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Taxa de sobrevivência das empresas no Piauí é a 2ª maior do Norte-Nordeste

Foto: Yasmin Cunha / Revista Cidade Verde

A taxa de sobrevivência das empresas ativas no Piauí foi de 84% em 2017. O estado tinha, naquele ano, 44.646 empresas ativas. Destas, 37.501 sobreviveram. A taxa nacional é levemente superior (84,8%). O Piauí teve a segunda maior taxa de sobrevivência levando em consideração as regiões Norte e Nordeste. O estado ficou atrás apenas da Paraíba (84,3%). 

O resultado do estado está acima das taxas de sobrevivência das regiões Nordeste (83,1%), Norte (81%) e também do Centro-Oeste (82,8%).

No ranking nacional, o Piauí está em 10º lugar. A maior taxa de sobrevivência de empresas foi registrada no Rio Grande do Sul (87,4%).

Os dados são da Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Entradas e saídas de empresas

Em 2017, o Piauí registrou a entrada de 7.145 novas empresas. Destas, 5.158 surgiram pela primeira vez naquele ano; outras 1.987 "renasceram". A taxa de entrada de empresas foi 16%. 

Na outra ponta, 6.093 empresas saíram, o que representa uma taxa de 13,6%. Com isso, o saldo de empresas foi positivo, em 1.052 empresas.

Nacionalmente, o resultado foi negativo em 22,9 mil empresas. A taxa de saída (15,6%) foi maior que a taxa de entrada (15,2%).

Empregos

No Piauí, 249,3 mil pessoas estavam trabalhando nas empresas ativas em 2017. Destes, 239 mil estavam nas empresas sobreviventes; 11 mil nas empresas que entraram e 3 mil nas que saíram. 

O total pago em salário e outras remunerações somou R$ 5,4 milhões nas empresas ativas do Piauí. 

Evolução

Em 2008, a taxa de sobrevivência do Piauí era de 76,11%, enquanto a do país era 78,2%. Isso significa que o estado se aproximou da taxa nacional e evoluiu de forma mais intensa. A taxa de sobrevivência do Piauí cresceu 7,89 ponto percentual, enquanto a do país cresceu 6,9 p.p.

Os piauienses que trabalhavam nas 33.060 empresas ativas somavam 161 mil pessoas. O montante pago a eles era R$ 1,64 milhão - apenas 30% do montante registrado em 2017. 

Atividades

A atividade que mais soma trabalhadores no Piauí é a que engloba o comércio, a reparação de veículos automotores e motocicletas. São 86.916 empregados, 35% do total (mais de um terço).

Em segundo lugar vem a atividade administrativa e serviços complementares, com 15,2% do total de empregados (37.876). Depois vem a indústria da transformação, com 25.903 funcionários, ou 10,4% do total.