Cidadeverde.com

Especialista explica os 6 passos a serem seguidos antes de renegociar dívidas

Foto: Roberta Aline / Cidadeverde.com

A falta de educação financeira tem levado muitos brasileiros ao endividamento e inadimplência. Ponto importante é que com a proximidade do fim do ano e recebimento de verbas extras, muitas empresas estão abertas para negociar as dívidas, seja de forma presencial ou online, são os famosos Feirões Limpa Nome. Ponto importante é antes de ir para a etapa de negociações é importante que o consumidor conheça seus números e faça uma faxina financeira. Afinal, apenas com uma mudança comportamental é possível sair dessa situação de forma definitiva.

O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, que acaba de lançar o livro Nome sujo pode ser a solução (Editora DSOP), orienta os seguintes passos:

• Primeiro entenda que você terá que repensar na vida financeira de toda família para poder pagar a dívida, caso contrário será apenas um paliativo;

• Fazer um diagnóstico financeiro, ou seja, saber exatamente quais são seus ganhos e gastos mensais. Com os números em mãos, elimine despesas supérfluas ou desnecessárias;

• Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir;

• Destacar as de produtos e serviços essenciais - como energia elétrica, água e moradia - e as de maior incidência de juros - como cheque especial e cartão de crédito. Esses pagamentos devem ser prioridade;

• Vá para a negociação apenas quando souber o quanto terá disponível mensalmente para pagar;

• Se tiver reservas financeiras para quitar as dívidas, negocie para obter bons descontos. Se não conseguir, poupe mensalmente e as rendas extras, como o 13º salário, para voltar a negociar em breve.

"Esses passos são extremamente necessários, pois só se deve buscar a renegociação de dívidas quando tiver condições de pagar, ou seja, após conhecer as suas finanças e se planejar. Um passo precipitado pode até piorar a situação", orienta Domingos. O Educador Financeiro complementa, explicando que o consumo consciente é a chave para a diminuição do endividamento e, consequentemente, da inadimplência. De nada adiantará participar desses eventos sem uma mudança de comportamento. "As pessoas precisam parar e se fazer algumas perguntas, antes de sair abrindo a carteira. Isso faz parte de ser educado financeiramente", finaliza.