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Cepisa já foi posta à venda por 1 real. E Ninguém quis

Nem 1 real nem 1 bilhão. O governo estipulou o valor de R$ 50 mil para a venda de cada uma das seis distribuidoras de eletricidade hoje controladas pela Eletrobras. Serão privatizadas as distribuidoras de eletricidade que atendem os Estados de Roraima, Rondônia, Acre, Amazonas, Alagoas e Piauí.

O valor de R$ 50 mil pelas concessões é simbólico. Segundo o governo, a equação não tem como vertente buscar maximizar o retorno orçamentário. É sobre redução na tarifa.

As tarifas das empresas foram reajustadas de forma extraordinária para a privatização. Alegando que são companhias deficitárias, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) propôs aumento médio de 8,9% durante cinco anos.

 

Antes da privatização, prevista para o primeiro trimestre do próximo ano, a Eletrobras terá ainda que ajudar a limpar o balanço das empresas, assumindo cerca de R$ 11 bilhões em dívidas.

Durante os últimos anos, essas distribuidoras de energia têm sido fonte de prejuízo Em 2016, por exemplo, as perdas delas somaram R$ 6,634 bilhões, 28,3% maiores do que o verificado no ano anterior.

A dívida consolidada das empresas soma R$ 20,8 bilhões e seu valor de mercado foi calculado pelo Consórcio Mais Energia B (PwC Brasil, Strategy&, Siglasul e Loeser e Portela Advogados Associados) em R$ 10,2 bilhões.

O modelo da privatização foi aprovado na quarta-feira passada e publicado na edição do dia seguinte do Diário Oficial da União. Ele prevê que a Eletrobras assuma R$ 8,9 bilhões em dívidas da Amazonas Energia, a mais endividada, R$ 1,8 bilhão da Ceron (Rondônia), R$ 342 mil da Boa Vista (Roraima), R$ 113 mil da Eletroacre e R$ 50 mil, cada, de Cepisa (Piauí) e Ceal (Alagoas). A estatal não terá contrapartidas ao assumir as dívidas.

Vencerão os leilões os investidores que aceitarem receber a menor tarifa de energia. Os novos concessionários terão ainda que aportar de imediato R$ 2,4 bilhões no capital das empresas e investir R$ 5,4 bilhões em cinco anos para melhoria da qualidade do serviço.

O Governo do Piauí moveu ação no Supremo Tribunal Federal para tentar impedir a privatização da Cepisa, mas teve liminar negada pela ministra Rosa Weber, em outubro. 

Em 1997, quando a Cepisa foi federalizada, o governo federal pôs a empresa à venda por 1 real. Não apareceu interessado!

Oposição sonha com Firmino candidato ao governo

Por esta o PMDB não esperava: o prefeito Firmino Filho reagiu à antecipação da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Teresina rompendo com o partido.  Ontem mesmo, ele exonerou os dois secretários indicados pelo partido para a sua equipe: o presidente da Fundação Wall Feraz, James Guerra, e o secretário de Desenvolvimento Rural, Ricardo do Rego Monteiro.

A eleição da nova Mesa da Câmara, com a recondução do vereador Jeová Alencar (PSDB) para a presidência, foi realizada na semana passada, mais de um ano antes do final dos mandatos dos atuais dirigentes. O prefeito estava na Espanha, participando de um congresso internacional das cidades.

Firmino rompeu também com vereadores de outros partidos que formavam a sua base na Câmara. São eles: Luiz André (PSL), Gustavo Carvalho (PEN), Fábio Dourado (PEN) e Major Paulo Roberto (SD). O prefeito desistiu, inclusive, de ser padrinho de casamento do vereador Luiz André.

Nova base

Ontem, no primeiro dia de trabalho após o seu retorno do exterior, o prefeito teve reuniões no Palácio da Cidade com os vereadores que considera fieis e também com os seis vereadores secretários. Nos encontros, ele comunicou as decisões e anunciou que vai recompor a sua base.

O novo bloco de apoio ao prefeito deve ser formado pelos 12 vereadores da base que se ausentaram da votação e mais quatro ou cinco parlamentares, maioria suficiente para a Câmara aprovar matérias de interesse do prefeito.

Cerco ao vice

Se rompeu com o PMDB, o prefeito não rompeu com o vice-prefeito, indicado pelo partido. Ao contrário, ele tenta puxar o vice Luís Júnior para o seu lado. A ideia é filiá-lo ao PSDB ou a outro partido aliado, como o PP.

Há quem veja nessa articulação uma sinalização de Firmino para deixar o cargo e concorrer às próximas eleições, disputando pela segunda vez o Governo do Estado.

A oposição vibrou com a posição do prefeito. A leitura que se faz nas hostes oposicionistas é que a antecipação da eleição da Mesa da Câmara, em sua ausência e contra a sua vontade, mexeu com os brios do tucano e ele passa a ser uma opção para a sucessão estadual.

“O cavalo está passando selado pela segunda vez na porta do Firmino. A primeira foi na sucessão de 2002. Ele não pode cometer o erro de 15 anos atrás”, declarou o presidente regional do PSB, ex-governador Wilson Martins.  

 

Nepotismo

O que os órgãos de controle e fiscalização do Piauí acharam da decisão da prefeita de Várzea Grande passando o cargo para o marido? Bonito, muito bonito!

E, diante das vistas grossas deles, a Prefeitura até já contratou banda para fazer festa na cidade.

Em queda

O ex-governador Wilson Martins, presidente regional do PSB, disse que no interior do Piauí as lideranças, especialmente os prefeitos, estão perdendo a paciência com o governador Wellington Dias.

Wilson disse que o governador promete muito e faz pouco, deixando as lideranças na mão junto aos seus eleitores.

Planos

No Palácio da Cidade, circulou a informação de que o vereador Jeová Alencar seria o candidato natural do prefeito Firmino Filho à reeleição de presidente da Câmara, pois até então se matinha como um grande aliado dele.

Informou-se também que o prefeito planejava lançar o presidente da Câmara a uma cadeira de deputado federal, como fez em 2014 com Rodrigo Martins (PSB).

Na Câmara Municipal, a informação é de que Jeová Alencar deve ser candidato a deputado estadual nas próximas eleições, pelo PMDB.

À disposição

Sobre as especulações citando seu nome para o gabinete do presidente Michel Temer, o ex-ministro João Henrique Sousa afirmou que está muito bem na presidência do Sesi.

O ex-ministro ponderou, entanto, que está à disposição do presidente para servir ao seu governo e ao país onde ele precisar.

JVC se mexe - O ex-senador João Vicente Claudino saiu da toca, visita os municípios, recebe políticos e faz visitas. Ele fez ontem uma visita de cortesia ao ex-governador e presidente da Federação das Indústrias do Piauí – Fiepi, Zé Filho, com quem discutiu a a situação administrativa do Piauí e o desenvolvimento do Estado. 

 

* “O país tido e havido como democracia racial encontra-se, atualmente, diante de seus próprios fantasmas”.

* Foi o que disse ontem da tribuna a senadora Regina Sousa (PT), em pronunciamento pela passagem do Dia da Consciência Negra.

* O governo federal anuncia que vai retomar e concluir 7.000 obras públicas que estão paralisadas em todo o país.

* Na Câmara Municipal de Teresina, a cantora gospel e vereadora Noemi Pereira Nonato, de São Paulo, tem mais prestígio que o prefeito João Dória.

* Ela recebeu o título de Cidadania Teresinense, proposto pelo vereador Fábio Dourado (PEN).

A quatro mãos

Quando indagado se havia o dedo do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (PMDB), na reeleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Teresina, o prefeito Firmino Filho reagiu:

- O dedo, não. Tem a mão.

- E do governador?

- As duas mãos.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

José Amauri toma posse no Senado

 

O empresário José Amauri, filiado ao Podemos, é mais um suplente de senador do Piauí que tem a sorte de ser convocado para assumir o mandato. Nos últimos 40 anos, vários suplentes assumiram as cadeiras no Senado, por morte dos titulares e outros motivos.

O primeiro da lista foi o advogado Bernardino Viana, ex-presidente do Banco do Estado do Piauí (BEP). Ele foi convocado em março de 1979, com a posse do senador Petrônio Portella no Ministério da Justiça. Com a morte deste, em 6 de janeiro de 1980, Bernardino Viana concluiu o seu mandato, encerrado em 1983.

Dirceu e Alberto

Ainda em março de 1979, o engenheiro Alberto Silva assumiu a cadeira do senador Dirceu Arcoverde, que morreu no dia 16. Os dois ex-governadores concorreram ao Senado nas eleições de 1978 por duas sublegendas da Arena.

A legislação eleitoral de então previa que o segundo mais votado tornava-se automaticamente o primeiro suplente do eleito. Alberto tirou todo o mandato de oito anos.

Hugo e Álvaro Pacheco

Outro suplente de senador do Piauí teve a oportunidade novamente de assumir o mandato na legislatura de 1987 a 1995. O senador Hugo Napoleão (PFL) licenciou-se duas vezes para ocupar os Ministérios da Educação (Governo Sarney) e das Comunicações (Governo Itamar Franco) e o seu suplente, poeta Álvaro Pacheco, foi convocado a Brasília.

Freitas Neto e Elói

No último ano do primeiro Governo FHC, o senador Freitas Neto, eleito em 1994, pelo PFL, foi convidado para ser ministro extraordinário das Relações Institucionais, dando vez à convocação do suplente Elói Portella. Com isso, dois irmãos estavam juntos no Senado na mesma legislatura – Elói e Lucídio Portella, este eleito em 1990.

Hugo e Benício Sampaio

Mais um suplente de senador que teve a chance de ser convocado foi o médico Benício Sampaio, quando Hugo Napoleão exercia seu segundo mandato no Senado e retornou ao Governo do Estado por decisão judicial, após a cassação do governador Mão Santa (PMDB), em 6 de novembro de 2001.

Benício ficou no Senado até o final do mandato, no início de 2003.

Duas vagas, 4 senadores

Finalmente, na atual legislatura, os piauienses elegeram dois senadores e ganharam quatro.

Em 2014, o senador Wellington Dias (PT) renunciou a quatro anos de mandato depois de ser eleito para o terceiro mandato de governador do Estado. Ele abriu espaço para a convocação da suplente Regina Sousa, a primeira mulher a assumir uma cadeira no Senado pelo Piauí.

Agora, o senador Elmano Férrer (Podemos) se licencia por quatro meses para concorrer ao cargo de governador nas próximas eleições, dando vez à convocação do seu suplente José Amauri, um pernambucano que mora no Piauí há mais de 20 anos e trabalha como executivo do Grupo Claudino.

Um detalhe: além de primeiro suplente de Elmano, desde 2015, Amauri é segundo suplente do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, desde 2011.

Uma curiosidade

A história dos suplentes de senador do Piauí registra ainda um fato curioso: o empresário e ex-deputado federal Jesus Tajra foi suplente de quatro senadores e não assumiu o mandato por um só dia.

Primeiro, ele foi suplente do senador Helvídio Nundes, de 1971 a 1979, pela Arena. A seguir, foi suplente de Dirceu Arcoverde. Com a inesperada morte deste, ainda no início do mandato, ao invés do suplente, foi convocado o concorrente. Tratava-se, naturalmente, de um casuísmo da legislação eleitoral da época, pois o suplente oficial de Dirceu era o empresário.

Assim, Jesus Tajra continuou como suplente, agora de Alberto Silva, que só saiu do Senado ao final do mandato, em 1987, quando já estava eleito governador, pelo PMDB.

Por fim, Jesus Tajra foi suplente do senador Heráclito Fortes (PFL), agora pela quarta vez, na legislatura de 2003 a 2011. Ao todo, completou 24 anos de suplência no Senado, caso único na história política do Piauí.

Além do mais, Jesus Tajra demonstrou ser pé quente em eleição. Todos os candidatos a senador que o tiveram como suplente foram eleitos. E perderam a reeleição quando trocaram de suplente.

  

Jefferson Rudy/Agência Senado

Atrasos na liberação de empréstimos causam prejuízos de R$ 28 milhões, afirma o governo

O Governo do Estado divulgou há pouco, através da Coordenadoria de Comunicação, Nota de Esclarecimento acerca da ação do Ministério Público Estadual pedindo a suspensão de contratação e liberação de empréstimos para o Piauí.

Conforme a nota, os atrasos na liberação dos recursos, provocado por mudanças no sistema de prestação de contas da própria Caixa Econômica e por ação judicial, tem causado prejuízos ao povo piauiense estimados em mais de R$ 28 milhões. Eis a nota do governo:

 

“Sobre a ação impetrada pelo Ministério Público do Estado do Piauí, o Governo do Estado informa ter cumprido todas as obrigações legais no contrato celebrado com a Caixa Econômica Federal, cujo objeto é o Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA). As prestações de contas relativas à aplicação de tais recursos foram aprovadas pela Caixa viabilizando, inclusive, a assinatura do contrato para a liberação da segunda etapa.

Segundo nota técnica da Controladoria Geral do Estado (CGE), o bloqueio dos recursos do empréstimo do FINISA provocou a paralização de obras de infraestrutura (calçamentos, asfaltamentos, pontes e adutoras) distribuídas em 158 municípios no Piauí, o que impacta diretamente na vida de 2.921.253 de piauienses.

A aplicação dos recursos oriundos desse empréstimo não foi objeto de exame pelo Tribunal de Contas do Estado. Até o presente momento, o que existe é um relatório preliminar elaborado pela Diretoria de Fiscalização da Administração Estadual (DFAE). Portanto, a ação impetrada pelo Ministério Público, além de não obedecer aos critérios de competência jurídica, é baseada num relatório interno preliminar não julgado pelo Tribunal, que é quem tem competência para apreciar as contas apresentadas pelo Governo, conforme a Lei 5.888 de 2009.

Os atrasos na liberação dos recursos, provocado por mudanças no sistema de prestação de contas da própria Caixa Econômica e por ação judicial impetrada por ex-candidato ao Governo do Estado do Piauí, tem causado prejuízos ao povo piauiense estimados, pela Controladoria Geral do Estado, em R$ 28.118.701, em razão da necessidade de reajustes, desmobilização de canteiros de obras e evolução nos preços dos insumos, além do desemprego de milhares de pessoas e prejuízos às empresas.

O Governo do Estado, além da prestação de contas regular, estará à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.”

Atrasos na liberação de empréstimos causam prejuízos de R$ 28 milhões, afirma o governo

O Governo do Estado divulgou há pouco, através da Coordenadoria de Comunicação, Nota de Esclarecimento acerca da ação do Ministério Público Estadual pedindo a suspensão de contratação e liberação de empréstimos para o Piauí.

Conforme a nota, os atrasos na liberação dos recursos, provocado por mudanças no sistema de prestação de contas da própria Caixa Econômica e por ação judicial, tem causado prejuízos ao povo piauiense estimados em mais de R$ 28 milhões. Eis a nota do governo:

 

“Sobre a ação impetrada pelo Ministério Público do Estado do Piauí, o Governo do Estado informa ter cumprido todas as obrigações legais no contrato celebrado com a Caixa Econômica Federal, cujo objeto é o Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA). As prestações de contas relativas à aplicação de tais recursos foram aprovadas pela Caixa viabilizando, inclusive, a assinatura do contrato para a liberação da segunda etapa.

