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Indexado pelo IPCA, financiamento imobiliário pode ficar mais caro

Foto: Divulgação / governo federal

Ainda nesta semana, o governo deve anunciar mudanças no financiamento da casa própria. Com a autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN), os bancos podem, agora, corrigir as prestações do financiamento imobiliário pelo índice da inflação oficial (IPCA).

O primeiro banco a fazer isso deve ser a Caixa, já que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) antecipou que haverão alterações nesse sentido.

Atualmente, os juros cobrados para a compra de imóveis no banco varia de 8,5% a 9,75% + a Taxa Referencial, com exceção dos juros da linha Minha Casa, Minha Vida.

A TR atualmente está zerada. Isso quer dizer que os financiamentos ficam limitados à taxa prefixada pela Caixa.

Para manter o mesmo nível de juros agora, com o reajuste pelo IPCA, a taxa fixa deve ficar em torno de 5%. O IPCA para este ano é de cerca de 3,7%.

Mas o governo diz que a mudança também deve implicar em corte nos juros, por isso, as estimativas indicam que a taxa fixa deve ficar entre 2% e 3%.

O problema é que os financiamentos imobiliários, geralmente, são de longo prazo - entre 15 e 30 anos - e não se pode prever como se comportará a inflação. Nos últimos 3 anos, ela esteve controlada, mas em 2015 passou de 10%.

Nos últimos anos, a Taxa Referencial se manteve mais baixa. Em 2015, por exemplo, fechou o ano em 1,79%. Depois, em 2,01% e, em setembro de 2017, ficou zerada. A última vez que a TR passou de 3% foi em 2003, quando ficou em 4,64%

Por esse motivo, os financiamentos imobiliários devem ficar mais arriscados com a mudança.