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Firmino anuncia novo decreto fechando comércio e parques em Teresina; bancos e loterias ficam abertos

 

Publicado por Prefeitura de Teresina em Sábado, 21 de março de 2020

 

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, anunciou no começo da tarde deste sábado (21) outro decreto com novas medidas de combate ao coronavírus na capital. Segundo ele, a cidade precisa parar por completo para evitar a propagação do vírus. O Piauí já possui quatro casos confirmados da covid-19. O documento fecha, dentre algumas atividades econômicas, o comércio e indústrias. Parques ambientais também serão fechados. Farmácias, postos de gasolina, supermercados e os serviços de saúde vão permanecer abertos, assim como os deliverys. O decreto ainda não foi publicado. As medidas valem por tempo indeterminado. O funcionamento de bancos e loterias não será afetado por enquanto, segundo o prefeito.

“O vírus já está aqui, temos que diminuir as atividades para que a cidade fique no seu mínimo módulo. Todas as aglomerações têm que ser reduzidas. Estamos neste sábado assinando um decreto que suspende a realização de toda e qualquer atividade econômica a partir dessa segunda-feira.  Em algumas exceções poderão funcionar”, disse o gestor durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais da Prefeitura.

“Vamos parar a cidade. Chegar ao seu mínimo. É um desafio e não é um desafio qualquer. Por onde esse vírus passou deixou um rastro de morte. Temos que ficar em casa. Nossa cidade nunca passou por nada parecido. Temos que fazer aquilo que é essencial com muita calma. Não podemos deixar o medo nos dominar e o pânico”, acrescentou Firmino.

Firmino alertou para a segurança dos mais de 800 mil cidadãos teresinenses. “Sábado de manhã andei pela cidade e vi muita gente na rua. Vamos parar a cidade. É um desafio para todos nós”, disse 

O prefeito chegou a apontar a gravidade dos reflexos da pandemia na Itália e a possibilidade de uma crise mais acentuada em um país de “terceiro mundo” como o Brasil.  “Por onde esse vírus passou ele deixou um rastro de morte. Não estamos falando de uma gripe qualquer. Estamos falando de ameaça de morte dos nossos pais, nossos avós, nossos irmãos e amigos”, alertou.

 

Hérlon Moraes e Valmir Macêdo
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