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Reformas em xeque

Foto: Cidadeverde.com

Deputado Júlio César, coordenador da bancada do Nordeste

 

“A reforma tributária é a maior e a mais complexas de todas”. A opinião é do deputado federal Júlio César (PSD), coordenador da bancada do Nordeste e especialista em tributos e contas públicas.

Ele declarou ontem à Rádio Cidade Verde que a reforma mexe no pacto federativo e centraliza no governo federal a arrecadação dos impostos, para depois dividi-los entre os Estados e municípios.

O parlamentar entende que a aprovação da reforma tributária será difícil por que ninguém quer perder. Ao contrário, todos querem ganhar com eventuais mudanças no sistema tributário brasileiro.

Combate às desigualdades

Ele observa que o atual modelo de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), por exemplo, favorece o Nordeste e o Norte.

O Nordeste recebe 52% desses recursos. Apenas 15% do bolo ficam para o Sul e o Sudeste.

Trata-se de um sistema compensatório, idealizado e implantado para combater as desigualdades regionais.

O coordenador da bancada do Nordeste avisa que essas regiões não abrirão mão dessas receitas.

Júlio César reconhece a necessidade de se implantar uma reforma tributária que venha a aumentar a eficiência da máquina arrecadadora sem aumentar a carga tributária.

O peso da máquina

O deputado defende também a reforma administrativa, para reduzir o tamanho da máquina pública, a fim de que ela seja menos onerosa e mais eficiente e que, no fim, sobre dinheiro para investimentos.

Na sua avaliação, a aprovação das mudanças sugeridas nas reformas tributária e administrativa se torna difícil, também, porque falta articulação política do governo para tocar as propostas no Congresso Nacional.

E não há no momento qualquer sinalização de que isso possa mudar. O governo, pelo contrário, tem se ocupado mais é em aumentar desnecessariamente as tensões com o parlamento.

A democracia tem preço

Comportando-se como um autêntico folião, o presidente Jair Bolsonaro armou a maior peça do carnaval que passou.

Ele compartilhou, nas redes sociais, um vídeo de apoio ao protesto contra o Congresso Nacional.

A manifestação foi convocada para 15 de março por grupos formados de apoiadores do presidente.

Ontem, na ressaca da quarta-feira de cinzas, e diante da repercussão negativa do episódio, Bolsonaro viu a pisada de bola e orientou a sua equipe de governo a evitar a endossar publicamente a manifestação.

Claro que esse parlamento que aí está, fora do controle do governo e com apetite voraz por verbas públicas, anda longe de ser o Congresso dos sonhos dos brasileiros.

Mas é o que o povo escolheu nas eleições passadas. É um parlamento saído do mesmo ventre que nasceu Bolsonaro: as urnas.

Como Bolsonaro se sentiria, por acaso, se o presidente do Congresso, intencionalmente ou por um descuido qualquer, compartilhasse nas mídias sociais algum vídeo convocando um protesto contra milícias em frente ao Palácio do Planalto?

Então, o melhor que o presidente faz é deixar seus rompantes autoritários de lado e buscar outros meios para governar com as diferenças.

É este o preço da democracia.

 

 

Ceará em guerra

No Ceará, 170 pessoas foram assassinadas em apenas uma semana.

Dados divulgados ontem pela secretaria estadual da Segurança Pública e Defesa Social revelam que o número de homicídios dolosos (quando o assassino age com a intenção de matar), feminicídios e latrocínios (furto seguido de morte) deu um salto depois que parte dos policiais militares cearenses deflagraram um motim que entra hoje em seu nono dia.

Luto

Vítima de câncer, morreu ontem em Teresina o ex-secretário de Saúde, Ernani Maia.

Ele foi secretário no governo de Wilson Martins (PSB) e também prefeito de Santa Filomena.

Pesar

O governador Wellington Dias também lamentou a morte do ex-secretário de Saúde, em mensagem postada nas redes sociais:

“Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento do Dr. Ernani Maia. Ele foi um grande piauiense. Dedicado à vida pública, médico prestativo e prefeito próximo da população e suas demandas, com muitos serviços prestados ao povo de Santa Filomena e ao Piauí”.

 

 

* O HUT atendeu a 704 pacientes durante o carnaval, em sua maioria acidentados.

* O balanço foi divulgado ontem pelo diretor do hospital, Rodrigo Martins. Ele disse que os números estão na média de outros carnavais.

* Na terça-feira de carnaval, morreu o advogado Moacyr Leal, que militava na Justiça Eleitoral.

* Quem visita Teresina é dom Aléssio Saccardo, bispo emérito de Ponta das Pedras, no Pará. Quando morou em Teresina, ele dirigiu o Diocesano.

 

 

Litoral sem folia

Do Seu Malaquias:

- Vi pela mídia que o litoral do Piauí ficou deserto no carnaval, por falta de folião. O lamento é que os turistas não deixaram dinheiro em Luís Correia. Mas eu vejo o lado bom: também não deixaram lixo.

Uma crônica de saudade

Eram dois, basicamente, os assuntos que mais o interessavam: agricultura e política. Não necessariamente nessa ordem.

Na juventude, como vaqueiro, campeou gado e sonhos. Mais tarde, adquiriu terras e nelas semeou pão, vida e esperança. 

Até os 90 anos, lia com muita assiduidade, apesar da pouca instrução formal. A partir daí, o ritmo de leitura já não era o mesmo, e começava a cair, em função das dificuldades próprias da idade.

No domingo de carnaval, depois de um período acamado, após uma queda no banheiro, seu coração bateu pela última vez. Parou como se quisesse dar descanso ao corpo.

Um corpo que por muito tempo causou admiração pelo seu vigor físico sertanejo, mas que já então, aos 97 anos, se encontrava alquebrado e cansado de guerra.

Um corpo já sem forças que exibia ostensivamente as marcas e os sinais da luta sem trégua que foi a sua vida de quase um século.

Enfrentou com resignação, sem um lamento sequer, o longo e doloroso período acamado, em casa.

Em seus últimos dias, sua voz não passava de um sussurro. Conversava com os seus mais pelo olhar, que tantas mensagens passou.

E partiu sem um gemido, deixando saudades eternas para a viúva, dona Luisinha, companheira dedicada de 80 anos de casamento e de amor.

Com ela teve 10 filhos, que deram ao casal 57 netos e mais de 80 bisnetos, além de muitos trinetos, espalhados por muitos lugares, exercendo diferentes ofícios. 

Esta é, em resumo, a história de Boanerges Mendes de Sousa, cujo corpo foi sepultado ao entardecer de segunda-feira, em São Miguel do Tapuio.

Era onde residia há quase 60 anos, depois de subir a Serra Grande, vindo do Ceará, e ali se estabelecer com a família.

Era meu avô materno. Dele guardo as melhores lembranças, especialmente por ter desfrutado em toda a intensidade do carinho e das regalias de ser o seu primeiro neto. Quando nasci, ele tinha 40 anos. Era também meu padrinho de batismo.Em minha infância, morei com ele um ano.

Que o Senhor da vida conforte o coração de dona Luisinha, minha querida avó e madrinha, lúcida, serena e ativa aos 98 anos, e conceda à alma de meu avô o descanso dos justos!

 

Reforma Tributária – Parece que agora vai

Fotos: Mussoline Guedes/Comsefaz

Secretários de Fazenda dos Estados discutem a reforma tributária com a Receita Federal

 

Pode até ser que não, mas tudo indica que desta vez a Reforma Tributária sai.

Depois de mais de 3 décadas de discussões e debates em torno de mudanças no sistema tributário, todos infrutíferos, as articulações em Brasília caminham para a aprovação da reforma e implantação de um novo modelo de tributação no país – anunciado como mais simples, padronizado e capaz de solucionar os problemas que travam a economia.

Novo ambiente

Os sinais são muitos. O primeiro é o ambiente político favorável no Congresso e a disposição do Governo em fazer a matéria andar.

Matéria publicada na última quinta-feira (20), pelo Valor Econômico, aponta que 75% dos deputados federais acreditam que a reforma será aprovada este ano. Apenas 5% acham que não.

A pesquisa, feita pela Consultoria Arko Advice, ouviu 106 parlamentares.

O segundo é a união dos Estados em torno de uma proposta única de reforma. Justamente os Estados, que sempre divergiram em matéria de tributação (por conta das perdas inevitáveis que a reforma imporá a alguns, sobretudo os mais ricos do Sul e Sudeste), desta vez se uniram para discutir, elaborar e aprovar uma proposta que contempla os pontos de interesse dos entes federativos.

