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Economia Fácil: como fazer e onde investir a reserva de emergência

 

 

Deixa eu fazer uma perguntinha bem básica: se acontecer um imprevisto hoje - se começar um vazamento na sua casa, se você tiver que fazer um tratamento de saúde, se for surpreendido com uma demissão ou até mesmo se o seu celular pifar de vez - você tem como sair disso sem se endividar?

A verdade é que, vez por outra, imprevistos acontecem. E é aqui que entra a necessidade de uma reserva de emergência. Esse dinheiro vai ficar guardado (e rendendo!), a sua disposição, para quando isso acontecer. 

Mas não é uma situação do tipo: sair para jantar com amigos no final do mês quando seu salário já acabou ou comprar uma roupa nova.

Uma emergência é quando você não tem outra opção, a não ser gastar fora do orçamento planejado do mês para evitar um problema ainda maior.

Valor ideal

O ideal para garantir sua segurança financeira é que você junte o equivalente a seis meses do seu custo de vida. 

Você lista todos os seus gastos: as despesas fixas, como conta de água, luz, aluguel, e as variáveis, como os gastos com supermercado, lazer, combustível. Despesas extras de toda espécie. 

A soma de tudo isso é o seu custo de vida mensal. Daí é só multiplicar por seis.

Se você ganha R$ 4 mil por mês, mas só gasta R$ 3 mil, sua reserva de emergência será baseada nos R$ 3 mil. Multiplicado por seis, dá R$ 18 mil.

Agora se você gasta tudo que ganha, aí você multiplica o valor do seu salário por seis. Simples assim.
Isso é o que você precisa para se segurar em caso de demissão, por exemplo. Até porque, o valor máximo pago no seguro desemprego é R$ 1.735,29.

Se você costuma ganhar mais do que isso, vai precisar completar o valor para manter seu padrão de vida até conseguir outro emprego.

Onde investir a reserva de emergência

Para ter sua reserva de emergência é importante que você comece poupando pelo menos 10% da sua renda mensal. Quando você conseguir se ajustar a esse percentual, aumente. Assim, você também aprende a cultivar o hábito de economizar.

O essencial na reserva de emergência é você colocar em alguma aplicação que tenha liquidez diária, ou seja, que você possa retirar a qualquer momento, e que tenha baixo risco, ou seja, renda fixa.

Não precisa ser necessariamente na poupança. Pode ser também no Tesouro Selic, em algum CDB diário ou em qualquer outro investimento que tenha essas características.

Comparação

Você vê agora um gráfico comparativo entre essas três aplicações citadas.

Essa comparação foi feita com o valor de R$ 1.000, levando em consideração um CDB comum em bancos de médio ou pequeno porte (105% do CDI) e Selic em 5,5% ao ano, até seis meses.

A poupança é essa linha vermelha. Em curto prazo, ela se torna mais rentável que o Tesouro Selic, que é essa linha amarela. Isso porque o Tesouro tem uma taxa da Bovespa e o Imposto de Renda, que é alto nos primeiros meses. Mas, depois essa situação se inverte e a poupança se torna menos rentável. 

Já o rendimento do CDB, que é o da linha azul, é mais expressivo desde o início. 

A escolha do investimento depende de você. O mais importante mesmo é começar a poupar imediatamente. 

 

O quadro Economia Fácil é exibido todas as quinta-feiras, no Notícia da Manhã. Veja abaixo os quadros anteriores:

 

 

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