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Inflação desacelera em agosto e comer em casa fica mais barato

Foto: Pixabay / reprodução gratuita

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto variou 0,11%, ficando 0,08 ponto percentual abaixo da taxa de julho (0,19%).

A variação acumulada no ano está em 2,54% e, nos últimos 12 meses, em 3,43% - acima dos 3,22% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em agosto de 2018, a taxa havia sido de -0,09%.

Deflação

De julho para agosto, houve deflação em três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. 

As variações negativas foram em:
- Alimentação e bebidas (-0,35%) 
- Transportes (-0,39%)
- Saúde e cuidados pessoais (-0,03%)

As altas foram em:
- Habitação (1,19%) - principal impacto no IPCA de agosto
- Comunicação (0,09%)
- Artigos de residência (0,56%)
- Vestuário (0,23%)
- Despesas pessoais (0,31%)
- Educação (0,16%)

Alimentação mais barata em casa

A queda em Alimentação e bebidas deveu-se, especialmente, ao grupamento da alimentação no domicílio (-0,84%).

A contribuição negativa mais intensa no grupo veio do tomate (-24,49%), cujos preços já haviam recuado em julho (-11,28%). 

Além disso, a batata-inglesa (-9,11%), as hortaliças e verduras (-6,53%) e as carnes (-0,75%) também recuaram em agosto, contribuindo para a variação negativa do grupo observada no mês.

No lado das altas, os destaques foram as frutas (2,14%) e a cebola (7,05%).

A alimentação fora, por sua vez, acelerou de julho (0,15%) para agosto (0,53%), influenciada pelas altas na refeição (0,52%) e no lanche (0,47%), item cujos preços haviam recuado no mês anterior (-0,34%).