O texto, elaborado e aprovado pelo Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do DF), foi ratificado pelos governadores e apresentado, em setembro do ano passado, como emenda às PECs da Reforma Tributária (45/19 e 110/19), em tramitação na Câmara e no Senado, respectivamente.

O terceiro ponto é uma articulação conjunta entre Governo e Estados em torno de um texto que possa convergir os pontos de interesses da União e dos entes federativos.

O Governo ainda não apresentou sua proposta de Reforma Tributária da União. Mas há duas semanas, o ministro Paulo Guedes chamou o Comsefaz para ouvir a proposta dos Estados e tentar juntar com as ideias que o Governo pensa para a questão.

 

Rafael Fonteles, secretários de Fazenda e secretário especial da Receita, José Barroso Tostes Neto (ao centro)

Andamento

Da reunião saiu a proposta de formação de um grupo de trabalho, com representantes do Comsefaz e do Ministério da Economia e Receita Federal, para discutir e definir os pontos que entrarão na proposta conjunta.

A primeira reunião desse grupo aconteceu quinta-feira (20), na Secretaria da Receita Federal, em Brasília.

Conduzida pelo secretário especial da RF, José Barroso Tostes Neto, a reunião definiu encontros semanais do grupo de trabalho para, em 30 dias, apresentar uma proposta ao ministro Paulo Guedes.

O que sair desses encontros do grupo de trabalho e da reunião com Guedes deverá ser enviado ao Congresso e encaminhadas as articulações para fazer a reforma andar.

Piauiense no centro do debate

Este contexto todo de discussão da Reforma Tributária tem um piauiense como um dos atores principais. É o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles.

Como presidente do Comsefaz, ele conduziu os secretários de Fazenda na busca do consenso em torno de uma proposta que representasse os interesses dos Estados, no ano passado, e, agora, lidera a entidade nas movimentações junto ao Ministério da Economia e à Secretaria Especial da Receita Federal para assegurar que a União incorpore as pautas dos Estados na proposta de reforma que deverá levar ao Congresso.

Na última quinta-feira, ao sair da reunião no Ministério da Economia, Rafael ele declarou a repórteres dos jornais O Globo, Valor Econômico e Estadão e da agência Reuters e de outros veículos da grande imprensa, que os primeiros passos foram dados para a efetivação de uma proposta que contemple os interesses da União, dos Estados e dos Municípios, e que supere a complexidade que é o sistema tributário do país.

Novo modelo

“Além do ambiente político favorável, agora temos também uma demonstração do esforço do Governo para aprovarmos efetivamente uma reforma nos moldes do que o Brasil e a sociedade precisam, um modelo que simplifique e padronize o sistema tributário e que crie as condições para destravar a economia e fazer o país crescer”, afirmou.

Com a reforma tributária, no fundo, todos os entes – governo federal, Estados e municípios – querem é arrecadar mais, como observou há pouco tempo o deputado federal Júlio César (PSD-PI), coordenador da bancada do Nordeste e especialista no assunto.

Que fique claro, portanto, como os que brigam pela reforma irão efetivamente gastar as receitas advindas dela.

E que aquele que paga toda essa conta – o contribuinte – também seja chamado para esse debate, através de suas entidades representativas.

 

Piauí discute o currículo do novo Ensino Médio

Foto: Cidadeverde.com

No Conselho Estadual de Educação, audiência pública sobre o currículo do Novo Ensino Médio

 

O Piauí trava uma ampla discussão sobre o novo currículo do Ensino Médio. O debate começa a partir de duas indagações: Que jovem nós queremos preparar para o futuro? E qual é o futuro que o aguarda?

A discussão é feita em todo o país. Cada Estado está encarregado de elaborar as diretrizes curriculares para esta etapa do ensino básico.

Os Estados seguem o cronograma de implementação da Base Nacional Comum Curricular, a BNCC.

O Conselho Estadual de Educação realizou, ontem, uma audiência pública para discutir as mudanças estruturais propostas para o Novo Ensino Médio.

Participaram do evento técnicos e dirigentes da Secretaria Estadual de Educação que estão trabalhando a reforma.

Mais de 20 instituições interessadas na questão também se fizeram presentes ao debate e ofereceram propostas.

As mudanças dão margem a que cada estado defina seu currículo de referência, contemplando as questões regionais e locais.

As escolas também têm autonomia para elaborar seus currículos.

As mudanças

Os trabalhos da audiência pública foram coordenados pelo professor Antônio José Medeiros, ex-secretário estadual de Educação. Ele explicou os motivos da audiência informou que se tratava de mais uma ação com vistas ao cumprimento da Lei Federal 13.415/2017 (Lei do Novo Ensino Médio).

A seguir, a professora Viviene Faria fez uma exposição sobre as mudanças na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que resultaram na reforma do currículo do novo Ensino Médio.

Uma das alterações é que a carga horária anual vai passar de 800 para 1.000 horas até 2022. Ou seja, 3.000 horas no total do curso.

Depois da exposição da professora Viviane, os representantes das várias entidades fizeram reflexões sobre o tema e formularam as suas propostas para o novo currículo.

O superintendente de Ensino da Secretaria de Educação, professor Carlos Alberto, enfatizou que se faz uma discussão ampla sobre o currículo escolar, inclusive, pela primeira vez, com a participação dos alunos.

O presidente do Conselho Estadual de Educação, professor Francisco Soares Filho, destacou a importância da participação da sociedade na definição do novo currículo.

A próxima etapa para a formatação do currículo do Novo Ensino Médio será uma consulta pública, a ser chamada em breve pela Secretaria de Educação.

Que, com essas mudanças, os jovens possam aprender mais!

 

Obras paradas passam de 14 mil

Foto: Cidadeverde.com/Arquivo-2016

A ferrovia Transnordestina é uma das obras paralisadas

 

O Brasil tem 14 mil obras públicas paradas. O levantamento foi divulgado pelo Comitê Executivo Nacional para Apoio a Solução das Obras Paralisadas.

O Comitê é formado por representes do Executivo e do Judiciário, além dos órgãos de controle externo, como o Tribunal de Contas da União, e a Transparência Brasil.

Essas obras já custaram aos cofres públicos aproximadamente R$ 200 bilhões, de acordo com informações do TCU. Dinheiro jogado fora, naturalmente, pois elas não estão servindo para nada.

Os principais motivos da paralisação, apontados pelo Comitê: técnicos, erros de projeto e abandono das obras pelas empresas.

Apenas 6 por cento delas tiveram causas relacionadas com a Justiça ou com órgãos de controle.

No Nordeste, o Maranhão lidera o ranking das obras paradas. É seguido por quem? Exatamente pelo Piauí.

Retomada

A ideia do governo federal é retomar e concluir essas obras, espalhadas por todo o país. São creches, escolas, unidades básicas de saúde e obras estruturantes.

Para tanto, foi lançado o “Destrava Brasil” – que é o Programa de Retomada das Obras.

Para isso, um comitê com integrantes dos governos federal e estaduais deve ser montado para analisar a situação das obras, como a fase em que estão paradas, e encontrar soluções. A experiência começa por Goiás, onde o programa foi lançado.

Inicialmente, o foco do programa será o resgate das obras de creches e escolas básicas de ensino.

As informações sobre a retomada dessas obras ainda são vagas, o que indica que elas ainda continuarão paralisadas por muito tempo.

 

Piauí cassa homenagens a militares

Imagem: Reprodução/Inernet

A escola que homenageava Castelo Branco, em Piracuruca

 

O Piauí deu agora de copiar o Maranhão e está arrancando de prédios públicos os nomes de pessoas ligadas ao regime militar de 1964.

A faxina começou pelo Centro Estadual de Tempo Integral Presidente Castelo Branco, em Piracuruca.

É a primeira escola do Piauí a mudar de nome após aprovação da Lei Estadual nº 7.248/2019.

Esta lei, de autoria do deputado Franzé Silva, do PT, e sancionada pelo governador Wellington Dias, veda homenagens a pessoas identificadas com a ditadura.

O presidente mais piauiense

O marechal Castelo Branco, cuja memória está sendo apagada agora, no Piauí, foi o mais piauiense de todos os presidentes da história do Brasil.

Ele estudou no velho Liceu Piauiense e tinha identidade com o Estado que o acolheu na juventude.

Quando chegou à presidência da República, derrubou o veto dos técnicos ao projeto da barragem de Boa Esperança e mandou construir a hidrelétrica por cima de pau e pedra.

Só isso, só a decisão política de autorizar a maior obra pública do Piauí de todos os tempos, gerando energia elétrica em abundância, já valeria todas as homenagens a Castelo Branco.

Mas é ele, justamente, a primeira vítima desta cegueira ideológica que toma conta do país.

Uma cegueira que não leva em conta que a caminhada histórica se faz com acertos e erros. E que aprendemos com ambos.

Ou esta sanha toda de tentar passar a borracha na história seria apenas falta do que fazer?

 

E o ano letivo não começa

Somente ontem chegou à Assembleia Legislativa o projeto de correção do piso do magistério. Em greve, os professores chegaram antes e solicitaram uma audiência pública para discussão do projeto.

O reajuste encaminhado pelo governador Wellington Dias deixará o piso estadual em R$ 3.167,00, segundo o secretário de Governo, Osmar Júnior.

As lideranças do magistério não aceitam a proposta. Querem a correção de 12,84%, com vigência a partir de janeiro, como manda a lei.

O governo alega que tem impedimentos legais para dar o reajuste nesse percentual. É que o Piauí está no limite prudencial da Lei da Reponsabilidade Fiscal (LRF).

Pela previsão do governo, o Estado só deve sair desta situação a partir de maio.

O impasse está criado. Os professores decidiram decretar greve geral por tempo indeterminado.

Na greve de 2018, a rede estadual perdeu 60 mil alunos para escolas municipais e particulares. Com a redução nas matrículas, o Estado perdeu R$ 90 milhões para a educação este ano.

Esta queda de receita é, segundo o governo, um dos motivos que impedem o Piauí de sair, agora, do limite prudencial da LRF.

Nessa sucessão de perdas, o quadro, então, é este: o Piauí ainda não conseguiu abrir o ano letivo de 2020 e os alunos estão perdendo aula.

 

 

Agenda das reformas

O Congresso Nacional tem uma superpauta de reformas para votar este ano, mas não demonstra até agora muito interesse em cumprir a tarefa.

Entre as mudanças, através de Propostas de Emendas à Constituição, estão as reformas tributária e administrativa, além do Plano Mais Brasil (3 PEC’s – emergencial, dos fundos e do pacto federativo).

Também estão na agenda do ano a prisão em 2ª instância (na Câmara, é PEC; no Senado, Projeto de Lei) e o novo Fundeb.

Eleições

A aprovação de tantas mudanças já seria uma proeza em ano sem eleição. Imagine com uma campanha eleitoral no meio, como 2020!

Sem levar em conta que em matéria de articulação política com o Congresso o governo Bolsonaro não melhorou nada do ano passado para cá.

Deve achar que a aprovação das reformas vai cair do céu.

Alto lá!

O presidente regional do MDB, senador Marcelo Castro, foi curto e grosso: a Executiva Municipal de Teresina nem invente de expulsar o vereador Luiz Lobão da sigla, que ele derruba a decisão, na direção estadual.

O MDB de Teresina está lambendo os beiços para defenestrar Lobão da sigla, por considera-lo infiel.

Balançou

A propósito, quem andou se balançando para desistir da breve filiação ao MDB foi o presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Jeová Alencar.

Ele fez e refez as suas contas e desconfiou que a sua situação eleitoral no partido não seria fácil.

Mas foi convencido a levar adiante a ideia de sair do PSDB.

Foto: Divulgação

Novo Cidadão Teresinense - O ex-secretário Francisco Antônio Alencar é o mais novo cidadão teresinense. Ele recebeu o título no final de semana, na celebração dos seus 70 anos. Alencar nasceu em Pio IX e veio para Teresina ainda adolescente. Foi seminarista e, depois, servidor público concursado. Exerceu os cargos de diretor de Assuntos Municipais do Governo do Estado e de secretário de Segurança; de Justiça e de Educação. Aposentou-se como auditor fiscal de renda. Ultimamente, era vice-reitor da UniNovafapi. O título de cidadania foi aprovado pela Câmara Municipal de Teresina em 1995, por iniciativa do vereador Olésio Coutinho.  

 

 

* O prematuro falecimento do jornalista Ubiracy Saboia enlutou a imprensa piauiense.

* Ele encerrou a sua jornada ontem, aos 46 anos, quando muito ainda poderia dar ao jornalismo.

* Bira, como o chamávamos, trabalhou nos principais veículos de comunicação do Piauí. Talentoso, ético, educado, prestativo e bem-humorado.

* Será lembrado como um dos grandes valores da geração que sucedeu a de seu saudoso pai, Pires de Saboia, mestre de muitos de nós.

 

 

Súmula

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, garantiu aos líderes do magistério que haverá audiência pública nas Comissões Técnicas para discutir o reajuste do piso do professor. Sobre a aprovação ou não da proposta, em plenário, observou:

- A Assembleia nunca rejeitou aumento.

A recuperação das estradas no Piauí

Foto: Divulgação/CCom

Recuperação de estrada no interior do Piauí

 

O Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER) informou no final de semana que, neste momento, atua na recuperação de trechos de rodovias danificados tanto pelas chuvas quanto pelo desgaste natural das vias, em diferentes regiões do estado.

De acordo com o diretor-geral do DER, Castro Neto, a prioridade agora é monitorar as estradas mais danificadas.

Segundo ele, o trabalho está concentrado na recuperação das rodovias que requerem medidas imediatas, como a operação tapa-buraco ou até mesmo restauração total da rodovia.

Castro Neto informou que passam por esse tipo de serviço trechos da rodovia que liga Teresina a José de Freitas e da estrada de Itainópolis.

O diretor-geral do DER chama atenção para o desgaste natural das vias. Ele destaca também estão sendo monitorados os cerca de 6.300 quilômetros de rede de rodovias estaduais.

O trabalho tem o objetivo de levar melhorias na sinalização e recuperações dos trechos danificados.

Trechos a serem recuperados

O diretor-geral do DER anunciou que, para este semestre, obras importantes de restauração devem ser iniciadas, como a recuperação dos trechos das PIs 392 (Baixa Grande do Ribeiro) e 397 (Sebastião Leal – Uruçuí).

Ele adianta que equipes já visitaram esses trechos e em breve a operação tapa-buraco chegará nesses locais, correspondentes à rodovia Transcerrados.

Outra estrada que deverá ser recuperada pelo órgão é a PI-248, no município de Rio Grande do Piauí.

“O objetivo é melhorar a trafegabilidade com a operação-tapa buraco e, em outro momento, assim que finalizar os projetos de serviços, recuperar toda a via com nova pavimentação asfáltica”, acrescentou o diretor.

Outros trechos

Castro Neto adianta que o DER já está com a ordem de serviço para recuperação de rodovias como as que dão acesso a José de Freitas, Cabeceiras, Campo Largo – Matias Olimpio, Barras, Batalha, Regeneração, Floriano, Itaueiras, Canto do Buriti, Oeiras, São Raimundo Nonato e Caracol.

O DER deve incluir nessa lista também a PI 115, que liga Campo Maior a Castelo do Piauí, passando por Juazeiro do Piauí. Em muitos trechos, a rodovia está mais para uma tábua de pirulitos. (Com informações da CCom)

 

 

Foto: Cidadeverde.com

Secretário de Governo, Osmar Junior: puxando brasa para sardinha do PCdoB

Primeiro os teus

Se ele já resolveu problemas para o governo, ainda não se sabe.

O fato é que, ao retornar à Secretaria de Governo, o ex-deputado federal Osmar Júnior já resolveu a vida do seu partido, o PCdoB.

A legenda voltou a ter uma cadeira na Assembleia Legislativa, com a convocação de uma suplente que estava quase no fim da lista de espera.

Comunista não reza na cartilha dos cristãos, a Bíblia, mas sabe de cor e salteado aquela máxima: “Mateus, primeiros os teus!”

No escuro

A grita foi geral diante da falta de energia elétrica em vários bairros de Teresina, no final de semana.

Moradores fizeram uma manifestação no Parque Mão Santa, na noite de sábado.

No condomínio Jardim Montevidéu, na Ladeira do Uruguai, os moradores passaram mais de 24 horas em energia de sexta para sábado.

Ele voltou

Muito trovão e pouca chuva. Assim foi a nova visita do ministro do Turismo a Parnaíba.

Em janeiro passado, o ministro Marcelo Álvaro Antônio esteve pela primeira vez no litoral piauiense, acompanhado do governador Wellington Dias.

Não tomou conhecimento do prefeito Mão Santa, chegado do presidente Jair Bolsonaro.

