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Crescimento do Piauí diminui, mas renda per capita ultrapassa R$ 9,8 mil

O Produto Interno Bruto do Piauí (PIB), divulgado nesta quinta-feira (19), pela Fundação Cepro, revela que, em 2013, o Estado cresceu 2,4% em relação ao ano anterior (2012). Entretanto, esse foi o menor crescimento dos últimos 6 anos (em 2007, o PIB do Piauí cresceu apenas 2%). Em 2012, o crescimento havia sido de 5,3% (maior que a média nacional, que foi 1,9%). O presidente da Fundação Cepro, economista Cézar Fortes, avalia que o resultado é decorrente da estiagem. “O Piauí continua crescendo, só que o ritmo de crescimento sofreu uma diminuição, decorrente, sobretudo, dos problemas enfrentados pela Agropecuária”, afirma. 

Em valores correntes, o crescimento do Piauí é de R$ 31.240 milhões. Apesar de ter crescido menos, a média anual do Estado é 4,46%, já que nos últimos três anos (2011 - 2013), o Piauí acumulou crescimento de 13,4%. Esse resultado continua maior que a média nacional – o Brasil cresceu 9,1% no mesmo período, o que representa média de 3% ao ano. Apesar disso, o Piauí subiu uma posição no ranking das maiores economias do país e agora ocupa o 22º lugar, com 0,6% de participação nas riquezas nacionais.

O PIB brasileiro atingiu R$ 5,3 trilhões em valores correntes de 2013, significando um crescimento de 3% em relação ao ano anterior. O PIB representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços produzidos. 

Per capita aumenta
Em 2013 o Piauí obteve uma renda per capita de R$ 9.811,04, ante R$ 9.056,89 em 2012. Apesar de ainda ser a menor do Brasil, representa um crescimento de 8,3%. Porém, agora está mais distante da renda per capita nacional, que era de R$ 24.779,53 e passou para R$ 26.445,72. Esse índice é utilizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), como critério para o rateio do cálculo do FPE e do FPM – Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios. 

Setores de queda
A agropecuária foi a principal responsável pela queda do ritmo de crescimento do PIB piauiense em 2013 e perdeu participação, inclusive, na estrutura produtiva do Estado, passando de 7,86% para 6,38%. O valor adicionado do setor caiu 26,07% em 2013, consequência de fatores climáticos desfavoráveis que prejudicaram tanto a agricultura moderna dos cerrados piauienses, quanto a agricultura familiar. Na safra de 2013, colheu-se 1,56 milhões de toneladas de grãos, caracterizando uma queda de 29,65% em relação ao ano anterior. Para efeito de comparação, registre-se que a produção estadual de grãos para o ano de 2015 está estimada em 3,3 milhões de toneladas de grãos, o dobro da safra de 2013. “Em 2014 nós já tivemos melhores resultados neste setor e em 2015 esses números foram ainda superiores, o que, com certeza, dará um salto no nosso PIB de 2015”, explica Cezar Fortes. Também pelo lado da pecuária, o ano de 2013 registrou um difícil desempenho. Assim, tanto os rebanhos bovino, suíno, quanto o caprino sofreram acentuadas reduções.

Os Serviços Industriais de Utilidade Pública - SIUP (produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de resíduos e descontaminação) decresceram em 2013 a uma taxa de 0,97% em comparação com o mesmo período de 2012. A distribuição de energia e água motivou a redução dessa taxa. Também houve retração no setor de geração de energia. 

Setores de alta

Em 2013, a atividade industrial representou 12,36% da economia piauiense, somando R$ 3.438 milhões do Valor Adicionado Bruto do Estado.  Os principais aumentos foram verificados na Indústria Extrativa 17,98%, na Construção Civil 9,31%, e na Indústria de Transformação 3,40%. A Indústria Extrativa cresceu 17,98%, com destaque para extração de calcário, dolomita e extração de mineral para fabricação de adubos. 

A Construção Civil experimentou um bom crescimento no ano de 2013 (9,31,%) em relação a 2012 (6,01%). 

Quanto aos Serviços, responsável por 81,26%  do Valor Adicionado em 2013, o setor cresceu a uma taxa de 4,0%.  O bom desempenho fez crescer sua participação na economia do Estado em 4,4 pontos percentuais, com destaques para as atividades: Administração Pública - 34,41%; Comércio - 18,49%; Atividades Imobiliárias - 7,74%; Atividades Profissionais Científicas e Tecnológicas - 4,90%; e Alojamento e Alimentação - 3,40%. A atividade Comércio, parte importante do setor de serviços, ganhou participação na Economia em 2013 evoluindo de 17,54% para 18,49%.  

Quanto ao crescimento das atividades do setor Serviços, os mais expressivos foram: Serviços de Informação e Comunicação (23,56%), Atividades profissionais, científicas e técnicas (9,37%); Atividades Financeiras (8,70%);  Comércio (6,38%) e Transportes (5,08%).

 

Produto Interno Bruto, população residente e Produto Interno Bruto per capita,
segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 2013