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Prestação do "Minha Casa, Minha Vida" deve ficar mais cara

A Caixa Econômica Federal (CEF) informou, nesta quinta-feira (17), que deixará de subsidiar o seguro do financiamento habitacional "Minha Casa, Minha Vida". A decisão aumentará o valor das prestações dos novos contratos. O motivo é que desde a semana passada, o Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab) - criado pelo governo para cobrir sinistros como morte do mutuário ou dano ao imóvel para as faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida - não recebeu mais recursos, após ter atingido as 2 milhões de unidades previstas inicialmente.

Esse fundo também cobria as prestações não pagas em caso de desemprego e redução temporária da capacidade de pagamento - uma espécie de empréstimo que era restituído posteriormente. O seguro corresponde a uma parcela fixa de 0,5% sobre o valor da prestação e uma parcela variável de acordo com a idade do devedor. O banco acrescentou que permanecem inalteradas as condições para os contratos vigentes que já contam com a garantia do FGHab, mas os novos contratos do programa terão condições semelhantes às dos demais financiamentos imobiliários, que preveem a contratação obrigatória de seguro de mercado pelo mutuário.