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Pãozinho e carne bovina são os vilões da inflação em Teresina

O custo de vida em Teresina registrou alta de 0,46% no mês de abril, segundo pesquisa da Fundação Cepro - o número ficou abaixo do IPCA nacional, que registrou alta de 0,71% no mês passado. O acréscimo na capital do Piauí deve-se, principalmente, aos segmentos de Saúde e Alimentação e Cuidados Pessoais. O pão e a carne bovina, que fazem parte dessas categorias, inflacionaram 7,67% e 6,10% respectivamente. Os rémédios sofreram acréscimo de 2,84%.

No primeiro quadrimestre, o crescimento acumulado de Teresina ficou em 3,59%. Já nos últimos 12 meses, a taxa foi de 8,32%. “Neste último mês de abril em Teresina tivemos quatro grupos (dos sete pesquisados) com deflação, o que inibiu um pouco mais o crescimento da inflação. Porém, a alimentação, que aumentou significativamente em abril, tem um peso grande na estrutura do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e é fortemente sentida pelas famílias, porque seus itens são produtos de consumo inadiável”, explica o estatístico da Fundação Cepro, Elias Alves Barbosa. 

Segundo ele, os grupos com maior deflação em abril foram aqueles em que o consumo é adiável, o que mostra que o consumidor está freando mais seu consumo, ou está sem dinheiro no bolso. Veja abaixo as tabelas comparativas: