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Órgãos do Meio Ambiente vão medir poluição no Corso; prefeitura terá que plantar árvores

Órgãos do Meio Ambiente vão fiscalizar a poluição ambiental gerada no Corso. Para compensar os danos ambientais, a prefeitura terá que plantar árvores ou até mesmo pagar valor em dinheiro. A compensação será proporcional a poluição sonora e a provocada pelo monóxido de carbono liberado pela descarga dos veículos. 

"Com a medição vamos chegar a um coeficiente e a partir dele temos como matematicamente colocar quantas árvores deverão ser plantadas, bem como podemos requisitar valores de restituição por dano ambiental", explica Sávio Carvalho, promotor do Meio Ambiente de Teresina.

Foto: Wilson Filho/ Cidadeverde.com

 Sávio Carvalho, promotor do Meio Ambiente de Teresina

O representante do Ministério Público cita que em 2017 foi criado o Bosque do Corso, justamente, para fazer a compensação ambiental. 

"O resultado da medição deste ano sairá em março ou começo do mês de abril. Com o resultado, vamos dialogar com a Prefeitura para que se chegue a um consenso", explica o promotor.

Sobre a liberação dos paredões de som, que também causarão danos ao Meio Ambiente, Sávio Carvalho ressalta que não compete ao Ministério Público definir "o que deve ou não ser permitido no Corso". 

"O Corso é uma festa do povo e, portanto, não existe dono. Carnaval é festa popular e no nosso entendimento qualquer um dentro da lei deve, pode e tem o direito de participar, desde que obedecida a lei e que seja mantida a Cultura do nosso Corso que é um desfile de caminhões com foliões", finaliza o representante do Ministério Público.


Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com