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Número de desocupados cresce 1,5% no Piauí; Estado perde mil empregadores

Diferente do que tem sido dito pelas autoridades políticas estaduais, a crise econômica está, sim, afetando o Piauí. De acordo com a PNAD Contínua, o percentual de desocupados do Piauí saltou de 6,1% para 7,6%, no 3° trimestre de 2015. Os dados foram divulgados à Coluna Economia & Negócios, do Cidadeverde.com, pela Supervisão de Disseminação de Informações do IBGE/PI.

A pesquisa revela que, de 2014 para 2015, no período de julho a setembro, o número de piauienses aptos ao trabalho aumentou de 1,492 milhão para 1,498. Apesar disso, o número de pessoas ocupadas foi reduzido de 1,401 milhão para 1,383 milhão. Enquanto que a força de trabalho desocupada passou de 91 mil para 114 mil. O número de pessoas que, por opção própria, não estão ocupadas subiu 0,3%. 

Veja os dados gerais do Piauí:

Pelos dados levantados, é possível perceber que o único índice que teve crescimento foi o de trabalhadores por conta própria, que saiu de 396 mil para 404 mil. O resultado pode ser reflexo do desemprego - as pessoas estão optando por trabalhar por conta própria por causa da escassez de oportunidades no mercado de trabalho. 

Das pessoas acima de 14 anos que estão desocupadas por opção (1,03 milhão):


- 207 mil afirmam que tinham que cuidar dos afazeres domésticos, dos filhos ou outros dependentes;
- 203 mil estavam estudando;
- 158 mil tinham incapacidade física, mental ou doença permanente;
- 250 mil se consideram muito jovem ou muito idoso para trabalhar;  
- 37 mil afirmam que não querem trabalhar;
- 175 mil deram outros motivos.

Crise também em Teresina

A pesquisa revela ainda que na Grande Teresina e especificamente na capital, o número de empregados, de empregadores, de trabalhadores por conta própria e de pessoas que trabalham ajudando a família também caiu. Os números apontam que Teresina reduziu em 2 mil o número de empregadores. Na grande Teresina, a redução foi de 4 mil. Veja na tabela: