimento do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PI), Carlos Augusto Melo Carneiro da Cunha, o Caú. Ele decretou luto oficial por três dias no Piauí.

Copiou, colou

No velho, cômodo e conhecido método de copiar e colar, a Prefeitura de Campo Maior mantém o ex-prefeito Paulo Martins (PT) no cargo, como se pode ver no cabeçalho do decreto abaixo:

No cabeçalho do decreto, o erro oficial

Ciro é reeleito no PP

O senador Ciro Nogueira foi reeleito ontem à tarde, por unanimidade, para o terceiro mandato como presidente nacional do PP. Ele assumiu o comando do partido em 2013. Reeleito para mais dois anos de mandato, ficará no cargo pelo menos até 2019.

Com isso, será responsável por conduzir as negociações do partido nas eleições de 2018, quando a legenda tem planos de lançar um candidato à Presidência da República.

100 dias de Mão Santa

O prefeito de Parnaíba, Mão Santa (SD), chega aos 100 dias fazendo barulho, como a visita do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC) ao município, e a inauguração de obras públicas.

Agora pela manhã, ele entrega à população o Sistema de Purificação de Água na comunidade Céu.

No final da tarde, o prefeito inaugura a pavimentação asfáltica da Rua Costa Fernandes, bairro São Benedito, e a iluminação da BR-343, no trecho entre Parnaíba e Luís Correia.

Freitas Neto faz hoje palestra de abertura da Escola de Gestão Pública, em Parnaíba

Escola de Gestão

No começo da noite, inaugura a Escola Municipal de Administração Pública, no bairro Pindorama.

O diretor de Assuntos Econômicos da Fiepi, Freitas Neto, foi convidado pelo prefeito Mão Santa para ministrar a palestra inaugural da Escola de Gestão, abordando o tema “Gestão Pública”.

O troco

O presidente Michel Temer respondeu à altura ao rapapé do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, que o vem fustigando:

- Eu compreendo o Renan, as dificuldades dele. De alguma maneira, ele sempre agiu dessa maneira. Ele vai e volta. Então, eu estou tratando com muito cuidado, politicamente, até porque não posso a todo momento estar brigando com quem não é presidente da República.

*O PP do Piauí está querendo engabelar o PT, ao reivindicar os cargos de senador e vice-governador na chapa majoritária de 2018.

*A alegação do partido é que já tem as duas posições. É fato, mas foram conquistadas em eleições diferentes.

*Ciro Nogueira chegou ao Senado com Wellington Dias em 2010 e Margarete Coelho elegeu-se vice-governadora em 2014.

*O vice-presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro,faz hoje, às 10 horas, visita de cortesia ao TCE-PI.

Quando menos dá mais 

Do filósofo popular ‘Seu Malaquias’, morador do Grande Dirceu, na Rádio Cidade Verde, sobre o projeto de redistribuição das cadeiras parlamentares:

- Se passar no Congresso, o Piauí vai ganhar 2 deputados federais e 6 deputados estaduais a menos.

Piauí perderá 2 deputados federais e 6 estaduais

Agora é para valer: o Piauí perderá duas vagas de deputado federal, a partir das próximas eleições, se o plenário do Senado aprovar o projeto que redefine o número de cadeiras na Câmara dos Deputados. O projeto foi aprovado ontem por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e segue para discussão do plenário da Casa.

De acordo com o texto, o número de deputados será mantido em 513. As mudanças serão no total de eleitos que alguns Estados terá direito a partir da próxima eleição geral de 2018.

As alterações levam em conta, entre outros critérios, o Quociente Populacional Nacional (QPN), os Quocientes Populacionais Estaduais e têm como base a atualização estatística demográfica da população dos Estados e do Distrito Federal.

