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Economistas debatem terceirização: "É uma faca de dois gumes"

Após a aprovação, na Câmara dos Deputados, do texto principal do projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização, o assunto tem sido alvo de polêmicas de todos os lados. Amanhã (14), serão votadas as alterações, mas, o que já está certo é que, se passar pelo Senado, os trabalhadores terceirizados poderão exercer qualquer função, e não apenas para atividade-meio, como acontece hoje. O projeto engloba empresas públicas e privadas. A Coluna Economia & Negócios, do Cidadeverde.com, ouviu um grupo de três economistas sobre o assunto:

"Não precisamos de um capitalismo selvagem. A mão-de-obra não pode ser massacrada. Essas medidas irão diminuir os direitos trabalhistas, reduzindo os deveres do empregador com o funcionário e não há estudos que comprovem se vai aumentar o número de empregos"

- Teresinha Ferreira, presidente do Sindicato dos Economistas do Piauí.

 

 

"O país está em crise. As grandes empresas têm força política e a terceirização é resultado justamente disso. Por um lado é bom, porque o empresário não terá que demitir. Essa foi uma forma encontrada para amenizar os custos e segurar os empregados, mas agora eles vão sair dessa esfera para se tornarem empresários e nem todos têm tino para isso. É uma faca de dois gumes"

- Stefano de Almeida Lopes.

 

"Para o empresário, a terceirização representará mão-de-obra barata, mas há pontos negativos também para ele. Acredito que o trabalhador não passará por qualificação, porque teria que tirar recursos próprios para isso. A mão-de-obra despreparada não vai produzir como o cliente deseja e será ruim para todo o país. Haverá uma acomodação. Na UFPI, por exemplo, temos mais de mil terceirizados. Eles se acomodaram naquela função, sem a necessidade de concurso"

- Ivanildo Oliveira.