Segundo nota técnica da Controladoria Geral do Estado (CGE), o bloqueio dos recursos do empréstimo do FINISA provocou a paralização de obras de infraestrutura (calçamentos, asfaltamentos, pontes e adutoras) distribuídas em 158 municípios no Piauí, o que impacta diretamente na vida de 2.921.253 de piauienses.

A aplicação dos recursos oriundos desse empréstimo não foi objeto de exame pelo Tribunal de Contas do Estado. Até o presente momento, o que existe é um relatório preliminar elaborado pela Diretoria de Fiscalização da Administração Estadual (DFAE). Portanto, a ação impetrada pelo Ministério Público, além de não obedecer aos critérios de competência jurídica, é baseada num relatório interno preliminar não julgado pelo Tribunal, que é quem tem competência para apreciar as contas apresentadas pelo Governo, conforme a Lei 5.888 de 2009.

Os atrasos na liberação dos recursos, provocado por mudanças no sistema de prestação de contas da própria Caixa Econômica e por ação judicial impetrada por ex-candidato ao Governo do Estado do Piauí, tem causado prejuízos ao povo piauiense estimados, pela Controladoria Geral do Estado, em R$ 28.118.701, em razão da necessidade de reajustes, desmobilização de canteiros de obras e evolução nos preços dos insumos, além do desemprego de milhares de pessoas e prejuízos às empresas.

O Governo do Estado, além da prestação de contas regular, estará à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.”

Atrasos na liberação de empréstimos causam prejuízos de R$ 28 milhões, afirma o governo

O Governo do Estado divulgou há pouco, através da Coordenadoria de Comunicação, Nota de Esclarecimento acerca da ação do Ministério Público Estadual pedindo a suspensão de contratação e liberação de empréstimos para o Piauí.

Conforme a nota, os atrasos na liberação dos recursos, provocado por mudanças no sistema de prestação de contas da própria Caixa Econômica e por ação judicial, tem causado prejuízos ao povo piauiense estimados em mais de R$ 28 milhões. Eis a nota do governo:

 

“Sobre a ação impetrada pelo Ministério Público do Estado do Piauí, o Governo do Estado informa ter cumprido todas as obrigações legais no contrato celebrado com a Caixa Econômica Federal, cujo objeto é o Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA). As prestações de contas relativas à aplicação de tais recursos foram aprovadas pela Caixa viabilizando, inclusive, a assinatura do contrato para a liberação da segunda etapa.

Segundo nota técnica da Controladoria Geral do Estado (CGE), o bloqueio dos recursos do empréstimo do FINISA provocou a paralização de obras de infraestrutura (calçamentos, asfaltamentos, pontes e adutoras) distribuídas em 158 municípios no Piauí, o que impacta diretamente na vida de 2.921.253 de piauienses.

A aplicação dos recursos oriundos desse empréstimo não foi objeto de exame pelo Tribunal de Contas do Estado. Até o presente momento, o que existe é um relatório preliminar elaborado pela Diretoria de Fiscalização da Administração Estadual (DFAE). Portanto, a ação impetrada pelo Ministério Público, além de não obedecer aos critérios de competência jurídica, é baseada num relatório interno preliminar não julgado pelo Tribunal, que é quem tem competência para apreciar as contas apresentadas pelo Governo, conforme a Lei 5.888 de 2009.

Os atrasos na liberação dos recursos, provocado por mudanças no sistema de prestação de contas da própria Caixa Econômica e por ação judicial impetrada por ex-candidato ao Governo do Estado do Piauí, tem causado prejuízos ao povo piauiense estimados, pela Controladoria Geral do Estado, em R$ 28.118.701, em razão da necessidade de reajustes, desmobilização de canteiros de obras e evolução nos preços dos insumos, além do desemprego de milhares de pessoas e prejuízos às empresas.

