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BC revisa estimativas e PIB deve crescer 1,2% em 2019 e 2,2% em 2020

Foto: Pixabay / reprodução gratuita


O Banco Central revisou a projeção para alta do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e o próximo. Segundo a nova previsão, o PIB de 2019 deve crescer 1,2%. Antes a previsão era de 0,9% de crescimento. Para 2020, a projeção foi revisada de 1,8% para 2,2%, condicionada à continuidade das reformas. As informações constam no relatório de inflação divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (19).

Segundo o BC, "o resultado acima do esperado para o PIB do terceiro trimestre de 2019 favoreceu o carregamento estatístico para o ano corrente, contribuindo para a elevação da estimativa de crescimento anual. Para o crescimento do quarto trimestre, destaca-se o impulso decorrente das liberações extraordinárias de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Programa de Integração Social (PIS)/ Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep)". 

A previsão para a variação anual da agropecuária passou de 1,8% para 2%, refletindo revisão das contas trimestrais e aumento da previsão de abates, em cenário de forte elevação dos preços de carnes.

A projeção para o desempenho da atividade industrial passou de 0,1% para 0,7%, em decorrência dos aumentos nas projeções para indústria extrativa (de -1,6% para -0,4%), indústria de transformação (de -0,2% para 0,2%) e, principalmente, construção civil (de 0,1% para 2,1%), setor que apresentou crescimento significativo ao longo dos últimos dois trimestres, revertendo tendência observada ao longo dos últimos anos. 

A estimativa de expansão da atividade do setor de serviços em 2019 foi ligeiramente revisada (de 1,0% para 1,1%), com destaque para elevações nas projeções para comércio (de 1,2% para 2%) e serviços de informação (de 2,5% para 3,5%). Em sentido oposto, as estimativas para outros
serviços e administração, saúde e educação públicas foram reduzidas para 1,2% e -0,2%, na ordem, ante projeções anteriores de 1,6% e 0,1%.

A estimativa de crescimento para o consumo das famílias foi revista de 1,6% para 2%. Para a exportação e importação de bens e serviços, estimam-se variações respectivas de -3,0% e 1,7%, em 2019.