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Matizes debate homofobia com acadêmicos de direito da Faculdade Camilo Filho

O grupo Matizes participou sexta-feira(27) de seminário sobre homofobia realizado pelos acadêmicos de Direito da Faculdade Camilo Filho. O educador Herbert Medeiros, representante da entidade, destacou aspectos socioculturais do tema e ressaltou as ações do Matizes para o enfrentamento da violência homofóbica.

No primeiro momento da atividade, estudantes apresentaram uma retrospectiva histórica sobre das vivências homoafetivas durante a cultura Grega e Romana. A partir de fontes iconográficas e textos de estudiosos, mostraram como as duas sociedades sancionavam normas sociais e culturais para  as práticas homossexuais. Em seguida, apontaram as interdições e discursos de intolerância estabelecidos na Idade Média em relação aos sujeitos homoafetivos.

Educandos(as) também elencaram as conquistas sociojurídicas advindas a partir da luta e mobilização dos movimentos lgbts em parceria com outros segmentos sociais  para afirmação de direitos e cidadania.

 Entre as conquistas jurídicas destacaram: reconhecimento da união estável pelo STF em 2011; resolução do CNJ aprovando celebração de casamento homoafetivos em cartórios; decisão do STF a favor da adoção por casal gay; aprovação de portaria que regulamenta processo transexualizador pelo SUS; lei estadual do Piauí reconhecendo no âmbito da Administração Pública Estadual o nome social de travestis e transexuais.

Após a exposição dos acadêmicos do curso de Direito, o debatedor do Matizes enfatizou que as práticas de violência homofóbica resultam de um sistema de sociocultural, político e econômico que  subalterniza, invibiliza e oprime  e os sujeitos lgbts na vida social.

Segundo o ativista, a homofobia, lesbofobia e transfobia institucional e cultural encontram-se disseminada em espaços como a escola, o sistema de saúde, a segurança pública, ambiente de trabalho, contexto familiar e certos discursos midiáticos reforçadores de preconceitos e discriminações.

O palestrante ressaltou a atuação do Matizes para o enfretamento da homolesbotransfobia presente nas instâncias sociais. Destacou que a Semana do Orgulho de Ser, atividade organizada pelo grupo, vem ao longo de mais de uma década promovendo na sociedade teresinense  de debates, seminários, oficinas, capacitações e ações culturais em favor da afirmação da cidadania e direitos da população lgbt.

Também realçou a luta permanente do Matizes, em diálogo com  parceiros(as), para colocar na agenda do poder público a construção de políticas públicas de equidade para segmento lgbt.