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Economia Fácil explica as regras do crédito rotativo do cartão

 

Em dezembro tem os presentes de Natal e as festas, em janeiro tem material escolar, matrícula, anuidade... Os próximos meses são complicados quando o assunto é dinheiro.

Se você não conseguiu fazer uma reserva para esses gastos, o mais comum é que use o cartão de crédito com mais frequência. Porém, nem sempre a gente consegue controlar a fatura e aí, quando ela chega, cadê o dinheiro?!

O cartão de crédito tem uma "vantagem". Você não precisa, obrigatoriamente, pagar toda a fatura - pode pagar qualquer valor a partir do mínimo e esse mínimo, geralmente, é 20% do valor total.

Por exemplo: se sua fatura veio R$ 5 mil, o pagamento mínimo deve ficar em torno de R$ 1000.

Até aí tudo bem, só notícia boa! Mas, quando você paga menos que valor o total, todo o restante entra no chamado crédito rotativo - é aí onde está a pegadinha!

Nesse caso que citamos, com o pagamento de apenas R$ 1 mil, os outros R$ 4 mil irão direto para o rotativo. E sabe quanto custam os juros disso? Em média 307% ao ano. Voltou a superar até o cheque especial.

Tem tudo isso na sua fatura - é mostrado o valor para pagamento mínimo e como você pode pagar a dívida. Abaixo disso, você vê um asterisco com letras miúdas, explicando os juros. Se você ler isso, vai perceber que nunca vale a pena parcelar.

Nesse nosso exemplo, você teria a opção de pagar só R$ 1 mil e dividir o restante em 12 vezes de R$ 416,50. Isso dá um total de R$ 5 mil. No final das contas, você pagou R$ 1 mil só de juros.

E tem mais um detalhe. Esse parcelamento vai ser somado ao total da fatura dos meses seguintes. Então, vamos supor que você parcelou a fatura de janeiro e em fevereiro chegou outra fatura, no valor de R$ 1 mil.

Você vai pagar esses R$ 1 mil mais os R$ 416 da fatura anterior. Se não conseguir pagar tudo, o banco terá que lhe oferecer uma linha de crédito mais barata, porque você só pode ficar no rotativo por 30 dias.

O problema é que, geralmente, esse parcelamento oferecido pelo banco também não tem juros baixos, e você ainda vai comprometer boa parte da sua renda por mais tempo.

Para evitar todas essas armadilhas, se você não tem o valor necessário para pagar a fatura toda, faça um empréstimo pessoal ou consignado, peça emprestado ou negocie direto com a operadora do cartão, para pagar em menos parcelas. Qualquer coisa é melhor do que encarar o rotativo.

Agora, se você já está no rotativo, meu conselho é: não use o cartão de crédito até terminar de pagar tudo. Vai sair de casa? Deixa ele guardadinho na gaveta. A não ser que você queira aumentar o problema.

O quadro Economia Fácil é exibido todas as quinta-feiras, no Notícia da Manhã. Veja abaixo os quadros anteriores:

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