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Apesar da alta internacional, Petrobras vai 'segurar' preço da gasolina e do diesel

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil


O ataque às refinarias da Arábia Saudita fez disparar o preço do Petróleo no mercado internacional. Naturalmente, a alta deveria ser sentida também no Brasil, mas ainda na segunda-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que a Petrobras vai "segurar" o reajuste no preço da gasolina e do diesel.

Dessa forma, esse aumento de preço não afetará o consumidor brasileiro de imediato. Bolsonaro disse que conversou com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco e que a estatal vai avaliar o comportamento do preço do petróleo nos próximos dias para só depois decidir sobre a revisão dos preços no Brasil.

A preocupação de especialistas e investidores é que a empresa seja usada, novamente, para atender às demandas do governo, como aconteceu no passado (governo Dilma) para segurar a inflação. Castello Branco disse, no entanto, que vai continuar seguindo sua política de paridade de preços - que atrela os valores às cotações no mercado internacional - mas o valor do petróleo não será elevado "neste primeiro momento", porque o que causou a alta internacional foi algo "atípico".

Na segunda-feira (16), a cotação do petróleo chegou a subir mais de 20% - a maior desde a Guerra do Golfo, em 1991. Ao final do dia, o barril fechou com alta de 14,67% em Nova York, a US$ 62,90. Em Londres, a alta foi de 14,61%, a US$ 69,02.

O ataque à refinaria tirou do mercado uma capacidade equivalente a 5,7 milhões de barris por dia - 6% da oferta mundial.

Atualização às 10h42

Os preços do petróleo registravam leve queda nesta terça-feira (17).  Por volta das 1040h (horário de Brasília), o petróleo Brent recuava 1,46%, a US$ 68,01 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos caía 0,91%, a US$ 62,33 por barril, segundo a Bloomberg.