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Prefeitura cadastrou 400 barraqueiros para trabalhar no Corso 2017

Foi intensa a procura para inscrições de ambulantes e vendedores que pretendem usar o espaço e comercializar bebidas e comidas na área que corresponde a Avenida Raul Lopes durante o Corso 2017. Ao todo, 400 fichas foram cadastradas pela equipe da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste (SDU Leste). As inscrições foram  encerradas nesta sexta-feira. Neste ano, por orientação do Ministério Público, o número de inscrições foi limitado.

Atendendo a recomendação do Ministério Público, a SDU delimitou as áreas que serão ocupadas pelos ambulantes. “O órgão solicitou que fizéssemos o mapeamento da área do evento com base nas dimensões das barracas que possuem como padrão três metros de largura. Não será permitida também a instalação de barraqueiros em frente de estabelecimentos e na entrada de casas e condomínios. Por isso, só foi possível fazermos a inscrição de 400 ambulantes. No ato da inscrição o solicitante foi identificado com o número da quadra que escolheu ficar e o número da ficha de inscrição para controle”, declarou o gerente de fiscalização, Lupércio Medeiros.

Para as donas de casa Maria de Fátima e Maria de Oliveira, a festa do Corso tem gerado expectativas principalmente no tocante ao aumento da renda com as vendas de alimentos e bebidas. “Estou empolgada e aguardava ansiosa pelo Corso. Garanti meu espaço para vender cachorro quente, arrumadinho e bebidas”, contou a vendedora Fátima. “Todos os anos eu participo. Com as vendas no Corso, quero ficar com uma folguinha no bolso, afinal é o maior do mundo, muita gente vai estar lá e com certeza vamos vender tudo”, disse a barraqueira.     

Maria dos Milagres que trabalha com venda na região do Bairro Santa Barbara, também investiu na venda de comidas e bebidas e garantiu a inscrição da sua barraca na avenida. “Já participo há quatro anos e sempre sou otimista, mesmo com essa crise”, pontuou. Assim como Francisco Alves, autônomo, que também participa do evento há quatro anos.

Ítalo Rômulo, estudante do 10° período do curso de direito de uma faculdade particular, procurou a SDU Leste para se cadastrar como ambulante e arrecadar recursos para sua festa de formatura. “Vou usar o espaço para vender cervejas, águas e refrigerantes. Quero aumentar o caixa e bancar as contas da formatura”, explicou o estudante.   

Conforme informações da ficha, que foi disponibilizada no ato na inscrição, a SDU Leste ressalta observações importantes que devem ser seguidas pelos ambulantes, tais como: as barracas só poderão ser ocupadas a partir do dia 15 de fevereiro, não havendo reserva antecipada de áreas; não poderão ser vendidas bebidas em garrafas de vidro; a Prefeitura não disponibilizará pontos de energia, estando proibida a utilização da rede pública de forma clandestina; não será permitido obstruir ruas e entradas de condomínios e estabelecimentos comerciais e cada barraqueiro será responsável pela limpeza de sua área ocupada, entre outras observações.

As inscrições, que iniciaram na quarta-feira (01), foram realizadas no Distrito de Limpeza da SDU Leste, localizado na Rua Coronel Belisário da Cunha, esquina com Avenida João XXIII, próximo ao balão do São Cristóvão. As inscrições acontecem no horário das 8h às 13h.

Meio Ambiente

A Prefeitura de Teresina também tem se mostrado bastante preocupada com o meio ambiente durante o evento que terá na Avenida Raul Lopes o seu trajeto principal, onde caminhões decorados vão desfilar. “A Raul Lopes possui hoje um dos maiores parques ambientais da cidade, que é o Parque Raul Lopes, ao lado do Rio Poti. Por isso, é proibido o uso pelos ambulantes dessa área, considerada de preservação ambiental, que inclui a calçada ao lado do rio, bem como áreas ajardinadas, exceto pelos foliões”, explicou o gerente de fiscalização.

Camarotes

Segundo a SDU Leste, para o licenciamento dos camarotes na via pública, o interessado deverá dar entrada com o projeto relativo ao espaço na Gerência de Urbanismo, que encaminhará o processo aos diversos setores envolvidos. Segundo André Galvão, gerente de Urbanismo do órgão, será analisado o pedido com a documentação necessária, que inclui, por exemplo, a licença ambiental, o plano de segurança privada, o contrato de locação de banheiros químicos, a assinatura de responsável técnico referente à montagem dos equipamentos, instalações elétricas e projeto de combate a incêndio e pânico, entre outros.

“O mais importante seria o interessado comparecer à SDU com antecedência, pois aqui temos um check-list do que é necessário para dar entrada. Acontece que há outros processos em outros órgãos envolvidos que, de acordo com a natureza do pedido, podem demorar. Dessa forma, nos colocamos à disposição para acertarmos e ajudarmos da melhor maneira”, esclareceu o gerente.

Da Redação
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