Trovoada

O Palácio do Planalto deu um puxão de orelha no ministro e o fez voltar a Parnaíba, na semana passada, para cumprir agenda com o prefeito amigo do presidente.

O ministro voltou, mas deixou no litoral apenas a promessa de liberar uma merreca de menos de R$ 1 milhão para investir no turismo da região.

Foto: Divulgação

Filhos de Joaquim Mendes e Isabel Elisa

A família Mendes

A família Mendes se reuniu no final de semana para o lançamento da terceira edição (ampliada) do livro que registra a memória e a descendência de Joaquim Mendes e Isabel Elisa.

O evento, organizado pelo filho mais novo do casal, Felipe Mendes, juntou em Teresina parentes vindos de Fortaleza, Petrolina, Recife, Picos, Paulistana, Brasília, Simplício Mendes e Portugal.

A descendência

Dos 16 filhos do casal, que tem origem em Simplício Mendes, restam nove.

Estiveram ausentes à festa de confraternização da família apenas Sebastião e Osvaldo.

Dolores, de 92 anos, faleceu na véspera. Já haviam falecido Noé, Marcelino, Quincas, Silvio, Elisa e Zélia.

Até a entrega do livro na gráfica, no mês passado, eram 332 descendentes de Joaquim e Isabel Elisa.

Nasceram mais dois após a impressão do livro.

Ao todo, são 16 filhos, 78 netos, 151 bisnetos, 81 trinetos e 6 tetranetos.

 

 

* O reitor do Instituto Federal do Piauí, Paulo Henrique Gomes de Lima, toma posse amanhã, em Brasília, na Diretoria Executiva do Conif.

* Trata-se do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

* Ele será empossado como vice-presidente administrativo, para o mandato 2020.

* A eleição da nova Diretoria Executiva ocorreu em novembro e contou com a participação de reitores e diretores de todo o Brasil.

 

 

Braço a torcer

Do humorista Fraga:

- Braço a torcer só se deve dar na fisioterapia.

Leônidas Melo e seu tempo

Imagens: Reprodução

Capas do livro de memórias de Lêonidas Melo (1ª ed - 1976) e (2ª ed. 2019)

 

Poucos políticos do Piauí escreveram suas memórias. Um deles foi Lêonidas de Castro Melo, nascido em Barras, em 1897.

Médico de largo prestígio, ele foi também o político piauiense que passou mais tempo no governo, no século 20.

Governou o Estado por dez anos, a partir de 1935, na Era Vargas. 

Seu período foi de muitas realizações, sendo a maior delas a modernização de Teresina, na onda das reformas urbanas do Estado Novo.

Sua obra mais lembrada é o Hospital Getúlio Vargas, inaugurado em 1941.

Ele implantou também a primeira rede de esgotamento sanitário da capital, para servir ao recém-construído HGV.

Tempos de fogo

Mas sua época foi marcada também por grandes agitações na política estadual e ainda por episódios rumorosos, como os incêndios dos casebres de palha, em Teresina.

Leônidas Melo governou com mão de ferro e aposentou três desembargadores arbitrariamente, porque eles se negaram a aprovar o nome de um irmão dele, que era juiz, para o Tribunal de Justiça.

Ele deixou o Palácio de Karnak derrotado nas urnas e humilhado.

Era, porém, de uma honorabilidade inatacável. Apesar de tanto tempo de poder e de mando, deixou o governo mais pobre do que entrou.

Sofreu privações financeiras e teve que vender leite de vaca para completar a renda familiar.

Elegeu-se deputado federal em 1950 pelo PSD (Partido Social Democrático), do qual foi um dos fundadores.

A seguir, foi eleito para o Senado da República, cumprindo aí seu último mandato eletivo, que se concluiu em 1963.

Memórias

Em 1976, nas comemorações de seus 79 anos, publicou “Trechos do meu caminho”, o seu livro de memórias. Morreu cinco anos depois.

A primeira edição estava esgotada há muitos anos e a segunda acaba de sair pela Academia Piauiense de Letras.

No prefácio da nova edição, o professor e acadêmico Dilson Lages, barrense como Leônidas Melo, afirma que o autor “legou algumas das mais belas páginas do memorialismo na literatura piauiense.”

É uma obra que ajuda no conhecimento e na compreensão de um dos períodos mais ricos e mais conturbados da história do Piauí, no século passado.

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