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Governo anuncia corte de custos em 2016, mas garante cumprir reajustes

 

O secretário da Fazenda do Piauí, Rafael Fonteles, afirmou que o governo do Estado fará mais cortes no custeio dos órgãos públicos para conseguir driblar a crise econômica. A redução de gastos será em torno de 20% já no primeiro semestre de 2016. "Mesmo gerando insatisfação, estamos enxugando alguns processos e pastas e fazendo o que é possível fazer. Já estamos fazendo cortes e vamos aprofundar ainda mais no início do próximo ano porque está muito difícil planejar quando o FPE [Fundo de Participação dos Estados] está em frequente queda", esclarece o gestor. Apesar dos apertos, ele garante que os acordos de reajustes firmados em 2015 serão cumpridos como o prometido.

Fonteles acrescenta que as medidas para conter a crise no país só começarão a surtir efeito daqui a 6 meses e, apesar do Piauí estar em situação melhor que outras unidades da Federação, poderá voltar a ultrapassar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em 2016. "A situação econômica se deteriorou. A indústria piauiense já sentiu isso e agora o comércio está sentindo. As empresas estão tendo dificuldade de pagar o 13° e honrar seus outros pagamentos, especialmente nos últimos 90 dias. E, no governo, o limite de gastos com pessoal voltou a nos assombrar. Mesmo com parcelamentos dos reajustes, temos o risco de superarmos o limite e sermos impedidos de algumas ações mais na frente", explica.

O secretário disse ainda que o governo está em alerta máximo, pois este já é o segundo ano consecutivo de PIB negativo. "Isso não acontece desde a década de 30", lamenta. Segundo o gestor, a queda do FPM será de 10% (nominal) em dezembro. "Mas com a inflação, chega a 20%. E, em janeiro será de 11% nominal e com a inflação, 21%", lamenta. Fonteles afirmou que os pagamentos deste ano foram "segurados" pelo ICMS e que a "sorte" do Piauí é ter capacidade de crédito. "Os números fiscais são bons e isso nos garante crédito. Estamos aguardando o valor de R$ 1,2 bilhão do Banco Mundial e os R$ 300 milhões do Banco do Brasil. Este último deve entrar nos próximos dias nas contas do Estado", completa.