O Governo do Estado, além da prestação de contas regular, estará à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.”

Contas que não batem

Foto: Divulgação

O protesto dos empresários contra novo aumento de impostos

O Governo do Estado e os líderes do setor empresarial – no qual se incluem ex-governadores e ex-secretários da área econômica – fazem contas muito diferentes sobre o pacote fiscal em tramitação na Assembleia Legislativa.

Trata-se do Projeto de Lei Ordinária 40/2017, do Poder Executivo, que cria o Programa de Recuperação de Créditos Tributários (Refis). A proposta também aumenta as alíquotas de ICMS de vários produtos e serviços. Este é o ponto de tensão entre governo e empresários, pois já houve aumento de imposto para esses mesmos setores, seguidamente, nos anos de 2015, 2016 e 2017.

Para justificar o novo aumento, a equipe econômica e o próprio governador Wellington Dias alegaram que precisavam de mais R$ 150 milhões para equilibrar as contas públicas.
Outra justificativa seria a necessidade imperiosa de mais recursos para o governo poder honrar o 13º dos servidores públicos.

Corte de energia

Nas negociações com os empresários, o governo propôs a retirada da energia do kit de produto e serviços que terão a alíquota de ICMS aumentada outra vez. Assim, o governo estaria abrindo mão de aproximadamente R$ 40 milhões da meta de R$ 150 milhões.
Ora, pelas contas das lideranças empresariais, somente o abusado reajuste de 27% que o governo Temer concedeu agora para a tarifa de energia vai gerar o aporte de R$ 145 milhões nos cofres da Fazenda estadual, via ICMS, praticamente zerando o alegado déficit.
Além do mais, os recursos oriundos do eventual aumento das alíquotas, caso o pacote seja aprovado, não têm como ser utilizados para o pagamento do 13º de 2017, devido ao princípio da anualidade. A não ser que o governo esteja planejando pagar a segunda parcela do 13º salário apenas em fevereiro ou março do próximo ano, o que parece muito pouco provável até agora.

 

Governo de fachada?

A Secretaria da Fazenda vai pagar R$ 541.295,46 para a empresa Propag Comunicação Visual e Gráfica prestar “de serviços de comunicação visual padronizada para as fachadas do Posto Fiscal da Tabuleta, Agência de Atendimento do Aeroporto e da Gerência Regional de Atendimento Centro/Norte, em Teresina e Gerência Regional de Atendimento na cidade de Piripiri”, conforme estabelece o Processo Administrativo nº. 0066.000.01904/2017-2.  

O custo unitário de cada fachada será superior a R$ 130 mil.

O galpão

A Sefaz vai alugar um galpão na Rua Henrique Dias, nº 541, bairro São Pedro, em Teresina, para armazenagem e guarda com segurança dos bens e documentos fiscais sob a sua responsabilidade.

O custo anualizado do contrato de aluguel, a ser pago à Imobiliária Lima Aguiar, é de R$ 238.800,00 ou R$ 19,9 mil mensais.

Tem mais!

Outra aquisição da Sefaz, no valor de R$ 4.534.540,00, é de serviços técnicos especializados,  incluindo atualizações de versão, implantação e fornecimento de serviços de suporte de produtos Oracle, através da Unidade deTecnologia e Segurança da Informação – UNITEC”.

O valor será repassado à empresa Interlit Processos Inteligentes.

Sociedade de advogados

As sociedades de advogados do Piauí agora estão reunidas na secional piauiense do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA). A primeira reunião ocorreu na quinta-feira da semana passada, a última de outubro. O próximo encontro será dia 30 de novembro.

São dirigentes do Cesa no Estado os advogados Álvaro Mota (presidente), advogados Rafael Neiva Nunes do Rego (vice-presidente), Mário Roberto Pereira de Araújo (secretário-geral), Jairo Oliveira Cavalcante e Leonardo Cerqueira e Carvalho.

