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Com depósito do 13º, poupança tem captação líquida de R$ 2,4 bilhões em novembro

Foto: Roberta Aline / Cidadeverde.com

Os brasileiros depositaram R$ 5,81 bilhões na caderneta de poupança no dia 29 de novembro, data limite para o pagamento da primeira parcela do 13º salário. Com isso, os depósitos líquidos somaram R$ 2,426 bilhões em novembro, segundo informações do balanço do Banco Central. 

O ano de 2019 tem sido marcado por certa alternância nos resultados da poupança. São seis meses de saques líquidos e cinco meses de depósitos. Em outubro, o saldo havia ficado negativo em R$ 247,3 milhões.

No acumulado do ano até novembro, a caderneta registra saídas líquidas de R$ 3,884 bilhões. Este resultado está em grande parte ligado ao ambiente de economia ainda fraca e alto desemprego. Com menos dinheiro para fechar as contas, muitas famílias voltaram a recorrer, em alguns momentos, aos recursos depositados na caderneta para fazer frente às despesas mensais.

Em novembro, porém, os depósitos brutos somaram R$ 208,219 bilhões, superando os saques brutos, de R$ 205,793 bilhões. Assim, considerando a entrada líquida de R$ 2,426 bilhões e o rendimento de R$ 2,722 bilhões visto no mês, o estoque total na caderneta de poupança atingiu R$ 825,720 bilhões no fim de novembro.

Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros da economia). A Selic, por sua vez, está em 5% ao ano, no menor patamar da história. Esta regra de remuneração vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).