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Inadimplência desacelera e mais da metade dos devedores tem dívida menor que R$ 1 mil

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O número de pessoas físicas inadimplentes no país continua crescendo, mas em patamares mais modestos do que em períodos anteriores. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o volume de consumidores com contas em atraso aumentou 1,3% no último mês de setembro na comparação com igual período de 2018. 

Trata-se da menor expansão do número de devedores desde dezembro de 2017, quando a variação também havia sido de 1,3%. Em setembro do ano passado, a inadimplência cresceu 3,9%.

O arrefecimento da inadimplência também dá sinais mais evidentes na comparação mensal do indicador. Nesse caso, a quantidade de consumidores com contas atrasadas apresentou um leve recuo de -0,5%, o que configura a quarta queda seguida na série histórica do indicador.

Do total de dívidas não pagas no país, 18% foram feitas no comércio, 12% são com empresas de comunicação e 10% se concentram em companhias de serviços básicos, como água e luz.

Em média, cada inadimplente brasileiro tem duas dívidas em aberto, sendo que na maior parte dos casos a soma não ultrapassa quatro dígitos: 

- 37% devem até R$ 500 
- 16% entre R$ 500 e R$ 1.000
- 21% entre R$.1000 e R$ 2.500
- 16% entre R$ 2.500 e R$ 7.500 
- 11% devem mais de R$ 7.500