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Com expansão de 130% na agricultura, PIB do Piauí teve a 2ª maior alta do país

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O Piauí cresceu 7,7% em 2017, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta quinta-feira (14), no Palácio de Karnak. Com o resultado, o Piauí teve o segundo maior crescimento do país, atrás apenas do estado do Mato Grosso, cujo crescimento foi de 12,1%, e lidera o crescimento no Nordeste.

O crescimento nacional foi de 1,3%, e o do Nordeste foi de 1,6%. Portanto, o Piauí permanece com expansão superior à registrada no país e na região. Para o gerente de Estudos e Pesquisas Econômicas da Cepro, Fernando Galvão, o resultado mostra uma tendência natural de expansão das atividades produtivas no estado e revela o primeiro ano de recuperação pós crise.

"No ciclo de 2016 estávamos no ápice da crise e esses reflexos derrubaram nosso PIB. Já 2017 é o primeiro ano de início da recuperação econômica do Brasil, que, ainda hoje, está fragilizado. No Piauí, o crescimento foi expressivo (7,7%) e mostra a nossa tendência natural de crescimento econômico, acima da média nacional, e ao mesmo tempo, demonstra que, se nos prepararmos mais ainda, poderemos alçar voos ainda maiores. Já temos mapeado algumas áreas estratégicas de investimento, como turismo, infraestrutura, mineração e energias renováveis, e se potencializarmos essas atividades poderemos dar saltos maiores", declara Galvão.

Em 2017, o estado apresentou um PIB de R$ 45,36 bilhões. O maior destaque foi o setor da Agricultura, que aumentou em torno de 130% por causa da regularização das chuvas.  A indústria de geração de energia eólica também ajudou bastante no resultado.

O secretário do Planejamento, Antônio Neto, foi quem apresentou os dados. Ele citou que o setor de Serviços tem o maior peso na geração de riquezas do estado e teve alta de 2% em 2017 em relação ao ano anterior. Em termos de valor, foram mais significativas as atividades de: administração, educação, saúde pública e comércio. "O Piauí se consagra no radar de uma economia mais dinâmica e competitiva", comemora o secretário.

Agropecuária

A agropecuária é o setor que mais elevou sua participação no PIB do estado. Era 5,1% em 2016 e ficou em 9,4% em 2017, uma alta de 4,3 pontos percentuais.

A produção dos cerrados apresentou expansão nas principais culturas: arroz, feijão, milho e algodão. A cultura da soja continua com o maior destaque, mais que dobrando a produção de um ano para o outro, com alta de 211,9%.

"Em 2017, tivemos uma safra recorde, depois de um período muito difícil, porque em 2016 tivemos uma perda expressiva da safra por questões climáticas, daí o destaque do setor no PIB", explica o chefe da unidade do IBGE no Piauí, Leonardo Passos.

Indústria

Já a indústria teve redução em valor, saiu de 12,7% para 12,1%. A retração foi causada pela queda na indústria da transformação e na construção civil, cujas variações foram de -1% e -9,8%, respectivamente.

"Na indústria tivemos ainda um decréscimo, motivado pela queda na construção civil, que em 2017, decresceu mais de 9%. A gente avalia que isso é o impacto da crise financeira, que culmina na perda de participação deste setor na economia piauiense", esclarece Passos.

Serviços

Segundo os dados, o setor de serviços, que é responsável por 78% da economia do estado, perdeu um pouco de participação devido ao aumento na agropecuária.

"O setor de serviços teve um leve crescimento, no entanto, como a agropecuária teve um avanço mais expressivo, acabou que os serviços perderam participação no PIB, relativamente falando. Mas ainda é muito importante, representa pouco mais de 78% da economia do Piauí", afirma o chefe do IBGE.

De acordo com Passos, nos serviços, o comércio teve leve crescimento, sinalizando o início da retomada econômica, especialmente quanto à venda de automóveis. "Isso contribuiu muito para o resultado do setor de serviços", reafirma.

PIB per capita

O PIB per capita do Piauí subiu R$ 1.199 de um ano para o outro, chegando agora a R$ 14.089. Para o governador Wellington Dias (PT), esse é um importante aspecto para a atração de novos investimentos.

"Aumentar a renda per capita é aumentar o poder de compra. Significa mais gente entrando na classe média, maior consumo, mercado interno aquecido e isso atrai mais investidores", pontua. Ele também ressaltou que a renda e a educação são dois pontos desafiadores que estão interligados.

"Quanto mais avançamos em educação, mais avançamos em outras áreas, inclusive na renda. E agora estamos tendo um crescimento diversificado que vai ficar ainda mais acelerado daqui para frente, nos próximos anos", finaliza.

Apesar da alta, o Piauí está em penúltimo lugar no ranking nesse quesito, à frente apenas do Maranhão (R$ 12.788,75).