De acordo com o relatório apresentado pelo senador Antônio Anastásia (PSDB-MG), sete Estados poderão aumentar a bancada de deputados eleitos a partir de 2019. O Pará passaria a ter quatro deputados a mais; Amazonas e Minas Gerais ganhariam duas cadeiras cada; e o ganho de Bahia, Ceará, Santa Catarina e Rio Grande do Norte seria de um deputado por Estado.

Em contrapartida, sete Estados teriam redução do número de deputados eleitos. Rio de Janeiro perderia três cadeiras; Rio Grande do Sul, Paraíba e Piauí, duas cadeiras cada; enquanto Paraná, Pernambuco e Alagoas ficariam com um deputado a menos.

De acordo com o projeto, os demais 13 Estados não perderiam nem ganhariam nenhuma cadeira na Câmara. Nesse grupo estariam São Paulo, Maranhão, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima.

Se o projeto passar no Senado, a redução de duas cadeiras na Câmara Federal para o Piauí significará, também, a perda de seis cadeiras na Assembleia Legislativa.

Supremo proíbe greve na polícia

Greve de policial é ilegal, seja ele da PM, PF, PRF ou do Corpo de Bombeiros.  A decisão foi tomada ontem pelo Supremo Tribunal Federal. Por 7 votos a 3, o STF entendeu que é inconstitucional o direito de greve para carreiras policiais.

O novo entendimento vale para integrantes da Polícia Federal, da Polícia Civil, da Polícia Rodoviária e bombeiros. A greve já é proibida para policiais militares. O caso concreto discutia uma ação proposta pelo estado de Goiás contra o Sindicato dos Policiais Civis.

No Supremo, prevaleceu o entendimento do ministro novato Alexandre de Moraes, recém-indicado pelo presidente Michel Temer. “Não é possível que braço armado do Estado queira fazer greve. Ninguém obriga alguém a entrar no serviço público. Ninguém obriga a ficar. É o braço armado do Estado. E o Estado não faz greve. O Estado em greve é um Estado anárquico. A Constituição não permite”, argumentou Moraes, ex-ministro da Justiça e ex-secretário estadual de Segurança Pública em São Paulo.

O voto de Alexandre de Moraes contrariou a posição do relator da ação, ministro Edson Fachin, que era favorável a restringir, mas não eliminar o direito de greve dos policiais. Além de Fachin, também defendiam a restrição os ministros Marco Aurélio e Rosa Weber.

A presidente do STF, Cármen Lúcia, e os ministros Gilmar Mendes, Roberto Barroso, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Luiz Fux acompanharam o voto de Alexandre de Moraes. O ministro mais antigo da corte, Celso de Mello, não estava presente à sessão.

No julgamento da ação, a Corte entendeu que cabia aplicar a repercussão geral no tema, determinando que a decisão fosse estendida a todo o Brasil. Para a o STF, todos esses profissionais são essenciais para garantir a ordem e a segurança no país. 

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

O deputado Bolsonaro, ao desembarcar no Piauí

Bolsonaro no Piauí

O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC) foi recebido com festa ontem ao meio-dia no aeroporto de Teresina. Uma multidão esperava o parlamentar com faixas e bandeiras. À noite, ele fez palestra para empresários no Atlantic City, a convite da Fecomércio.

Em Parnaíba

Jair Bolsonaro fará palestra hoje à noite em Parnaíba, no auditório do Sesi, a convite do prefeito Mão Santa (SD).

Em Teresina, o deputado disse que começa hoje o namoro com Mão Santa para ele ser o vice em sua chapa.

Os brasileiros que correm atrás de Bolsonaro estão brincando com fogo.

Caú, presidente do Sebrae/Piauí: morte súbita

Morre Caú

A morte, ontem à noite, do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Piauí, Carlos Augusto Melo Carneiro da Cunha, o Caú,enluta o empresariado piauiense.

Ele morreu vítima de infarto fulminante, aos 75 anos.

No trabalho

Caú era advogado, pós-graduado em Direito Agrário, procurador federal aposentado da Advocacia Geral da União, agropecuarista, pioneiro na pasteurização de leite e também presidente da Federação da Agricultura do Estado do Piauí (Faepi).

Ele estava na Federação da Agricultura participando de uma reunião quando começou a passar mal. Foi socorrido, mas morreu em seguida.

No banco dos réus

O juiz Antônio Noleto, da 1ª. Vara do Tribunal do Júri de Teresina, remarcou para o próximo dia 24 o julgamento do advogado Virgílio Bacelar, acusado de ser o mandante do assassinato do deputado e empresário Abraão Gomes.

O julgamento havia sido suspenso pelo desembargador Sebastião Ribeiro Martins, que reformou a sua decisão, ao considerar a possibilidade de prescrição do crime no próximo mês.

Tiro de escopeta

O deputado Abraão Gomes (PFL) foi executado com um tiro de escopeta, na porta de sua casa, no bairro Planalto Ininga, em Teresina, após retornar da sessão da Assembleia Legislativa.

O crime aconteceu no final da tarde de 29 de agosto de 1989. 

Como foi o crime

Um ano e meio após o assassinato, a polícia prendeu no Pará Alcides Nery do Prado, acusado de ser o autor do homicídio.

Ele contou detalhes do crime, apresentou provas e relatou os motivos. Foi o único a ser julgado e preso, mas já ganhou liberdade.

Bolsa Atleta

O deputado Marden Menezes (PSDB) confirmou para a próxima quarta-feira a audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir o projeto do Bolsa Atleta.

A proposta de retomada do projeto, em nível estadual, foi encaminhada à Assembleia pelo governador Wellington Dias.

Marden quer uma discussão mais ampla sobre o projeto e a inclusão do maior número possível de modalidades esportivas na proposta.

Foto: Divulgação

O deputado Márden Menezes: Bolsa Atleta mais abrangente

*O Governo do Estado chegou a um entendimento com os médicos da rede estadual de saúde. Os profissionais aceitaram a proposta oferecida.

*O clima é tenso agora é na rede municipal de saúde de Teresina, depois da retirada da gratificação de produtividade.

* O líder do PMDB, senador Renan Calheiros, vaticina que o governo cairá para um lado e o partido para o outro.

* Faltou dizer: ele ficará de pé, firme e forte, como arauto da moralidade e expressão maior da ética na política.

Pescaria

A nomeação do suplente de vereador Stanley Freire, por indicação de seu pai, o deputado federal Silas Freire (PR), para a recém-criada Coordenadoria da Piscicultura do Governo do Estado, repercutiu ontem na Assembleia Legislativa. Um deputado brincava, no cafezinho:

- Rapaz, se botarem um pirarucu e uma traíra na frente filho do Silas, ele não sabe fazer a diferença.

Dilma e Temer vencem mais uma juntos - no tapetão

Pelo menos em um ponto a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer se entendem perfeitamente. É na disposição de empurrar com a barriga o processo que corre contra eles no Tribunal Superior Eleitoral. E eles conseguiram. O Plenário do TSE acatou ontem um pedido da defesa da ex-presidente de concessão de mais prazo para a apresentação das alegações finais.

Com isso, Dilma e Temer conseguem alongar o processo, cujo julgamento começaria ontem e foi adiado. O TSE aceitou realizar novas oitivas, ou seja, ouvir mais testemunhas. São elas: a empresária Mônica Moura, o marido dela, o marqueteiro João Santana, e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os depoimentos ainda serão marcados, também sem prazo.

Assim, com as viagens do presidente do Tribunal, ministro Gilmar Mendes, mudança na composição do TSE e o fato de o prazo adicional só começar a contar após os depoimentos, o julgamento não tem data para ser retomado. Do jeito que queriam Dilma e Temer.

Os dois ganharam juntos, no voto, – ou compraram os mandatos, isso o TSE ainda vai julgar – as eleições presidenciais de 2010 e 2014. Agora ganham juntos, novamente – pelo menos, por enquanto – no tapetão.

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

O secretário Rafael Fonteles, da Fazenda

Mais dinheiro

O secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, afirmou ontem que novos investimentos no Estado só são possíveis com mais operações de crédito. Daí os novos empréstimos, totalizando R$ 1 bilhão, que o Governo do Piauí busca viabilizar para o Estado.

As negociações serão feitas diretamente junto à Caixa Econômica, sem a necessidade de aval do governo federal.

Robert no páreo

O deputado Robert Rios (PDT) pegou gás com o pré-lançamento de sua candidatura ao governo do Estado, feito pelo prefeito Mão Santa.

Robert Rios encheu o peito e garantiu que, se a oposição não apresentar um candidato ao Karnak, ele topa a parada.

E não vai deixar barato para o governador Wellington Dias.

Heráclito lá

Deu ontem na coluna Painel, da Folha de S. Paulo:Diante das especulações em torno de uma candidatura de João Doria em 2018, pessoas próximas ao governador Geraldo Alckmin sugeriram que ele volte sua atenção para Brasília e tenha por lá um articulador de confiança de sua pré-campanha a presidente.

Entre os nomes propostos estão o do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) e do ex-ministro do TCU José Jorge, que foi candidato a vice de Alckmin na eleição presidencial de 2006.”

Reprodução: FSP

Cabo de guerra

Segundo ainda a Folha, a possível candidatura de Doria a presidente virou um cabo de guerra dentro da Prefeitura de São Paulo. De um lado, o vice Bruno Covas e os secretários Julio Serson e Anderson Pomini defendem que o prefeito concorra em 2018.

Na outra ponta, o secretário de Governo, Julio Semeghini, homem de Geraldo Alckmin no governo paulistano, comanda o grupo que tenta convencer Doria a adiar a ideia.

Perigo mora ao lado

Aliviado no TSE, o presidente Michel Temer deve abrir o olho agora é com o senador Renan Calheiros, do seu partido.

Ele organiza hoje um jantar na casa da senadora Katia Abreu. Quer levar a bancada do PMDB para discutir reformas e projetos do governo.

Tudo com o objetivo de criar mais dificuldades para o presidente.

Reforma

A reforma política, em discussão na Câmara dos Deputados, foi o assunto principal do encontro, ontem, entre o governador Wellington Dias e o deputado federal José Maia Filho, o Mainha (PP-PI), na Superintendência de Representação do Estado do Piauí em Brasília. 

Contra

No encontro com o governador, foram abordados pontos polêmicos da reforma, como o voto em lista fechada e a intenção do relator de propor em seu parecer final o fim dos vices em todas as instâncias de governo. Mainha disse que Wellington Dias manifestou ser contra a proposta de acabar com o cargo de vice. 

Foto: Divulgação

O governador e o deputado Mainha discutem reforma em Brasília

*Especula-se que o ex-prefeito de Parnaíba, Florentino Neto (PT), será o novo secretário de Saúde.

*Ele não é médico nem da área da saúde, mas chegará ao posto com uma especialidade: não pagar conta de energia.

*Na Prefeitura de Parnaíba, Florentino deixou um débito milionário junto à Eletrobrás Piauí.

*A palestra do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para empresários, hoje à noite, em Teresina, será no Atlantic City.

Coisas de Oeiras

O promotor de Justiça Carlos Rubem, que incomodou meio mundo em  Oeiras com a sua atuação, encontra-se casualmente com o comerciante Constantino Reinaldo, na agência local da CEF. De espírito irreverente, o comerciante fez censura ao promotor porque ele teria permitido o corte, pelo poder público, de cinco árvores (“mata-fome”) do pátio do velho Mercado. E desembuchou, na telha, para gargalhada do promotor e dos presentes:

- Noto que você não é mais combativo como antes... anda calminho! Tá com medo do prefeito Zé Raimundo, é?
 

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