Primeira reunião

No primeiro encontro do CESA-PI participaram, entre outros, os advogados Carlos Yure, Sogifroi Moreno, Antônio Cláudio Portella, Lucas Villa, Álvaro Mota, Jairo Cavalcante, Mário Roberto Pereira, Celso Barros Neto, Alexandre Magalhães, Cláudio Rego, Rafael Neiva e Éfren Paulo, na foto de registro após jantar em restaurante na zona Leste.

Dívidas

A convite do prefeito do município de Simões José Ulisses, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Piauí - Faepi, deputado federal Júlio César (PSD), participou de encontro, no final de semana, na Câmara Municipal,  com a equipe do Banco do Nordeste, produtores rurais da região e lideranças políticas para debater e esclarecer dúvidas sobre a renegociação das dívidas  contraídas de créditos rurais.

Algodões

O Governo do Estado atrasou, de novo, o pagamento das parcelas da indenização das vítimas do rompimento da Barragem de Algodões, tragédia ocorrida em maio de 2009 que deixou um rastro de morte e destruição nos municípios de Cocal e Buriti dos Lopes.

O acordo para pagamento da indenização foi fechado em abril, entre o Governo do Estado e a Avaba (Associação das Vítimas e Amigos da Barragem de Algodões), com a intermediação do Tribunal de Justiça.

São R$ 60 milhões no total, divididos em 60 parcelas de R$ 1 milhão. O depósito de R$ 1 milhão referente a outubro deveria cair dia 25 nas contas das famílias beneficiárias. Até sexta, 27, não tinha caído.

Foto: Divulgação

Caravana - O vice-presidente regional do PMDB no Piauí, João Henrique Sousa, reuniu, na sexta-feira e no sábado passados, delegados e presidentes do partido das regiões de Uruçuí e Água Branca, respectivamente. Em pauta, a discussão da tese da candidatura própria da sigla ao Governo do Estado em 2018. Na reunião em Uruçuí, além de lideranças do município, também participaram delegados do PMDB de Porto Alegre do Piauí, Landri Sales, Bertolínia, Antônio Almeida e Ribeiro Gonçalves. Já o encontro em Água Branca contou com a presença de lideranças locais do PMDB, entre elas o vice-prefeito Nem Motos e o presidente da Câmara Municipal, e dos municípios de Curralinhos, Palmeirais, Hugo Napoleão, Jardim do Mulato, Amarante, Angical, São Pedro, Passagem Franca, Miguel Leão e Lagoa do Piauí.

 

*Ainda não se sabe de quem foi a iniciativa, mas o governador e o vice-prefeito de Parnaíba já se encontraram.  

A reunião foi depois do rompimento do vice com o prefeito Mão Santa. O vice saiu atirando.

* O deputado João Madson (PMDB) pediu ao Governo do Estado, via Secretaria Segurança e Comando Geral da PM, reforço policial para o município de Água Branca.

* Por pouco, os ex-ministros João Henrique e Marcelo Castro, vice-presidente e presidente do PMDB no Piauí, não se encontram em Água Branca, no sábado. Um esteve na cidade à tarde o outro à noite, defendendo teses diferentes sobre a sucessão estadual.

Os mistérios da leitura

O escritor O.G. Rego de Carvalho, autor do clássico Rio Subterrâneo, visita a terra-berço, Oeiras, em 1998, em companhia da esposa, Divaneide Carvalho, depois de longos anos ausente. Muito assediado por onde passava. Amadeuzinho Reis, figura popular na cidade e tio do promotor de Justiça e agitador cultural Carlos Rubem, puxa conversa com o romancista, seu amigo de infância, na Pousada do Cônego:

Amadeuzinho: - Olhe, tem um livro seu que eu li, reli e não entendi nada.

O.G - E qual foi?

Amadeuzinho - Aquele "Mar Mediterrâneo"!...

 

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